Análise | God of War


A evolução tecnológica tornou o desenvolvimento de jogos algo caro e demorado e algumas empresas não resistiram às crescentes demandas de mercado. As mudanças de conceitos em relação às mecânicas foram mudando, e junto com isso algumas séries acabaram não resistindo a passagem do tempo. Grandes franquias que surgiram como inovadoras foram ganhando sequências atrás de sequências, mas com pouca inovação em seus sistemas, e enquanto saíam, outros jogos com padrões e experiências mais inovadoras foram surgindo e atraindo a atenção do grande público. Assim muitas grandes séries foram se tornando obsoletas, desatualizadas, repetitivas e foram minguando até sumir dos radares do grande mercado.

A culpa disso tudo é do jogador? Somos nós os culpados por querermos sempre experiências mais novas e largamos uma série competente por conta de outra mais recente? Ou a culpa é do estúdio? Que pode ter ficado em sua zona de conforto lançando bons jogos da franquia, mas por um possível comodismo ou falta de investimento, decidiu lançar um novo título da franquia com os mesmos modelos, assets, músicas e mecânicas usadas em três a quatro jogos da série?

A resposta quanto a isso é meramente pessoal. Há jogadores que gostam das mecânicas de sempre e não desejam mudanças radicais em uma franquia em que aprendeu a amar. Por outro lado, há outros jogadores que foram se apaixonando por novas experiências e mecânicas de gameplay mais atuais aonde também encontraram maior identificação e desejam ver essa inovação na sua franquia favorita. Seja qual for dos dois perfis de jogadores, há algo em comum que ambos procuram, um bom jogo. E isso foi o que God of War buscou, uma reinvenção sem perder qualidade.

Para garantir a sua própria sobrevivência, God of War teve que mergulhar em um estado de sono profundo desde o seu último, mas muito bom, apagado jogo, God of War Ascension. Desde então, não ouvimos nada de concreto sobre planos para a franquia e enquanto o tempo passava, novas grandes IPs foram surgindo e novos conceitos foram ganhando espaço e o coração do grande público. A Naughty Dog surgiu com uma narrativa envolvente, boa interação entre dois personagens e uma câmera fixa nas costas do protagonista, assim nasceu o famoso The Last of Us. Na mesma geração, uma empresa até então desconhecida, surgiu com um jogo com mecânicas de batalha mais realistas, com dificuldade elevada e exploração que se assemelha aos metroidvanias, com cantos e passagens a serem descobertos, assim surgiu a série Dark Souls. Logo depois, outra empresa lançou um jogo de RPG, com história competente, mundo aberto recheado de ótimas side quests, alta personalização de equipamentos, respeito aos jogadores, acontecia o fenômeno The Witcher 3.

Com esses três jogos no mercado, e muitos outros de igual competência, como lançar uma nova sequência usando a mesma fórmula de gerações passadas e ainda assim ser destaque positivo e brigar como um título AAA? Seria logicamente, uma tarefa muito difícil.

Com base nisso, Cory Balrog, um dos criadores de God of War, trabalhou em segredo junto com o seu estúdio, Santa Monica Studio, e com total apoio da Sony, foi aos poucos construindo as bases do alicerce para reconstruir uma franquia mundialmente famosa e amada, renovando mecânicas e conceitos, mas sem perder sua identidade.

Assim na E3 de 2016, fomos informados sobre o anúncio do renascimento de God of War. Surpreendentemente o jogo seria uma continuação de God of War 3 e não um reboot da série. Kratos está vivo, mais velho e não ficaria mais sozinho, ele seria acompanhado por seu filho. Pois bem, finalmente o jogo esperado chegou em nossas mãos e com ele a hora de entender o que foi feito com o novo título do Deus da Guerra.

História

Análise God of War

Kratos misteriosamente está vivo e agora vive em uma terra nórdica habitada por humanos, mais conhecida pelo nome mitológico de Midgard. Mais velho, somos surpreendidos com um novo elemento narrativo, agora o nosso Deus da Guerra tem um filho, Atreus. Atreus é fruto de um relacionamento entre Kratos e Faye (segunda esposa de Kratos), que no início do jogo descobrimos que ela teria acabado de morrer.

É Faye mesmo sem estar presente que dita e conduz o estopim narrativo do jogo. É ela quem pede que na hora de sua morte que se derrube uma árvore pré-determinada para fazer a sua cremação. É ela quem pede que os dois vão ao pico mais alto dos nove mundos nórdicos espalhar as suas cinzas e é na busca deste pico que teremos que viajar a todos os mundos contidos na Árvore da Vida, Yggdrasil, e descobrir que há motivos escondidos nesse simples pedido. Dizer mais do que isso seria considerado spoiler.

Em comparação aos outros jogos da franquia, God of War teve uma mudança drástica na sua forma de contar histórias. Com o novo elemento ao lado do protagonista, seu filho Atreus, a narrativa deixa de se centrar na tragédia e ascensão de Kratos para recair no difícil relacionamento de pai e filho. Um relacionamento que aos poucos vamos entendendo que até então era distante, limitado a cobranças e pouco valor afetivo entre os dois. Não é uma jornada contra deuses, é uma jornada de redescoberta parental e reaproximação, com uma trama ainda maior se desenrolando aos poucos. O que antes era uma narrativa dinâmica e repleta de ação, agora adota o tom cadenciado. Alguns puristas podem reclamar da adoção deste novo tom, pessoalmente, é o tom que me agrada mais.

Ao decorrer do jogo, assistimos o relacionamento de pai e filho por meio de linhas de diálogo enquanto atravessamos os cenários, no mesmo estilo já conhecido que premiou The Last of Us. Mais tarde, encontramos Mimir, um sábio que pede que corte a sua cabeça do seu corpo, que está fadado a ficar preso pra sempre por um castigo divino. Mimir é o responsável por nos contar todo o background narrativo da mitologia dos deuses, o que aconteceu no passado e como está o presente, sua função é primordial para este início no jogo onde o jogador e Kratos estão “às cegas” neste novo mundo

Todos os personagens são relevantes para o enredo e possuem seus papeis e jornada dentro da história muito bem desenhados, não há o que se reclamar uma vírgula da condução narrativa do jogo. Neste primeiro jogo tem o propósito de primeiro nos convidar a conhecer este novo cenário e mitologia que estamos entrando, desenvolver o relacionamento entre os dois protagonistas e nos preparar para o que vai acontecer daqui pra frente.

As cenas são muito bem construídas e estruturadas. Ela acompanha do início ao fim apenas a visão dos protagonistas e não se desvia a outros núcleos do elenco de personagens. As cenas de ação se misturam de forma competente com o gameplay de forma contínua e orgânica com acontecimentos épicos e em alguns carregados de tensão.

Atreus: Agora enfrentamos os Elfos Escuros, Trolls, Ogros e um Dragão! Sinto que a gente pode vencer tudo!

Kratos: Vencemos porque somos determinados, disciplinados, não porque nos achamos superiores.

Gameplay

Análise God of War

O ponto crucial e polêmico desde a divulgação do jogo. O ritmo cadenciado não se limitou apenas ao enredo, a nova filosofia também foi passada para o gameplay. God of War abandonaria a câmera fixa, ângulos de vista aéreos e um Hack N’Slash visceral com combos rápidos e ininterruptos e claro…Kratos não mais pularia. É uma blasfêmia ou um acerto? Bom, vai depender de que tipo de jogador é você.

Neste novo jogo, somos apresentados a câmera que ficou famosa graças ao Resident Evil 4 e ganhou ainda mais prestígio quando a Naughty Dog usou ela muito bem no competente The Last of Us, a câmera fixa sobre os ombros. Mas ambos são jogos onde o gameplay se difere muito. Um tem por proposta usar armas de fogo e a distância e outro um combate mais corpo a corpo com combos, como isso daria certo? Bom, God of War conseguiu abrir um novo caminho.

Sim, haverá narizes torcendo à nova filosofia de gameplay, mas ela se mantém divertida ao seu modo. Comparar a modelos anteriores não vai te ajudar a ser justo com o jogo. God of War 2018 é um jogo que se propõe a te apresentar novas experiências e um reboot de mecânicas famosas e implementadas pela franquia.

Combate

A movimentação agora de Kratos é mais pesada, refletida pela maturidade do personagem. Esqueça toda aquela velocidade nos combos, na movimentação e na leveza empregada nos jogos anteriores. Kratos está pesado, não pula mais para desferir combos, mas está bem mais letal que antigamente.

Não tente ir pra cima com tudo em qualquer inimigo ou chefe neste jogo. A dinâmica de batalha funciona de forma parecida com Dark Souls, mas claro de forma mais facilitada. Você deverá ter cuidado com ataques inimigos e saber a sua hora de atacar e a hora de esquivar e defender, se ignorar por completo essa regra de gameplay, provavelmente ganhará algumas telas de game over até aprender (aliás, caso tenha um item, Atreus poderá te reviver).

A maior novidade desta vez, é a arma do Espartano. A principal arma de Kratos será um Machado, o Leviathan, e sua mecânica vira de cabeça pra baixo tudo que conhecíamos sobre o combate da franquia. Funcionando de forma natural e divertida,  além de golpes comuns, você será capaz de arremessá-lo nos inimigos e chamá-lo de volta, funcionando de forma semelhante ao martelo de Thor, presente nos quadrinhos,desenhos e filmes da Marvel. Caso você erre o inimigo, ao chamá-lo de volta, ele pode acertá-lo pelas costas, incrementando uma nova possibilidade de gameplay.

Kratos também terá novas armas, cada uma incrementa uma nova mecânica diferenciada inserindo variação de gameplay, como o escudo. Agora Kratos poderá se defender de ataques, usá-lo para refletir projéteis e no comando acerto, contra atacar desequilibrando o inimigo. Além disso, Kratos também poderá usar os punhos e bater nos inimigos mesmo sem arma e aliado a famosa e reformulada mecânica “Fúria Espartana”, representada por uma barra que enche ao coletar orbes vermelhos, desferir golpes muito poderosos onde Kratos entra em estado selvagem e ataca os inimigos socando em grande velocidade ignorando ataques e derrubando defesas até mais resistentes. E sabe o que e melhor? Kratos agora poderá usar ataques especiais através das runas, cada arma terá uma quantidade de runas equipadas que ao evoluir, aumentará a quantidade de dano e a eficiência, os ataques variam de forma muito satisfatória dinamizando estratégia do jogador e deixando tudo ainda mais divertido.

E tudo isso você terá ajuda do Atreus, e não, Atreus aqui não é um fardo é um presente, é o personagem de apoio mais útil dos games até então. Com ele você será capaz de atirar flechas nos inimigos usando o QUADRADO, usar ataques especiais que você pode equipá-lo, segurar inimigos pra você poder bater neles e ser de grande importância na resolução de puzzles durante o jogo. As flechas de Atreus podem atordoar mais ou menos em determinados inimigos e ele sempre te informa caso um inimigo se aproxime de você para te atacar pelas costas. Atreus é tão importante no gameplay quanto o Kratos e insere ainda mais variedade de estratégias no controle do jogador.

Guerras existem por dois motivos. Sobrevivência ou Vantagem.
Batalhas podem ser vencidas pelo melhor soldado, Guerras só são vencidas por quem dispuser a sacrificar “tudo” pela vitória.

Equipamentos e Árvores de Habilidades

Outra novidade agora que Kratos poderá equipar cintos, armaduras e manoplas e Atreus poderá ganhar armaduras completas que melhoram suas mecânicas de suporte. Você pode comprá-las com Hacksilver (a moeda do jogo) ou fabricá-las com itens pegos durante a sua jornada, tudo isso na loja dos brigões irmãos anões, Brok e Sindri.

Cada arma agora possui status, já que agora Kratos ganhou mecânicas de RPG e terá seus status divididos por: Força, Rúnico, Defesa, Vitalidade, Sorte e Recarga. Não só isso, agora ganharemos pontos de experiência e poderemos gastar em uma árvore de habilidades que desbloqueia novos recursos tanto para Kratos quanto para Atreus. Mas não se desespere, é um sistema muito fácil de entender e não será impeditivo para que você avance durante o jogo.

Cada arma e componentes de armadura será possível equipar talismãs e runas. Cada runa e talismã confere poderes e habilidade únicas para serem usadas em combate, elevando ainda mais o valor da nova jogabilidade.

Inimigos e Chefes

Aqui vamos para o calcanhar de Aquiles do jogo. Há uma baixa quantidade de diversificação de tipos de inimigos e uma baixa quantidade de chefes presentes no jogo. Claro que há batalhas memoráveis contra chefes, como a do início que é algo nunca antes visto nos games, mas passa a sensação de ser pouco para um jogo deste tamanho.

Um recurso que não foi inventado pela franquia, mas ela solidificou a ponto de inspirar outros jogos foram os QTEs (Quick Time Events). Neste jogo eles estão presentes, mas em menor número e inseridos em pontos chave nas batalhas contra chefes e de forma tradicional, contra determinadas situações em inimigos comuns.

Exploração

Uma das grandes novidades e contribuições que o jogo trouxe a série, agora teremos um mundo semi aberto recheado de cantos e lugares para se descobrir, como novos equipamentos, runas, talismãs, missões paralelas e até mesmo chefes.

No mapa você usará um barco para remar nas dezenas de ilhas e terras que Midgard te proporciona (mais tarde você poderá viajar por portais que servem como fast travels) . Muitos desses lugares escondem itens valiosos para você coletar e melhorar os seus status. É um recurso divertido e que funciona muito bem, já que a exploração com propósito sempre incrementa na diversão de quem curte vasculhar cantos à procura de segredos.

Para dar propósito a este novo mundo e estender horas de gameplay, teremos missões paralelas que encontramos pelo caminho ou dadas pelos irmãos anões. Cada missão possui uma lore e sentido englobada pra dentro da mitologia nórdica, então não ficará a sensação de despropósito e forçação de barra como em alguns jogos.

Além do mapa de Midgard, teremos mais sete mundos da Yggdrasil: Niflheim, Muspelheim, Jotunheim, Vanaheim, Alfheim, Svartalfheim, Helheim. Alguns destes mundos são pequenos, mais extensos e outros apenas cumprirão uma passagem simples pela história. 

Neste sentido God of War não faz feio e cria um mundo competente, divertido, imersivo e único. É um trabalho muito bem feito, tendo suas limitações se compararmos com outros jogos de mundo aberto, mas fazendo bonito te passando a sensação de querer conhecer ainda mais sobre aquele mundo.

Gráficos

Análise God of War

Nesta etapa madura do PlayStation 4, vários jogos atingiram auges visuais no que compete a qualidade gráfica e God of War certamente é um dos destaques da plataforma. É incrível testemunhar o quanto ainda os estúdios podem nos surpreender ainda neste quesito e ver todas as fisionomias que vão de tristeza, tranquilidade e raiva de Kratos ao ponto dele torná-lo ainda mais real do que antes é um dos maiores feitos da Sony Santa Monica.

Os personagens principais graças ao motor gráfico do jogo trazem o realismo necessário para essa nova fase da franquia. O envelhecimento aparente de Kratos é incrível. Podemos ver rugas e cicatrizes de lutas passadas de forma detalhada. Podemos ver até mesmo o sangue escorrendo pelo corpo ao derrotar inimigos, cabelos de Atreus e pelos da barba de Kratos esvoaçando ao vento.

Sobre os cenários, é outro destaque muito positivo, com um grande detalhamento de ambiente e contribuindo ainda mais para a imersão no jogo. Viajamos por uma quantidade incrível de cenários, palácios, construções, montanhas, rios, cavernas e todas com uma qualidade de luz e sombras. É incrível também ver o trabalho do setor de design ao reproduzir arquiteturas com referências nórdicas.

É um grande trabalho feito pelo estúdio, é uma referência no quesito gráfico na plataforma e é um estilo acertado ao adotar o tom certo para a franquia.

Trilha Sonora e Som

Pela primeira vez temos uma voz brasileira dublando Kratos e Ricardo Juarez consegue entregar a serenidade, firmeza e fúria necessárias para interpretar Kratos de forma competente. Até mesmo Atreus, interpretado pelo bom dublador Lipe Volpato, consegue passar toda a rebeldia e entusiasmo do personagem sem soar irritante.

A trilha sonora é um show a parte ao embalar momentos de tensão em cenas de ação, drama em cenas importantes para a trama (com um coral arrepiante na música Overture) e serenidade ao caminhar ou remar por Midgard enquanto assistimos a relação de pai e filho se desenvolvendo.

Vale a Pena?

Análise God of War

Esse é a principal pergunta a todos que se sentiram envolvidos e cativados pela franquia. Será que mudar o que já era bom valeria a pena? Trazer de volta Kratos dentro de um cenário totalmente diferente com grandes títulos para concorrer seria uma decisão acertada? A resposta é um alto e sonoro, SIM! Valeu a pena mudar. Valeu a pena encarar a revolta dos fãs. Valeu a pena trazer Kratos de volta. Valeu a pena esperar. E valerá a pena mais sequências.

God of War apresenta um frescor e abre novas possibilidades para a franquia. Desde o seu atualizado gameplay, com mudanças gritantes adotando um estilo mais estratégico para as batalhas e menos Hack N’Slash. A existência de um parceiro, Atreus, incrementa ainda mais nas possibilidades existentes em batalhas e recursos oriundos de mecânicas de RPG, como aumento de status, árvores de habilidades e personalização de equipamentos fazem do título um jogo divertido e consistente.

Os gráficos dão imersão, maravilhamento e humanizam emoções dos personagens. Com detalhes minuciosos e cenários diversificados de tirar o fôlego de tão lindos, fazem jus ao tamanho do nome do jogo e se destaca como um dos gráficos mais belos neste iminente fim de geração.

A trilha sonora continua maravilhosa, com toda a qualidade orquestrada presente nos títulos anteriores e uma dublagem com qualidade acima do padrão de mercado, respeitando a série e seu público brasileiro.

God of War possui uma narrativa única, cadenciada, intimista, com foco no relacionamento entre pai e filho enquanto algo muito maior vai se desenrolando por detrás. É um novo tom para a franquia, é uma nova realidade e condição dos personagens e são novos tempos. Vamos acompanhando dois personagens tentando se entender enquanto um tenta esconder o seu terrível e trágico passado do filho usando a rigidez paternal como barreira. Kratos tenta fazer do seu filho algo que ele demorou a ser. Ele tenta tirar o melhor de si para que Atreus cresça sendo melhor que ele e talvez seja esse o ensinamento moral do jogo. As vezes crescemos querendo esconder o que fomos no passado, com isso criamos distâncias e muros das pessoas mais queridas, mas é possível expiar os crimes do passado de forma aberta e consertarmos o futuro com os ensinamentos que adquirimos.

Kratos: Tolice…
Atreus: Venerar os deuses?
Kratos: Os deuses não se importam com eles, as pessoas deviam parar de rezar para monstros.

Notas do Jogo
análise god of war review

Título: God of War

Descrição do jogo: Vivendo como um homem, fora da sombra dos deuses, Kratos deve se adaptar a terras desconhecidas, ameaças inesperadas e a uma segunda oportunidade de ser pai. Junto ao seu filho, Atreus, os dois vão se aventurar pelas selvagens florestas nórdicas e lutar para cumprir uma missão profundamente pessoal.

Gênero: Ação

Lançamento: 20 de Abril de 2018

Diretor: Cory Balrog

Produtora: Santa Monica Studio

Distribuidora: Sony Interactive Entertainment

COMPRAR

Nota
9.9/10
9.9/10
  • História - 10/10
    10/10
  • Jogabilidade - 9.5/10
    9.5/10
  • Gráficos - 10/10
    10/10
  • Trilha Sonora e Som - 10/10
    10/10

Veredito

God of War possui uma narrativa única, cadenciada, intimista, com foco no relacionamento entre pai e filho enquanto algo muito maior vai se desenrolando por detrás. É um novo tom para a franquia, é uma nova realidade e condição dos personagens e são novos tempos. God of War se destaca em tudo o que se propõe a fazer e entrega um grande jogo.

Vantagens

  • Jogabilidade divertida e estratégica
  • Alta personalização de equipamentos, runas, armas e árvores de habilidades
  • Gráficos deslumbrantes
  • Dublagem competente
  • Enredo intrigante, detalhado e bem amarrado
  • Ótimo trabalho na profundidade narrativa dos personagens

Desvantagens

  • Baixa variedade de inimigos
  • Repetição de inimigos
  • Poucos chefes