The Witcher 3: Wild Hunt é um RPG gigantesco e envolvente — provavelmente não o tipo de jogo para correr e zerar em poucos dias, mas sim para se perder no mundo e criar suas próprias aventuras. Justamente por ser tão grande e complexo, começar com o pé direito faz diferença. Reunimos abaixo as dicas que mais importam para quem está chegando agora, das ferramentas de exploração ao combate e à progressão, para você virar um bruxo eficiente desde as primeiras horas.
Os inimigos não sobem de nível junto com você
Diferente de muitos RPGs, em The Witcher 3 os inimigos têm nível fixo: aquele monstro continuará igualmente forte esteja Geralt no nível 1 ou no 50. O nível do alvo aparece ao lado da barra de vida, então cheque antes de atacar — e se vier acompanhado de uma caveira, está muito acima de você e o ideal é deixar para depois. Priorize missões e contratos na faixa do seu nível; o jogo costuma sinalizar quando uma missão está acima da sua. Topou com algo difícil sem querer? Não há vergonha em recuar: lance Quen, monte no cavalo e ganhe distância para reavaliar.
Use os Sentidos de Bruxo o tempo todo
Esta é a ferramenta mais importante para um iniciante, e o jogo quase não te lembra dela. Segurando o botão dos Sentidos de Bruxo, o cenário realça pistas, itens, rastros e ingredientes — objetos interativos brilham e trilhas de cheiro aparecem em vermelho para você seguir. É a espinha das investigações: em contratos e missões de caça, é com os Sentidos que você examina marcas de garra, segue o sangue e descobre que tipo de criatura enfrentar. Sempre que pegar uma missão e não souber para onde ir, ative os Sentidos e procure o que estiver destacado na tela.
Domine os sinais — comece pelo Quen
Geralt tem cinco sinais, e escolher bem muda o jogo no início. O Quen (escudo) é o melhor amigo do iniciante: absorve um golpe inteiro e perdoa erros, então invista nele primeiro — a versão alternativa ainda devolve parte do dano ao atacante. Os outros: Igni queima e é ótimo contra grupos; Aard derruba inimigos e interrompe ataques; Yrden é praticamente obrigatório contra espectros, pois os torna corpóreos e vulneráveis; e Axii atordoa em combate, abre opções de diálogo e até reduz preços com mercadores. Para deixar os sinais mais fortes, visite os Locais de Poder espalhados pelo mapa, que dão um ponto de habilidade e turbinam a intensidade temporariamente.
Movimento é a chave: esquive, e saiba quando aparar
Sobreviver é, em grande parte, questão de timing. A esquiva rápida serve para escapar de golpes largos de inimigos grandes; o passo lateral evita ataques menores, como o de um bandido ou o jato de uma bruxa aquática. Detalhe que pega muita gente: aparar funciona contra inimigos humanos, mas não contra a maioria dos monstros grandes — contra esses, esquecer o bloqueio e confiar na esquiva é a diferença entre vencer e morrer. Não fique rolando à toa também: movimento em excesso prende Geralt em animações e você acaba levando o golpe mesmo assim. Alterne ataque rápido (mais ágil) e forte (mais dano) conforme a brecha. Para aprofundar, veja o guia de dicas e truques de combate.
Passe o óleo certo para cada monstro
Talvez a mecânica que mais separa o iniciante do veterano: cada classe de monstro é vulnerável a um óleo específico, aplicado na espada pelo inventário antes da luta para aumentar muito o dano. Há óleo contra Necrófagos, contra Espectros, contra Vampiros, contra Bestas, contra Draconídeos e por aí vai — usar a espada de prata com o óleo certo derruba criaturas que pareciam impossíveis. Cada óleo dura um número de golpes (que aumenta conforme você sobe a habilidade de alquimia, podendo virar permanente), então reaplique quando acabar. A tabela completa de qual óleo e sinal usar contra cada criatura está no nosso guia de como derrotar cada tipo de inimigo.
Salve manualmente, sempre
O jogo salva sozinho em pontos de verificação, mas quando você está explorando por conta própria, um save manual rápido evita perder bastante progresso para uma morte inesperada. Dá para salvar em qualquer lugar, desde que não esteja em diálogo nem em combate. Vale ainda manter alguns saves manuais rotativos e salvar antes de decisões importantes de missão: muitas escolhas de The Witcher 3 têm consequências de longo prazo e até afetam o final, então um save anterior te dá margem para repensar. Crie o hábito de apertar salvar sempre que sentir que o perigo pode estar logo adiante — leva um segundo e poupa muita frustração.
Medite para recuperar a vida
Meditar não é só passar o tempo: fora das dificuldades mais altas, a meditação restaura toda a sua vida de graça. Sempre que estiver fora de combate, abra o menu e medite algumas horas antes de entrar numa masmorra ou numa luta que você sabe que vem aí. De quebra, ela reabastece automaticamente suas poções e decoctos, desde que você tenha álcool forte (como Dorso de Esturjão) no inventário. Avançar o tempo também é útil para fazer mercadores reporem estoque ou para missões que dependem do horário do dia. Um aviso importante: no Caminho da Morte (a dificuldade máxima) a meditação não cura, então nessa dificuldade você vai depender bem mais de poções e comida.
Não precisa pegar tudo — e cuidado com a Toxicidade
Ingredientes de alquimia estão por toda parte, mas não precisa juntar tudo o que vê — um punhado de cada já basta. A alquimia foi simplificada: você cria uma poção uma vez e ela fica no inventário, reabastecendo sozinha na meditação a partir do álcool que você carrega. O detalhe que todo iniciante precisa saber é a Toxicidade: cada poção bebida sobe sua barra de toxicidade e, se você exagerar e enfileirar poções demais de uma vez, Geralt começa a perder vida. Use poções com critério (uma Golondrina para cura, uma Garra de Gato para enxergar no escuro etc.) em vez de beber tudo ao mesmo tempo.
Sobrecarregado? Desmonte e repare em vez de descartar
Armas e armaduras fracas que você pega de bandidos e baús quase não valem dinheiro, mas ocupam peso. Em vez de vender por moedas, leve ao ferreiro (armas) ou ao armadureiro (armaduras) e mande desmontar: você fica com os componentes — metal, couro, madeira — que vão servir para forjar equipamento melhor depois. Materiais e ingredientes não pesam nada, então essa é a forma esperta de aliviar o inventário sem perder valor. Aproveite também para reparar seu bom equipamento nesses mesmos profissionais: arma e armadura desgastadas perdem desempenho, e consertar é muito mais barato do que comprar de novo.
Pegue contratos nos quadros de avisos (e pechinche)
Em quase toda vila há um quadro de avisos — confira sempre. Além de revelar pontos de interesse e os “?” da região no mapa, é ali que ficam os contratos de bruxo: as caçadas de monstro que rendem o melhor dinheiro e XP do início, além de bons diagramas de equipamento. São também as missões mais temáticas do jogo, em que você investiga a cena com os Sentidos de Bruxo antes de encarar a criatura. Uma dica que poucos sabem: ao aceitar o contrato, dá para negociar a recompensa com quem contratou, e usar o sinal Axii no diálogo às vezes aumenta o pagamento. Vale priorizar os contratos na faixa do seu nível assim que chegar a uma área nova.
Não perca tempo com grinding
Matar a mesma matilha de lobos repetidamente rende uma quantidade ínfima de experiência — não compensa. O jogo recompensa missões: as secundárias e os contratos dão muito mais XP e equipamento do que farmar inimigos soltos, então é por elas que você sobe de nível naturalmente. Outra armadilha de iniciante é tentar limpar todos os “?” do mapa: boa parte é esconderijo de contrabandista de baixo valor (especialmente os no mar de Skellige), que cansa mais do que recompensa. Se parecer que tudo está acima da sua capacidade, quase sempre há uma missão mais fácil que você deixou para trás — explore antes de desistir.
Tenha paciência: você vai ficar mais forte
Nas primeiras horas é normal apanhar bastante — o problema costuma ser falta de preparo, não o personagem. Vencer depende tanto de conhecimento prévio quanto de habilidade: a primeira luta contra um grifo pode ser difícil, mas você aprende os padrões e, na próxima, já chega pronto. Consulte o bestiário (na aba glossário) para ver a fraqueza de cada monstro que já enfrentou. Na progressão, mire os conjuntos de Bruxo (Felino, Urso, Grifo e Lobo), que são o melhor equipamento do jogo e podem ser melhorados, e concentre os pontos em torno de um estilo — combate, sinais ou alquimia — em vez de espalhar. Para planejar isso, vale o guia de habilidades e o de melhores builds.
Não há vergonha em ajustar a dificuldade
Há quatro níveis de dificuldade, e dá para mudar a qualquer momento pelo menu. No mais fácil (“Apenas história”), você sofre menos dano e causa mais, ótimo para curtir a narrativa e aprender o ritmo do combate sem frustração. No outro extremo, o “Caminho da Morte” deixa os inimigos com muito mais vida e remove a cura da meditação, exigindo domínio total de óleos, poções e sinais. Trocar de dificuldade não afeta troféus, exceto os que pedem especificamente uma dificuldade alta — então experimente e fique no nível em que se diverte. E quando terminar a primeira jogada, o Novo Jogo + deixa recomeçar mantendo seu progresso, ótimo para explorar as escolhas e os romances que você não viu antes.
Você é Geralt de Rívia, mercenário matador de monstros. Você está em um continente devastado pela guerra e infestado de monstros para você explorar à vontade. Sua tarefa é encontrar Ciri, a Criança da Profecia — uma arma viva que pode alterar a forma do mundo.











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