Final Fantasy XIV não conta histórias soltas: é uma narrativa única e contínua, contada pela campanha principal (a Main Scenario Quest, ou MSQ) e dividida em expansões. Tudo se encadeia, do MMORPG original de 2010 até a expansão mais recente. São duas grandes sagas: a saga de Hydaelyn e Zodiark, construída desde o jogo original e encerrada em Endwalker, e uma nova saga aberta em Dawntrail. Este é o resumo completo dessa história, do começo ao ponto atual, do ponto de vista do protagonista — o Guerreiro da Luz (Warrior of Light).
Um aviso necessário: o texto abaixo é um apanhado da história inteira e contém spoilers pesados de todas as expansões. Se você ainda pretende jogar e quer descobrir as reviravoltas por conta própria, talvez seja melhor voltar depois. Como Final Fantasy XIV não tem localização oficial em português, mantivemos em inglês os nomes próprios de organizações, criaturas e itens que a comunidade usa no original, traduzindo apenas o que tem versão consagrada em português.
História do Final Fantasy XIV original (1.0)
Embora o Final Fantasy XIV original tenha sido refeito e renascido, sua narrativa segue como peça importante da história. A trama começa com o Império Garlean tentando invadir as cidades-estado de Eorzea durante a Sexta Era Astral. Os Garleans descobriram que Dalamud, a lua menor do planeta, poderia virar uma arma se fosse puxada para baixo e arremessada contra Eorzea. Em resposta, as cidades-estado eorzeanas criaram as Grandes Companhias e se aliaram umas às outras. O Garlean por trás do plano de Dalamud, o Legatus Nael van Darnus, foi derrotado pelos aventureiros — mas isso não impediu o que veio depois.
Dalamud desceu durante uma batalha épica entre as Grandes Companhias e a invasão Garlean. A lua se partiu e revelou um dragão primal aprisionado em seu interior, Bahamut, que começou a destruir tudo ao redor. A própria lua havia sido criada pelo antigo e decaído Império Allagan justamente para manter a criatura presa. Bahamut matou multidões e devastou tudo em seu caminho, dando início à Sétima Calamidade Umbral.
Os personagens dos jogadores foram salvos por Louisoix Leveilleur, estudioso de Sharlayan e líder do Círculo do Saber (que mais tarde se tornaria os Scions of the Seventh Dawn). O acadêmico enviou os heróis através do espaço e do tempo, para o momento em que seriam necessários. Foi depois disso que o Final Fantasy XIV original foi encerrado e renasceu no título seguinte.
Vale notar que, além de Louisoix, vários personagens centrais da história geral foram apresentados nesse jogo de 2010. Entre os membros do Círculo do Saber estavam Thancred, Yda, Urianger, Papalymo e Y’shtola. Os líderes das cidades-estado — Nanamo, Kan-E-Senna e Merlwyb — participaram das batalhas contra os Garleans. Os jogadores também conheceram Minfilia quando ela ainda era criança e testemunharam a morte de seu pai, quando um Goobbue enfurecido se soltou em Ul’dah. F’lhaminn já era uma personagem ativa e foi durante esses eventos que adotou Minfilia.
História de A Realm Reborn
A história recomeça em A Realm Reborn, com o jogador sendo um recém-chegado ou aquele que Louisoix teletransportou durante o caos de Bahamut. Já se passaram cinco anos desde o ataque, e mesmo quem não é novato não é reconhecido pelos NPCs: as identidades dos heróis foram apagadas das memórias. Conforme aceita pequenos trabalhos e aventuras, o personagem entra para os Scions of the Seventh Dawn, agora liderados por uma Minfilia adulta, já que Louisoix se sacrificou para proteger os demais de Bahamut.
O protagonista passa a ter visões de um cristal gigante, e os Scions explicam que ele foi abençoado com o Echo, um poder concedido aos escolhidos por Hydaelyn — um cristal senciente que zela pela vida e pelos elementos do mundo. A habilidade específica do Echo do herói é enxergar as memórias das pessoas. Como o Echo também o protege da lavagem cerebral dos primais, o personagem rapidamente vira um herói ao lidar com as invocações primais feitas pelas várias Beast Tribes (Tribos da Besta) de Eorzea. Logo se revela, porém, que as Beast Tribes estão sendo manipuladas por algo maior: figuras misteriosas de mantos escuros chamadas Ascians.
Descobre-se que os Ascians manipulam não só as Beast Tribes, mas também o próprio Império Garlean, que segue tentando invadir Eorzea. O Império vê os Scions como ameaça e ataca seu quartel-general em Waking Sands, matando todos os presentes, exceto Minfilia, que é sequestrada. O personagem e Alphinaud, neto de Louisoix, recebem a ajuda de Cid para conter os Ascians ao derrotar outro primal, Garuda. Mesmo assim, o Império está muito à frente: o Legatus Gaius van Baelsar lidera a criação de uma máquina de guerra, a Ultima Weapon, que devora primais para ganhar poder e foi concebida para dominar Eorzea.
Já chamado de Guerreiro da Luz por seus feitos, o protagonista se reagrupa com os Scions sobreviventes e resgata Minfilia. A vitória dura pouco: Thancred, que saíra sozinho atrás dos Ascians, é possuído por um deles, Lahabrea. Reunidos, o Guerreiro da Luz, os Scions e a Aliança Eorzeana derrubam a Ultima Weapon e libertam Thancred. Os Scions montam um novo quartel em Revenant’s Toll e começam a acolher os refugiados de Doma, vitimados pelo Império.
Uma Scion chamada Moenbryda chega de Sharlayan e descobre uma forma de matar Ascians de forma permanente — mas o faz ao custo da própria vida. Por essa época, o Guerreiro da Luz também perde a conexão com Hydaelyn ao se encontrar com um antigo rei dragão, Midgardsormr, que decide testar seu valor. Enquanto isso, a cidade-estado de Ishgard enfrenta uma guerra total contra os dragões e se alia aos Scions.
Em paralelo, Alphinaud cria um grupo chamado Crystal Braves, com a ideia de formar uma Grande Companhia unificada para toda Eorzea. Os Scions são convidados para um banquete em Ul’dah pela Sultana Nanamo. Durante a festa, Nanamo desfalece por causa de vinho envenenado, e os Scions levam a culpa. Os Crystal Braves traem o grupo e aceitam o pagamento de Lolorito para prendê-los. Apenas Alphinaud e o Guerreiro da Luz escapam, encontrando asilo com Tataru em Ishgard.
História de Heavensward
O Guerreiro da Luz é acolhido pelo Conde Fortemps e passa a auxiliar seus filhos em diversas missões. Descobre-se que o arcebispo de Ishgard, Thordan, está aliado aos Ascians, mas planeja traí-los assim que cumprirem sua utilidade. De volta a Ul’dah, revela-se que a Sultana está viva: ela fora dopada com um sonífero, não com veneno letal, e acaba sendo despertada. Personagens importantes entram em cena, como o Azure Dragoon Estinien e Lady Iceheart (também conhecida como Ysayle).
Estinien, Ysayle, Alphinaud e o Guerreiro da Luz se aventuram juntos para tentar encerrar a guerra entre Ishgard e os dragões, liderados pelo grande Nidhogg. Conversando com outro grande wyrm, Hraesvelgr, a equipe descobre que a guerra é uma vingança: o ancestral de Thordan quebrou o tratado de paz entre dragões e homens. O Guerreiro da Luz e Estinien derrotam Nidhogg e levam o que aprenderam sobre a Guerra da Canção do Dragão até Ishgard. Mesmo diante da verdade, Thordan insiste em manter a guerra com os dragões — e o Guerreiro da Luz também o derrota.
Com a saída de Thordan, Aymeric assume a liderança de Ishgard, mas a paz não se estabelece: Estinien é possuído por Nidhogg e a Guerra da Canção do Dragão continua. Os Scions finalmente se reúnem, mas Minfilia não está mais entre eles — ela se tornou uma só com Hydaelyn. Seu espírito explica ao Guerreiro da Luz que os Ascians servem a uma divindade das trevas chamada Zodiark, que busca enfrentar e derrotar Hydaelyn.
Numa batalha final contra Nidhogg, o Guerreiro da Luz liberta Estinien da possessão. Alisaie, irmã gêmea de Alphinaud, junta-se aos Scions, e Papalymo morre em combate na Parede de Baelsar ao lançar um feitiço para aprisionar um poderoso primal, Shinryu. Sua morte faz Yda revelar que, na verdade, era outra pessoa o tempo todo: a irmã dela, Lyse. A verdadeira Yda havia morrido tempos atrás, e Lyse agora quer lutar pela independência de sua terra natal, Ala Mhigo, sob domínio Garlean.
História de Stormblood
A história se desloca de Ishgard para Ala Mhigo e Doma. Os Scions se unem à resistência de Ala Mhigo e enfrentam Zenos yae Galvus, filho do imperador Garlean. O Guerreiro da Luz viaja com aliados domanos, Gosetsu e Yugiri, em busca do príncipe desaparecido de Doma, Hien, para ajudá-lo a retomar suas terras. Hien é encontrado, e a equipe une o povo de Doma contra o Império. A revolução tem sucesso: Hien assume a liderança de Doma e passa a apoiar os esforços para libertar Ala Mhigo.
Por meio de experimentos Garleans, Zenos obtém um Echo artificial, mas ainda assim cai em uma batalha final contra o Guerreiro da Luz. Ala Mhigo é libertada e os esforços se voltam à reconstrução. No entanto, descobre-se que Zenos continua de algum modo vivo. E não é só ele: Gaius, o criador da Ultima Weapon, também está vivo e busca vingança contra os Ascians que o traíram. Durante uma reunião para discutir as manipulações Ascian, metade dos Scions é atingida por um chamado psíquico que os deixa em coma.
Gaius revela ao Guerreiro da Luz que os Ascians têm três líderes: Elidibus, que agora atua pelo corpo de Zenos; Lahabrea; e um terceiro que ainda não se revelou. O Império também trabalha em uma arma química devastadora, a Black Rose. Os líderes de Eorzea se reúnem com o atual imperador Garlean, Varis, para discutir a paz. Para surpresa de todos, Varis explica que o Império Garlean foi fundado por Ascians e que a paz não é uma opção. Mais Scions caem em coma, e o Guerreiro da Luz ouve uma mensagem psíquica de que sua presença é necessária junto a um certo farol, na Torre de Cristal.
História de Shadowbringers
Na Torre de Cristal, o Guerreiro da Luz é levado a outro mundo, chamado o Primeiro (The First). É um mundo onde a Luz inundou tudo, e para onde os Scions em coma foram convocados em busca de ajuda. Ali o herói conhece personagens decisivos: Ardbert e o Exarca de Cristal. Ardbert é o próprio Guerreiro da Luz do Primeiro, mas falhou em proteger seu mundo e já não está mais vivo — vaga como um fantasma. O Exarca de Cristal foi quem convocou os Scions; sua identidade é um mistério, ainda que ele domine uma poderosa magia ligada à Torre de Cristal.
O Guerreiro da Luz se reencontra com seus companheiros enquanto derrota criaturas chamadas sin eaters e outras, mais poderosas, os Lightwardens. A cada Lightwarden vencido, ele devolve a escuridão ao mundo e absorve para si a Luz do inimigo. Ao reencontrar Thancred, surge ainda outra Minfilia daquele mundo, que se une aos Scions: ela estava presa na cidade de Eulmore até Thancred libertá-la. Enquanto a equipe segue eliminando Lightwardens, essa nova Minfilia ganha um nome próprio, Ryne. Outro aliado é Solus zos Galvus (também conhecido como Emet-Selch), que se apresenta aos Scions e se oferece para ajudá-los, em nome de um entendimento mútuo.
Depois de eliminar muitos Lightwardens, o Guerreiro da Luz fica tão sobrecarregado de Luz que ele mesmo começa a se transformar em um Lightwarden. É quando o Exarca de Cristal enfim revela sua verdadeira identidade: G’raha Tia, um velho companheiro do herói desde as missões da Torre de Cristal, no fim de A Realm Reborn. O plano de G’raha era absorver toda a Luz e então dar fim à própria vida para salvar o Guerreiro da Luz — mas ele é interrompido e sequestrado por Emet-Selch, que encerra sua trégua.
O poder de Ryne impede que o Guerreiro da Luz vire um Lightwarden, e os dois partem para derrotar Emet-Selch e salvar G’raha Tia. Descobre-se que G’raha despertou no futuro, após adormecer na Torre de Cristal, e constatou que a arma química Garlean, a Black Rose, havia matado os Scions. Foi então ao Primeiro e os convocou ali não só para salvar aquele mundo, mas para tentar impedir esse futuro sombrio. G’raha é salvo pelos Scions e Emet-Selch é derrotado — mas transmite muito conhecimento antes de morrer.
Os Scions aprendem que os Ascians são uma raça antiga que, ao morrer, se fragmentou nos mundos conhecidos hoje. Todos esses mundos são fragmentos de Ascian, e os sobreviventes invocaram Zodiark para tentar salvar o próprio mundo original. É por isso que buscam destruir outros mundos: isso os aproxima de restaurar aquele mundo perdido. Ao compreender tudo, revela-se que Ardbert é parte do Guerreiro da Luz e se funde a seu corpo.
Enquanto isso, em Eorzea, o espírito sobrevivente de Zenos retoma seu próprio corpo das mãos de Elidibus e mata o próprio pai, para enfim ter sua revanche com o Guerreiro da Luz. Elidibus, ao saber da morte de Emet-Selch, tenta enfrentar os Scions no Primeiro e perde. Por esforços mágicos, todos os Scions retornam ao seu mundo, levando G’raha consigo. Então se revela um Ascian renegado, Fandaniel, que se junta a Zenos e passa a erguer torres por toda Eorzea — torres que incitam as pessoas à violência e drenam o éter das terras. Diante da nova ameaça, as cidades-estado firmam alianças de paz com suas Beast Tribes e Estinien entra oficialmente para os Scions. Fandaniel e Zenos preparam seus últimos passos para a batalha final que se aproxima — vista em Endwalker.
História de Endwalker
Aliado a Zenos — que assassinou o próprio pai, o imperador, mergulhando Garlemald no caos —, Fandaniel se mostra diferente dos demais Ascians: movido por puro niilismo, quer desencadear os Dias Finais (Final Days), um fenômeno que quase destruiu o mundo no passado e só foi contido pela criação de Zodiark, a vontade do próprio planeta. Para garantir a cooperação de Zenos, basta-lhe uma promessa: a revanche definitiva contra o Guerreiro da Luz. Enquanto isso, as torres dos Telophoroi drenam o éter das terras e empurram as pessoas umas contra as outras.
Os Dias Finais começam: o desespero faz seres humanos se transformarem em monstros e o próprio céu se distorce. A jornada leva os Scions a Garlemald devastada, em pleno colapso do Império, e depois à Lua, onde descobrem o velho segredo de Sharlayan: os Loporrits e uma arca — um plano de fuga estelar concebido há eras por uma certa Venat. A busca pela origem dos Dias Finais arremessa o Guerreiro da Luz ao passado distante, a Elpis, onde ele conhece as versões antigas de Emet-Selch, Hythlodaeus, Hermes e da própria Venat. Ali, descobre a origem de Meteion e a natureza do dynamis, uma energia movida por emoção. Venat reconhece no herói alguém vindo do futuro — e compreende o destino que a aguarda.
De volta ao presente, o Guerreiro da Luz mergulha no mar etéreo e enfrenta a própria Hydaelyn, não para destruí-la, mas para obter dela o cristal com os dados que rastreiam Meteion. Com a ajuda dos Loporrits, a arca Ragnarok parte rumo a Ultima Thule, o ninho de Meteion, nos confins do espaço. Lá, para abrir caminho, os Scions se sacrificam um a um — Thancred primeiro, depois os demais —, até que só o Guerreiro da Luz resta; a esperança transformada em dynamis acaba por trazê-los de volta.
Na batalha final, Meteion se funde às irmãs na forma da Endsinger, decidida a calar toda a vida do cosmos por concluir que a existência é só sofrimento. O Guerreiro da Luz vence fortalecido pelo dynamis nascido das preces e da esperança de seus companheiros — uma vitória conquistada não pela força, mas por oferecer ao desespero uma resposta diferente. Como epílogo, Zenos rouba o corpo do herói para forçar seu duelo; expulso, os dois travam por fim o combate que ele tanto buscava, um contra um. A Ragnarok então retorna para casa, passando por cada uma das nações.
Assim se encerra a saga de Hydaelyn e Zodiark, construída desde o jogo original. A revelação que costura tudo: Venat e Hydaelyn são a mesma pessoa. Foi ela quem fragmentou o mundo e seus habitantes, criando seres capazes de, um dia, superar os Dias Finais por conta própria — exatamente o que o Guerreiro da Luz acaba provando ser possível. Diferente das outras expansões, Endwalker conclui sua história principal dentro da própria expansão; as atualizações seguintes dão início a uma nova saga.
História de Dawntrail
Com a poeira de Endwalker assentada, uma nova jornada começa. O Guerreiro da Luz é convidado por Wuk Lamat a atravessar o oceano rumo a Tural, o Novo Mundo, para ajudá-la em um ritual de sucessão pelo trono de Tuliyollal. Aqui há uma mudança marcante de fórmula: pela primeira vez a protagonista da história é outra personagem, Wuk Lamat, e o Guerreiro da Luz assume um papel de apoio, acompanhando a trajetória dela.
Tuliyollal foi fundada cerca de oitenta anos atrás por Gulool Ja Ja, o Dawnservant — um Mamool Ja de duas cabeças, conhecido pelos títulos gêmeos de Voto de Resolução e Voto de Razão —, que pôs fim às guerras entre os povos de Tural e os uniu em uma nação pacífica. Agora, idoso, ele convoca quatro pretendentes ao trono: Wuk Lamat (filha adotiva), Koana (filho adotivo, formado em Sharlayan, que valoriza a razão e o progresso), Zoraal Ja (seu filho legítimo, guerreiro e comandante da Landsguard) e Bakool Ja Ja (um Mamool Ja de Mamook que conquistou a quarta vaga vencendo um torneio).
O ritual exige percorrer Tural, conhecer seus diferentes povos, superar provações e reunir keystones em busca da lendária cidade de ouro. Ao longo do caminho, Zoraal Ja vai sendo construído como vilão — ele acredita que só a guerra e o medo forjam força —, em contraste com a aposta de Wuk Lamat e Koana no entendimento entre os povos. Wuk Lamat vence o ritual, derrotando uma projeção de Gulool Ja Ja em seu auge e encontrando a entrada da cidade de ouro. Na coroação, ela surpreende a todos ao dividir o cargo de Dawnservant com Koana, espelhando as duas cabeças do pai: Resolução e Razão.
A paz dura pouco. Seduzido por uma voz misteriosa que promete realizar seu desejo de conquista, Zoraal Ja recebe um regulador de almas. Ele ataca Tuliyollal com naves voadoras e autômatos avançados e desafia o próprio pai. Gulool Ja Ja chega a vencê-lo, mas o regulador revive e fortalece Zoraal Ja, que então mata o pai diante de todos. Ao mesmo tempo, um domo púrpura encobre Yyasulani, a terra natal de Erenville.
Dentro do domo, o tempo correu de forma diferente — cerca de trinta anos lá dentro contra apenas dias do lado de fora — e a região se fundiu a Solution Nine, uma cidade de altíssima tecnologia pertencente ao reino de Alexandria, vindo de outro reflexo, um mundo paralelo. Ali o grupo conhece a Rainha Sphene. Os alexandrinos usam Reguladores, discos na cabeça capazes de ressuscitar e preservar as pessoas; Sphene é uma dos Endless, almas mantidas para além da morte. O reflexo de origem de Alexandria foi consumido por tempestades e por uma guerra sem fim pelo controle de um recurso único, o electrope.
Sphene parece uma aliada, mas se revela cúmplice de Zoraal Ja: ela precisa colher almas para sustentar a “economia de almas” de Alexandria, já que os Endless consomem almas sem produzi-las. O grupo escala a imensa torre Everkeep e, no topo, enfrenta um Zoraal Ja empanturrado de almas roubadas, derrotando-o — não sem antes ele nomear o próprio filho, Gulool Ja, como sucessor. Sphene rouba então o artefato de fusão interdimensional e parte disposta a abrir novos reflexos e colher almas em escala.
A perseguição leva o grupo, pela porta da cidade de ouro, a Living Memory: um paraíso artificial onde as memórias dos mortos de Alexandria seguem vivas como recriações. É o coração emocional da expansão, que coloca em xeque o preço de manter os que partiram “vivos” para sempre, em vez de aceitar sua despedida. No confronto final, Sphene não pode ser salva e se desfaz; o terminal que sustenta o lugar se apaga, Living Memory se desfaz de volta em electrope e os Endless seguem para o descanso. Wuk Lamat assume o cuidado dos sobreviventes de Alexandria, restaurando ali o ciclo natural de vida e morte. A chave interdimensional, porém, permanece com os Scions para estudo — o gancho que abre a nova saga. Dawntrail inaugura, de fato, uma nova era para Final Fantasy XIV: novo continente, nova protagonista e mistérios deixados em aberto.
Perguntas frequentes sobre a história de Final Fantasy XIV
Preciso jogar as expansões na ordem?
Sim. A campanha principal é linear e obrigatória: cada expansão continua de onde a anterior parou, e é preciso concluir a história de uma para liberar a seguinte.
Dá para pular direto para a expansão mais recente?
O jogo vende um item de salto de história, mas ele faz você perder todo o peso emocional e o contexto dos personagens. Para quem joga pela narrativa, o recomendado é seguir a ordem.
Qual é a ordem das expansões de Final Fantasy XIV?
A sequência é A Realm Reborn, Heavensward, Stormblood, Shadowbringers, Endwalker e Dawntrail, com o conteúdo do jogo original servindo de prólogo.
A história de Final Fantasy XIV já terminou?
Não. Endwalker encerrou a saga de Hydaelyn e Zodiark, montada desde o jogo original. Dawntrail abriu uma nova saga, que segue em andamento nas atualizações posteriores.
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