História de Kratos em God of War: da Grécia ao Ragnarok


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A série God of War acompanha a jornada de Kratos, o Fantasma de Esparta, do momento em que ele era apenas um mortal vingativo até se tornar tutor de uma divindade nórdica. É uma das trajetórias mais longas e marcantes dos games, e este guia reúne a história completa em ordem cronológica, da Grécia antiga ao fim do Ragnarok.

A história de Kratos em uma linha por era: na saga grega, ele é um guerreiro movido por vingança que destrói o próprio panteão que o traiu; na saga nórdica, é um pai tentando não repetir com o filho a violência que o definiu. Abaixo, cada capítulo em detalhe. Atenção: o texto contém spoilers de toda a franquia.

Quem é Kratos

Kratos é um semideus espartano, filho do deus Zeus com a mortal Callisto, protagonista de toda a série God of War. Depois de ser manipulado por Ares e assassinar a própria família, ele ganha a pele pálida coberta de cinzas e o apelido de Fantasma de Esparta. Ao longo da saga, ele deixa de ser instrumento de vingança dos deuses gregos e se torna, no fim da jornada nórdica, um símbolo de esperança e proteção para os nove reinos.

A árvore genealógica de Kratos

Boa parte das dúvidas sobre o personagem gira em torno da sua família, então vale começar por ela:

  • Pai: Zeus, o rei do Olimpo, o que faz de Kratos um semideus.
  • Mãe: Callisto, uma mulher mortal.
  • Irmão: Deimos, também filho de Zeus e Callisto.
  • Meia-irmã: Atena, a deusa da sabedoria.
  • Primeira esposa: Lysandra, mãe de sua filha Calliope.
  • Segunda esposa: Faye, uma giganta, mãe de Atreus. Por causa dela, os gigantes chamam Kratos de Fárbauti.
  • Filhos: Calliope, na era grega, e Atreus, também conhecido como Loki, na era nórdica.

A origem mitológica do nome Kratos

Antes do videogame, Kratos já existia na mitologia grega real, e conhecer essa origem enriquece o personagem. No mito autêntico, Kratos é a personificação da Força e do Poder, filho do titã Pallas com a deusa Styx, e irmão de Nike, a Vitória. Nas lendas, ele é um servo leal de Zeus, o braço que executa a vontade do rei dos deuses.

A Santa Monica Studio subverte essa ideia por completo. O Kratos dos games começa como servo dos deuses, exatamente como no mito, mas se transforma no maior inimigo do Olimpo. Essa inversão, de instrumento obediente a algoz das divindades, é o que dá ao personagem sua força temática sobre abuso de poder e desobediência.

A infância de Kratos e Deimos

Kratos e o irmão Deimos treinando em Esparta

Os jovens espartanos eram moldados como guerreiros implacáveis desde cedo, e a origem de Kratos não foi diferente. Ele e o irmão, Deimos, treinavam lado a lado, mas o destino da dupla mudou por causa de uma profecia que assombrava o Olimpo: a queda dos deuses viria pelas mãos de um “guerreiro marcado”.

Por causa das marcas de nascença de Deimos, Ares e Atena o levaram embora ainda criança. Kratos tentou impedir, mas foi dominado por Ares, que lhe deixou uma cicatriz sobre o olho direito. Acreditando que o irmão estava morto, Kratos tatuou o próprio corpo de vermelho, imitando as marcas de Deimos. Os deuses haviam escolhido o irmão errado para cumprir a profecia, um erro que custaria caro ao Olimpo.

Anos depois, já promovido a líder, Kratos se casa com Lysandra e tem uma filha, Calliope. A menina nasce doente, e como a lei espartana condenava os fracos, ele parte em uma missão desesperada para encontrar a Ambrósia de Asclépio, capaz de curar qualquer mal. Enfrentando outros campeões, entre eles o bárbaro Alrik, Kratos vence e salva a filha, tornando-se um capitão reverenciado.

O nascimento do Fantasma de Esparta

O ponto de virada chega em uma batalha contra as hordas bárbaras. À beira da morte, cercado pelo exército de Alrik, Kratos faz um juramento de sangue ao deus da guerra:

Ares, mate os meus inimigos, e a minha vida é sua.

Ares atende e crava as Lâminas do Caos nos braços de Kratos, armas acorrentadas à sua pele como lembrete eterno do pacto. Alrik é destroçado, mas agora o espartano serve a uma divindade cruel. Sob as ordens de Ares, ele espalha morte pela Grécia sem distinguir inocentes de culpados.

O golpe final de Ares é uma armadilha: ele coloca a família de Kratos em uma aldeia que o guerreiro é ordenado a destruir. Cego pela fúria da batalha, Kratos massacra todos e só depois percebe que matou Lysandra e Calliope com as próprias mãos. O oráculo da aldeia o amaldiçoa, e as cinzas da família grudam para sempre em sua pele, deixando-a pálida. Nascia ali o Fantasma de Esparta, atormentado por pesadelos e por um ódio profundo pelos deuses.

God of War: Ascension

Kratos perseguido pelas Fúrias em God of War Ascension

Ao quebrar o juramento com Ares, Kratos passa a ser caçado pelas Fúrias, seres primordiais que punem quem trai um deus. O que elas não esperavam é que Orkos, filho de Ares com uma das Fúrias, se voltasse contra o próprio plano ao ver como a sede de vingança havia cegado todos.

Orkos revela a Kratos que a única forma de romper de vez os laços com Ares é a sua própria morte, pois enquanto ele viver como guardião do juramento, a servidão continuará. Relutante, Kratos encerra a vida de Orkos, e no mesmo instante todas as memórias reprimidas voltam com força total. Na esperança de que os outros olímpicos consertem o mal feito por Ares, ele jura lealdade aos deuses.

God of War: Chains of Olympus

Kratos no submundo em God of War Chains of Olympus

A serviço dos deuses, Kratos cruza todo o mundo grego. Uma dessas missões o leva a repelir um exército persa e, logo depois, a testemunhar Helios, o deus do sol, ser arrancado do céu. Com o mundo mergulhado nas trevas, o deus dos sonhos Morfeu adormece o Olimpo, e cabe a Kratos resgatar Helios para despertar as divindades.

No submundo, o espartano descobre que Perséfone planeja usar o titã Atlas para destruir o pilar que sustenta o mundo. Ela oferece a Kratos a chance de reencontrar Calliope, desde que ele abandone seus poderes. Ele quase aceita, mas percebe que, se o mundo acabar, nem a filha estará a salvo. Retoma seus poderes, derrota Perséfone e acorrenta Atlas ao dever de sustentar o planeta. É a primeira vez que Kratos escolhe o mundo em vez do próprio desejo.

God of War: Kratos se torna o Deus da Guerra

Kratos empunhando as Lâminas do Caos no primeiro God of War

Após mais anos de servidão, Atena entrega a Kratos uma última tarefa: salvar Atenas da destruição promovida por Ares. Com a bênção secreta do Olimpo, ele descobre que só o poder da Caixa de Pandora pode derrotar o deus da guerra. A relíquia está trancada em um templo acorrentado às costas do titã Cronos, que vaga pelo deserto como castigo.

Kratos vence armadilhas e monstros, alcança a caixa, mas é empalado por Ares pouco antes de sair. Nem a morte o segura: ele retorna do submundo, abre a Caixa de Pandora e absorve seu poder, ganhando tamanho descomunal para enfim matar Ares e salvar Atenas. Como recompensa, pede apenas o esquecimento de suas memórias, mas os deuses negam. Desesperado, ele se joga de um penhasco, e mais uma vez Atena o impede, proclamando-o o novo deus da guerra.

Os quadrinhos: a caçada à Ambrósia

Kratos nos quadrinhos de God of War

Já como deus da guerra, Kratos descobre que os devotos de Ares pretendem usar a Ambrósia para ressuscitar o antigo mestre. Sem correr o risco de vê-lo voltar, ele refaz o caminho que um dia percorreu para salvar a filha e destrói a fonte do remédio de vez. A jornada, no entanto, só aprofunda a melancolia do espartano diante de tudo que perdeu por causa dos deuses e da própria arrogância.

God of War: Ghost of Sparta e o reencontro com Deimos

Kratos e Deimos em God of War Ghost of Sparta

Mesmo divino, Kratos continua atormentado, agora por visões da mãe presa em Atlântida. Ao investigar, ele descobre por ela que Deimos está vivo, mantido cativo por Thanatos, o deus da morte. Kratos parte para resgatar o irmão.

O reencontro é tenso: Deimos, cheio de raiva pelos anos de tortura, quase mata Kratos antes de os dois unirem forças contra Thanatos. A vitória tem um preço amargo, porque Deimos morre na luta. Sem mais nenhum laço familiar para o prender, e com a confirmação de que Zeus estava por trás de tudo, o ódio de Kratos pelos deuses só se aprofunda.

God of War II: o retorno dos Titãs

Kratos e as Irmãs do Destino em God of War II

Como deus da guerra, Kratos despreza o Olimpo e usa Esparta para conquistar a Grécia inteira. Cansado de suas afrontas, o próprio Zeus desce, drena seus poderes e o mata com a Lâmina do Olimpo. Os Titãs intervêm e salvam Kratos da morte, e sua líder, Gaia, revela como Zeus traiu e aprisionou os antigos para chegar ao poder.

Buscando vingança, Kratos vai atrás das Irmãs do Destino, que controlam o tempo. Ao derrotá-las, ele volta ao exato instante de sua morte, recupera a Lâmina do Olimpo e quase mata Zeus. Atena se sacrifica para proteger o pai e, ao morrer, revela que ela e Kratos são irmãos, ambos filhos de Zeus. Ligando os pontos da velha profecia, o Fantasma de Esparta traz os Titãs à era presente para escalar o Monte Olimpo em uma guerra final.

God of War III: o fim dos deuses gregos

Kratos enfrentando Zeus em God of War III

A escalada ao Olimpo é uma carnificina. Kratos derruba Poseidon, o que inunda a Grécia, e um a um enfrenta Hades, Helios, Hermes, Hércules, Hera e Cronos. Cada morte mergulha o mundo em trevas e pragas, com os reinos dos vivos e dos mortos colidindo.

Seu objetivo é recuperar a Caixa de Pandora, mas ao abri-la ela está vazia. No confronto final, Zeus tenta dominar a mente de Kratos com sua culpa e dor, até que o espírito de Pandora o traz de volta. Kratos enfim silencia o pai. Atena reaparece e revela a verdade: os males da caixa haviam infectado os deuses, enquanto o poder da Esperança ficou guardado dentro do próprio Kratos. Recusando-se a entregar esse poder para a deusa, agora corrompida pelo egoísmo, ele crava a lâmina em si mesmo para libertar a esperança ao que restou da humanidade. A saga grega termina com Kratos aparentemente morto, desafiando os deuses até o fim.

Por que Kratos muda entre a Grécia e o Norte

A transformação de Kratos não é repentina, é o acúmulo de ruína. Ao fim da saga grega, ele aprende a lição mais dura da franquia: a raiva é poderosa, mas não é um plano de vida. A vingança não o curou, apenas ampliou o estrago. Se a fúria explica Kratos, é o luto que o define.

É por isso que a era nórdica funciona. O Kratos mais velho continua perigoso, mas o seu maior medo deixa de ser outro deus e passa a ser voltar a se tornar o monstro que já foi. Esse é um medo muito mais interessante, e é o que transforma o Fantasma de Esparta de máquina de vingança em pai.

God of War (2018): Kratos e Atreus em Midgard

Kratos e Atreus em God of War da saga nórdica

O corpo de Kratos deixou as ruínas do Olimpo e, de alguma forma, chegou às terras nórdicas de Midgard. Lá ele recomeça a vida, encontra um novo amor, Faye, e tem um filho, Atreus. Quando Faye morre, pai e filho partem para cumprir seu último desejo: espalhar suas cinzas do pico mais alto dos nove reinos, em Jotunheim, a terra dos gigantes.

A jornada é o coração emocional desta fase. Kratos, endurecido pelo passado, precisa aprender a ser pai, enquanto Atreus lida com a descoberta de sua natureza divina. Pelo caminho eles enfrentam Baldur, os filhos de Thor Magni e Modi, e cruzam com Freya, mãe de Baldur e ex-esposa de Odin. A serpente Jörmungandr se torna uma aliada improvável.

No topo de Jotunheim, murais revelam duas verdades que mudam tudo: Faye era uma giganta, e o nome que ela havia escolhido para o menino era Loki. Ao voltarem para casa, o casal descobre que o Fimbulwinter, o inverno que antecede o fim do mundo, começou. E Atreus tem uma visão de Thor batendo à sua porta. O que achamos dessa obra-prima está no nosso review de God of War.

God of War Ragnarök: o fim da saga nórdica

Kratos e Atreus em God of War Ragnarok

Anos depois, com Atreus já um jovem guerreiro, Odin e Thor oferecem uma trégua, desde que o rapaz pare de procurar respostas sobre Týr, o antigo deus nórdico da guerra. Pai e filho recusam e passam a preparar a resistência, reunindo aliados pelos nove reinos, entre eles Freya e o gigante de fogo Surtr.

A profecia dizia que Kratos morreria no Ragnarok, mas ele e Atreus desafiam o destino. A aliança marcha sobre Asgard e desencadeia a batalha final. Kratos enfrenta Heimdall e reencontra Thor, que acaba morto pelo próprio Odin ao hesitar em continuar lutando. O Rei dos Deuses é derrotado, e sua alma, presa em uma esfera, é destruída pelo anão Sindri. Surtr se transforma em Ragnarok e consome Asgard em chamas, encerrando a era dos Aesir.

O desfecho subverte tudo o que Kratos foi na Grécia. Em vez de deixar apenas ruína, ele ajuda a reconstruir os nove reinos ao lado de Freya, Mímir e dos novos aliados, tornando-se uma espécie de líder protetor, um Deus da Esperança. Atreus, aceitando sua identidade como Loki, parte em busca dos gigantes restantes e se despede do pai. Um mural secreto pintado por Faye revela o toque final: ao contrário da profecia, Kratos sobrevive e passa a ser reverenciado pelos povos nórdicos. Confira o review de God of War Ragnarok.

Onde entra o epílogo Valhalla

Depois da queda de Asgard, a expansão Valhalla funciona como um fechamento psicológico para Kratos. Em vez de um novo vilão, o inimigo agora é ele mesmo: suas memórias, sua culpa e o guerreiro que ele carregou pelas duas mitologias. Em vez de perguntar se ele pode vencer, a história pergunta algo mais difícil, se ele consegue aceitar quem foi e ainda assim se tornar melhor. É nesse ponto que Kratos finalmente faz as pazes com o próprio passado e aceita seu novo papel.

Os poderes e as armas de Kratos

Parte da lenda de Kratos vem do seu arsenal, e cada arma carrega um simbolismo dentro da sua jornada:

  • Lâminas do Caos: as espadas gêmeas acorrentadas aos braços representam a escravidão de Kratos ao seu passado violento, um vínculo que ele carrega mesmo depois de livre de Ares.
  • Lâmina do Olimpo: forjada por Zeus, é capaz de ferir deuses e titãs, e simboliza o poder divino que Kratos volta contra os próprios criadores.
  • Machado Leviatã: a arma gélida da saga nórdica que sempre retorna à mão representa a tentativa de Kratos de seguir um caminho diferente, controlando a violência em vez de ser dominado por ela.
  • Escudo Guardião: usado para defesa e contra-ataques, reflete a postura mais protetora do Kratos pai.
  • Força de semideus: como filho de Zeus, ele tem resistência e força sobre-humanas, além da célebre Fúria de Esparta.

As marcas do corpo também contam sua história. As cinzas na pele são o lembrete constante de sua maior falha, e a tatuagem vermelha honra a memória de Deimos, um laço que resiste à morte.

A evolução visual e de jogabilidade

A transformação de Kratos também aparece no visual e na forma de jogar. Na saga grega, ele é selvagem e furioso, de armadura mínima, e o combate é baseado em combos rápidos com as Lâminas do Caos e sequências cinematográficas de ação, vistos por uma câmera fixa e distante.

Na saga nórdica, o personagem envelhece, ganha barba grisalha e uma postura mais contida, e a jogabilidade acompanha essa mudança. A câmera passa a ficar sobre o ombro, sem cortes, o combate se torna mais tático e pesado, com elementos de RPG, e Atreus deixa de ser um acompanhante passivo para se tornar parte ativa das lutas e da exploração. Forma e conteúdo caminham juntos.

O legado de Kratos: vingança, redenção e paternidade

O que torna Kratos um dos maiores personagens dos games não é só o combate, mas a profundidade da sua transformação. A saga grega é um estudo sobre as consequências destrutivas da raiva e da vingança cega. A saga nórdica examina o oposto: como quebrar o ciclo de violência e encontrar formas mais saudáveis de lidar com o trauma.

Essa leitura sobre paternidade e superação de um passado destrutivo transformou Kratos em um ícone que vai além dos videogames e conversa com discussões atuais sobre masculinidade e saúde mental. Seus pesadelos, sua dificuldade de se conectar e sua luta constante contra os próprios impulsos são retratos reconhecíveis de quem carrega um trauma. É por isso que a franquia se mantém relevante por tanto tempo, unindo combate espetacular a um dos arcos de redenção mais complexos da ficção.

O futuro de Kratos

Com a saga nórdica encerrada, a pergunta que fica é para onde Kratos vai agora. A franquia já sinaliza novos rumos, expandindo o universo com histórias paralelas, uma adaptação em série de televisão e a expectativa sobre qual mitologia virá a seguir, com a egípcia entre as mais especuladas pelos fãs. Um dos caminhos já anunciados coloca os holofotes sobre a família do espartano, como no novo capítulo estrelado por Laufey, a esposa giganta de Kratos.

Perguntas frequentes sobre a história de Kratos

Quem é o pai de Kratos?

O pai de Kratos é Zeus, o rei dos deuses do Olimpo, o que faz dele um semideus. Essa revelação acontece ao longo da saga grega e se torna o centro do conflito entre os dois, já que Zeus tenta matar o filho para evitar uma profecia.

Kratos é mesmo filho de Zeus?

Sim. Kratos é fruto da relação de Zeus com a mortal Callisto. Seu irmão Deimos também é filho dos dois, e sua meia-irmã é a deusa Atena, igualmente filha de Zeus.

Atreus é o Loki da mitologia nórdica?

Sim. Ao longo da saga nórdica é revelado que o nome que Faye havia escolhido para o filho era Loki. Isso conecta Atreus diretamente à profecia dos gigantes e ao papel central que ele ocupa no Ragnarok.

Kratos morre no fim do Ragnarok?

Não. A profecia previa a morte de Kratos, mas ele e Atreus conseguem mudar o próprio destino. Ao final, Kratos sobrevive, ajuda a reconstruir os nove reinos e passa a ser visto como um símbolo de esperança pelos povos nórdicos.

Qual arma é a marca registrada de Kratos?

Na saga grega, são as Lâminas do Caos, acorrentadas aos seus braços. Na saga nórdica, o destaque passa a ser o Machado Leviatã, que se tornou tão icônico quanto as lâminas.

God of War é uma história só ou são duas separadas?

É uma só história contínua. A saga grega e a nórdica seguem o mesmo Kratos. O God of War da fase nórdica muda o tom, a câmera e o ritmo, mas não é um recomeço do zero, e sim a continuação do mesmo personagem depois dos eventos da Grécia.

Conclusão

Da areia ensanguentada de Esparta às geleiras de Midgard, a história de Kratos é uma das mais completas já contadas nos games. Ele nasce como instrumento de vingança dos deuses, destrói dois panteões inteiros e, no fim, encontra na paternidade o que a fúria nunca lhe deu: um propósito. Mais do que o Deus da Guerra, Kratos se tornou o retrato de que até o mais destrutivo dos guerreiros pode escolher quem quer ser.

Com a vingança contra os deuses do Olimpo em um passado distante, Kratos agora vive como um mortal no reino dos deuses e monstros nórdicos. É nesse mundo duro e implacável que ele deve lutar para sobreviver... e ensinar seu filho a fazer o mesmo.

Nossa Nota: 9.9
Desenvolvedor: Santa Monica Studio
Publicadora: Sony Interactive Entertainment
Lançamento: 20/04/2018
Classificação: 18+
Gêneros:

San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.

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