Rainbow Six: Qual é o Melhor Jogo da Franquia


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O melhor Rainbow Six é o Siege, e faz tempo que essa discussão devia ter acabado. Ele é o único que você abre agora, de graça, e acha partida em trinta segundos. O Vegas 2 tem campanha melhor, e não adianta: o servidor dele está vazio.

Abaixo estão os quatorze jogos da franquia, contando os dois que nunca saíram do país de origem, o de celular que ninguém lembra e o que foi cancelado antes de virar outra coisa. A régua aqui é simples e vale dizer logo: o que pesa é o que dá para jogar hoje, com gente do outro lado.

O Siege X mudou o jogo de patamar

rainbow six siege x

Se a sua última informação sobre o Siege é de antes do Siege X, joga fora. Foi a maior atualização em dez anos de jogo e ela derrubou metade das reclamações que a franquia acumulava.

A principal: o jogo é gratuito. O Acesso Gratuito libera Partida Rápida, Não Ranqueado e o modo novo sem pagar nada. Quem já tinha comprado recebeu tudo junto. Aquele argumento de “microtransação demais” que aparecia em toda análise simplesmente deixou de fazer sentido, e as listas que ainda repetem ele estão desatualizadas.

O Dual Front é o modo novo, e é a mudança mais radical que o Siege já fez. Seis contra seis, atacante e defensor no mesmo time pela primeira vez, disputando setores. Tem renascimento no meio da partida e troca de operador. Ou seja: quebra a regra de uma vida por rodada, que era a coluna vertebral do jogo desde o lançamento. Puristas odiaram. Muita gente que tinha desistido voltou por causa dele.

Vieram junto cinco mapas remasterizados, e a escolha foi certeira: Clubhouse, Chalet, Border, Bank e Kafe. Iluminação, sombra e resolução novas nos mapas que todo mundo já conhecia de cor. O áudio foi refeito do zero e essa é a mudança que menos aparece em vídeo e mais aparece jogando. Dá para saber de que andar veio o passo.

Ainda entrou o R6 ShieldGuard, que juntou o antitrapaça todo num sistema só. O detalhe técnico é bom: o executável do jogo pode ser atualizado a qualquer momento da temporada, e isso quebra o ciclo de vida dos cheats, que dependiam de um binário parado. As denúncias caíram desde então.

O resultado dá para medir: 140 mil pessoas jogando ao mesmo tempo no Steam. Uma década depois do lançamento, num gênero que enterra jogo em dois anos.

Quais Rainbow Six dá para jogar hoje

Essa é a parte que ninguém conta e que muda tudo na hora de escolher. Metade da franquia tem servidor desligado e a outra metade nunca saiu do console em que nasceu. Antes de você garimpar um usado por aí, olha a situação real de cada um.

Jogo Onde jogar Online hoje Campanha
Siege PS5, PS4, Xbox, PC Cheio, e de graça Não tem
Vegas 2 PS3, Xbox 360, PC Vazio Sim, coop de 2
Vegas PS3, Xbox 360, PSP, PC Vazio Sim, coop de 4
Rogue Spear PC, PS1, Dreamcast Desligado Sim
Rainbow Six PC, PS1, Dreamcast, N64 Desligado Sim
Raven Shield PC, PS2 Só comunidade Sim
Black Arrow Xbox Desligado Sim
Critical Hour Xbox, só América do Norte Desligado Sim
Extraction PS5, PS4, Xbox, PC Coop PvE, pouca gente Sim
Shadow Vanguard fora das lojas Desligado Sim
Lockdown PS2, Xbox, GameCube, PC Desligado Sim
Lone Wolf PS1 Nunca teve Sim
Take-Down PC, só Coreia do Sul Desligado Sim
Patriots cancelado Nunca saiu Nunca saiu

Resumindo o que a tabela grita: se você quer jogar com gente, é o Siege ou nada. Se quer campanha, o Vegas 2 é o melhor caminho e você vai jogar sozinho ou com um amigo no sofá. E se quer curiosidade histórica, prepare o emulador.

Os melhores jogos de Rainbow Six

Se você quer o resumo antes de descer, os cinco primeiros são estes:

  1. Rainbow Six Siege, o único vivo, e agora de graça
  2. Rainbow Six: Vegas 2, a melhor campanha da franquia
  3. Rainbow Six: Vegas, onde a série virou moderna
  4. Rainbow Six: Rogue Spear, o auge da era tática pura
  5. Rainbow Six, o original, e ele nem é da Ubisoft

1. Rainbow Six Siege

Rainbow Six Siege, o melhor jogo da franquia

Ubisoft Montreal. PS5, PS4, Xbox Series X/S, Xbox One e PC.

Dá para reclamar dele à vontade, e eu reclamo. O visual foi ficando cada vez mais colorido, os operadores foram virando personagem de desenho animado, e quem entrou na franquia pela era Vegas tem todo direito de olhar isso com cara feia. A série realmente abandonou o realismo cru que era a identidade dela.

Aí você liga o jogo. Cai num Bank remasterizado, alguém reforça a parede errada, e o round inteiro desanda em quinze segundos. Você morre com um tiro que veio de um buraco que não existia dois segundos atrás, e a única resposta possível é aprender. Nenhum dos outros treze faz mais isso.

São mais de vinte mapas, temporada nova a cada poucos meses e um cenário competitivo em que o Brasil manda. A FaZe é campeã do Six Invitational, que é o mundial da modalidade. Isso não é detalhe de rodapé: significa que existe base, torneio, público e gente entrando no jogo por aqui todo mês, o que é justamente o que falta para os outros treze.

Ele venceu pelo motivo mais chato e mais decisivo que existe: está vivo.

2. Rainbow Six: Vegas 2

Rainbow Six Vegas 2, o melhor da era campanha

Ubisoft Montreal. PS3, Xbox 360 e PC.

Se a conversa fosse só campanha, ele ganhava e não teria muito o que discutir. O Vegas 2 pegou tudo que o primeiro fez e apertou o parafuso: um esquadrão só, terroristas em Las Vegas, refém em cassino, tiroteio em corredor de hotel. O ritmo é dos melhores que o gênero tático já teve, e o jogo sabe exatamente quando te dar dez segundos de silêncio antes de abrir a porta.

Ele também existe para amarrar a ponta que o Vegas deixou solta de propósito. Quem jogou o primeiro e parou ali perdeu o fecho da história.

O Terrorist Hunt é o legado real dele. Uma década de FPS copiou aquele modo, e ainda hoje ele segura uma noite inteira. O problema é que o coop caiu de quatro jogadores para dois, o que foi um corte estranho e nunca bem explicado, e o online hoje é um deserto. Você vai jogar sozinho ou com um amigo, e é só isso que sobrou.

A inteligência artificial denuncia a idade de vez em quando, mas nada que estrague. O que estraga é não ter ninguém do outro lado.

3. Rainbow Six: Vegas

Rainbow Six Vegas, onde a série virou moderna

Ubisoft Montreal. PS3, Xbox 360, PSP e PC.

Foi aqui que a franquia virou o que é hoje, e metade dos fãs entrou por essa porta. Ele manteve a tensão dos táticos antigos e ganhou duas coisas que faltavam: sistema de cobertura e cenário que desmonta. Se isso soa familiar, é porque é exatamente a base do Siege, nove anos antes.

Além de Las Vegas tem mapa no México, e a ambientação dos cassinos é caprichada de um jeito meio absurdo para a época. Teve versão de PSP também, o que quase ninguém lembra e que era um port surpreendentemente decente para o hardware.

Fica atrás do Vegas 2 por pouco, e por um motivo simples: a sequência fez tudo isso de novo, melhor.

4. Rainbow Six: Rogue Spear

Rainbow Six Rogue Spear, o auge da era tática

Red Storm Entertainment. PC, PlayStation, Dreamcast e Game Boy Color.

Saiu um ano depois do original e é o auge da era tática pura, quando a franquia ainda era um jogo de xadrez com armas. A campanha se passa na Sérvia, com uma unidade antiterrorista desmontando alvo ex-soviético para impedir um armagedom nuclear, e as missões vão de limpar navio de carga a invadir instalação nuclear no escuro.

Duas adições dele viraram padrão do gênero inteiro e sobrevivem até hoje. A primeira é poder levar sniper no esquadrão. A segunda é o leaning, que é inclinar o corpo para espiar a quina sem expor o tronco. Todo tático moderno tem isso, e nasceu aqui.

A inteligência artificial ficou mais sofisticada, os gráficos melhoraram e o planejamento de missão parou de ser burocracia. É o jogo em que a fórmula fechou.

5. Rainbow Six

Rainbow Six original, o jogo que criou o FPS tático

Red Storm Entertainment. PC, PlayStation, Dreamcast e Nintendo 64.

Quase toda lista de franquia erra isso, então vale corrigir: este jogo não é da Ubisoft. Foi feito e publicado pela Red Storm Entertainment, o estúdio que o próprio Tom Clancy fundou. A Ubisoft só compraria a Red Storm dois anos depois, quando a série já era um sucesso.

Num mercado onde Half-Life, Quake, Unreal e GoldenEye mandavam, ele chegou propondo o contrário de tudo. A tela de briefing e o mapa de planejamento eram metade do jogo: você desenhava a rota de cada esquadrão, marcava o ponto de entrada, sincronizava o momento do assalto. Só depois disso é que começava a atirar, e aí uma bala te matava.

Isso era radical. Todo mundo estava fazendo corredor com monstro e ele fez planta baixa com cronômetro. É o DNA que a série carrega até o Siege, e por isso o Siege continua sendo o que é.

Graficamente é o que se espera de um tático dos anos noventa. A jogabilidade envelheceu bem melhor que o visual.

6. Rainbow Six 3: Raven Shield

Rainbow Six 3 Raven Shield, o tático em Unreal Engine 2

Ubisoft Montreal. PC e PS2.

Trouxe a Unreal Engine 2 e com ela um salto de realismo que na época impressionou bastante. A campanha vai da Croácia à América do Sul reprimindo uma revolta neonazista, com ganchos no passado do leste europeu do jogo anterior. Ainda ganhou as expansões Athena Sword e Iron Wrath.

Jogador novo reclama do peso do planejamento, mas o problema real dele é o roteiro, que é fraco e não sustenta a ambição do tema. Foi o primeiro da franquia a ter port de celular, curiosamente, e ficou de fora de GameCube, Xbox e Dreamcast: só PC e PlayStation 2.

É lembrado com carinho por muita gente e serviu de porta de entrada para uma geração inteira.

7. Rainbow Six 3: Black Arrow

Rainbow Six 3 Black Arrow, a semi-sequência de Xbox

Ubisoft Milan. Xbox.

Nasceu como conserto. O port de Xbox do Raven Shield tinha problema, e o Black Arrow veio para arrumar, apostando pesado no Xbox Live num momento em que o online de console estava começando a explodir. Adicionou vários modos e deu para o pessoal de console uma experiência online que eles não tinham.

Manteve o realismo que a base gostava: um tiro mata, dos dois lados. É isso que deixa cada troca de tiro insuportável de tensa, e é isso que a série foi perdendo.

Honestamente funcionaria melhor como expansão. Foi bem recebido mesmo assim.

8. Rainbow Six: Critical Hour

Rainbow Six Critical Hour, exclusivo da América do Norte

Ubisoft Quebec. Xbox.

Esse é o azarado da franquia. Ele existe porque o Lockdown foi um desastre e a Ubisoft resolveu ouvir a reclamação: voltou o estilo tático, voltaram os níveis não lineares, voltou a equipe para comandar. Fez quase tudo certo.

E vendeu tão mal que nunca saiu da América do Norte. Nem Europa, nem Ásia, nem Brasil. O jogo que corrigia os erros do anterior ficou trancado num continente só, e a Europa que reclamou do Lockdown nunca teve a chance de jogar a resposta.

A recepção foi morna de qualquer forma, e ele nunca esteve entre os mais fortes. Mas é o Rainbow Six mais difícil de encontrar por aqui, e a ironia disso é grande.

9. Rainbow Six: Extraction

Rainbow Six Extraction, o spin-off contra alienígenas

Ubisoft Montreal. PS5, PS4, Xbox e PC.

É estranho até chamar de Rainbow Six. Ele pega os Operadores do Siege e joga contra alienígena, num coop PvE que parece zumbi de Call of Duty misturado com o beta original de Destiny. A única coisa que ele melhora em relação a qualquer antecessor é o gráfico.

O problema não é ser diferente. O problema é ter chegado uns quinze anos atrasado com uma ideia que já tinha sido feita melhor por três jogos, e ainda ter sido vendido separado quando cabia como conteúdo sazonal do Siege.

Para quem gosta de coop PvE com objetivo, entretém uma semana. Para quem procurava Rainbow Six, é decepção.

10. Rainbow Six: Shadow Vanguard

Rainbow Six Shadow Vanguard mobile

Gameloft. iOS e Android, fora das lojas.

Um refazimento do jogo original para celular, muito antes de mobile virar assunto sério. A ideia era ótima e a execução não acompanhou: desempenho ruim, lag no multiplayer e mecânica de tiro inconsistente derrubaram o que podia ter sido um port digno.

Hoje nem existe mais nas lojas. Fica como registro de que a franquia tentou o celular quando ninguém tentava.

11. Rainbow Six: Lockdown

Rainbow Six Lockdown, o pior da franquia

Ubisoft Montreal. PS2, Xbox, GameCube e PC.

O fundo do poço. Trocou tática por correr e atirar num momento em que nem fazia sentido comercialmente, e o que sobrou foi um FPS genérico dos anos dois mil com o nome do Tom Clancy na capa.

As missões ficaram lineares e sem graça, piores que as anteriores e que as posteriores. E tem alguma coisa no tiroteio que simplesmente parece errada, difícil de apontar o dedo mas impossível de ignorar. Parece que faltou tempo de polimento e ninguém avisou.

Foi tão mal que a Ubisoft fez o Critical Hour só para pedir desculpa.

12. Rainbow Six: Lone Wolf

Rainbow Six Lone Wolf PSX

Red Storm Entertainment. PlayStation.

Exclusivo de PlayStation, e a maioria das listas de franquia nem sabe que ele existe. A premissa inverte a série toda: em vez de comandar esquadrão, você opera sozinho.

Tirar a equipe de um jogo cuja alma é a equipe soa como má ideia, e em boa parte é. Mas era o que dava para fazer com o hardware da época, e virou uma prova de fogo esquisita para quem tinha PlayStation. É o único Rainbow Six pensado do começo ao fim para um jogador só, e por isso merece o registro.

13. Rainbow Six: Take-Down

Rainbow Six Take Down PC

Ubisoft. PC, exclusivo da Coreia do Sul.

O Rainbow Six que praticamente ninguém no Ocidente jogou. Foi feito sob medida para o mercado sul-coreano, onde FPS online de lan house é outro negócio com outras regras, e nunca saiu de lá.

Está aqui pela conta fechar. Quando alguém pergunta quantos jogos de Rainbow Six existem, esse conta, e é justamente o tipo de título que as listas de dez ignoram.

14. Rainbow Six: Patriots

Rainbow Six Patriots cancelado

Ubisoft Montreal. Cancelado.

O que nunca chegou, e o mais importante dos que não chegaram. O Patriots foi anunciado com trailer e promessa de campanha com dilema moral pesado, num tom político bem mais duro que o resto da série. Parecia que a franquia ia crescer.

O desenvolvimento travou em briga interna sobre para onde a série deveria ir. A Ubisoft matou o projeto e redirecionou o time e o esforço. O que saiu daquela reciclagem foi o Rainbow Six Siege.

Vale parar nisso um segundo: o jogo em primeiro lugar desta lista só existe porque o último foi cancelado. Se o Patriots tivesse saído, provavelmente não teria Siege, não teria cenário competitivo brasileiro e essa lista teria outro campeão. Acompanhe a cobertura de Rainbow Six para o que vem depois.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor jogo de Rainbow Six?

O Siege. Ele é gratuito, tem mais de vinte mapas, recebe temporada nova o ano todo e é onde está o cenário competitivo em que o Brasil é potência. Se você só quer campanha e não liga para online, aí o Vegas 2 ganha.

Rainbow Six Siege é grátis?

É. O Acesso Gratuito libera Partida Rápida, Não Ranqueado e o Dual Front sem pagar nada, em PS5, PS4, Xbox e PC. Ele chegou junto com o Siege X, e quem já tinha comprado o jogo recebeu tudo também.

O que é o Siege X?

A maior atualização em dez anos de Siege. Deixou o jogo gratuito, trouxe o modo permanente Dual Front, remasterizou Clubhouse, Chalet, Border, Bank e Kafe, refez o áudio do zero, melhorou o rapel e unificou o antitrapaça no R6 ShieldGuard. Tudo de graça para todo mundo.

O que é o modo Dual Front?

O 6 contra 6 do Siege X, e o primeiro modo a misturar atacante e defensor no mesmo time. Você conquista setor inimigo enquanto defende o seu, com renascimento no meio da partida e troca de operador. É a primeira vez que o Siege abre mão da regra de uma vida por rodada.

Quantos jogos de Rainbow Six existem?

Quatorze, contando principais, spin-offs, exclusivos regionais e o cancelado. A maioria das listas para em dez porque ignora o Lone Wolf de PlayStation, o Take-Down sul-coreano, o Shadow Vanguard de celular e o Patriots.

Por qual Rainbow Six começar?

Pelo Siege, porque é de graça e em uma partida você descobre se o estilo tático é para você. Se gostar e quiser campanha, vá para o Vegas 2. Se quiser entender de onde tudo veio, o original ainda se sustenta.

Por que o Brasil é forte no Rainbow Six?

Porque tem base. A FaZe é campeã do Six Invitational, o mundial da modalidade, e isso sustenta time, torneio e público acompanhando. Quanto mais gente assiste, mais gente joga, e o ciclo se alimenta sozinho há anos.

Tom Clancy's Rainbow Six® Siege é um jogo de tiro tático em equipes, realista e de elite, no qual planejamento e execução superiores triunfam.

Nossa Nota: 7.5
Desenvolvedor: Ubisoft Montreal
Publicadora: Ubisoft
Lançamento: 01/12/2015
Classificação: 16+

San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.