Os melhores jogos da Larian Studios vão de clássicos de nicho até um dos maiores RPGs já feitos. Se você quer a resposta direta, o melhor jogo do estúdio é Baldur’s Gate 3, seguido de perto por Divinity: Original Sin 2, que também é a melhor porta de entrada para quem está começando agora.
Este guia classifica todos os jogos da Larian Studios do pior ao melhor, com plataformas, estilo e onde jogar cada um. Fundado por Swen Vincke, o estúdio belga construiu a fama no universo de Rivellon, com a série Divinity, antes de dominar o gênero com Baldur’s Gate 3, sua adaptação de Dungeons & Dragons.
Há ainda uma novidade quente: a Larian decidiu não fazer Baldur’s Gate 4 e anunciou seu próximo jogo, um novo Divinity apresentado como ainda maior que BG3. Ele já é um dos melhores videogames mais aguardados, e detalho tudo no fim.
Boa parte desses RPGs está no PlayStation, e vários estão entre os melhores jogos do PS4. Veja o resumo de todos os títulos antes do ranking completo.
Todos os jogos da Larian Studios de relance
A tabela reúne os principais jogos do estúdio com plataformas, estilo e o motivo de jogar cada um. Para quem chegou pela série Baldur’s Gate, é o mapa rápido de onde a Larian começou e como chegou ao topo.
| Jogo | Plataformas | Estilo | Por que jogar |
|---|---|---|---|
| Baldur’s Gate 3 | PS5, Xbox Series, PC | RPG por turnos (D&D) | A obra-prima do estúdio e o melhor RPG da década |
| Divinity: Original Sin 2 | PS4, Xbox One, Switch, PC | RPG tático isométrico | Um dos melhores RPGs já feitos, a melhor porta de entrada |
| Divinity: Original Sin | PS4, Xbox One, PC | RPG tático isométrico | O jogo que virou a chave e salvou a Larian |
| Divine Divinity | PC | Action RPG estilo Diablo | A origem de Rivellon e de toda a franquia |
| Divinity 2: Ego Draconis | PC, Xbox | Action RPG 3D | Permite virar dragão e voar por Rivellon |
| Divinity: Dragon Commander | PC | Estratégia 4X com RPG | Spin-off ousado de guerra, política e dragões |
| Beyond Divinity | PC | CRPG clássico | Controle simultâneo de dois personagens soul-forged |
Por onde começar nos jogos da Larian
Se você chegou por Baldur’s Gate 3 e quer mais, comece por Divinity: Original Sin 2, o mais próximo em qualidade e estilo. Ele é um RPG tático por turnos exigente, na mesma pegada de recompensa por dedicação que atrai quem gosta dos jogos soulslike e metroidvania. Depois dele, o primeiro Original Sin vale muito, mesmo sendo mais rústico.
O que une todos os jogos da Larian é a escrita afiada e o peso real das escolhas, algo que o estúdio persegue tanto quanto nomes especializados em narrativa como a Telltale Games. Quem quiser recuar até a raiz encontra jogos mais datados, mas ainda cheios de personalidade.
Ranking dos melhores jogos da Larian Studios, do pior ao melhor
Da experiência mais irregular até a obra-prima do estúdio, veja como cada jogo da Larian se posiciona no ranking e por quê.
9. Beyond Divinity: o CRPG de dois personagens

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC
- Gênero: RPG de ação (CRPG)
- Modos: Um jogador
Sequência de Divine Divinity, Beyond Divinity coloca o jogador na pele de um paladino arrastado para outro universo e soul-forged, ligado à força a um death knight amaldiçoado. A premissa obriga os dois inimigos a cooperarem para quebrar esse elo, e o controle simultâneo de dois personagens em combate pausável foi uma ideia à frente do tempo. O problema é o polimento: a dificuldade artificial e o ritmo tedioso derrubaram o jogo, que hoje é difícil de revisitar. Ainda assim, mostra a coragem da Larian de experimentar. Para quem prefere ação a turnos, vale ver também os melhores jogos do Homem-Aranha.
8. Divinity 2: Ego Draconis, o RPG de virar dragão

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC, Xbox 360
- Gênero: Action RPG
- Modos: Um jogador
A tentativa da Larian de ir para o 3D completo, Divinity 2: Ego Draconis coloca o jogador como um Dragon Slayer encarregado de caçar os últimos dragões de Rivellon, enquanto Damian, o Damned One, ameaça a terra. O grande atrativo é a Battle Tower, base de missões, e a possibilidade de se transformar em dragão para combates aéreos. Nivelamento cansativo e mecânicas confusas seguraram o jogo, mas a narrativa é um salto sobre Divine Divinity. Essa disposição de variar de gênero lembra como o PlayStation vai de RPG a corridas de Need for Speed, sempre buscando algo novo.
Divinity 2: Flames of Vengeance

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC
- Gênero: Action RPG (expansão)
- Modos: Um jogador
Expansão de Ego Draconis, Flames of Vengeance continua a história logo onde ela parou, com a defesa de Aleroth, a última cidade de pé em Rivellon, contra a campanha de Damian. Ela ouviu o feedback dos jogadores e corrigiu parte dos problemas do jogo base, aparando o combate desequilibrado das dificuldades mais altas. Não é um jogo excepcional, mas eleva um RPG de ação já divertido. O pacote completo, reunindo os dois, ficou conhecido como The Dragon Knight Saga. Quem curte clássicos de PlayStation pode aproveitar para conhecer também os melhores jogos do Sly Cooper.
7. Divinity: Dragon Commander, o spin-off de estratégia

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC
- Gênero: Estratégia (4X e RTS) com RPG
- Modos: Um jogador, multijogador
O jogo mais fora da curva do estúdio, Dragon Commander mistura estratégia 4X, RTS e RPG, ambientado em uma Rivellon milhares de anos antes dos outros jogos. O jogador é o Dragon Commander, filho bastardo do falecido Imperador Sigurd, que precisa enfrentar os meio-irmãos e destruir a tecnologia steampunk demoníaca do pai. Entre as fases, dá para conversar com conselheiros de várias raças, decisões que impactam o combate por turnos e a batalha em tempo real. Os generais bem escritos e hilários são a marca da casa. É um experimento imperfeito, mas único, do tipo que agrada até quem também curte jogos leves para toda a família como os jogos da Disney.
6. Divine Divinity: o início da série Divinity

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC
- Gênero: Action RPG (estilo CRPG)
- Modos: Um jogador
Muita gente acha que a série começou com Original Sin, mas foi Divine Divinity que acendeu a chama. À primeira vista parece um clone de Diablo, com combate action e visão isométrica, mas o brilho está na liberdade: habilidades fora de combate como barganha e arrombamento, diálogos ramificados e criação de personagem flexível. Aqui nasce Rivellon, com o jogador fazendo tarefas em Aleroth para o Duque Janus, do Castelo Stormfist, antes de descobrir uma grande farsa e ter que deter o demônio Chaos. É uma relíquia que fundou mais de 20 anos de lore, um clássico com aquele apelo nostálgico de quem também gosta de jogos de bichinho virtual que marcaram época.
5. Divinity: Original Sin, a virada da Larian Studios

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC
- Gênero: RPG tático por turnos
- Modos: Um jogador, cooperativo
Considerado o jogo do “vai ou racha” para uma Larian então em dificuldades, Divinity: Original Sin foi financiado por crowdfunding e entregou uma das melhores modernizações do RPG tático. Ambientado milhares de anos depois de Divine Divinity, coloca o jogador como Source Hunter, caçador dos que abusam da Source, a energia mágica do universo. O combate por turnos extremamente dinâmico, o cooperativo e as ferramentas de mod fizeram dele um clássico moderno, cuja base virou o esqueleto da sequência. Foi o ponto de virada do estúdio, tão marcante quanto outras franquias queridas de sua época, das princesas de Super Mario aos grandes RPGs.
4. Divinity: Original Sin Enhanced Edition, o clássico no console

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC, PS4, Xbox One
- Gênero: RPG tático por turnos
- Modos: Um jogador, cooperativo
A Enhanced Edition pegou um clássico de PC e provou que um RPG tático podia não apenas funcionar, mas prosperar no console, jogado com controle. Ela retrabalhou diálogos, reequilibrou o combate, adicionou dublagem completa e melhorou a interface. Para muita gente, é a forma definitiva de jogar o primeiro Original Sin. Esse cuidado com a experiência no console é o mesmo que sustenta grandes fenômenos de PlayStation, dos RPGs aos veículos do Fortnite, onde rodar bem faz toda a diferença.
3. Divinity: Original Sin 2, um dos melhores RPGs já feitos

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC
- Gênero: RPG tático isométrico
- Modos: Um jogador, cooperativo até 4
Divinity: Original Sin 2 virou clássico instantâneo e entra em qualquer lista de melhores RPGs de todos os tempos. Ambientado séculos depois do primeiro, coloca o jogador e seus companheiros como Godwoken, Sourcerers destinados a se tornar o novo Divino, decidindo o destino de Rivellon. O combate por turnos com ambientes reativos, os builds quebrados, a trilha marcante e a liberdade narrativa criam uma experiência diferente a cada jogatina. Muita gente o vê como o ensaio que provou que a Larian poderia entregar uma adaptação de D&D à altura, algo tão comentado quanto os grandes lançamentos anuais como o eFootball no seu auge.
2. Divinity: Original Sin 2 Definitive Edition, a versão definitiva

- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PC, PS4, Xbox One, Switch
- Gênero: RPG tático isométrico
- Modos: Um jogador, cooperativo até 4
A Definitive Edition levou Original Sin 2 aos consoles e o transformou em um jogo quase perfeito. A Larian retrabalhou partes da trama, adicionou um modo arena para o PVP e refinou o balanceamento, mantendo o melhor do original. Com mecânicas impecáveis, construção de mundo impressionante e personagens tridimensionais, essa versão é a prova de como suporte e cuidado pós-lançamento elevam um jogo já excelente. É também a forma recomendada de jogar hoje, disponível em PS4, Xbox One, Switch e PC.
1. Baldur’s Gate 3, a obra-prima da Larian Studios
- Desenvolvedora: Larian Studios
- Plataformas: PS5, Xbox Series, PC, macOS
- Gênero: RPG por turnos (D&D 5e)
- Modos: Um jogador, cooperativo até 4
Se Original Sin 2 fez o mundo notar a Larian, Baldur’s Gate 3 transformou o estúdio em nome de peso absoluto. Ambientado nos Forgotten Realms de Dungeons & Dragons, o jogo coloca o jogador no centro de uma invasão de Mindflayers, com um parasita Illithid na cabeça que pode ser purgado ou usado a favor. É considerado a melhor adaptação das regras de D&D 5e em formato de RPG tático, unindo a interatividade marca da Larian com a profundidade do sistema de mesa.
O grande trunfo é a escrita de altíssimo nível, do começo ao fim, com personagens memoráveis e escolhas que mudam de verdade o rumo da história, o que praticamente obriga a múltiplas jogatinas. Ao pegar uma série tão icônica e entregar algo tão impactante, a Larian deixou estúdios AAA preocupados com a própria qualidade. É a obra-prima do estúdio e o melhor RPG da sua geração.
O próximo jogo da Larian Studios: um novo Divinity
Depois do sucesso de Baldur’s Gate 3, a expectativa por um Baldur’s Gate 4 era enorme, mas a Larian surpreendeu ao anunciar que não faria a sequência e voltaria à sua própria franquia. O estúdio revelou Divinity, seu novo grande RPG, com um trailer sombrio e perturbador durante a premiação anual de jogos, encerrando um enigma de marketing que envolveu uma estátua infernal.
A Larian descreve o projeto como seu título mais ambicioso, um RPG com mais amplitude e profundidade do que nunca, ainda maior que BG3, de volta ao mundo de Rivellon. Ainda não há plataformas nem data de lançamento, e o jogo deve seguir o modelo de acesso antecipado que ajudou a lapidar Baldur’s Gate 3. O lançamento ainda está a alguns anos de distância, então é um ótimo momento para revisitar os clássicos do estúdio enquanto o novo Divinity toma forma.
Perguntas frequentes sobre a Larian Studios
Qual é o melhor jogo da Larian Studios?
Baldur’s Gate 3 é considerado o melhor jogo da Larian e um dos maiores RPGs já feitos, seguido de perto por Divinity: Original Sin 2, que muitos fãs colocam quase no mesmo patamar.
Quantos jogos a Larian Studios já fez?
Contando a série Divinity, os spin-offs e Baldur’s Gate 3, são cerca de nove lançamentos principais, incluindo edições aprimoradas como a Enhanced Edition e a Definitive Edition de Original Sin 2. O estúdio também fez jogos educativos e de cassino no início, hoje pouco relevantes.
Por onde começar nos jogos da Larian?
A melhor porta de entrada é Divinity: Original Sin 2, na Definitive Edition, por ser moderno, acessível e muito próximo de Baldur’s Gate 3 em qualidade. Depois dele, vale conhecer o primeiro Original Sin.
Qual vai ser o próximo jogo da Larian depois de Baldur’s Gate 3?
A Larian anunciou um novo Divinity, descrito como seu jogo mais ambicioso e ainda maior que BG3, de volta ao mundo de Rivellon. O estúdio decidiu não fazer Baldur’s Gate 4 e seguir com sua própria franquia.
Divinity: Original Sin 2 é melhor que Baldur’s Gate 3?
É uma discussão comum entre fãs. Baldur’s Gate 3 costuma levar pela produção e pela adaptação de D&D, mas muitos jogadores preferem a liberdade narrativa e as mecânicas de Original Sin 2. Os dois são referências do gênero.
O legado da Larian Studios
Poucos estúdios têm uma trajetória tão clara de evolução quanto a Larian. De um CRPG belga de nicho como Divine Divinity até a obra-prima Baldur’s Gate 3, cada jogo foi um degrau, mesmo os tropeços. Com um novo Divinity a caminho e prometendo superar tudo o que veio antes, revisitar essa gameografia é entender como um estúdio independente virou o novo rei do RPG. E o melhor ainda pode estar por vir.


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