Deus Ex: Todos os Jogos da Série, do Pior ao Melhor


melhores jogos deus ex
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Criada por Warren Spector como uma resposta aos jogos convencionais de fantasia e ficção científica, a série Deus Ex se tornou uma das referências máximas do gênero immersive sim. A proposta combina tiro em primeira pessoa, RPG de ação e furtividade dentro de um futuro distópico cyberpunk movido por sociedades secretas, transumanismo e teorias da conspiração. São poucos jogos ao longo de mais de duas décadas, mas o impacto na indústria é enorme.

Se a pergunta é direta, qual é o melhor jogo de Deus Ex, a disputa fica entre dois nomes. O Deus Ex original é o mais influente e o mais bem avaliado pela crítica, enquanto Deus Ex: Human Revolution é a porta de entrada mais moderna e acessível para quem chega agora. Abaixo estão todos os jogos ranqueados do pior ao melhor, com onde jogar cada um e o que saber sobre o futuro da franquia.

E há novidade recente para quem quer conhecer a série: o clássico original ganhou um remaster anunciado pela Aspyr em parceria com a Eidos-Montréal, para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC. Ele chegou a ter data marcada, mas após críticas às primeiras imagens acabou adiado por tempo indeterminado. Falo mais disso no fim.

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Todos os jogos de Deus Ex de relance

A série principal tem quatro títulos, somados a alguns spin-offs. A tabela reúne cada jogo com desenvolvedor, plataformas, nota da crítica e duração média, útil tanto para quem busca o ranking quanto para quem só quer saber quantos jogos de Deus Ex existem e onde eles rodam.

Jogo Desenvolvedor Plataformas Nota da crítica Duração média
Deus Ex Ion Storm PC, PS2 90 ~23h
Human Revolution Eidos-Montréal PS3, Xbox 360, Wii U, PC 89 ~22h
Mankind Divided Eidos-Montréal PC, PS4, Xbox One 84 ~16h
Invisible War Ion Storm PC, Xbox 84 ~9h
Deus Ex Go Square Enix Montréal Android, iOS, PC 81 ~4h
The Fall N-Fusion Interactive Android, iOS, PC 69 curto
Breach Eidos-Montréal PC sem nota (44% no Steam) curto

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Por onde começar em Deus Ex

Nenhum jogo da série é numerado, o que confunde quem chega agora. A recomendação mais segura para iniciantes é começar por Human Revolution: ele é uma prequela, funciona de forma independente, moderniza os controles e apresenta o protagonista mais popular da franquia, Adam Jensen. Depois dele, o caminho natural é o Deus Ex original, que fecha o círculo com o protagonista JC Denton.

Para quem prefere seguir a cronologia da história em vez da ordem de lançamento, a sequência fica assim:

  • Human Revolution e Mankind Divided, ambientados nas origens do transumanismo com Adam Jensen.
  • The Fall, spin-off mobile que se passa no mesmo período de Jensen, mas com outro protagonista.
  • Deus Ex e Invisible War, que avançam décadas no futuro e encerram a linha temporal principal.

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Os jogos de Deus Ex, do pior ao melhor

O ranking vai do spin-off mais criticado até o clássico fundador. As notas de crítica ajudam a situar cada título, mas o texto explica por que cada um caiu ou subiu na lista.

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7. Deus Ex: Breach

Deus Ex Breach spin-off arcade de hacking da franquia Deus Ex
Deus Ex Breach

As microtransações sempre foram um ponto sensível na franquia, mas nenhuma foi tão agressiva quanto em Deus Ex: Breach. O jogo cobra o jogador o tempo todo, inclusive por munição, e espera pagamento em dinheiro real por algumas balas. Pior: a jogabilidade é apenas uma versão de um modo já presente em Mankind Divided, ambientada no mundo virtual da Neural SubNet, com hackers invadindo um banco de dados. Não oferece nada de novo além do modelo de cobrança, e por isso é o ponto mais baixo da série.

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6. Deus Ex: The Fall

Deus Ex The Fall spin-off mobile com o protagonista Ben Saxon
Deus Ex The Fall

Dá para dar crédito a Deus Ex: The Fall pela tentativa de levar a franquia aos celulares. Ele reaproveita a paleta de cores e várias mecânicas de Human Revolution, incluindo abordagens letais e não letais e o sistema de aumentos. O problema são os controles adaptados de forma desajeitada e a exploração reduzida, que praticamente eliminam o elemento immersive sim. A história, protagonizada por Ben Saxon e Anna Kelso, foi planejada como o início de uma saga episódica que nunca engrenou.

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5. Deus Ex Go

Deus Ex Go jogo de puzzle isometrico por turnos com Adam Jensen
Deus Ex Go

Uma escolha inusitada para uma franquia de tiro, Deus Ex Go seguiu a linha dos jogos de puzzle isométricos da série Go, ao lado de versões de Hitman e Tomb Raider. Ele dá a Adam Jensen uma história compacta e mecânicas de quebra-cabeça por turnos, nas quais o jogador se move entre nós e derruba inimigos pela abordagem certa. A tradução do tiroteio para o puzzle funciona, mas a campanha é curta e a estética parece incompleta. Pesa contra ele o fato de não estar mais disponível, já que os servidores foram desligados e o jogo saiu das lojas.

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4. Deus Ex: Invisible War

Deus Ex Invisible War sequencia do original desenvolvida pela Ion Storm
Deus Ex Invisible War

A sequência direta do original tentou ser mais acessível e dar mais liberdade ao jogador nas escolhas de jogabilidade e narrativa. Em parte conseguiu: há facções variadas para apoiar e a personalização de armas foi ampliada. O problema é o conjunto. Ao mesmo tempo em que refinou algumas áreas, abandonou parte da identidade immersive sim que fazia o primeiro jogo brilhar, avançando demais para a ficção científica genérica. Uma inteligência artificial inimiga fraca e uma versão de PC problemática deixam Invisible War abaixo dos capítulos principais, ainda que continue sendo um bom jogo.

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3. Deus Ex: Mankind Divided

Deus Ex Mankind Divided com Adam Jensen e o tema da segregacao de aumentados
Deus Ex Humankind Divided

Sequência de Human Revolution, Mankind Divided entrega uma jogabilidade excelente que refina tudo o que veio antes, com forte ênfase em transumanismo e cibernética e no sistema de aumentos de Adam Jensen. Ambientado num mundo em que os aumentados viraram alvos de segregação, ele tem um dos melhores loops de furtividade e ação da série.

O tropeço fica no fim apressado e inconclusivo, que encerra a campanha num gancho sem amarrar pontos importantes. Isso, somado ao marketing controverso, ao esquema de pré-venda em níveis e às práticas ruins de DLC, resultou em vendas abaixo do esperado e numa recepção morna, apesar da qualidade técnica.

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2. Deus Ex: Human Revolution

Deus Ex Human Revolution prequela cyberpunk com estetica de dourado e preto
Deus Ex Human Revolution

Prequela do original, Human Revolution reinventou a série e ajudou a reacender o gênero immersive sim e a estética cyberpunk nos games. Com um estilo artístico marcante de pretos, dourados e laranjas, ele modernizou o combate e criou um mundo futurista denso, com forte interação com o cenário e liberdade real entre abordagens letais, furtivas ou de diálogo.

O grande trunfo é Adam Jensen, protagonista carismático que virou um dos rostos mais reconhecíveis do gênero. A versão do diretor corrigiu os defeitos do lançamento original, como as lutas contra chefes. É a melhor porta de entrada para a franquia e um dos grandes jogos da sua geração, atrás apenas do clássico que o inspirou.

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1. Deus Ex

Deus Ex original de 2000 com JC Denton o immersive sim fundador do genero
Deus Ex

O jogo que começou tudo. Deus Ex é altamente inovador ao combinar vários gêneros num conto cyberpunk sobre sociedades secretas e um governo distópico. O jogador controla JC Denton, um agente com aumentos em nanotecnologia da UNATCO que precisa deter um grupo terrorista em meio à disputa por uma vacina contra a praga Morte Cinzenta. A ação passeia por locais como Nova York, Hong Kong, Paris e a Área 51, sempre com liberdade total: dá para invadir pela porta da frente, hackear a segurança, se esgueirar na sombra ou resolver tudo no diálogo.

Mesmo mostrando a idade em alguns aspectos, o original envelheceu surpreendentemente bem na jogabilidade e serviu de inspiração para incontáveis jogos em vários gêneros. JC Denton pode ser um protagonista menos lembrado hoje ao lado de Adam Jensen, mas continua sendo a melhor introdução ao mundo da série e o ponto mais alto dela.

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O futuro da franquia e o remaster do clássico

A propriedade de Deus Ex passou por várias mãos. Os dois primeiros jogos foram feitos pela Ion Storm e publicados pela Eidos Interactive, enquanto a Eidos-Montréal assumiu a série a partir de Human Revolution, sob a Square Enix. Depois disso, a franquia foi vendida para a Embracer Group, no mesmo pacote que levou Tomb Raider e Legacy of Kain.

O futuro é incerto. A Eidos-Montréal chegou a desenvolver um novo Deus Ex por cerca de dois anos, mas a Embracer cancelou o projeto em meio a uma reestruturação, com demissões no estúdio, que passou a focar em uma franquia original. Por ora, a série segue sem um novo jogo em produção confirmado.

A novidade concreta é o Deus Ex Remastered, versão modernizada do original anunciada pela Aspyr em parceria com a Eidos-Montréal para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC. A proposta inclui iluminação refeita, modelos reconstruídos, salvamento automático, carregamento mais rápido e suporte a controle. As primeiras imagens, porém, foram muito criticadas pela comunidade, e o lançamento acabou adiado por tempo indeterminado. Vale acompanhar antes de esperar por ele.

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Perguntas frequentes sobre a série Deus Ex

Quantos jogos de Deus Ex existem?

A série principal tem quatro títulos: o Deus Ex original, Invisible War, Human Revolution e Mankind Divided. A eles se somam spin-offs como The Fall, Deus Ex Go e Breach, o que leva o total a sete jogos. Relacionado: melhores jogos de Need for Speed.

Qual é o melhor jogo de Deus Ex?

O Deus Ex original é o mais bem avaliado pela crítica e o mais influente da história do gênero. Human Revolution aparece logo atrás e é frequentemente apontado como o melhor para quem está começando, por ser mais moderno e acessível.

Por onde começar a jogar Deus Ex?

O ponto de partida recomendado é Human Revolution, que funciona de forma independente, tem controles modernos e apresenta o protagonista Adam Jensen. Depois dele, vale conhecer o Deus Ex original para entender as origens da franquia.

Vai ter um Deus Ex novo?

Não há um novo jogo em produção confirmado. A Eidos-Montréal desenvolvia um novo Deus Ex, mas o projeto foi cancelado pela Embracer durante cortes, e o estúdio passou a trabalhar em uma franquia original.

O remaster de Deus Ex já saiu?

O Deus Ex Remastered foi anunciado pela Aspyr para PS5, Xbox Series, Switch e PC e chegou a ter data marcada, mas foi adiado por tempo indeterminado após críticas às primeiras imagens. Ainda não há data definitiva de lançamento.

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Vale a pena entrar no mundo de Deus Ex

Poucas franquias entregam tanto impacto com tão poucos jogos. Mesmo com spin-offs esquecíveis como Breach e The Fall, a série sustenta dois clássicos absolutos, o Deus Ex original e Human Revolution, que continuam sendo leitura obrigatória para qualquer fã de RPG cyberpunk e immersive sim. Com o remaster do original a caminho, é um bom momento para conhecer de onde veio tanta influência.

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San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.

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