Jogos de Terror: Os Mais Assustadores de Todos


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O jogo de terror mais assustador é Amnesia: The Dark Descent. Ele remove o combate por completo, obriga você a apagar a lanterna e se esconder, e criou o formato que o gênero inteiro copiou. Silent Hill 2 é o mais aclamado de todos, e Resident Evil 7 é o melhor para começar.

Três perguntas, três respostas. Misturar as três é o motivo de a maioria das listas não servir para nada.

Por que nenhuma lista de terror concorda com a outra

Levantamos cinco das maiores publicações e agregadores do mundo. Cinco fontes, quatro campeões diferentes, e uma que se recusa a ranquear.

Fonte Nº 1 Critério
Agregador com 546 votantes Silent Hill 2 voto da comunidade
Crítica editorial americana Resident Evil 2 Remake nove critérios declarados
Imprensa britânica de games Resident Evil 4 diversão, assumidamente
Revista de cultura pop Amnesia: The Dark Descent medo puro
A própria PlayStation não ranqueia separa por tipo de terror

Não existe “melhor jogo de terror” sem dizer o que você está medindo. A fonte mais honesta de todas é a que coroa o Resident Evil 4 e admite o motivo: ele é simplesmente divertido. Não é o mais assustador, e eles sabem disso. Aqui a régua está declarada: esta lista mede medo. Não diversão, não nota, não influência histórica. Por isso o Amnesia lidera, e por isso o voto popular discorda de nós.

Os 8 jogos de terror mais assustadores

Se você quer só o nome e sair, é esta a lista. A explicação de cada um vem depois, separada por tipo de medo.

  1. Amnesia: The Dark Descent, sem arma, sem luta, só a escuridão
  2. Alien: Isolation, o xenomorfo aprende com você
  3. Outlast, uma filmadora contra um asilo inteiro
  4. P.T., um corredor que se repete, e nada te persegue
  5. Silent Hill 2, o monstro é a culpa do protagonista
  6. Resident Evil 7, a primeira hora é difícil de estomagar
  7. Fatal Frame III, o pesadelo vaza para a casa quando você acorda
  8. Dead Space, eles não morrem de tiro na cabeça

Qual é o jogo de terror mais assustador?

Amnesia The Dark Descent, o jogo de terror mais assustador

Amnesia: The Dark Descent, e o motivo é o que ele tira de você. Não há arma. Não há luta. Você é Daniel, um homem frágil num castelo escuro, e a única resposta possível a um monstro é apagar a lanterna e rezar.

Estúdio: Frictional Games | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

A mecânica de sanidade fecha a armadilha: ficar no escuro enlouquece o personagem e olhar para o monstro enlouquece mais rápido. Você é empurrado para a luz, que é justamente onde eles te veem. A escuridão vira inimigo literal.

A evidência não é voto, é cultural: a série Amnesia deu origem ao fenômeno dos Let’s Play que dominou o YouTube na década seguinte. Milhões de pessoas assistiram outras pessoas gritando com esse jogo. Nenhum outro título do gênero fundou uma indústria inteira de reação em webcam. Isso é medo medido em escala.

E registramos a divergência: o maior agregador votado do mundo, com 546 participantes, não coloca o Amnesia nem entre os cinquenta primeiros e aponta o Silent Hill 2 como o mais assustador também. É leitura legítima. A nossa é outra, e está declarada.

A distinção que a crítica faz é precisa: o Amnesia inventou esse formato e o Outlast popularizou, nessa ordem. A sequência Rebirth, com a exploradora Tasi perdida no deserto argelino, tem narrativa mais coesa e metade do impacto.

Se você nunca jogou terror, não comece por aqui.

Qual é o melhor jogo de terror?

Silent Hill 2, o melhor jogo de terror segundo a comunidade

Silent Hill 2, e ele ganha por maioria, não por unanimidade. O maior agregador votado coloca em primeiro com 546 votantes e 78% de aprovação. Nos fóruns o argumento aparece de que quem não o põe no topo não entendeu o gênero. Parte da crítica discorda e prefere o Resident Evil 2 Remake.

Estúdio: Bloober Team / Team Silent | Onde jogar: PS5 e PC (remake); PS2 (original)

James Sunderland recebe uma carta da esposa chamando ele para a cidade. A esposa morreu há três anos. O que ele encontra na neblina não são monstros aleatórios: cada criatura é manifestação da culpa dele, e o Pyramid Head é literalmente o carrasco que ele criou para se punir.

Um detalhe que quase ninguém conta: a neblina nasceu como limitação técnica. O console não conseguia renderizar a cidade inteira, e a equipe escondeu isso com névoa. A limitação virou a identidade visual da franquia.

A trilha de Akira Yamaoka é metade do jogo e nunca é citada nas listas brasileiras. Ela alterna guitarra suja com silêncio absoluto, e o silêncio assusta mais. Se trilha sonora é o que te move num jogo, vale ver os melhores jogos de ritmo.

A divergência não é briga de gosto. Quem escolhe o RE2 Remake avalia jogo: ritmo, execução, controle. Quem escolhe Silent Hill 2 avalia o que sobra depois de terminar. Critérios diferentes medindo coisas diferentes, e os dois defensáveis.

Sobre qual versão jogar, a crítica se divide de novo: o remake refez tudo mantendo a ambiguidade, que era o risco maior. Mas parte dos veteranos insiste que o original é onde a coisa realmente está.

Por qual jogo de terror começar?

Resident Evil 7, o melhor jogo de terror para iniciantes

Resident Evil 7. Ele assusta de verdade e ainda assim perdoa: você tem arma, tem munição, e morrer não custa uma hora de progresso. Quem entra no gênero pelo Amnesia costuma desistir na primeira hora.

Estúdio: Capcom | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

O acerto foi o protagonista. Ethan Winters não é agente federal como Leon nem soldado como Chris. É engenheiro. É marido. É inútil. A fraqueza dele é sua, e a casa apodrecida da Louisiana pesa mais por isso.

Foi o reboot que devolveu a série ao terror depois de o trio 4, 5 e 6 virar filme de ação. A primeira hora é difícil de estomagar, e isso é elogio. Ele também é um dos melhores jogos do PS4 de toda a geração.

Se nem isso você aguenta, a segunda porta de entrada é Layers of Fear: atmosfera pura, sem combate e sem perseguição real.

Os sete tipos de medo

Terror não é um gênero só. Um jogo que te faz correr e um que te deixa desconfortável por três dias usam ferramentas opostas. Ache o seu tipo e pule direto para a seção.

Tipo de medo O que faz com você Exemplos
Perseguição Tira sua arma. Só resta correr e se esconder Amnesia, Outlast, Alien: Isolation
Atmosfera O medo é o lugar, não o monstro Silent Hill 2, SOMA, Mundaun
Combate tenso Você luta, mas conta cada bala Resident Evil 2, Dead Space
Psicológico O medo é você. Culpa, trauma, memória P.T., Layers of Fear, Rule of Rose
Social Dividido, e piora com amigo pânico Phasmophobia, Dead by Daylight, Lethal Company
Susto seco Tensão e explosão. Simples e eficaz Five Nights at Freddy’s, Slender
Cósmico Você é irrelevante diante de algo maior Bloodborne, Returnal, SAROS

Survival horror: sobreviver com o que der

O coração do gênero. Recurso escasso, inventário apertado e a sensação constante de que você não devia estar ali.

Resident Evil 2 Remake

Resident Evil 2 Remake, survival horror em Raccoon City

Estúdio: Capcom | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

Refazer o clássico original podia dar errado de mil formas. Deu certo de todas. Leon S. Kennedy e Claire Redfield tentam escapar de Raccoon City, e o jogo transforma a delegacia num quebra-cabeça que você decora, até o Mr. X começar a andar pelos corredores e destruir esse mapa mental.

É o primeiro colocado da crítica editorial americana e top 5 no voto popular. Estrutura de metroidvania, ritmo impecável e a decisão certa de nunca te dar bala sobrando.

Resident Evil

Resident Evil 1

Estúdio: Capcom | Onde jogar: GameCube, Wii, PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

O jogo que fundou o survival horror, e a versão que importa não é a original: é o remake de GameCube, que a crítica coloca no top 3 do gênero. Uma equipe especial investiga experimentos na Mansão Spencer, nos arredores de Raccoon City.

Os cenários pré-renderizados ainda funcionam porque o ângulo fixo de câmera é decisão de direção: você vê o que o jogo quer que veja, e o resto é imaginação sua. O remake acrescentou os Crimson Heads, zumbis que voltam mais fortes se você não queimar o corpo. Cada vitória vira decisão: gastar querosene agora ou pagar depois.

Dead Space

Dead Space, terror de sobrevivência na nave Ishimura

Estúdio: Motive Studio / EA Redwood Shores | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, PC (remake); PS3, Xbox 360 (original)

Isaac Clarke investiga uma nave silenciosa e encontra necromorfos, que não morrem de tiro na cabeça: precisam ser desmembrados, membro por membro. Essa única decisão de design refez o gênero, porque transforma cada encontro em cálculo.

As influências vão além do Alien: o estúdio bebeu de Event Horizon e Solaris. E o desenho dos necromorfos é feito inteiramente de partes humanas torcidas, o que sublinha o quanto somos frágeis.

Uma indicação que contraria o reflexo de sempre escolher o remake: parte da crítica sustenta que o original assusta mais, e o argumento é de mecânica. A inteligência artificial dos necromorfos antigos é mais imprevisível, e o gráfico datado esconde mais do que mostra. O remake é melhor jogo em quase tudo e cortou o trecho de tiro repetitivo. Quer o melhor jogo? Remake. Quer o maior susto? Procure o original.

Alien: Isolation

Alien Isolation, perseguição pelo Xenomorfo na estação Sevastopol

Estúdio: Creative Assembly | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

A melhor adaptação de cinema em terror, e não é perto. Você é Amanda Ripley, filha da Ellen, investigando o sumiço da mãe a bordo da estação Sevastopol, caindo aos pedaços. É perseguida por um único xenomorfo.

O detalhe que o torna especial: o alien não segue script. Ele aprende. Se você abusa do lança-chamas, ele passa a temer menos. Se você vive no armário, ele começa a checar armários. A crítica chama essa de possivelmente a melhor inteligência artificial inimiga já feita em videogame.

O visual retrofuturista copia o filme original de Ridley Scott com fidelidade obsessiva, e o som rendeu prêmio da BAFTA.

Outlast

Outlast, terror found footage no asilo Mount Massive

Estúdio: Red Barrels | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

Miles Upshur é jornalista investigativo e entra no asilo Mount Massive com uma filmadora e um caderno. Só isso. Sem arma, sem defesa.

A visão noturna come bateria, então o jogo te obriga a escolher entre enxergar agora e enxergar depois. Você se espreme em armários enquanto internos como o gigantesco Chris te chamam de “porquinho” pelos corredores. Se o Amnesia inventou o protagonista indefeso, foi o Outlast que popularizou.

The Last of Us Part II Remastered

Ellie The Last of Us Parte 2

Estúdio: Naughty Dog | Onde jogar: PS4, PS5, PC

A própria Sony coloca este como o primeiro survival horror do PlayStation, e faz sentido. Os estaladores não são inimigos, são obstáculos que enxergam por eco: respire errado e morra.

Cinco anos depois do primeiro jogo, um evento violento quebra a paz de Ellie e ela sai atrás de justiça. A estrutura de duas protagonistas, Ellie e Abby, força você a jogar como quem odeia. O terror aqui não é o infectado, é o que a vingança faz com as duas.

Still Wakes the Deep

Still Wakes the Deep anunciado ps5

Estúdio: The Chinese Room | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, PC

Uma plataforma de petróleo desmoronando no Mar do Norte, e algo saindo da água. Você não tem arma nenhuma: só furtividade, distração e conhecimento dos corredores.

O acerto é o cenário. Plataforma de petróleo é claustrofobia com água gelada em volta e nenhum lugar para correr, e o mal se espalha pelos conveses torcendo o metal e os corpos junto. Curto, sotaque escocês pesado e sem gordura.

Cronos: The New Dawn

Cronos The New Dawn Viajante

Estúdio: Bloober Team | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, PC

Do estúdio que refez Silent Hill 2, um terror de sobrevivência com viagem no tempo. Você é um Viajante, usando fendas temporais para achar pessoas que morreram no apocalipse e procurar caminho de volta para a Polônia comunista.

A ambientação polonesa é o que separa ele do resto: concreto, neblina e burocracia como cenário de terror. Os monstros nascem dos restos da humanidade e se fundem entre si se você deixar, o que obriga a queimar corpo por corpo.

Confira o que achamos na nossa crítica de Cronos: The New Dawn.

Crow Country

Crow Country

Estúdio: SFB Games | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, Switch, PC

Um indie desenhado para parecer jogo de PlayStation 1, com polígonos de 32 bits e tudo. Você investiga um parque temático abandonado atrás da verdade sobre o dono.

Não é só nostalgia: ele traz de volta o controle tanque como opção, e a limitação visual trabalha a favor do medo, porque o que você não vê direito assusta mais. Tem Modo Exploração sem combate para quem quer só a história.

Darkwood

Darkwood, terror de sobrevivência em floresta vista de cima

Estúdio: Acid Wizard Studio | Onde jogar: PS4, Xbox, Switch, PC

Prova que câmera de cima pode aterrorizar. Uma floresta cresce pela Europa transformando quem fica preso nela em abominações, e você tem uma cabana como único lugar seguro.

O ciclo é cruel: de dia você explora, de noite tranca a porta e espera. E o jogo não tem jump scare nenhum. Só atmosfera. Quase uma década depois ainda é citado como o equivalente em videogame de A Bruxa de Blair.

The Mortuary Assistant

The Mortuary Assistant, terror de exorcismo em funerária

Estúdio: DarkStone Digital | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, Switch, PC

Primeiro dia de trabalho numa funerária, e o trabalho é embalsamar. Aí um demônio decide te possuir e você precisa descobrir qual dos corpos está com ele.

O sistema é engenhoso: o jogo mente para você. Alucinações se misturam a pistas reais, e queimar o corpo errado significa perder. Cada partida sorteia demônio e corpos diferentes.

Fatal Frame II: Crimson Butterfly

Fatal Frame II Crimson Butterfly, terror com Camera Obscura

Estúdio: Koei Tecmo | Onde jogar: PS5, PS4, Xbox, Switch, PC

Sua única arma é uma câmera. Para ferir um fantasma você precisa apontar a lente e deixar ele chegar perto, porque quanto mais perto, mais dano. O jogo transforma o instinto de fugir em erro mecânico.

As gêmeas Mio e Mayu se perdem na vila amaldiçoada de Minakami, e o folclore japonês faz o resto. Ganhou remake recente, o que finalmente resolve o problema de acesso que travou a série por duas décadas. Se o Japão é o que te atrai aqui, vale a lista dos melhores jogos de animes.

Fatal Frame III: The Tormented

Fatal Frame III The Tormented jogo terror

Estúdio: Koei Tecmo | Onde jogar: PS2, via emulação e retrocompatibilidade

Se o II é o mais famoso, o III é onde a crítica diz que a franquia atingiu o pico. Rei está emocionalmente destruída após a morte do noivo, e os fantasmas invadem os sonhos dela.

A estrutura é a diferença: você joga acordada, dormindo, acordada de novo, e o pesadelo vaza para a casa. É luto virando mecânica. Três protagonistas com histórias que se cruzam, e controles finalmente refinados. Continua preso ao PS2, o que o torna o mais difícil de jogar desta lista.

Rule of Rose

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Estúdio: Punchline / Atlus / Sony | Onde jogar: PS2, via emulação e retrocompatibilidade

Exclusivo de PlayStation 2, publicado pela própria Sony, e banido no Reino Unido. Jennifer, 19 anos, é torturada por uma sociedade secreta de crianças que se autointitula Red Crayon Aristocrat Club.

A polêmica foi tão grande que o prefeito de Roma pediu proibição e a divisão americana da Sony declarou que o jogo “não estava em sintonia com a imagem corporativa” dela. Resultado: nunca saiu no país onde foi feito e virou item de colecionador. O medo aqui é infantil no sentido literal.

Foi publicado pela Atlus, a mesma casa de Persona e Shin Megami Tensei. Se essa é a sua praia, veja também os melhores JRPG de todos os tempos.

Slender: The Eight Pages

Slender The Eight Pages, susto seco na floresta

Estúdio: Parsec Productions | Onde jogar: PC

Oito páginas numa floresta escura, uma lanterna e o Slender Man. Só isso. O jogo que fundou uma geração inteira de terror gratuito e de vídeo de reação.

O truque é matemático: cada página coletada aumenta a frequência com que ele aparece. Você é punido por progredir. É rudimentar hoje, mas continua sendo a definição mais limpa de susto seco.

Terror psicológico: o monstro é você

Sem perseguição e sem munição contada. O medo vem de culpa, memória e da sensação de que o problema não está na casa.

Silent Hill f

Silent Hill f Ação COmbate

Estúdio: NeoBards | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, PC

O primeiro Silent Hill fora dos Estados Unidos, e a mudança transforma a série. Japão rural do século passado. A cidade isolada de Ebisugaoka é engolida por uma neblina repentina.

Hinako Shimizu percorre ruas retorcidas resolvendo quebra-cabeças e encarando monstros que agora vêm do folclore japonês, não do subúrbio americano. O tema é a beleza escondida no horror, e a pergunta é se ela abraça isso ou enlouquece.

P.T.

Norman Reedus considera Death Stranding "muito melhor" que P.T

Estúdio: Kojima Productions | Onde jogar: PS4, apenas em consoles que já o instalaram

O jogo mais importante desta lista, e você provavelmente nunca vai jogar.

P.T. era uma demo jogável lançada sem aviso e sem nome na PlayStation Store. Um corredor em L que se repete infinitamente. A cada volta alguma coisa muda: uma foto, um som, o choro de um bebê, a porta do banheiro entreaberta. Nada persegue você. E é aterrorizante.

No fim, a demo se revelava teaser de Silent Hills, projeto de Hideo Kojima com Guillermo del Toro e Norman Reedus. O jogo foi cancelado quando Kojima e a Konami romperam, e a Konami removeu a demo da loja e bloqueou o redownload até para quem já tinha baixado.

Hoje ele só existe em PS4 que instalou na época e nunca apagou. Consoles com P.T. instalado chegaram a ser anunciados por milhares de dólares. É a peça mais rara do PlayStation, dura trinta minutos, e mudou o terror mais que jogo completo nenhum da década.

SOMA

SOMA, terror existencial na base submarina PATHOS II

Estúdio: Frictional Games | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, PC

Mesmo estúdio do Amnesia, medo completamente diferente. Na base submarina PATHOS II, você encontra máquinas que carregam consciências humanas defeituosas e acreditam que ainda são gente.

A pergunta é ética, não física: se a sua mente for copiada, qual das duas é você? O jogo te obriga a decidir o destino dessas consciências e não dá resposta certa. A furtividade é o ponto fraco, e existe modo sem monstros para quem quer só a história. É a maior recompensa desta lista para quem topa pensar.

Layers of Fear

Layers of Fear, mansão que muda a cada olhar

Estúdio: Bloober Team | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

Você é um pintor atormentado numa mansão que se reconstrói toda vez que você vira as costas. Um corredor que existia some. Um quadro muda. A porta por onde você entrou virou parede.

Sem combate e sem perseguição real, e é por isso que funciona como segunda porta de entrada no gênero. Atmosfera pura, sem punição.

Devotion

Devotion, terror ambiental em apartamento taiwanês

Estúdio: Red Candle Games | Onde jogar: PC

Um apartamento taiwanês e uma família destruída pela fé. O medo é construído por objeto: uma receita médica, um recorte de jornal, um brinquedo no lugar errado.

Ele foi retirado das lojas por causa de uma polêmica política e passou anos inacessível, o que o transformou em lenda antes de voltar. Não há monstro caçando você. Há uma casa contando o que aconteceu ali, cômodo por cômodo.

Mundaun

Mundaun, terror folclórico suíço desenhado à mão

Estúdio: Hidden Fields | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

Todo o jogo foi desenhado à mão a lápis e escaneado. O resultado não parece jogo nenhum: parece um caderno velho ganhando vida, e isso desestabiliza antes de qualquer coisa acontecer.

Você sobe uma montanha suíça investigando a morte do avô e uma maldição da família. O desconforto de explorar esse vale a pé, de carro ou de trenó gera situações genuinamente assustadoras. O folclore alpino é material pouco usado no gênero, e o jogo é falado em romanche, língua minoritária da Suíça.

Alan Wake 2

Alan Wake 2, terror com duas realidades conectadas

Estúdio: Remedy Entertainment | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, PC

Duas protagonistas em dois mundos. A agente do FBI Saga Anderson investiga a escuridão que infecta Bright Falls, enquanto o escritor Alan Wake tenta reescrever a própria realidade para escapar. Eles estão ligados e nunca se encontraram.

Ele dobra a aposta: é terror de sobrevivência e é ação ao mesmo tempo, e agrada os dois campos. O clima de Twin Peaks continua ali e ficou mais estranho.

Alan Wake, o primeiro jogo da série ambientado em Bright Falls

O primeiro Alan Wake é onde tudo começa, e vale a versão remasterizada antes da sequência. Ele é mais simples, estruturado como minissérie de TV episódica, com a mecânica de queimar a escuridão com a lanterna antes de poder atirar. A sequência recompensa quem conhece Bright Falls de antes.

Until Dawn

Until Dawn, terror slasher com efeito borboleta

Estúdio: Supermassive Games / Ballistic Moon | Onde jogar: PS5, PS4, PC

Oito amigos numa cabana isolada, no aniversário de uma tragédia. Todos podem morrer. Todos podem sobreviver. E a decisão é sua, muitas vezes sem você perceber que decidiu.

O efeito borboleta é levado a sério: uma escolha na primeira hora mata alguém na sétima. O elenco é digitalizado de atores reais, com Rami Malek e Hayden Panettiere, e a captura facial ainda impressiona. Ele usa todos os clichês de filme de terror de propósito e com inteligência.

Little Nightmares 2

Little Nightmares 2, terror de conto de fadas sombrio

Estúdio: Tarsier Studios | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

Conto de fadas sombrio em plataforma 2D, e um dos terrores mais desconfortáveis que existem justamente por não ter sangue nenhum. Manequins que se movem quando você não olha, um professor de pescoço elástico, uma escola pior que qualquer asilo.

Você é Mono, acompanhado por Six, e a relação entre os dois é o que faz o final doer. Os controles frustram às vezes, mas insistir vale.

Terror multiplayer: o medo dividido

Terror com amigo não é terror diluído. É outro tipo: o pânico dos outros vira parte da ameaça, e quem grita no microfone entrega a sua posição.

Dead by Daylight

Anunciado Dead by Daylight: Nightmare Edition

Estúdio: Behaviour Interactive | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

O maior terror multiplayer do mundo, e o motivo é a licença. Quatro sobreviventes consertam geradores e tentam escapar. Um jogador é o assassino. E o assassino pode ser Michael Myers, o Xenomorfo, o Pinhead de Hellraiser, o Ghostface e dezenas de outros ícones de cinema, no mesmo jogo.

Virou o único lugar onde essas franquias convivem. A partida é xadrez cruel: o assassino precisa dividir o time, os sobreviventes precisam decidir quando abandonar quem está no gancho. É um jogo sobre traição disfarçado de jogo de terror, e o modelo de progressão contínua o aproxima dos melhores jogos MMORPG.

Phasmophobia

Phasmophobia, investigação paranormal cooperativa

Estúdio: Kinetic Games | Onde jogar: PS5, Xbox Series X/S, PC, VR

Até quatro investigadores paranormais, equipamento de verdade e uma casa mal-assombrada. O trabalho é identificar qual tipo de fantasma está ali usando termômetro, Spirit Box, câmera e livro de escrita.

A sacada é o chat por proximidade: o fantasma ouve você. Falar alto atrai. E como o jogo pune o pânico dos outros, a maior ameaça costuma ser o amigo que grita. Progredir libera fantasmas mais agressivos, que decidem que você também devia estar morto.

Lethal Company

Lethal Company Melhores Mods

Estúdio: Zeekerss | Onde jogar: PC

Você é funcionário de uma empresa que te manda catar sucata em luas abandonadas, com meta de lucro. Não cumpriu a meta? É ejetado no espaço.

O terror aqui é corporativo, e é aí que ele é genial: o que assusta não é o monstro, é o relógio e a planilha. O chat por proximidade transforma cada morte em comédia e cada silêncio em pânico. Virou fenômeno de streaming do nada, sem marketing, feito por uma pessoa só.

Demonologist

Demonologist jogo terror

Estúdio: Clock Wizard Games | Onde jogar: PC

A resposta direta ao Phasmophobia, com gráficos de Unreal Engine 5 e reconhecimento de voz real: você fala o nome do demônio em voz alta e ele responde.

Isso muda a natureza do medo. Não é botão, é a sua voz. Chamar uma entidade pelo nome e ouvir passos vindo em resposta é um tipo de desconforto que nenhum controle reproduz.

The Texas Chain Saw Massacre

The Texas Chain Saw Massacre, terror assimétrico três contra quatro

Estúdio: Sumo Digital | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, PC

Adaptação do filme original, e a única do gênero que inverte a conta: três assassinos contra quatro vítimas, em vez de um contra quatro. Isso muda tudo, porque a família Slaughter precisa se coordenar entre si.

Cada personagem tem vantagem própria, de resistência a dano a arrombar porta, e combinar habilidades decide a partida. A jogabilidade repete depois de um tempo, mas inventar formas novas de encurralar ou escapar segura.

The Quarry

The Quarry, terror interativo em acampamento de verão

Estúdio: Supermassive Games | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, PC

Último dia de acampamento em Hackett’s Quarry, e os monitores resolvem fazer uma festa. Nove personagens, todos jogáveis, e 186 finais diferentes.

O que separa ele do Until Dawn é o modo em grupo: até sete amigos online votam nas decisões, ou vocês passam o controle no sofá. Elenco com David Arquette e Brenda Song. Terror como jogo de festa, e funciona.

Midnight Murder Club

Midnight Murder Club capa jogo terror

Estúdio: Velan Studios | Onde jogar: PS5, PC

Uma mansão em escuridão total, uma lanterna, um revólver e chat por proximidade. Até seis jogadores tropeçando, gritando e atirando um no outro no breu.

É terror que vira comédia em trinta segundos, e é de propósito. Acender a lanterna te mostra onde os outros estão e mostra onde você está. A leitura de mapa e a coordenação em equipe lembram os melhores jogos MOBA, só que no escuro.

Terror de ação: revidar é opção

Aqui você tem arma e sabe usar. O medo não some, muda: em vez de fugir, você calcula.

Resident Evil 4 Remake

Resident Evil 4 Remake, terror de ação com Leon Kennedy

Estúdio: Capcom | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox Series X/S, PC

É o primeiro colocado da imprensa britânica de games, e o argumento deles é o mais honesto que encontramos: ele é simplesmente divertido. O tiro é divertido, os puzzles são divertidos, a história é trash e divertida. Não é o mais assustador, e eles assumem isso.

Leon S. Kennedy, sobrevivente de Raccoon City, vai à Europa resgatar a filha do presidente e encontra uma vila infestada de parasitas. A troca da câmera fixa para o ombro foi revolucionária na época e definiu a década seguinte de jogos de ação.

A tensão vem de estar em desvantagem numérica permanente, com serras elétricas vindo dos dois lados. Tem modo de realidade virtual no PS VR2, que é outra experiência inteira.

Fizemos um review completo do Resident Evil 4 Remake que você pode conferir.

Resident Evil Village

Resident Evil Village, castelo Dimitrescu e Casa Beneviento

Estúdio: Capcom | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC

Ficou famoso pela Lady Dimitrescu por motivos que a internet deixou claros, mas o jogo é bem melhor que a piada. O castelo dela é opressivo de verdade.

E tem a Casa Beneviento, que destoa de tudo: por vinte minutos o jogo tira todas as suas armas e vira terror puro. É a melhor sequência isolada de toda a série moderna, escondida dentro de um jogo de ação.

Bloodborne

Bloodborne, terror cósmico em Yharnam

Estúdio: FromSoftware | Onde jogar: PS4, PS5

Exclusivo de PlayStation, e o jogo mais assumidamente de terror que a FromSoftware fez. As influências são declaradas: Bram Stoker, H.P. Lovecraft e o filme A Irmandade do Lobo.

A estrutura é o truque. Você começa caçando bestas numa Yharnam gótica, achando que é isso. Aos poucos o jogo revela que as bestas são detalhe e que existem coisas muito maiores e completamente indiferentes a você. É terror cósmico disfarçado de RPG de ação, e a virada é uma das melhores do PlayStation. Hidetaka Miyazaki nunca foi tão longe.

Dead Island 2

Dead Island 2 será provavelmente um jogo de PS5

Estúdio: Dambuster Studios | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, PC

Los Angeles virou HELL-A e a única saída é atravessar hordas de zumbis. O diferencial é o sistema de desmembramento, que modela pele, gordura, músculo e osso em camadas: você vê exatamente o que a sua arma fez.

É gore como espetáculo, com humor pulp que faz rir enquanto dá nojo. Coop para três. Não é para quem quer atmosfera, é para quem quer catarse.

SAROS

Saros Chefe Alado

Estúdio: Housemarque | Onde jogar: PS5

Do estúdio do Returnal, e a fórmula evoluiu. Arjun Devraj e os sobreviventes de um naufrágio ficam presos em Carcosa, um planeta regido por um eclipse que transforma tudo e todos no próprio pesadelo.

Cada eclipse revela áreas novas, o que resolve a maior reclamação do Returnal: aqui o progresso permanece. Roteiro conduzido por Rahul Kohli, de Missa da Meia-Noite. O nome Carcosa vem direto da tradição do terror cósmico literário. Confira o nosso review do Saros aqui.

Five Nights at Freddy’s

Five Nights at Freddys, susto seco com animatrônicos

Estúdio: Scott Cawthon | Onde jogar: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC, celular

Você é vigia noturno numa pizzaria e os animatrônicos andam quando você não olha. Duas portas, energia limitada, cinco noites. Só isso.

É fácil ironizar depois dos spin-offs e do filme, mas o jogo original é engenhoso: você não pode se mover. Só alternar câmeras e gastar energia. E acabar a energia é morte certa. Ele também está entre os melhores jogos para celular, que é onde muita gente conheceu a série.

Terror em realidade virtual: sem tela para desviar o olhar

VR muda a matemática do medo. Você não pode olhar para o lado nem largar o controle e respirar. Se algo chega perto, chega perto de você.

The Walking Dead: Saints and Sinners

The Walking Dead Saints and Sinners, terror em realidade virtual

Estúdio: Skydance Interactive | Onde jogar: PS4, PS5 (PS VR e PS VR2), PC

O melhor terror de zumbi em VR, e a razão é física. Enfiar uma faca num crânio exige que você empurre com o braço de verdade, e o jogo simula a resistência do osso. Matar cansa.

Você explora uma Nova Orleans alagada, faz escolhas que mudam facções e administra mochila com espaço real. O capítulo 2, Retribution, traz o Axeman, um inimigo que parece imparável de perto.

Alien: Rogue Incursion

Alien Rogue Incursion

Estúdio: Survios | Onde jogar: PS5, PS VR2 e versão sem VR

Zula Hendricks, ex-fuzileira colonial, expõe os experimentos secretos da Weyland-Yutani no planeta Purdan, agora tomado por xenomorfos. Primeira parte de uma história em duas.

Você tem corpo dentro do jogo: olhar para baixo mostra o coldre, e sacar a arma é gesto de verdade. O detector de movimento na mão esquerda apita e você decide se olha para ele ou para a frente. Tem versão Evolved sem VR para PS5.

Terror por tabela: assustam sem serem do gênero

Estes três não se vendem como terror e assustam mais que muita coisa que se vende. Estão separados de propósito.

Returnal

Returnal, terror cósmico em roguelike de PS5

Estúdio: Housemarque | Onde jogar: PS5

No papel é um roguelike de tiro. Na prática, Selene morre e acorda no mesmo planeta hostil para sempre, e o jogo transforma a mecânica de morrer e voltar em terror existencial.

A casa que aparece no meio do planeta alienígena, jogável em primeira pessoa, é uma das sequências mais perturbadoras do PS5. Terror cósmico de verdade, embalado como jogo de ação.

Prey

Prey, terror com miméticos na estação Talos I

Estúdio: Arkane Austin | Onde jogar: PS4, Xbox One, PC

Os miméticos se disfarçam de objeto. Qualquer objeto. Uma caneca, uma cadeira, um extintor. O resultado é que você passa o jogo com medo de móveis, e essa é uma paranoia que nenhum outro jogo replicou.

A estação Talos I é imersiva no sentido de que tudo tem solução múltipla. O DLC Mooncrash adiciona elementos aleatórios e a urgência de salvar outras pessoas, e é onde a atmosfera fica mais aterrorizante.

Carrion

Carrion, terror invertido onde você é o monstro

Estúdio: Phobia Game Studio | Onde jogar: PS4, Xbox, Switch, PC

Terror invertido. Você é a criatura: uma massa amorfa de carne e tentáculos que escapou de um laboratório, e o objetivo é causar caos.

A pergunta que ele responde é boa: como é o terror do outro lado? Os humanos gritam, se trancam, chamam reforço, e você atravessa a parede. Não assusta você. Faz você entender por que os monstros dos outros jogos funcionam.

Perguntas frequentes

Qual é o jogo de terror mais assustador?

Amnesia: The Dark Descent. Ele remove o combate por completo e obriga você a se esconder, criando um medo sustentado que poucos jogos alcançaram. Outlast, Alien: Isolation e Silent Hill 2 aparecem logo atrás. Vale saber que rankings votados pela comunidade discordam e apontam o Silent Hill 2 também nessa categoria.

Qual é o melhor jogo de terror?

Silent Hill 2, por maioria. Rankings votados pela comunidade e os fóruns o colocam em primeiro, por profundidade psicológica, simbolismo e pela trilha de Akira Yamaoka. Parte da crítica prefere o Resident Evil 2 Remake e outra parte o Resident Evil 4. Os três estão certos, porque medem critérios diferentes.

Por qual jogo de terror começar?

Resident Evil 7. Ele assusta de verdade sem punir: você tem arma, munição e checkpoints generosos. Layers of Fear é a outra boa porta de entrada, focada em atmosfera e história em vez de combate ou perseguição.

Dá para jogar P.T. hoje?

Não, a menos que você tenha um PS4 com a demo instalada desde a época. A Konami removeu o P.T. da loja e bloqueou o redownload até para quem já havia baixado. Não existe versão oficial em nenhuma outra plataforma.

Quais jogos de terror rodam no PS5?

A maioria desta lista. Silent Hill 2 Remake, Silent Hill f, Until Dawn, Alan Wake 2, Dead Space, Bloodborne, Resident Evil 7, RE2 Remake, RE4 Remake, Village, Cronos, SAROS, Still Wakes the Deep e Crow Country estão em PS5. Rule of Rose e Fatal Frame III seguem presos ao PS2.

Qual jogo de terror não tem combate?

Amnesia: The Dark Descent, Outlast, Alien: Isolation, Layers of Fear, Devotion e Still Wakes the Deep. Nenhum deles te dá arma de forma significativa, e é exatamente por isso que assustam mais que os que dão.

Qual o melhor jogo de terror para jogar com amigos?

Dead by Daylight para quem quer competição, Phasmophobia para investigação cooperativa e Lethal Company para o caos. Os três usam chat por proximidade, que é o que transforma o pânico do amigo em parte da ameaça.


San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.