Atualizado em 2026. Dragon Quest é a franquia de RPG japonês mais antiga em atividade contínua. Lançada em 1986 pela Enix — anos antes de Final Fantasy — a série definiu o que um JRPG seria por décadas: batalhas por turnos, grupos de heróis, um mapa-múndi para explorar e vilões cosmicamente malignos para derrotar. Com personagens de Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, e música de Koichi Sugiyama, a identidade visual e sonora da série é inconfundível.
Em 2024 e 2025, a Square Enix relançou os três primeiros jogos da série nos aclamados remakes HD-2D — o mesmo estilo visual de Octopath Traveler que combina pixel art com efeitos 3D modernos. Isso significa que, em 2026, praticamente toda a série principal tem uma versão acessível para plataformas modernas. Nunca houve momento melhor para entrar na franquia.
Este guia cobre os 11 jogos principais ranqueados do menos ao mais recomendado, incluindo qual versão jogar de cada título e por onde começar se você nunca jogou Dragon Quest antes.
Por onde começar em Dragon Quest?
A franquia tem 11 jogos principais numerados, mas você não precisa começar pelo primeiro. Cada jogo tem história independente — com exceção da Trilogia Erdrick (DQ I, II e III), que compartilha o mesmo universo, e da Saga Zenithia (DQ IV, V e VI), que tem conexões temáticas.
Para a maioria dos jogadores em 2026, a recomendação é direta: Dragon Quest XI para estrear na série, Dragon Quest VIII para quem prefere jogos mais antigos com ótima produção, e o Dragon Quest III HD-2D Remake para quem quer entender a origem de tudo com visuais modernos.
11. Dragon Quest II: Luminaries Of The Legendary Line
Dragon Quest II representa um passo na direção certa em vários aspectos — expandiu o grupo de um único personagem para três e introduziu exploração por barco e chaves reutilizáveis — mas sofreu consideravelmente por ter sido desenvolvido em apenas 6 meses. Os picos abruptos de dificuldade e a falta de indicadores úteis de direção tornam a progressão frustrante para padrões modernos.
A boa notícia é que o Dragon Quest I & II HD-2D Remake, lançado em outubro de 2025, moderniza ambos os jogos com novos visuais, dungeons inéditas, sistema de sigilos e pergaminhos, e melhorias significativas de qualidade de vida. O remake recebeu Metacritic 84 e foi descrito pela IGN como uma conclusão que “encerra com beleza a trilogia de remakes HD-2D”. Para quem quiser conhecer as origens da franquia, esta é a versão a jogar.
10. Dragon Quest I
Dragon Quest I é o JRPG baseado em turnos mais antigo da história. Como esperado de um jogo de 1986, a versão original não envelheceu bem pelo padrão atual — um único personagem jogável, inventário limitado, poucos feitiços e encontros aleatórios frequentes. É mais um objeto histórico do que uma recomendação de jogo em 2026.
O Dragon Quest I & II HD-2D Remake muda esse quadro completamente. Além da renovação visual HD-2D com o estilo de Octopath Traveler, foram adicionadas novas áreas, masmorras inéditas e uma missão paralela envolvendo fadas que coletam “memórias vivas” do oceano — conteúdo genuinamente novo que expande a história original sem desvirtuar seu espírito. Críticos da Atomix e Games.ch deram 90 ao remake, descrevendo-o como “exemplo de como revitalizar hitos do videogame com respeito e frescura”.
09. Dragon Quest VII: Fragments Of The Forgotten Past
Com uma história de 100 horas e 30 classes disponíveis, Dragon Quest VII é o maior jogo da série principal. O enredo orientado para viagens no tempo é intrigante, mas padece de ritmo extremamente lento — pode levar mais de 5 horas de jogo até o primeiro encontro inimigo, o que é um obstáculo significativo para jogadores modernos.
O grupo principal é curiosamente pequeno considerando o tamanho do jogo. Na maior parte da história há apenas 3 personagens permanentes disponíveis, com companheiros temporários ocasionais. O remake do Nintendo 3DS melhorou a apresentação, mas manteve a lentidão estrutural. Um remake para plataformas modernas está previsto para fevereiro/2026 no Ocidente — potencialmente a versão definitiva do jogo.
08. Dragon Quest V: Hand Of The Heavenly Bride
Dragon Quest V conta uma história que poucos JRPGs ousam contar: você acompanha o protagonista desde a infância até a vida adulta, passando por adolescência, casamento e pela criação dos próprios filhos. O ritmo desse arco pessoal dá ao jogo uma dimensão emocional que a maioria dos outros títulos da série não possui.
V também é um dos primeiros RPGs a introduzir a captura de monstros para compor o grupo — predatório ao Pokémon por anos. A falha principal está na consequência disso: após o segmento inicial da infância, companheiros humanos são raros, e o elenco acaba sendo comparativamente mais fraco do que em outras entradas. A versão para Nintendo DS é a mais acessível para jogar hoje.
07. Dragon Quest VI: Realms of Revelation
Dragon Quest VI é o primeiro jogo da Saga Zenithia e introduz algo que se tornaria marca registrada da era: dois mundos paralelos para explorar. O mundo dos sonhos, cheio de locais oníricos e surreais, proporciona algumas das experiências mais encantadoras da série — incluindo a memorável ilha flutuante que navega por um lago gigante.
Com quase 20 classes e o sistema de domesticação de monstros de volta, a personalização é bem maior que em entradas anteriores. Diferente de V, aqui você tem acesso constante a companheiros humanos com personalidade própria. As desvantagens: é fácil se perder sem orientação clara, e o chefe final é menos impactante do que o clímax deveria ser.
06. Dragon Quest III: The Seeds Of Salvation
Dragon Quest III é, sem exagero, um dos jogos mais influentes da história dos videogames. Lançado em 1988 no Japão, causou filas de milhares de pessoas esperando pela compra — um fenômeno cultural que levou o governo japonês a regular lançamentos de videogame em dias de semana. Seu sistema de criação de personagens com classes customizáveis, ciclo diurno e noturno, e a capacidade de mudar vocações inspirou diretamente centenas de jogos, incluindo Pokémon e elementos narrativos de One Piece.
O Dragon Quest III HD-2D Remake, lançado em novembro de 2024, é uma das melhores remakes de JRPG já feitas. Com Metacritic 85 e 91/100 no PC Gamer, o jogo manteve a estrutura original enquanto adicionou o deslumbrante visual HD-2D, trilha sonora orquestral, monstros visíveis no campo (sem encontros aleatórios surpresa no mapa-múndi), sistema de personalidade para os personagens do grupo e melhorias de qualidade de vida que modernizam completamente a experiência. A Forbes deu nota 10, descrevendo-o como “provavelmente um dos melhores remakes que já joguei”.
Para novos jogadores, Dragon Quest III HD-2D Remake é o ponto de entrada recomendado para conhecer as origens da franquia — acessível em todas as plataformas modernas por um preço justo.
05. Dragon Quest X: Rise Of The Five Tribes
Dragon Quest X é a única entrada da série principal que nunca recebeu localização oficial fora do Japão. Isso não impede jogadores determinados — existe uma tradução de fãs parcialmente completa, e os servidores online são acessíveis mundialmente. O jogo base e a primeira expansão são gratuitos para jogar.
Como MMORPG, Dragon Quest X diverge completamente da estrutura solo da série. Com classes, raças variadas e árvores de habilidades extensas, a personalização supera qualquer outro título da franquia. A capacidade de progredir nas histórias em qualquer ordem com amigos é genuinamente divertida. A barreira do idioma e um mapa inicial que parece grande demais são os obstáculos principais para a maioria dos ocidentais.
04. Dragon Quest XI: Echoes Of An Elusive Age
Dragon Quest XI é o jogo comemorativo dos 30 anos da série — e entrega à altura da responsabilidade. Com Metacritic 91 e vendas de mais de 7 milhões de cópias, é o jogo da franquia que mais novos jogadores conheceram nos últimos anos. Os membros do grupo são alguns dos melhores da série: cada um tem histórias únicas, personalidades marcantes e arcos pessoais que se desenvolvem ao longo das dezenas de horas.
A Edição Definitiva — disponível no Switch e PC — é a versão recomendada. Ela adiciona conteúdo de narrativa expandido para cada membro do grupo, a possibilidade de jogar o jogo inteiro em modo clássico de pixel art 2D (que remete esteticamente aos primeiros jogos da série), e uma história pós-jogo substancial que leva outros 20 horas para completar. Monstros visíveis no cenário, viagem rápida fácil e salvamentos a qualquer momento tornam Dragon Quest XI o título mais acessível da franquia para iniciantes.
As falhas: a história do início do jogo é lenta para decolar, o vilão principal tem motivação básica, e a narrativa pós-jogo tem inconsistências. Ainda assim, os momentos emocionais mais fortes da série estão aqui.
03. Dragon Quest IV: Chapters Of The Chosen
Dragon Quest IV é um dos RPGs mais antigos a priorizar genuinamente a escrita de personagens. A versão original do NES tem 5 capítulos, cada um com um protagonista e objetivo completamente diferente: um comerciante que faz fortuna antes de se tornar herói, um guerreiro nórdico e sua irmã, gêmeas que trabalham como curandeiras, soldados a serviço de um rei corrupto e, o mais memorável — uma cartomante cujo pai foi assassinado e cuja busca por vingança leva 20 anos.
O remake para Nintendo DS adiciona um 6º capítulo e um membro adicional do grupo. O grande diferencial narrativo está no antagonista Psaro — o vilão de Dragon Quest IV tem uma motivação genuinamente convincente para sua maldade, algo raro nos JRPGs da época. O que limita o jogo é a falta de personalização de personagens, ausência de monstros no campo e carências de qualidade de vida que entradas mais recentes corrigiram.
02. Dragon Quest IX: Sentinels Of The Starry Skies
Dragon Quest IX foi o jogo de DS de terceiros mais vendido da história — e com razão. Combinando personagens totalmente customizáveis, sistema de mudança de classe, multiplayer local para 4 jogadores, um vilão final atraente e centenas de horas de conteúdo opcional, o jogo provou que uma série de longa data pode não apenas se adaptar a novos padrões mas criar seu próprio legado na plataforma.
IX foi o primeiro Dragon Quest principal a mostrar monstros visíveis no campo — inovação que a série adotou definitivamente nas entradas seguintes. O sistema de grotto, que gera dungeons especiais a partir de mapas obtidos como recompensa, criou um loop de end-game que mantém jogadores ocupados por centenas de horas além da história principal. A única fraqueza notável é a falta de companheiros com personalidade própria — você cria os personagens do grupo do zero, o que dá liberdade mas perde em profundidade narrativa.
01. Dragon Quest VIII: Journey Of The Cursed King
O salto qualitativo de Dragon Quest VII no PS1 para Dragon Quest VIII no PS2 foi o maior da história da série. Modelos 3D completos com o estilo inconfundível de Akira Toriyama tomaram vida pela primeira vez em um ambiente tridimensional, com animações expressivas que ainda impressionam. A dublagem completa — inédita para a franquia — transformou os personagens em presença genuína.
O sistema de combate inovou de forma significativa: árvores de habilidades permitiram especialização dos personagens, e o Banco da Tensão — um sistema onde o personagem acumula energia carregando por turnos para liberar ataques devastadores — adicionou dimensão estratégica ao combate por turnos. Os vilões recorrentes divertidos, o ritmo narrativo impecável e um grupo de personagens com química excepcional fazem de VIII a entrada com a maior variedade de qualidade e o menor número de falhas.
O remake para Nintendo 3DS melhora ainda mais o jogo com câmera ajustável, encontros aleatórios substituídos por monstros visíveis, um novo membro do grupo jogável e conteúdo opcional expandido — ao custo de gráficos levemente inferiores ao PS2. Ambas as versões são excelentes.
Menções Honrosas
Dragon Quest I & II HD-2D Remake — a trilogia Erdrick completa
Lançado em outubro de 2025, Dragon Quest I & II HD-2D Remake reúne os dois primeiros jogos da série em um único pacote com o mesmo tratamento visual deslumbrante do remake de Dragon Quest III — o estilo HD-2D que combina pixel art detalhada com iluminação e efeitos 3D modernos.
Mais do que uma renovação gráfica, o remake expande genuinamente os dois jogos originais. Dragon Quest I recebeu novas áreas, masmorras inéditas e uma missão paralela onde misteriosas fadas coletam “memórias vivas” espalhadas pelo oceano, revelando segredos antigos de Alefgard. Dragon Quest II ganhou novas zonas e melhorias de balanceamento que suavizam os picos de dificuldade que tornavam o original frustrante. Ambos receberam o sistema de sigilos e pergaminhos — mecânicas inéditas que adicionam camadas estratégicas sem alterar o núcleo clássico.
Com o lançamento de Dragon Quest III HD-2D Remake em novembro/2024 e agora o I & II em outubro/2025, a Trilogia Erdrick completa — os três primeiros jogos que compartilham o mesmo universo — está disponível com visual moderno e acessível em todas as plataformas atuais. O produtor Masaaki Hayasaka recomenda a ordem III → I → II para quem for jogar os três remakes, pois o terceiro é narrativamente um prequel e os novos elementos dos remakes criam conexões mais ricas nessa sequência.
Críticos descreveram o pacote como “o encerramento perfeito da trilogia de remakes” e “a forma definitiva de vivenciar a origem de Dragon Quest”. Para fãs de JRPG que nunca jogaram os clássicos dos anos 80, este é o ponto de entrada mais completo e bem acabado disponível em 2026.
Dragon Quest III HD-2D Remake — a melhor entrada para iniciantes
Já mencionado no ranking histórico, o HD-2D Remake de Dragon Quest III merece destacaque separado como melhor ponto de entrada para quem nunca jogou a série. A Forbes foi categórica: “se você nunca jogou um Dragon Quest, este é o jogo por onde começar”. O PC Gamer deu 91, descrevendo-o como “acolhedor para recém-chegados, um sonho para fãs veteranos e um clássico verdadeiramente atemporal”.
A razão é simples: Dragon Quest III contém os fundamentos do que tornou a série grande — sistema de classes, criação de grupo, exploração de mundo vasto, conexão narrativa com os dois primeiros jogos — com o melhor visual que qualquer título clássico da franquia já recebeu. A apresentação HD-2D combina pixel art detalhada com iluminação 3D e efeitos de partícula que criam profundidade visual impressionante.
Dragon Quest XI S: Echoes Of An Elusive Age — Edição Definitiva
Dragon Quest XI S: Edição Definitiva é o pico da série até hoje e a recomendação absoluta para qualquer jogador — iniciante ou veterano. Tudo o que a franquia aprendeu em 35 anos de evolução está presente aqui: combate por turnos refinado ao máximo, construção de mundo extraordinária, personagens com profundidade emocional genuína e uma narrativa que alterna entre acolhedora e devastadora da forma mais eficaz da série.
A Edição Definitiva adiciona horas de arcos narrativos novos para cada membro do grupo, um modo clássico 2D que permite jogar o jogo inteiro com visuais retrô, e uma história pós-jogo que recontextualiza tudo que veio antes. Críticos descrevem como “a conclusão digna do estilo de combate clássico da série e uma carta de amor para os fãs de longa data”.
Se você só puder jogar um Dragon Quest, é este.
O futuro de Dragon Quest em 2026
A série está em momento de renovação em 2026. Além dos remakes HD-2D de I, II e III já lançados, um remake de Dragon Quest VII está previsto para fevereiro/2026 — potencialmente o título mais impactante da série para receber o tratamento moderno, dado que era o menos acessível para novos jogadores.
Dragon Quest XII está em desenvolvimento pela Square Enix, com o criador Yuji Horii confirmando que o projeto continua avançando mas sem data de lançamento anunciada. O jogo promete ser mais adulto e narrativamente sombrio do que a série costuma ser — uma mudança de tom significativa para uma franquia historicamente voltada para todas as idades.
Com a trilogia HD-2D completa disponível e Dragon Quest XI acessível em múltiplas plataformas, nunca houve momento melhor para explorar uma das séries mais importantes da história do RPG japonês.














