A franquia Far Cry, da Ubisoft, reúne alguns dos melhores jogos de tiro em primeira pessoa e mundo aberto já feitos, marcados por cenários exóticos, jogabilidade de sobrevivência e, principalmente, vilões inesquecíveis. Se você quer só a resposta direta: o melhor jogo da série é o Far Cry 3, graças ao icônico Vaas Montenegro; o mais recente é o Far Cry 6; e, para quem vai começar agora, Far Cry 3 e Far Cry 5 são as portas de entrada ideais.
Curiosamente, o primeiro Far Cry nem foi feito pela Ubisoft: ele nasceu nas mãos da Crytek, que depois seguiu para a série Crysis, enquanto a Ubisoft comprou a marca e a transformou em uma de suas maiores. De lá para cá, a saga acumulou altos e baixos, com títulos que redefiniram o gênero e outros que apenas repetiram a fórmula. Abaixo está o ranking completo, do pior ao melhor, combinando a recepção da crítica com a opinião consolidada dos fãs.
Vale um aviso rápido antes da lista: as notas citadas se baseiam em agregadores de crítica especializada, então servem como referência, não como verdade absoluta. Gosto é pessoal, e é bem possível que o seu favorito apareça numa posição diferente da que você daria.
Todos os jogos de Far Cry de relance
Antes do detalhamento, esta tabela resume cada jogo principal da franquia com sua nota da crítica, o vilão central e o cenário, para você comparar rapidamente.
| Jogo | Nota da crítica | Vilão | Cenário |
|---|---|---|---|
| Far Cry 3 | 88 | Vaas Montenegro | Ilhas Rook |
| Far Cry | 89 | Dr. Krieger | Ilhas tropicais |
| Far Cry 4 | 85 | Pagan Min | Kyrat (Himalaia) |
| Far Cry 2 | 85 | O Chacal | África |
| Far Cry 5 | 81 | Joseph Seed | Montana (EUA) |
| Far Cry 3: Blood Dragon | 80 | Sargento Sloan | Futuro neon retrô |
| Far Cry Primal | 76 | Ull e Batari | Pré-história |
| Far Cry 6 | 73 | Antón Castillo | Yara (Caribe) |
| Far Cry New Dawn | 71 | Mickey e Lou | Pós-apocalipse |
9. Far Cry New Dawn
Sequência direta de Far Cry 5, o Far Cry New Dawn se passa em um mundo devastado por uma guerra nuclear e aposta em uma roupagem colorida sobre as ruínas do condado de Hope. A ideia de continuar aquela história era promissora, mas o jogo acabou desapontando fãs e crítica.
O grande problema foi a falta de inovação: a estrutura reciclada e um enredo previsível deram a sensação de revisitar o mesmo cenário com cores diferentes. Ele até experimentou elementos de RPG, com inimigos que têm barras de vida e níveis, mas a trama curta e as vilãs pouco desenvolvidas, as irmãs Mickey e Lou, o deixaram como o capítulo mais fraco da série.
Nota da crítica: 71 · Vilão: Mickey e Lou · Cenário: pós-apocalipse nuclear · Desenvolvedora: Ubisoft
8. Far Cry 6
O Far Cry 6 é o título mais recente da franquia e chegou cercado de expectativa, muito por causa do vilão Antón Castillo, vivido por Giancarlo Esposito, o Gus Fring de Breaking Bad. A ambientação em Yara, uma ilha caribenha fictícia inspirada em Cuba, é deslumbrante e cheia de personalidade.
O problema é que, apesar do vilão carismático e do visual impressionante, o jogo peca por não arriscar. As missões repetitivas e a fórmula de mundo aberto já desgastada fizeram dele mais uma iteração previsível, sem aquele fator marcante que definiu os melhores da série. É competente e divertido, mas ficou aquém do que a franquia já mostrou ser capaz. Confira o nosso review de Far Cry 6 aqui.
Nota da crítica: 73 · Vilão: Antón Castillo · Cenário: Yara (Caribe fictício) · Desenvolvedora: Ubisoft
7. Far Cry Primal
Um dos experimentos mais ousados da série, o Far Cry Primal leva a ação para a Idade da Pedra, removendo armas de fogo, tecnologia e civilização. No papel de Takkar, você lidera a tribo Wenja contra os canibais Udam e o clã Izila, adorador do sol, usando lanças, tacos e a habilidade de domesticar animais selvagens.
A ambientação neolítica é única, e a Ubisoft chegou a criar uma linguagem própria para o jogo. O combate primitivo e o sistema de domar feras funcionam bem, mas o enredo raso e a jogabilidade repetitiva impediram Primal de alcançar o nível dos melhores. É uma ótima ideia que rendeu um bom jogo, ainda que abaixo do potencial.
Nota da crítica: 76 · Vilão: Ull e Batari · Cenário: pré-história (Idade da Pedra) · Desenvolvedora: Ubisoft
6. Far Cry 3: Blood Dragon
Impossível falar da franquia sem citar o Far Cry 3: Blood Dragon, um spin-off que virou objeto de culto. No papel do ciborgue Rex Power Colt, você encara uma homenagem deliciosamente exagerada aos filmes de ficção científica dos anos 80, com cores neon vibrantes, trilha sonora eletrônica, dragões laser que cospem raios e humor debochado do início ao fim.
Curto e sem se levar a sério, ele se destaca justamente por essa identidade única dentro da série, servindo como uma pausa divertida da seriedade dos títulos principais. Apesar de reaproveitar as mecânicas de Far Cry 3, é lembrado com tanto carinho pelos fãs que ganhou até uma animação. Para muitos, é uma experiência imperdível da saga.
Nota da crítica: 80 · Vilão: Sargento Sloan · Cenário: futuro retrô oitentista · Desenvolvedora: Ubisoft
5. Far Cry 5
O Far Cry 5 trouxe a ação para os Estados Unidos, no fictício condado de Hope, em Montana, onde uma seita religiosa extremista comandada pelo carismático Joseph Seed domina a região. O jogo se destacou ao abordar temas espinhosos como fanatismo e liberdade, e Seed figura entre os vilões mais memoráveis da série.
A jogabilidade misturou elementos de sobrevivência com mecânicas de tiro mais arcade, além de trazer companheiros de combate e a possibilidade de jogar a campanha inteira em dupla. As armas são satisfatórias e o mundo aberto é envolvente, mas as missões repetitivas e a narrativa que não aprofunda o quanto poderia impediram o jogo de subir ainda mais no ranking.
Nota da crítica: 81 · Vilão: Joseph Seed · Cenário: Montana (EUA) · Desenvolvedora: Ubisoft
4. Far Cry 2
Considerado um dos títulos mais subestimados da franquia, o Far Cry 2 aposta em um tom sombrio e realista, ambientado em uma África dilacerada por facções em guerra. Você caça o traficante de armas conhecido como O Chacal, mas logo percebe que a sobrevivência é o verdadeiro inimigo.
O jogo levou os elementos de sobrevivência a sério: as armas enferrujam e emperram com o uso, e o protagonista contrai malária, precisando de remédios constantes. Essas mecânicas de desamparo, somadas ao visual cru, dividiram opiniões, alienando quem queria ação mais direta. Ainda assim, sua ousadia e imersão o tornaram um clássico respeitado, presente em muitas listas dos melhores jogos de PS4 por gerações.
Nota da crítica: 85 · Vilão: O Chacal · Cenário: África · Desenvolvedora: Ubisoft
3. Far Cry (Far Cry 1)
O Far Cry original, conhecido pelos fãs como Far Cry 1, foi revolucionário para a época e é onde tudo começou. Desenvolvido pela Crytek, ele impressionou com gráficos de ponta e mapas tropicais gigantescos e abertos, entregando uma experiência de tiro tática e imersiva rara para um jogo de PC.
A história acompanha Jack Carver, preso em um arquipélago onde o bioengenheiro Dr. Krieger cria monstruosidades geneticamente modificadas. A ausência de um sistema de marcação de inimigos em plena selva forçava táticas reais de sobrevivência. A narrativa é simples perto dos sucessores e, para os padrões de hoje, ele mostra a idade, com inimigos que enxergam a distâncias absurdas e uma dificuldade pouco perdoável. Ainda assim, seu impacto histórico é gigantesco: definiu o padrão do tiro em mundo aberto. É possível jogá-lo em PC, onde permanece um marco para quem quer conhecer a origem de tudo.
Nota da crítica: 89 · Vilão: Dr. Krieger · Cenário: ilhas tropicais · Desenvolvedora: Crytek
2. Far Cry 4
O Far Cry 4 transporta a ação para Kyrat, uma região fictícia inspirada no Nepal e nas montanhas do Himalaia, oferecendo um dos cenários mais deslumbrantes da série. No papel de Ajay Ghale, você é jogado no meio de um conflito civil entre o Caminho Dourado e o exército real.
O grande trunfo é o vilão Pagan Min, extravagante e carismático, que rende alguns dos momentos mais marcantes da franquia, incluindo um final secreto genial. A caça de animais, a colheita de plantas para melhorias e a exploração de montanhas com paraquedas e macacão aprofundam a imersão. Se peca por seguir de perto a fórmula de Far Cry 3, compensa com um mundo riquíssimo e refinado.
Nota da crítica: 85 · Vilão: Pagan Min · Cenário: Kyrat (Himalaia) · Desenvolvedora: Ubisoft
1. Far Cry 3
Sem surpresas no topo: o Far Cry 3 é, para a crítica e para os fãs, o melhor jogo da franquia. Ele resgatou a essência perdida e desesperada de sobrevivência da série e a casou com uma narrativa poderosa. A história segue Jason Brody, um jovem em férias que, ao ter os amigos sequestrados por piratas em ilhas tropicais, precisa se transformar em um sobrevivente implacável para escapar.
Essa progressão do personagem, que aos poucos anseia por poder e violência, se encaixa perfeitamente nos elementos de sobrevivência e tiro, criando uma síntese rara entre história e jogabilidade. E, claro, há Vaas Montenegro: seu discurso sobre insanidade e sua presença perturbadora o consagraram como um dos maiores vilões dos videogames. É o pacote completo e o motivo pelo qual a série virou fenômeno.
Nota da crítica: 88 · Vilão: Vaas Montenegro · Cenário: ilhas Rook · Desenvolvedora: Ubisoft
E os spin-offs de console?
Além dos jogos principais, a franquia teve versões que nasceram para levar a experiência aos consoles, especialmente nos primeiros anos, quando o original era exclusivo de PC. Elas raramente aparecem nos rankings, mas completam a história da série.
O Far Cry Instincts foi uma reimaginação do primeiro jogo para o Xbox, mais linear, porém com recursos inéditos que não entraram na versão de PC. Ele ganhou as continuações Instincts: Evolution e a versão aprimorada Instincts: Predator no Xbox 360. Já o Far Cry Vengeance, lançado para o Wii, é um remake do Evolution apontado como o ponto mais baixo da franquia, criticado pelo visual pobre e pela inteligência artificial fraca. Há ainda o Far Cry VR: Dive Into Insanity, uma experiência de realidade virtual disponível apenas em espaços especializados, na qual você é capturado por Vaas nas Ilhas Rook e precisa escapar ao lado dos amigos. São curiosidades para quem quer conhecer a saga por completo, mas nenhuma delas chega perto dos títulos principais.
Por onde começar na franquia Far Cry
Se você nunca jogou, a recomendação é simples: comece pelo Far Cry 3. Ele é o auge da série, apresenta a fórmula clássica em sua melhor forma e não exige conhecimento prévio de nenhum outro título, já que as histórias são praticamente independentes entre si.
Depois dele, Far Cry 4 e Far Cry 5 são as sequências naturais para quem quer mais do mesmo com cenários novos. Quem prefere algo diferente pode pular direto para o Primal, na pré-história, ou para o debochado Blood Dragon. Vários deles, como Far Cry 5, New Dawn e Blood Dragon, aparecem com frequência em serviços de assinatura como o PlayStation Plus e o Xbox Game Pass, o que reduz o custo de experimentar. A boa notícia é que a maioria dos jogos roda bem até em máquinas modestas, o que os aproxima da nossa lista de melhores jogos para PC fraco.
Vale a pena entrar na franquia Far Cry
Poucas séries entregam mundos abertos tão vivos e vilões tão memoráveis quanto Far Cry. Mesmo os capítulos mais fracos oferecem dezenas de horas de exploração, tiroteio e caos criativo, enquanto os melhores, como Far Cry 3 e Far Cry 4, figuram entre os grandes jogos de tiro de todos os tempos.
Seja pela nostalgia do original da Crytek, pela loucura de Vaas ou pela ambição de cada novo cenário, há um Far Cry para todo tipo de jogador. E com a franquia aguardando seu próximo capítulo, é o momento perfeito para colocar a série em dia e descobrir qual deles conquista o seu lugar de favorito.
Perguntas frequentes
Qual o melhor jogo de Far Cry?
Far Cry 3 é considerado o melhor da franquia tanto pela crítica quanto pelos fãs. Ele combina uma narrativa forte de sobrevivência, um mundo aberto tropical envolvente e o vilão mais icônico da série, Vaas Montenegro. Far Cry 4 e Far Cry 2 aparecem logo atrás nas preferências dos jogadores mais veteranos.
Qual o Far Cry mais recente?
O jogo principal mais recente é o Far Cry 6, ambientado na ilha fictícia de Yara e com Antón Castillo, interpretado por Giancarlo Esposito, como vilão. Até o momento, ele segue sendo o último grande lançamento da série, que aguarda a confirmação do próximo capítulo pela Ubisoft.
Quantos jogos de Far Cry existem?
Contando apenas os títulos principais, são seis jogos numerados, de Far Cry a Far Cry 6, mais os derivados New Dawn, Primal e o spin-off Blood Dragon. Se incluir as versões de console mais antigas, como Instincts, Predator e Vengeance, a franquia passa de dez jogos no total.
Onde jogar o Far Cry 1 hoje?
O Far Cry original pode ser jogado no PC, onde foi lançado inicialmente pela Crytek e segue disponível em lojas digitais. É a melhor forma de conferir o marco que iniciou tudo, com seus mapas tropicais abertos e o combate tático que revolucionou o gênero na época.
Qual a ordem cronológica dos jogos de Far Cry?
A ordem de lançamento começa pelo Far Cry original, seguido por Far Cry 2, Far Cry 3, o spin-off Blood Dragon, Far Cry 4, Far Cry Primal, Far Cry 5, New Dawn e, por fim, Far Cry 6. Vale notar que a maioria dos jogos tem histórias independentes, então dá para jogá-los em qualquer ordem sem prejuízo para a compreensão.










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