Jogos de Ritmo: Os 33 Melhores para PS5 e PS4


jogos de ritmo

Os melhores jogos de ritmo para PlayStation são Beat Saber no PSVR2, Hi-Fi Rush, Metal: Hellsinger, Patapon e Persona 5: Dancing in Starlight. O gênero é grande demais para um ranking único fazer sentido, então esta lista organiza 33 jogos por subgênero, com as plataformas de cada um e um aviso sobre quais deles você ainda consegue comprar.

O Que São Jogos de Ritmo?

Jogos de ritmo são jogos em que a mecânica principal é o sincronismo entre a ação do jogador e a música. Você aperta botões, toca a tela, corta blocos ou pisa em setas no compasso da faixa. A música deixa de ser trilha de fundo e vira a regra do jogo.

O gênero se divide em famílias muito diferentes entre si, e essa é a razão de rankings de jogos de ritmo raramente concordarem uns com os outros. Comparar Rock Band com Thumper é comparar karaokê com montanha-russa. Por isso a organização aqui é por subgênero, e não por posição.

Uma nota que vale mais que qualquer nota de crítica neste gênero: jogo de ritmo depende de licença musical, e licença expira. Vários clássicos citados por aí simplesmente não estão mais à venda. Tem uma seção sobre isso mais abaixo, e ela deveria vir antes da sua compra.

Tabela de Todos os Jogos de Ritmo Desta Lista

Jogo Plataformas Subgênero Tem no PlayStation
Beat Saber PSVR2, PSVR, Meta Quest, PC VR Realidade virtual Sim
Rez Infinite PS4, PSVR2, PC, Meta Quest Realidade virtual Sim
Pistol Whip PSVR2, PSVR, Meta Quest, PC VR Realidade virtual Sim
Synth Riders PSVR2, Meta Quest, PC VR Realidade virtual Sim
Hi-Fi Rush PS5, Xbox Series, Switch 2, PC Ação Sim
Metal: Hellsinger PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC Ação Sim
Crypt of the NecroDancer PS4, Xbox One, Switch, PC, mobile Ação Sim
BPM: Bullets Per Minute PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC Ação Sim
Sayonara Wild Hearts PS4, PS5, Xbox One, Switch, PC, iOS, macOS Indie Sim
Thumper PS4, PS5, PSVR, Xbox One, Switch, PC Indie Sim
Trombone Champ PS4, PS5, Switch, PC Indie Sim
Rhythm Doctor Switch, PC Indie Não
Lumines: Remastered PS4, Xbox One, Switch, PC Indie Sim
Melatonin PS5, Switch, PC Indie Sim
Audiosurf 2 PC Indie Não
Friday Night Funkin’ Navegador, PC Indie Não
Rock Band 3 PS3, Xbox 360, Wii Palco Só no PS3
Guitar Hero III PS2, PS3, Xbox 360, Wii, PC Palco Só nos antigos
Rocksmith 2014 Remastered PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One, PC Palco Deslistado
Dance Dance Revolution Arcade, PS1, PS2, PS3, e outros Palco Só nos antigos
DJ Hero PS2, PS3, Xbox 360, Wii Palco Só nos antigos
Fortnite Festival PS4, PS5, Xbox, Switch, PC, mobile Palco Sim, grátis
Just Dance PS4, PS5, Xbox, Switch, PC Palco Sim
FUSER PS4, Xbox One, Switch, PC Palco Deslistado
Patapon 1+2 Replay PS4, PS5, Switch, PC Japonês Sim
PaRappa the Rapper Remastered PS4, compatível com PS5 Japonês Exclusivo
Persona Dancing PS4, PSVR, PS Vita Japonês Exclusivo
Hatsune Miku: Project Diva PS4, PS3, PS Vita, PSP, Switch Japonês Sim
Taiko no Tatsujin PS4, PS5, Xbox Series, Switch, PC, mobile Japonês Sim
Theatrhythm Final Bar Line PS4, PS5, Switch Japonês Sim
Kingdom Hearts: Melody of Memory PS4, Xbox One, Switch Japonês Sim
Bust a Groove 2 PS1, via retrocompatibilidade Japonês Exclusivo
DJMAX Respect V PS4, PS5, Xbox Series, Switch, PC Japonês Sim

Jogos de Ritmo em Realidade Virtual

É aqui que o PlayStation tem a vantagem mais clara. O PSVR2 transformou o subgênero de curiosidade em motivo de compra do acessório, e três dos quatro jogos abaixo estão entre as melhores razões para ligar o headset. Se você quer entender o resto do catálogo de jogos de realidade virtual, comece por aqui.

Beat Saber

Sabres de luz cortando blocos coloridos em Beat Saber

Plataformas: PSVR2, PSVR, Meta Quest, PC VR.

O conceito é simples ao ponto de parecer bobo. Dois sabres de cores diferentes, blocos vindo na sua direção, cada um precisa ser cortado com a cor certa e na direção certa. O que ninguém te conta é que Beat Saber é exercício físico disfarçado. Meia hora nas dificuldades altas e você está suando de verdade.

A trilha original é excelente e os pacotes de DLC trouxeram Linkin Park, Kendrick Lamar, BTS, Daft Punk e Lady Gaga. Aqui vai o detalhe que decide sua compra: só a versão de PC aceita importar músicas customizadas. No PSVR2 você está limitado ao que a Beat Games vende. Se o seu plano era jogar com a sua playlist, o console não faz isso.

Rez Infinite

Visual wireframe da rede digital em Rez Infinite

Plataformas: PS4, PSVR2, PC, Meta Quest.

Uma correção que precisa ser feita, porque quase toda lista em português repete o erro: Rez não saiu no PlayStation original. Ele estreou no Dreamcast e chegou ao PS2 logo depois. A confusão vem de listas em inglês que erraram primeiro e foram traduzidas sem conferência.

O jogo é um shooter sobre trilhos onde cada tiro seu vira uma nota da trilha. Você não acompanha a música, você compõe ela enquanto joga. Tetsuya Mizuguchi chamou isso de sinestesia, e a vibração do DualSense faz o corpo entrar na conta junto com olho e ouvido. A Area X, exclusiva do Infinite, foi desenhada para VR e é a melhor coisa do pacote.

Pistol Whip

Jogador atirando em inimigos low-poly ao ritmo da trilha em Pistol Whip

Plataformas: PSVR2, PSVR, Meta Quest, PC VR.

A fantasia é ser o John Wick. O palco anda sozinho ao longo da música e a sua função é atirar, desviar e dar cotovelada no compasso. Como o movimento é automático, você gasta atenção só na mira e no corpo.

Dominar uma faixa exige limpar todos os inimigos e não tomar tiro nenhum, e quando você acerta o fluxo os disparos começam a soar como a bateria acentuando a faixa. O sistema Styles deixa trocar tipo de arma e ligar modificadores, o que estica a vida útil de cada cena bem além do que a duração sugere.

Synth Riders

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Plataformas: PSVR2, Meta Quest, PC VR.

Existe muito clone de Beat Saber e o Synth Riders é o único que se justifica. Em vez de cortar, você encosta as mãos coloridas nas esferas da cor correspondente, e o jogo obriga a desviar de paredes e projéteis. O resultado é mais dança e menos esgrima, com batimento cardíaco mais alto do que no Beat Saber.

O ponto fraco é a lista base de 74 faixas, que não tem nenhuma banda conhecida. Gorillaz, Muse, Bruno Mars e The Offspring estão todos em DLC pago. Se você quer nome grande, prepare o cartão. O multiplayer online de dez jogadores e o modo Party, que passa o headset de mão em mão, compensam parte disso.

Jogos de Ritmo de Ação

O subgênero mais saudável do momento, e o único que está crescendo. A ideia é sempre a mesma: acertar no compasso multiplica seu dano. Funciona porque resolve o velho problema dos jogos de ritmo, que é a sensação de estar apertando botão sem consequência.

Hi-Fi Rush

Hi Fi RUSH será lançado em 19 de março para PS5

Plataformas: PS5, Xbox Series, Switch 2, PC.

O melhor jogo de ritmo da geração e ele nem se anuncia como um. Chai recebe um tocador de música no lugar do coração e passa a sentir o mundo no compasso. Portas, luzes, plataformas, tudo pulsa junto com a trilha, e o combate de brawler recompensa quem ataca na batida.

A sacada de design é a acessibilidade: você não precisa ter ritmo para terminar o jogo. Errar o compasso reduz o dano, não te mata. Isso abre a porta para quem sempre achou o gênero intimidante, e ao mesmo tempo dá teto altíssimo para quem quer perseguir o S rank. As lutas de chefe têm faixas do The Prodigy e do Nine Inch Nails.

Metal: Hellsinger

The Unknown enfrentando hordas demoníacas em Metal Hellsinger

Plataformas: PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC. Uma versão de PSVR2 foi anunciada.

O FPS rítmico mais bem recebido que existe. Você é The Unknown, híbrido de humano e demônio, atrás de vingança contra a Red Judge, e o dano das armas depende de você atirar no compasso. A trilha é original e foi gravada com Serj Tankian do System of a Down, Matt Heafy do Trivium e Alissa White-Gluz do Arch Enemy.

A camada que ninguém comenta é a progressão de RPG por trás. Os desafios opcionais desbloqueiam melhorias e mudam a forma de jogar, então o jogo pesa habilidade de longo prazo além de reflexo. No PC ainda tem mods que injetam faixas novas, incluindo Sweet Home Alabama, que é exatamente tão absurdo quanto parece.

Crypt of the NecroDancer

Cadence enfrentando monstros e um dragão vermelho na masmorra de Crypt of the NecroDancer

Plataformas: PS4, Xbox One, Switch, PC, iOS e Android.

Masmorra vista de cima parece o casamento mais improvável possível com mecânica de ritmo, e a Brace Yourself Games achou ouro. Cada passo, ataque e esquiva acontece no compasso, e cada tipo de inimigo segue um compasso próprio. Você acompanha Cadence atrás do pai num submundo de magia.

Leva um tempo para a ficha cair. Depois que cai, os roguelikes comuns passam a parecer lentos. Dá para jogar a campanha inteira com tapete de dança se quiser suar, e o jogo aceita a sua própria biblioteca de músicas. O spin-off Cadence of Hyrule refez tudo isso com música e elementos de Zelda, e é obrigatório para quem gosta das duas coisas.

BPM: Bullets Per Minute

Valquíria disparando contra demônios ao som de guitarras em BPM Bullets Per Minute

Plataformas: PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC.

Você é uma valquíria defendendo Asgard das hordas do submundo, e a diferença para os outros FPS rítmicos é que aqui o recarregamento também é no compasso. Errar a batida do reload deixa você sem bala no meio da sala. É a decisão de design mais cruel do subgênero e a mais interessante.

Os chefes têm padrões de ataque amarrados à trilha, então decorar a música é decorar a luta. As masmorras são geradas por procedimento, o que dá motivo real para voltar. É mais difícil que o Metal: Hellsinger e menos polido, e o público dele sabe exatamente por que está ali. Quem gosta de dificuldade calibrada assim costuma frequentar também os melhores jogos de luta de PS4, e o motivo é o mesmo: a punição é justa.

Jogos de Ritmo Indie

Foi o cenário indie que salvou o gênero quando as grandes desistiram dele. Nenhum jogo abaixo precisa de periférico, quase todos custam pouco, e três deles são mais criativos que qualquer coisa que a indústria fez com guitarra de plástico.

Sayonara Wild Hearts

Perseguição de moto em cenário neon de Sayonara Wild Hearts

Plataformas: PS4, PS5, Xbox One, Switch, PC, iOS e macOS.

Um álbum pop inteiro transformado em jogo de arcade. Cada uma das 23 fases é uma faixa, e você atravessa lobos gigantes, motos e batalhas de dança dentro de um mundo synthwave sobre coração partido. Dura pouco mais de uma hora e é proposital.

Nem tudo aqui é estritamente rítmico, e é justamente por isso que funciona. O jogo usa a música para decidir o que acontece na tela e nunca avisa o que vem, então cada fase surpreende. Dominar as fases melhora o rank e resolve enigmas do zodíaco, o que dá motivo para rejogar. É o jogo desta lista que mais gente termina e recomeça no mesmo dia.

Thumper

Besouro metálico acelerando pela pista de Thumper

Plataformas: PS4, PS5, PSVR, Xbox One, Switch, PC.

Os desenvolvedores chamam de violência rítmica e o nome é honesto. A trilha é feita de percussão, graves pesados e efeitos que beiram o terror, e você controla um besouro de cromo despencando por uma pista em velocidade absurda. Existe um chefe, e ele é uma cabeça mecânica gigante vinda do futuro.

Este é o jogo mais difícil da lista inteira. As janelas de acerto são minúsculas, o ritmo não perdoa e o design sonoro trabalha ativamente contra a sua calma. Em PSVR a coisa passa de intensa para desconfortável. Jogue de fone de ouvido, e não jogue cansado.

Trombone Champ

Personagem cartunesco tocando trombone em Trombone Champ

Plataformas: PS4, PS5, Switch, PC.

Ele não vai te ensinar a tocar trombone. Vai te dar valor cômico infinito enquanto você destrói clássicos eruditos e melodias folclóricas com um trombone virtual. Mesmo acertando a sequência perfeita, o som sai terrível, e essa é a piada inteira.

São 20 faixas embutidas, mas o modo Freeplay é onde o jogo abre. Nada de periférico: mover o mouse ou o analógico para frente e para trás controla o tom. Quanto melhor você toca, mais toots ganha, e os toots são moeda para desbloquear cosméticos e um lore secreto que ninguém esperava existir. Jogo de festa com uma camada obsessiva escondida embaixo.

Rhythm Doctor

Interface de batimentos cardíacos e pacientes em Rhythm Doctor

Plataformas: Switch e PC. Não tem versão de PlayStation.

Passou anos em acesso antecipado e saiu completo recentemente, o que muita lista ainda não registrou. Você é médico num hospital e desfibrila pacientes apertando a barra de espaço na sétima batida de cada compasso. Um botão. Só isso.

Ele se descreve como o jogo de ritmo de um botão mais difícil que você já jogou, e cumpre. Conforme avança, entram batidas silenciosas, compassos irregulares, polirritmia e sabotagem audiovisual deliberada: a tela falha, aparece atraso artificial, e em certo ponto a tela apaga e você precisa contar o compasso de cabeça. É o jogo mais criativo desta lista e o mais fácil de subestimar pela captura de tela.

Lumines: Remastered

Blocos coloridos sendo eliminados pela linha do tempo em Lumines Remastered

Plataformas: PS4, Xbox One, Switch, PC.

Segunda aparição de Mizuguchi. Lumines nasceu como jogo de PSP e virou remaster. Funciona quase como um Tetris musical: você alinha blocos de cores variadas e eles somem quando a Linha do Tempo passa por cima, e essa linha anda no compasso da faixa. Limpar fileiras adiciona camadas novas à própria trilha.

É o raro quebra-cabeça que consegue ser relaxante, frenético e eufórico ao mesmo tempo, principalmente quando os blocos empilham e você está lutando para não perder o controle. Quem vem de Tetris estranha nos primeiros minutos, porque a pressa aqui pertence à música e não a você.

Melatonin

Melatonin jogo ritmo

Plataformas: PS5, Switch, PC.

Silencioso, introspectivo e quase terapêutico. Melatonin aposta em pistas visuais sutis e num compasso que se sente mais do que se lê, com estética de sonho em pastel. Cada fase é um sonho sobre um vício cotidiano: comida, redes sociais, compras.

É prova de que jogo de ritmo não precisa ser barulhento nem competitivo. Está quase sempre em promoção nas lojas digitais e é o melhor ponto de entrada desta lista para quem nunca jogou o gênero e se assusta com a ideia de precisar ter ritmo.

Audiosurf 2

Pista futurista gerada a partir de uma música em Audiosurf 2

Plataformas: PC. Não tem versão de PlayStation.

A promessa é surfar a sua própria música. Você joga uma faixa do seu computador dentro do jogo e ele constrói a fase inteira a partir dela: a velocidade, o visual e os obstáculos saem da composição. Música calma vira pista tranquila, música pesada vira caos.

Essa é exatamente a coisa que os jogos de console não conseguem entregar, e por isso ele entra aqui apesar de não ter versão de PlayStation. Se importar a sua biblioteca é o seu objetivo principal, o console inteiro é a plataforma errada, e é melhor você saber disso antes de comprar.

Friday Night Funkin’

Batalha de rap entre Boyfriend e um oponente em Friday Night Funkin

Plataformas: navegador e PC, de graça.

Você é o Boyfriend e precisa vencer batalhas de rap contra o pai da namorada, um demônio, uma árvore de Natal e uma fila de esquisitos sobrenaturais. A jogabilidade lembra Dance Dance Revolution trocando o tapete pelas setas do teclado, e cada acerto faz o personagem cantar uma nota naquela voz estranha que virou marca registrada.

O que sustenta o jogo até hoje é a comunidade de mods, que produziu mais conteúdo que o jogo original. Ele roda no navegador, não tem microtransação e é um dos melhores jogos online gratuitos que existem. Se você chegou aqui procurando um jogo de ritmo para jogar agora sem instalar nada, é este.

Jogos de Ritmo de Palco e Instrumentos

A família que fez o gênero explodir e depois quase o matou. Guitarra de plástico, bateria, microfone, tapete de dança. Leia a seção seguinte antes de sair procurando qualquer um destes, porque metade não está mais à venda.

Rock Band 3

Banda completa tocando guitarra, bateria e teclado em Rock Band 3

Plataformas: PS3, Xbox 360 e Wii. Só em mídia física.

Enquanto o Guitar Hero se concentrava na guitarra, o Rock Band montou a banda inteira: duas guitarras, bateria, teclado e três microfones. Ele saiu com 83 músicas e a biblioteca chegou a 4.000 faixas. A harmonia vocal de três partes, estreada no The Beatles: Rock Band, entrou aqui e permitiu três cantores na mesma faixa.

O que separa este dos outros é o modo Pro, que aceita dispositivos MIDI e guitarras reais e exige que você toque o instrumento de verdade. Deixou de ser brinquedo e virou instrução, e nenhum jogo da família chegou perto disso depois. Rock Band 4 existe e é bom, mas o suporte morreu rápido, e por isso o 3 continua sendo o topo da série.

Guitar Hero III: Legends of Rock

Notas descendo na tela durante um solo em Guitar Hero III Legends of Rock

Plataformas: PS2, PS3, Xbox 360, Wii e PC. Só em mídia física.

A origem do Guitar Hero é uma história boa que ninguém em português conta. Ele foi construído a partir do Guitar Freaks, sucesso japonês de arcade que não podia ser portado para o Ocidente por disputa de patente sobre o controle. A solução foi criar um jogo novo com uma guitarra nova. Estreou no PS2 e mudou a década.

O terceiro é o pico da série. Trilha com Rage Against The Machine, Slipknot, Kiss e ZZ Top, Slash como personagem jogável, e todas as músicas em coop com guitarra base e baixo. Foi também o mais difícil até então, embora as dificuldades baixas continuem acolhendo iniciante.

A franquia morreu de supersaturação, e o mais próximo que existe hoje é o Clone Hero, mod de PC que roda com controles modernos e pistas feitas pela comunidade. Os desenvolvedores originais anunciaram um estúdio novo e um jogo de ritmo inédito, então a história pode não ter acabado.

Rocksmith 2014 Remastered

Guitarra real conectada ao jogo com tablatura na tela em Rocksmith 2014 Remastered

Plataformas: PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One e PC. Foi deslistado das lojas digitais.

Nenhum periférico de plástico aqui. Você pluga uma guitarra ou um baixo de verdade e aprende a tocar, com a dificuldade se ajustando ao seu progresso. Saiu com 66 músicas e passou de mil faixas licenciadas em DLC. É divertido e educativo ao mesmo tempo, o que quase nenhum jogo consegue.

E ele saiu de venda. O último pacote de DLC chegou e depois disso o jogo sumiu das lojas digitais, porque as licenças das músicas expiraram. Quem comprou continua com o que tem. Quem não comprou depende de mídia física usada e do cabo Real Tone, que também sumiu do varejo. Ainda vale a caçada se aprender guitarra é o objetivo, e você precisa saber que é uma caçada.

Dance Dance Revolution

Setas subindo na tela do arcade de Dance Dance Revolution

Plataformas: arcade, PS1, PS2, PS3, GameCube, Wii, Xbox e outros. Versões novas seguem saindo em arcade e mobile.

O DDR mudou o corpo do jogador, literalmente. Ao levar o ritmo para os pés, transformou o fliperama do shopping em pista de dança e o ato de jogar em espetáculo público. Quem viu a aglomeração em volta da máquina entende por que o gênero virou fenômeno antes de qualquer guitarra de plástico existir.

Naoki Maeda, compositor de longa data da série na Konami, produziu boa parte das faixas originais que definiram o som do jogo. Em casa dava para usar o tapete de plástico ligado na entrada de controle do PlayStation, e escorregar nele era parte da experiência. O EyeToy do PS2 esticou ainda mais a ideia.

DJ Hero

DJ Hero jogo ritmo

Plataformas: PS2, PS3, Xbox 360 e Wii. Só em mídia física.

O spin-off que tentou fazer pelo DJ o que o Guitar Hero fez pelo guitarrista. O periférico era um mini toca-discos com prato, crossfader e botões, e a proposta era montar mixagens ao vivo emendando duas faixas. Funcionava melhor do que a fama sugere.

Ficou nichado porque o público que queria guitarra não queria pickup, e o público de música eletrônica não estava nos consoles daquela época. Ainda assim ganhou sequência, o que prova que tinha gente jogando. Hoje é item de colecionador e o preço reflete isso.

Fortnite Festival

Fortnite Festival ganha Temporada 5 estrelando a Karol G

Plataformas: PS4, PS5, Xbox, Switch, PC, Android e iOS. Grátis.

Feito pela Harmonix, o estúdio que criou o Rock Band. Isso explica por que o modo funciona tão bem. São as mesmas pessoas, com a mesma linguagem de notas descendo na pista, dentro do jogo mais jogado do planeta.

Você toca no Main Stage sozinho ou com amigos, com rotação de Jam Tracks e ranking, e o Festival Jam Stage deixa mixar as faixas que você tem no inventário. Aceita os instrumentos de plástico do Rock Band 4 no PlayStation, o que ressuscita periférico que estava juntando poeira. É a resposta certa para quem quer Rock Band hoje sem gastar nada.

Just Dance

melhores jogos mulitplayer

Plataformas: PS4, PS5, Xbox, Switch e PC.

A série mais vendida do gênero inteiro e a mais fácil de subestimar. A edição atual traz 40 faixas de várias épocas, e o Camera Controller usa o celular como sensor de corpo inteiro, o que dispensa acessório dedicado. O modo Workout conta atividade e calorias.

O Party Mode aceita até seis jogadores locais e é o motivo real de o jogo existir. É o oposto exato de uma noite sozinho nos jogos de mundo aberto, e as duas coisas cabem na mesma estante. Também é o único da lista com serviço por assinatura, o Just Dance+, que libera centenas de músicas extras e cobra por isso. Se a sua casa recebe gente, este é o jogo de ritmo mais útil que você pode ter.

FUSER

Fuser vídeo de jogabilidade

Plataformas: PS4, Xbox One, Switch e PC. Foi deslistado.

Outro da Harmonix. Você vira DJ de festival e monta mixagens ao vivo pegando vocal de uma faixa, batida de outra e instrumento de uma terceira, com mais de 100 músicas licenciadas. A campanha te leva de novato a headliner e o online tinha batalha entre DJs.

Os servidores foram desligados e o jogo saiu de venda, pelo mesmo motivo do Rocksmith: licença expirada. Está aqui porque a ideia era ótima e porque ele é o exemplo mais claro do que esta lista vem avisando. Jogo de ritmo bom não é garantia de jogo de ritmo disponível.

Jogos de Ritmo Japoneses

Foi no Japão que a música deixou de ser trilha e virou mecânica, e é aqui que o PlayStation tem o catálogo mais forte. Três dos jogos abaixo são exclusivos e um deles inventou o gênero como a gente conhece.

PaRappa the Rapper

Parappa The Rapper Série Playstation

Plataformas: PS1 originalmente, e PS4 compatível com PS5 na versão Remastered. Exclusivo de PlayStation.

O jogo que fundou tudo isso, e ele é da Sony. PaRappa é um cachorro de papel que aprende a rimar com um mestre de kung fu, um sapo motorista e uma galinha confeiteira, e você repete as sequências no compasso enquanto ele canta. A regra é simples e a execução era inédita.

Ele estabeleceu a gramática que o gênero inteiro usa até hoje: chamada e resposta, nota na tela, timing punido, personagem cantando o resultado. Sem PaRappa não existe Guitar Hero nem Friday Night Funkin’. O Remastered está no PS4 e continua sendo o item mais importante desta lista para quem joga em PlayStation.

Patapon

Exército de Patapons marchando ao som do tambor

Plataformas: PSP originalmente. A forma recomendada de jogar hoje é o Patapon 1+2 Replay, no PS4, PS5, Switch e PC.

Uma atualização importante: se você procurar por Patapon Remastered vai achar a versão antiga, que trazia só o primeiro jogo. O Patapon 1+2 Replay é a coletânea nova, com os dois primeiros títulos, visual limpo e ajustes de qualidade de vida. É essa que você quer.

Você é um deus invisível comandando uma tribo com quatro batidas de tambor. Pata-pata-pata-pon marcha, pon-pon-pata-pon ataca. Acertar o compasso aumenta ataque e defesa da tribo inteira, e existe uma camada de estratégia genuína em montar o exército certo para cada inimigo. A trilha e o traço são inconfundíveis.

O Replay adiciona ajuste de dificuldade e de janela de tempo, o que finalmente abre o jogo para quem não tem ritmo. Era a maior barreira da versão de PSP e ela caiu.

Relacionado: jogos de simulação, para quem curte a camada de gestão de recursos que o Patapon esconde atrás do tambor.

Persona Dancing

Persona Dancing jogo de ritmo

Plataformas: PS4, PSVR e PS Vita. Exclusivo de PlayStation.

Persona 5: Dancing in Starlight e Persona 3: Dancing in Moonlight pegam duas das melhores trilhas de RPG já compostas e transformam em jogo de ritmo, com 25 faixas cada e remixes exclusivos. Os Phantom Thieves voltam ao Velvet Room para dançar, e o absurdo da premissa é assumido pelo próprio jogo.

São exclusivos de PlayStation e não têm equivalente em nenhum outro console. Se você é fã de Atlus e tem um PS4, este é o jogo de ritmo mais óbvio da sua vida. Se você não é, a trilha ainda faz o trabalho sozinha.

Hatsune Miku: Project Diva

Hatsune Miku Project Diva jogo ritmo

Plataformas: PSP, PS3, PS4, PS Vita, Switch, 3DS e arcade.

A série nasceu no PlayStation Portable e cresceu dentro da família Sony antes de sair para outros consoles. A vocaloid mais famosa do mundo performa faixas enquanto comandos aparecem na tela, e no PS4 dá para usar todos os botões e o touchpad do controle.

O recurso que mantém a comunidade viva é o editor de clipe, que deixa montar o próprio vídeo musical customizando figurino, cenário e coreografia, com músicas do jogo ou importadas. É o jogo mais técnico e mais exigente desta seção, e o fandom trata a precisão como devoção.

Taiko no Tatsujin

Tambor taiko e notas coloridas na tela de Taiko no Tatsujin

Plataformas: PS4, PS5, Xbox Series, Switch, PC, iOS e Android. A série segue ativa com DLCs.

Nos arcades japoneses você bate com baquetas de verdade em tambores eletrônicos, e nenhuma versão caseira reproduz aquilo. Mesmo assim, tocar com o controle continua funcionando, porque o desenho de nota é impecável: vermelho é centro, azul é borda, e a leitura é instantânea.

A lista de faixas mistura música de videogame, clássicos, temas de anime e pop japonês. Dá para tocar CHA-LA HEAD-CHA-LA inteira de Dragon Ball, e isso sozinho justifica a compra para muita gente. É o jogo mais acolhedor da seção e o melhor para jogar em grupo.

Theatrhythm Final Bar Line

Personagens de Final Fantasy em batalha rítmica em Theatrhythm Final Bar Line

Plataformas: PS4, PS5 e Switch.

Um arquivo vivo de Final Fantasy. Ele reúne as melhores faixas de todos os jogos principais e ainda puxa spin-offs e outros RPGs da Square Enix, o que dá uma biblioteca que nenhum outro jogo de ritmo tem condição de igualar. Fãs reconhecem qualquer faixa em três segundos.

A carta de amor está nos detalhes: você monta grupos de batalha com dezenas de personagens da série, bons e maus, e eles lutam enquanto você toca e segura os botões no tempo. Tem progressão de status como RPG legítimo, e o modo teatro exibe vídeos dos momentos-chave de cada jogo embalados pelas trilhas. Se você gosta de melhores RPGs de PS4 e de música, o encaixe é perfeito.

Kingdom Hearts: Melody of Memory

Sora, Donald e Pateta atacando inimigos no ritmo em Kingdom Hearts Melody of Memory

Plataformas: PS4, Xbox One e Switch.

Kingdom Hearts tem uma das melhores trilhas dos videogames, ponto. O Melody of Memory homenageia isso enquanto adota a jogabilidade da série Theatrhythm num caminho vertical, com Sora, Donald e Pateta atravessando as memórias da saga.

Aqui vai o aviso: ele continua a história principal. Isso é um problema, porque os jogos principais são RPGs de ação e enfiar avanço de roteiro num spin-off rítmico obriga quem só queria a trilha a jogar por obrigação. Músicas como This is Halloween e You’ve Got A Friend In Me seguram o pacote. O roteiro confuso de sempre também está aqui.

Bust a Groove 2

Bust a Groove 2 jogo ritmo

Plataformas: PS1, via retrocompatibilidade. Exclusivo de PlayStation.

Precursor dos jogos de dança modernos e um duelo, não um solo. Dois personagens se enfrentam em batalha dançante acertando sequências no compasso, cada um com história própria, atrás de fama, amor ou redenção. É estranho, carismático e completamente dos anos 90.

Ficou esquecido porque nunca teve remaster decente, e é uma pena. A ideia de transformar jogo de ritmo em luta um contra um só voltou a aparecer muito tempo depois, no Friday Night Funkin’.

DJMAX Respect V

DJMAX Respect V jogo ritmo

Plataformas: PS4, PS5, Xbox Series, Switch e PC.

O jogo de ritmo mais completo em atividade hoje. Centenas de faixas cobrindo pop, rock, eletrônico, ambiente e jazz, desafios diários, modos competitivos e suporte a controles profissionais. As notas descem em colunas em velocidade alta e a exigência de precisão é brutal.

É o único desta lista que sustenta uma cena competitiva viva e recebe conteúdo novo constante. Se você quer o jogo de ritmo que vai te ocupar por anos em vez de por uma semana, é este, e ele está no PS5.

Por Que Tantos Jogos de Ritmo Somem das Lojas?

Este é o assunto mais importante deste artigo e o que quase nenhuma lista menciona. Jogo de ritmo depende de licença musical, e licença tem prazo. Quando o contrato com a gravadora expira, a publicadora perde o direito de vender o jogo, e ele desaparece da loja digital. O jogo continua exatamente tão bom quanto era. O que acabou foi o papel assinado.

Foi o que aconteceu com Rocksmith 2014 e com o FUSER. Foi o que enterrou o DLC de The Beatles: Rock Band. É o que faz Guitar Hero e Rock Band existirem só em mídia física hoje. Quem comprou antes continua com o jogo na biblioteca, e quem não comprou precisa caçar disco usado.

Três consequências práticas para você:

  • Se um jogo de ritmo licenciado está em promoção, comprar agora é diferente de comprar depois. Depois pode não existir.
  • Jogos com trilha original não correm esse risco. Thumper, Sayonara Wild Hearts, Metal: Hellsinger, Patapon, Crypt of the NecroDancer e Rhythm Doctor têm música própria e não vão sumir por licença.
  • Mídia física envelhece melhor que digital neste gênero específico, e é a única exceção real que eu conheço à regra de que o digital ganhou.

Como o Gênero Morreu e Voltou

Os jogos de ritmo nasceram no Japão nos anos 90, quando limitação técnica empurrou o som para o centro da experiência. PaRappa the Rapper, Beatmania e Dance Dance Revolution transformaram jogar em performance pública, e o corpo virou parte do controle.

Nos anos 2000 o gênero explodiu comercialmente com Guitar Hero e Rock Band. Eles derrubaram a barreira entre jogador e não jogador ao usar música conhecida e instrumento físico, e fizeram muita gente que nunca tinha pego um controle pegar uma guitarra de plástico. Foi o auge, e durou pouco.

O colapso veio no começo da década seguinte, por supersaturação. Lançamento anual, periférico caro, DLC infinito e nenhuma ideia nova. As publicadoras abandonaram o gênero de uma vez, e por alguns anos pareceu que ele tinha acabado.

Ele voltou por outro caminho, e é por isso que a maior parte desta lista não tem guitarra de plástico. O indie reinventou a mecânica sem periférico, o VR trouxe o corpo de volta sem tapete, e o subgênero de ação amarrou o ritmo ao combate. Se você quer entender onde o ritmo se encaixa no mapa dos tipos de jogos, ele é hoje menos um gênero e mais um tempero que qualquer outro aceita.

Perguntas Frequentes

Qual é o melhor jogo de ritmo?

Depende do que você tem em casa. No PSVR2, Beat Saber. No PS5 sem VR, Hi-Fi Rush. Para quem quer profundidade de longo prazo, DJMAX Respect V. Para jogar com gente na sala, Just Dance ou Fortnite Festival, que é grátis.

Qual é o jogo de ritmo mais difícil?

Thumper. As janelas de acerto são minúsculas, o ritmo é implacável e o design sonoro trabalha contra a sua concentração. Rhythm Doctor disputa o posto por outro caminho, apagando a tela e obrigando você a contar o compasso de cabeça.

Tem jogo de ritmo para quem não tem ritmo?

Tem. Hi-Fi Rush não te mata por errar o compasso, só reduz o dano. Patapon 1+2 Replay deixa ajustar a janela de tempo e a dificuldade. Melatonin é lento de propósito. Os três funcionam sem coordenação nenhuma.

Qual jogo de ritmo é grátis?

Fortnite Festival, feito pela criadora do Rock Band, é gratuito no PS4 e PS5 e aceita os instrumentos do Rock Band 4. No navegador, Friday Night Funkin’ é grátis e sem microtransação.

Dá para jogar com as minhas próprias músicas?

No PlayStation, não. Audiosurf 2 e a versão de PC do Beat Saber aceitam importar a sua biblioteca, e essas são funções exclusivas de PC. Crypt of the NecroDancer aceita trilha personalizada, mas o suporte varia por versão. Se importar música é o seu objetivo principal, o console é a plataforma errada.

Qual foi o primeiro jogo de ritmo?

PaRappa the Rapper, no PS1, é considerado o marco fundador do gênero moderno, com Beatmania surgindo na mesma época pelo lado do arcade. Antes deles a música era trilha de fundo. Depois deles, virou a regra do jogo.


San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.