Todo ano, dezenas de jogos chegam ao mercado prometendo revolucionar o entretenimento, e alguns conseguem exatamente o oposto. Enquanto os melhores títulos acumulam prêmios e se tornam referência, existe uma categoria paralela igualmente famosa: os jogos com as piores notas da história no Metacritic, os chamados grandes flopas que ficaram marcados na memória dos jogadores pelo motivo errado.
Esta lista reúne o ranking completo dos piores jogos de todos os tempos segundo o Metacritic, incluindo os campeões absolutos de mediocridade e os piores títulos de cada ano desde 2019. Se você quer saber o que evitar a todo custo — ou simplesmente se divertir com os maiores desastres da indústria, você está no lugar certo.
Atualizado em 2026.
O que é o Metacritic e como funciona o Metascore
O Metacritic é o maior agregador de críticas de games, filmes, séries e músicas do mundo. Fundado em 2001, o site coleta avaliações de publicações especializadas do mundo inteiro — portais, revistas e sites de crítica — e transforma todas essas notas em uma média única chamada Metascore.
O Metascore vai de 0 a 100 e é representado por três cores:
- Verde (61–100): recepção positiva, jogo recomendado pela crítica.
- Amarelo (40–60): recepção mista, pontos positivos e negativos equilibrados.
- Vermelho (0–39): recepção negativa, crítica praticamente unânime contra o título.
Para um jogo entrar no ranking anual do Metacritic, ele precisa ter recebido pelo menos sete avaliações de veículos reconhecidos pelo site — o que garante que apenas títulos com visibilidade suficiente apareçam nas listas. Isso significa que os jogos desta lista são flopas de verdade: lançamentos que chegaram ao mercado com alguma expectativa e decepcionaram de forma retumbante.
Vale destacar também o User Score, a nota dada pelos próprios jogadores no Metacritic. Em muitos casos, a nota dos usuários é completamente diferente da crítica — para melhor ou para pior. Ao longo desta lista, você vai ver exemplos dos dois extremos.
Uma observação importante: o Metacritic avalia os jogos por plataforma individualmente. Um mesmo jogo pode ter notas diferentes dependendo do console ou PC. Quando um título aparece em múltiplas plataformas com notas ruins, o Metacritic geralmente usa a versão com o menor Metascore nas suas listas anuais.
Top 10 piores jogos de todos os tempos no Metacritic
Antes de entrar nos rankings anuais, é preciso conhecer os campeões absolutos: os jogos que acumularam os menores Metascores da história, independentemente do ano de lançamento. Essas são as obras que conseguiram o feito improvável de reunir críticos de todo o mundo em uma só opinião — a de que o jogo era, simplesmente, horrível.
Para entrar nesta lista, o jogo precisa ter Metascore confirmado com número mínimo de avaliações. Jogos “obscuros demais” que nunca receberam críticas suficientes não entram na conta.
#1 — Family Party: 30 Great Games Obstacle Arcade (Wii U) — Metascore: 11
O pior jogo já avaliado pelo Metacritic com número suficiente de críticas. Lançado em 2012 para o Wii U, Family Party: 30 Great Games Obstacle Arcade prometia exatamente o que o título sugeria: 30 minijogos para toda a família. O que entregou foi outra coisa completamente.
A crítica foi unânime: os minijogos eram tediosos, não responsivos e praticamente injogáveis para qualquer faixa etária. Um crítico do site Game Revolution ficou tão frustrado que escreveu que, se pudesse socar um jogo, seria esse. O título acumulou notas zero de vários veículos, e as poucas notas altas foram claramente irônicas — elogios sarcásticos que só reforçavam como o produto era terrível.
Com nota 11 no Metacritic, Family Party detém o recorde absoluto de pior jogo já avaliado pelo site com quantidade mínima de críticas profissionais.
#2 — Ride to Hell: Retribution (PC) — Metascore: 13
Se existe um jogo que se tornou sinônimo de fracasso épico na história dos games, é Ride to Hell: Retribution. Anunciado originalmente em 2008 como um ambicioso open world sobre motoqueiros, o projeto ficou anos em desenvolvimento antes de ser lançado silenciosamente em 2013 — e a razão do silêncio ficou clara assim que os críticos colocaram as mãos nele.
A lista de problemas era exaustiva: controles quebrados, gráficos deploráveis, voice acting vergonhoso, bugs que impediam a progressão, cenas de sexo bizarras e sem sentido, e uma narrativa que parecia escrita em minutos. O site GameSpot chamou de “software de tortura infernal” e atribuiu nota 1 de 10.
A versão para PC ficou com Metascore 13, enquanto as versões de console chegaram a 16 — ainda assim, entre os piores da história. Curiosamente, os desenvolvedores chegaram a considerar uma sequência chamada Route 666, que foi cancelada antes de chegar ao público.
#3 — Vroom in the Night Sky (Switch) — Metascore: 17
Um dos títulos de lançamento do Nintendo Switch no Japão, Vroom in the Night Sky é um jogo onde você controla uma “garota mágica” voando em uma vassoura pelos céus. A premissa era inócua; a execução foi um desastre.
Críticos apontaram loop de gameplay completamente vazio, ausência de conteúdo, desenvolvimento claramente apressado e uma estranheza geral que tornava a experiência desconcertante. Com Metascore 17, tornou-se um dos jogos com pior avaliação na história do Switch — e um meme duradouro sobre como nem todo jogo de lançamento merece esse status.
#4 — Yaris (Xbox 360) — Metascore: 17
Uma das situações mais inusitadas da história dos games: a Toyota pagou para lançar um jogo gratuito chamado Yaris no Xbox Live, baseado no carro compacto da marca. O resultado foi tão ruim que analistas brincaram que a Toyota provavelmente prejudicou as vendas do carro real com a iniciativa.
O GamesRadar deu 0.5 estrelas de 5 e resumiu o problema de forma direta. Apesar de gratuito, o jogo foi considerado um desperdício até de tempo. Metascore 17.
#5 — Infestation: Survivor Stories (PC) — Metascore: 20
Originalmente chamado de The War Z, este jogo foi lançado em 2012 como uma resposta descarada ao DayZ — o mod de Arma 2 que definia o gênero survival horror multiplayer. O problema: além de ser uma cópia inferior, foi lançado em estado completamente inacabado, com sistemas prometidos ausentes e servidores instáveis.
A repercussão foi tão negativa que a Steam retirou o jogo de venda temporariamente. O game acumulou Metascore 20 e se tornou referência sobre como não lançar um jogo early access.
#6 — Big Rigs: Over the Road Racing (PC) — Metascore: 8 (sem mínimo de críticas, referência histórica)
Tecnicamente, Big Rigs tem uma nota ainda menor que Family Party, mas com menos avaliações do que o Metacritic exige para ranqueamento oficial. Mesmo assim, merece menção: lançado em 2003, o jogo de corrida era tão inacabado que os caminhões adversários ficavam parados, você podia atravessar montanhas, e a tela de vitória aparecia sem que nada acontecesse.
É frequentemente citado como um dos maiores exemplos de produto lançado sem qualquer controle de qualidade na história dos games.
#7 — Leisure Suit Larry: Box Office Bust (PC/PS3) — Metascore: 17
A franquia Leisure Suit Larry sempre foi controversa, mas esse capítulo foi um fracasso de nível diferente. Box Office Bust foi criticado por humor datado, gameplay sem graça e uma apresentação geral abaixo do que se esperava até de uma produção modesta. Chegou a Metascore 17 e foi considerado um dos piores jogos de licença da história.
#8 — Fighter Within (Xbox One) — Metascore: 23
Quando o Xbox One foi lançado com o Kinect obrigatório, as produtoras tentaram criar jogos que justificassem o periférico. Fighter Within foi uma dessas tentativas — e uma das mais frustradas. O jogo de luta baseado em Kinect tinha detecção de movimentos imprecisa que tornava qualquer combate uma loteria. A Ubisoft lançou o jogo que deveria convencer as pessoas a usar o Kinect e fez exatamente o oposto: convenceu que o acessório era uma má ideia.
#9 — Postal III (PC) — Metascore: 24
A franquia Postal sempre foi provocativa por design, mas Postal III foi rejeitado até pelos fãs da série. Desenvolvido por uma equipe terceirizada enquanto os criadores originais trabalhavam em outro projeto, o jogo apresentava bugs constantes, humor forçado e gameplay frustrante. Chegou a Metascore 24 e foi amplamente ignorado mesmo pelo nicho que adorava os jogos anteriores.
#10 — Rambo: The Video Game (PC/PS3/Xbox 360) — Metascore: 25
Jogos baseados em filmes já têm má fama consolidada, e Rambo: The Video Game fez tudo para confirmar o estereótipo. Um shooter on-rails baseado nos três primeiros filmes da franquia, o jogo oferecia gameplay repetitivo, gráficos medíocres e uma experiência que desrespeitava tanto os fãs dos filmes quanto os fãs de shooters. Metascore 25.
Tabela resumo — Os piores Metascores da história
| Posição | Jogo | Plataforma | Ano | Metascore |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Family Party: 30 Great Games Obstacle Arcade | Wii U | 2012 | 11 |
| 2º | Ride to Hell: Retribution | PC | 2013 | 13 |
| 3º | Vroom in the Night Sky | Switch | 2017 | 17 |
| 4º | Yaris | Xbox 360 | 2006 | 17 |
| 5º | Leisure Suit Larry: Box Office Bust | PC | 2009 | 17 |
| 6º | Infestation: Survivor Stories | PC | 2012 | 20 |
| 7º | Fighter Within | Xbox One | 2013 | 23 |
| 8º | Postal III | PC | 2011 | 24 |
| 9º | Rambo: The Video Game | PC | 2014 | 25 |
| 10º | eFootball 2022 | PC | 2021 | 25 |
Piores jogos de 2025 segundo o Metacritic
2025 foi um ano que começou com grandes expectativas para os games. Clair Obscur: Expedition 33, Split Fiction e Blue Prince estavam entre os títulos mais elogiados do ano segundo o próprio Metacritic. Mas o outro lado da moeda foi igualmente marcante: a lista negativa de 2025 ficou dominada por um escândalo sem precedentes que envolveu o nome de um dos produtores mais conhecidos da história dos games.
Para entrar na lista de 2025, o critério do Metacritic exigiu ao menos quatro avaliações de críticos profissionais. O site também incluiu lançamentos mobile, VR, DLCs e compilações, e quando um jogo lançou em múltiplas plataformas com notas diferentes, apenas a versão com o menor Metascore entrou.
Confira os 10 piores jogos de 2025 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — Fast & Furious: Arcade Edition (PS5) — Metascore: 45
Uma porta direta de um jogo de arcade lançado em 2022 pela Raw Thrills — parte da série Cruis’n — com a licença de Velozes & Furiosos. Com preço de US$ 30, o jogo foi criticado por entregar muito pouco conteúdo para um lançamento em console: o que funcionava razoavelmente como diversão rápida de alguns minutos em uma máquina de arcade simplesmente não sustentava uma experiência doméstica. Sem modos extras, sem profundidade, sem justificativa para existir fora do ambiente original. A crítica foi direta: você se arrepende do dinheiro gasto em minutos.
#9 — Glover (Switch) — Metascore: 44
Glover é um platformer do Nintendo 64 lançado em 1998 que tem sua base de fãs nostálgica — pequena, mas dedicada. Em 2025, o jogo ganhou um port para Switch. O problema: a versão para Switch não trouxe melhorias reais em relação ao original de quase três décadas atrás. Sem modernizações de gameplay, sem conteúdo adicional, sem o polimento que justificaria reviver um título já considerado mediano no seu lançamento original. Para quem não tem a nostalgia dos anos 90, a experiência é desconcertante. Para quem tem, é uma decepção. Metascore 44.
#8 — Scar-Lead Salvation (PC) — Metascore: 44
Um roguelike shooter com estética anime que tentou ocupar o espaço de jogos como Returnal, mas a preços e com ambições bem diferentes. O maior problema apontado pelos críticos foi a desproporção entre o preço cobrado — considerado alto para o que entregava — e a profundidade real do jogo: mecânicas básicas, progressão superficial e uma experiência que ficava no meio do caminho entre o nicho que tentava atingir e o público geral. Com mais críticas acumuladas do que o Glover (o que, nesse contexto, agravou a nota), ficou em 44.
#7 — Ambulance Life: A Paramedic Simulator (PC) — Metascore: 44
Do mesmo estúdio responsável pelo criticado Police Simulator: Patrol Officers de 2022, Ambulance Life tentou capitalizar no nicho de simuladores de profissões — um gênero que tem público cativo quando bem executado. Aqui, a execução ficou aquém: os minijogos que simulavam os procedimentos médicos eram repetitivos e sem tensão real, o sistema de direção era travado, os visuais deixavam a desejar e — detalhe que irritou vários críticos — os diálogos eram gerados por inteligência artificial, o que prejudicava qualquer tentativa de imersão. A IGN Turquia resumiu sem rodeios: era difícil até chamar de divertido.
#6 — Tamagotchi Plaza – Nintendo Switch 2 Edition (Switch 2) — Metascore: 43
Sequência dos jogos Tamagotchi Connection: Corner Shop do Nintendo DS — lançados quase duas décadas antes —, Tamagotchi Plaza chegou como um dos lançamentos da nova geração do Switch 2. O que os críticos encontraram foi um jogo que parecia um aplicativo mobile gratuito de qualidade duvidosa, com minijogos repetitivos que rapidamente se tornavam entediantes e nenhuma das qualidades que tornavam os jogos de DS originais agradáveis. A sensação geral foi de um produto feito sem cuidado para aproveitar o lançamento de um hardware novo.
#5 — Gore Doctor (PC) — Metascore: 40
Um jogo de horror que passou completamente despercebido até aparecer na lista negativa do Metacritic — o que, por si só, já diz muito. Os críticos que o cobriram apontaram uma bagunça técnica: controles que não respondiam de forma consistente, bugs frequentes e uma execução que não entregava nem os sustos básicos que o gênero promete. Com poucos recursos e menos polimento ainda, Gore Doctor chegou ao quinto lugar do ranking de piores de 2025 sem que a maioria do público sequer soubesse que ele existia.
#4 — Spy Drops (PC) — Metascore: 39
Um jogo de stealth-action com inspiração declarada nos Metal Gear Solid clássicos — o que automaticamente elevava as expectativas de qualquer fã do gênero. A inspiração, porém, ficou apenas na intenção: a câmera travada prejudicava a visibilidade necessária para um jogo de furtividade, os bugs interrompiam a progressão e a inteligência artificial dos inimigos era tão previsível que retirava qualquer desafio ou satisfação das mecânicas de stealth. O resultado foi um jogo que evocava um gênero querido para entregá-lo de forma inadequada. Metascore 39.
#3 — Blood of Mehran (PC) — Metascore: 38
Um action RPG com inspiração em Prince of Persia que não conseguiu executar nenhuma das promessas do material de referência. As críticas foram praticamente unânimes na negatividade — raro até nas listas do Metacritic, onde normalmente existe alguma divergência entre os veículos. Não houve: praticamente todos os críticos que avaliaram o jogo chegaram à mesma conclusão de que era um produto a evitar. Metascore 38.
#2 — Fire Emblem: Shadows of the Emblem (Mobile) — Metascore: 37
A Nintendo publicou um jogo de Fire Emblem para mobile com mecânica de dedução social inspirada em Among Us — a descrição já sinaliza que algum executivo aprovaria uma reunião difícil de explicar. O conceito poderia ter funcionado como experimento criativo, mas o que chegou ao público foi uma implementação superficial de qualquer ideia boa que existia no pitch original, enterrada sob um sistema free-to-play com monetização agressiva e falta grave de conteúdo. Para uma franquia que tem histórico sólido de entregas de qualidade, foi uma saída incomum — e malsucedida. Metascore 37.
#1 — MindsEye (PC/PS5/Xbox Series) — Metascore: 28
MindsEye foi, sem sombra de dúvida, o maior desastre de lançamento de 2025 — e um dos mais comentados dos últimos anos. Desenvolvido pela Build a Rocket Boy, estúdio fundado por Leslie Benzies, ex-produtor executivo da série Grand Theft Auto na Rockstar Games, o jogo chegou ao mercado em junho de 2025 com expectativas consideráveis dado o histórico do nome por trás do projeto.
O que os jogadores e críticos encontraram foi outra história. O lançamento foi caótico: bugs que impediam a progressão, problemas graves de performance em todas as plataformas, crashes frequentes e uma otimização tão deficiente que a PlayStation deu início a um programa de reembolso para compradores da versão PS5 — uma medida que a Sony reserva apenas para casos extremos, como havia feito com o Cyberpunk 2077 em 2020. No Steam, o jogo atingiu o pico de apenas 3.300 jogadores simultâneos — número irrisório para um título que se apresentava como ambição AAA — e rapidamente caiu para menos de 400 usuários ativos.
Mas os problemas de MindsEye iam além dos bugs técnicos. Os críticos apontaram coerência narrativa fraca, gameplay sem identidade — descrito por um revisor do GamesRadar como “resoundingly disappointing” —, e uma desconexão entre a proposta ambiciosa dos trailers e o que o jogo realmente entregava. A nota mais alta que o jogo recebeu foi 5 de 10, do site GamingBolt, com o crítico escrevendo que era “um excelente exemplo de estilo sobre substância, um jogo que desmorona no momento em que você começa a jogá-lo”. Metascore final: 28.
O pós-lançamento foi igualmente turbulento. O CEO co-fundador Mark Gerhard atribuiu o fracasso a “sabotagem corporativa organizada” e “atividades criminosas”, sem apresentar evidências quando questionado pela BBC. Em outubro de 2025, 93 ex-funcionários do estúdio assinaram uma carta aberta contestando a gestão. A união de trabalhadores IWGB abriu processo contra a empresa por manejo inadequado de demissões. O próprio Leslie Benzies chamou o lançamento de “o pior da história” em declaração posterior — ao mesmo tempo em que afirmou que o jogo estava “sendo muito bem avaliado agora”, contradição que resumia bem o estado do projeto.
No ranking de User Score do Metacritic, o jogo mais rejeitado pelos usuários em 2025 foi outro: Call of Duty: Black Ops 7, com nota 1.6 de 10 — colocando-o entre os mais rejeitados pelo público na história recente da plataforma, abaixo de títulos como Battlefield 2042, Fallout 76 e Concord.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2025 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore | Metacritic |
|---|---|---|---|---|
| 1º | MindsEye | PC / PS5 / Xbox Series | 28 | Ver no Metacritic |
| 2º | Fire Emblem: Shadows of the Emblem | Mobile | 37 | Ver no Metacritic |
| 3º | Blood of Mehran | PC | 38 | Ver no Metacritic |
| 4º | Spy Drops | PC | 39 | Ver no Metacritic |
| 5º | Gore Doctor | PC | 40 | Ver no Metacritic |
| 6º | Tamagotchi Plaza – Nintendo Switch 2 Edition | Switch 2 | 43 | Ver no Metacritic |
| 7º | Ambulance Life: A Paramedic Simulator | PC | 44 | Ver no Metacritic |
| 8º | Scar-Lead Salvation | PC | 44 | Ver no Metacritic |
| 9º | Glover | Switch | 44 | Ver no Metacritic |
| 10º | Fast & Furious: Arcade Edition | PS5 | 45 | Ver no Metacritic |
Piores jogos de 2024 segundo o Metacritic
2024 foi um ano de contrastes marcantes: Astro Bot venceu o Game of the Year no The Game Awards, Black Myth: Wukong quebrou recordes de vendas e Metaphor: ReFantazio consolidou a Atlus entre as melhores desenvolvedoras da geração. Do outro lado, a lista negativa do Metacritic trouxe uma novidade interessante: a partir de 2024, o site reduziu o mínimo de críticas exigidas de sete para quatro, e passou a incluir lançamentos mobile, VR, DLCs e compilações — o que ampliou o escopo e revelou alguns casos inusitados.
Também vale a regra padrão: quando um jogo lançou em múltiplas plataformas com notas diferentes, apenas a versão com menor Metascore entrou na lista.
Confira os 10 piores jogos de 2024 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — Metal Slug Attack Reloaded (Switch) — Metascore: 48
Metal Slug é uma das franquias mais queridas do arcade clássico, conhecida pelos seus shooters frenéticos e visuais detalhados. Metal Slug Attack Reloaded pegou essa herança e transformou em um jogo de tower defense para Switch — uma mudança radical de gênero que já poderia dar errado, e deu. Adaptado de um gacha mobile, o jogo chegou ao console sem os elementos de monetização do original, mas também sem o conteúdo e o apelo que justificariam o preço cobrado. A crítica apontou dificuldades bruscas e injustas e uma experiência que não fazia jus nem à memória da franquia nem às expectativas de quem pagaria por ela.
#9 — Looney Tunes: Wacky World of Sports (PS5) — Metascore: 47
Um jogo de esportes com personagens da Looney Tunes que claramente mirava no público infantil e nas saudades dos jogos de esportes arcade dos anos 90. O problema é que a execução foi superficial demais para agradar qualquer faixa etária: os minijogos esportivos eram rasos, a variedade de modos era limitada e o charme dos personagens não era suficiente para sustentar o interesse por mais do que algumas partidas. Metascore 47.
#8 — PO’ed: Definitive Edition (PC) — Metascore: 46
PO’ed foi um shooter de ficção científica lançado originalmente para 3DO e PlayStation em 1995, onde você controlava um chef espacial armado tentando escapar de aliens hostis. O conceito era caótico e idiossincrático no bom sentido — produto do seu tempo. A “Definitive Edition” chegou em 2024 com a promessa de revisitar esse clássico cult, mas o que foi entregue foi uma conversão sem cuidado que não modernizou os controles, não ajustou os problemas de câmera do original e não adicionou conteúdo novo relevante. Para quem não tem a nostalgia do jogo original, era simplesmente difícil de recomendar.
#7 — TRANSFORMERS: Galactic Trials (PS5) — Metascore: 45
Um jogo de corrida com os Transformers que misturava combate e corrida, mas não executava nenhum dos dois de forma satisfatória. Críticos descreveram uma experiência sem personalidade, com mecânicas de combate rasas e pistas que não aproveitavam as possibilidades visuais e narrativas de uma franquia com mais de quarenta anos de história. Mais um caso de licença desperdiçada em um produto claramente apressado. Metascore 45.
#6 — Stranger Things VR (Meta Quest) — Metascore: 44
Stranger Things é uma das propriedades intelectuais mais populares dos últimos anos, e a proposta de um jogo de realidade virtual no universo da série tinha potencial real: o jogador assumia o papel do Vecna, o vilão principal das temporadas mais recentes. A inversão de perspectiva era uma ideia criativa. A execução, porém, ficou aquém: gameplay repetitivo, duração curta para o preço cobrado e bugs que prejudicavam a imersão — o elemento mais essencial para um título de VR. Metascore 44.
#5 — Jujutsu Kaisen: Cursed Clash (PS5) — Metascore: 44
Jujutsu Kaisen é um dos animes mais assistidos do mundo, com uma base de fãs enorme e exigente. Cursed Clash chegou como um jogo de luta baseado nos arcos da primeira temporada — e decepcionou em praticamente todas as frentes. As mecânicas de combate eram rasas para um fighter, o modo online era instável, o conteúdo disponível era escasso para um lançamento a preço cheio e a apresentação visual não capturava o estilo dinâmico que torna a série tão atraente. A comunidade de fãs ficou frustrada com um produto que parecia ter sido lançado para capitalizar na popularidade do IP sem o cuidado que ele merecia. Metascore 44.
#4 — Food Truck Simulator (Xbox One) — Metascore: 43
O gênero de simuladores de profissões tem um público fiel e alguns títulos muito bem executados — PowerWash Simulator e Cooking Mama são exemplos de como o conceito pode funcionar. Food Truck Simulator não estava nessa categoria. A versão para Xbox One foi criticada por controles travados, visuais abaixo do padrão esperado e uma execução geral que tornava a gestão de um food truck mais frustrante do que satisfatória. Metascore 43.
#3 — HappyFunland (PSVR2) — Metascore: 41
Um jogo de terror para o PlayStation VR2 ambientado em um parque de diversões assombrado — premissa com potencial genuíno para o formato de realidade virtual. Infelizmente, os críticos encontraram uma experiência que não aproveitava as capacidades do hardware: gameplay curto demais para o preço, sustos previsíveis, bugs que quebravam a imersão e uma apresentação que ficava abaixo do que o PSVR2 era capaz de entregar. Para uma plataforma ainda lutando por títulos que justificassem o investimento no hardware, foi uma oportunidade perdida. Metascore 41.
#2 — Devil May Cry: Peak of Combat (Mobile) — Metascore: 41
A Capcom autorizou um jogo mobile de Devil May Cry desenvolvido por terceiros para o mercado asiático, que em 2024 chegou globalmente. A franquia DMC é conhecida pela profundidade do seu sistema de combate, pelas mecânicas estilosas e pela curva de aprendizado gratificante. A versão mobile simplificou tudo isso a um ponto que esvaziou qualquer identificação com a série original: combate automatizável, progressão travada por monetização agressiva e um modelo free-to-play que colocava o dinheiro do jogador na frente da experiência. Metascore 41.
#1 — Utopia City (PC) — Metascore: 23
O pior jogo de 2024 segundo o Metacritic é também um dos casos mais bizarros da história recente dos games — não porque seja o pior jogo já feito, mas porque a história por trás de como ele chegou ao topo dessa lista é fascinante.
Utopia City é um shooter em primeira pessoa de ficção científica desenvolvido pelo estúdio russo Parallax Arts Studio, com sede em São Petersburgo, e lançado originalmente na Europa em dezembro de 2005. À época, o jogo recebeu críticas mediocres na melhor das hipóteses: uma narrativa fraca inspirada em Matrix, visuais ruins até pelos padrões de 2006, design de fases sem imaginação e problemas técnicos generalizados. Um crítico da época escreveu que parecia que “o dev pediu pro entregador de pizza fazer o trabalho para economizar dinheiro para a sequência”. O jogo foi um fracasso comercial e sumiu sem deixar rastros.
O estúdio por trás do jogo, Parallax Arts, tinha uma história ainda mais turbulenra: era financiado por Mikhail Bazhenov, fundador da Adamant Holding Company. Segundo relatos publicados pela imprensa especializada russa, o estúdio teria extraído grandes somas de dinheiro dos investidores ao longo dos anos — incluindo US$ 400.000 alegadamente cobrados apenas pela produção de documentos de design. O estúdio foi encerrado após o fracasso comercial de seus três jogos lançados entre 2005 e 2007.
Aí vem o plot twist de 2024: a publisher Strategy First, que detinha os direitos de distribuição, simplesmente colocou Utopia City no Steam em novembro de 2024 — quase duas décadas depois do lançamento original — sem nenhuma atualização, sem nenhuma melhoria, sem nenhuma justificativa aparente. As avaliações do Metacritic usadas para calcular o Metascore de 23 eram, em sua maioria, as mesmas análises escritas em 2006. O jogo entrou no ranking de piores de 2024 porque, tecnicamente, foi esse o ano em que chegou ao mercado norte-americano. Metascore 23 — o mais baixo de qualquer jogo lançado em 2024.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2024 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore |
|---|---|---|---|
| 1º | Utopia City | PC | 23 |
| 2º | Devil May Cry: Peak of Combat | Mobile | 41 |
| 3º | HappyFunland | PSVR2 | 41 |
| 4º | Food Truck Simulator | Xbox One | 43 |
| 5º | Jujutsu Kaisen: Cursed Clash | PS5 | 44 |
| 6º | Stranger Things VR | Meta Quest | 44 |
| 7º | TRANSFORMERS: Galactic Trials | PS5 | 45 |
| 8º | PO’ed: Definitive Edition | PC | 46 |
| 9º | Looney Tunes: Wacky World of Sports | PS5 | 47 |
| 10º | Metal Slug Attack Reloaded | Switch | 48 |
Piores jogos de 2023 segundo o Metacritic
2023 é amplamente considerado um dos melhores anos para os games na história recente da indústria. Baldur’s Gate 3, The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, Marvel’s Spider-Man 2, Alan Wake 2, Resident Evil 4 Remake e Armored Core VI estavam todos no mesmo calendário — uma concentração de obras de qualidade raramente vista. O contraste tornava a lista negativa ainda mais notória: em um ano assim, não havia onde esconder um jogo ruim.
Para 2023, o critério ainda era de ao menos sete avaliações de críticos profissionais, e a regra de plataforma mais baixa para jogos multiplataforma se mantinha.
Confira os 10 piores jogos de 2023 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — Gargoyles Remastered (PC) — Metascore: 49
Gargoyles foi um platformer de ação para Sega Genesis lançado em 1995, baseado na série animada da Disney do mesmo nome — e considerado uma versão sólida do gênero para a época. Em 2023, o jogo ganhou uma edição remasterizada. O problema foi a mesma maldição de outros remasters apressados: o jogo base era curto (completável em menos de uma hora), a dificuldade era frustrante sem ser satisfatória, os visuais do remaster não acrescentavam muito além de uma resolução mais alta, e o conteúdo adicional era praticamente inexistente. Fãs da série animada ficaram com a sensação de que a propriedade merecia mais atenção. Metascore 49.
#9 — Loop8: Summer of Gods (Switch) — Metascore: 49
Uma proposta narrativa ambiciosa: um RPG japonês com mecânica de loop temporal ambientado no Japão rural dos anos 80, onde o jogador precisa repetir o mesmo verão até encontrar a forma de salvar o mundo de demônios chamados Kegai. A premissa era genuinamente interessante — mistura de RPG de vida cotidiana com mecânicas de time loop — mas a execução deixou muito a desejar. Os sistemas de relacionamento com os NPCs eram confusos e pouco intuitivos, o loop ficava repetitivo muito antes do que a proposta permitia, e o combate era criticado por ser mais frustrante do que estratégico. Metascore 49.
#8 — Gangs of Sherwood (PS5) — Metascore: 48
Uma releitura steampunk da lenda de Robin Hood, com co-op para até quatro jogadores. A proposta visual era chamativa — combinação de estética vitoriana com mecânica de ação — mas o jogo foi criticado por loop de gameplay repetitivo, falta de variedade nos inimigos e situações e uma curta duração que tornava difícil justificar o preço cobrado. O co-op funcionava, mas não havia profundidade suficiente para manter o interesse além das primeiras horas. Metascore 48.
#7 — Hellboy: Web of Wyrd (PS5) — Metascore: 47
Um roguelite de ação baseado nos quadrinhos do Hellboy, com visual em cel-shading que capturava bem a estética do material de origem. A crítica não foi unanimemente negativa — alguns elogiaram a apresentação visual e o combate inicial — mas o consenso foi que o jogo ficava preso em um loop repetitivo muito cedo, com pouca variação entre as runs e progressão que não justificava o tempo investido. O estúdio responsável, Upstream Arcade, era pequeno, e as limitações de orçamento apareciam na falta de conteúdo e na profundidade esperada de um roguelite competitivo. Metascore 47.
#6 — Crime Boss: Rockay City (PC) — Metascore: 43
Um dos casos mais curiosos de 2023: um shooter cooperativo de assaltos a bancos com um elenco de atores hollywoodianos de peso — Michael Rooker, Chuck Norris, Michael Madsen, Danny Trejo e Kim Basinger, entre outros. O casting era impressionante para um título independente, e a premissa de um GTA-style com heists e gestão de gangue parecia promissora. O resultado foi descrito pelos críticos como uma decepção recheada de estrelas: gameplay sem personalidade, mundo aberto vazio, modo solo insatisfatório e uma qualidade de produção inconsistente que colocava em xeque por que tantos atores de renome foram recrutados. Metascore 43.
#5 — Testament: The Order of High-Human (PC) — Metascore: 41
Um action RPG em primeira pessoa ambientado em um mundo de fantasia sombria, com inspiração declarada em jogos como Dark Souls e The Elder Scrolls. A ambição era alta para um estúdio pequeno; a execução ficou aquém em praticamente todos os aspectos. Combate travado, visuais inconsistentes, sistemas de progressão mal explicados e bugs frequentes foram os pontos mais citados nas críticas. Não era o tipo de jogo que fracassava por falta de ideia — era um caso de equipe que não tinha os recursos para executar o que havia planejado. Metascore 41.
#4 — Quantum Error (PS5) — Metascore: 40
Desenvolvido por apenas quatro irmãos sob o estúdio TeamKill Media, Quantum Error tinha uma premissa genuinamente original: um bombeiro ex-soldado que enfrenta horrores de ficção científica e criaturas cósmicas em uma estação espacial, com mecânicas que mesclavam shooter, horror e simulação de combate a incêndios. A proposta chamou atenção suficiente para atrair suporte da Sony para o lançamento.
O que os críticos encontraram foi um jogo que não conseguia fazer bem nenhum dos elementos que prometia. As mecânicas de bombeiro eram interessantes no papel mas tinham espaço mínimo para brilhar. O combate era impreciso e frustrante. Os checkpoints eram escassos e mal posicionados, forçando repetições longas após mortes. As cutscenes eram longas e confusas — comparadas por um crítico às de Metal Gear Solid, mas sem a coerência narrativa que tornava aquelas aceitáveis. O visual ficava aquém do esperado para um PS5 exclusivo. Apesar disso tudo, o estúdio recuperou o investimento antes mesmo do lançamento geral e já sinalizou desenvolvimento de uma sequência. Metascore 40.
#3 — Greyhill Incident (PS5) — Metascore: 38
Primeiro jogo do estúdio independente Refugium Games, Greyhill Incident era um survival horror de perspectiva em primeira pessoa ambientado em 1992 em uma cidade rural americana invadida por aliens cinzentos — referências diretas à cultura pop de abdução extraterrestre da época, de X-Files a Independence Day. A atmosfera inicial funcionava: o tom noturno, os campos de milho e a paranoia da pequena cidade criavam um cenário com potencial real.
Tudo o que veio depois foi problemático. As mecânicas de stealth — o coração do gameplay — eram defeituosas: os aliens encontravam o jogador independentemente das ações tomadas, ficavam presos em loops de IA e tornavam qualquer estratégia impraticável. O voice acting foi universalmente criticado como um dos piores do ano. Erros ortográficos apareciam nos textos em tela. Os personagens humanos, segundo um crítico, pareciam mais aliens do que os próprios extraterrestres. E o jogo terminava rapidamente — poucos críticos o defenderam mesmo entre os que reconheciam o esforço do estúdio estreante. Metascore 38.
#2 — Flashback 2 (PC) — Metascore: 35
O Flashback original de 1992 é considerado um clássico do action-platformer: narrativa de ficção científica inteligente, animação rotoscópia fluida, quebra-cabeças bem construídos e uma sensação cinematográfica que poucos jogos da época alcançavam. Trinta e um anos depois, a Microids lançou uma sequência direta.
A recepção foi dolorosa para qualquer fã do original. Flashback 2 foi criticado por visuais que pareciam de uma geração anterior — algo particularmente difícil de aceitar em 2023 —, controles imprecisos que contradiziam o legado do original, e uma narrativa que não fazia jus ao material de referência. Fãs que esperavam uma continuação digna do clássico ficaram com a sensação de que o nome Flashback havia sido utilizado para vender algo que não merecia carregá-lo. Metascore 35.
#1 — The Lord of the Rings: Gollum (PS5/PC) — Metascore: 34
O pior jogo de 2023 é também um dos casos mais emblemáticos de expectativa versus entrega da história recente dos games. Desenvolvido pela Daedalic Entertainment — estúdio alemão conhecido por aventuras point-and-click —, The Lord of the Rings: Gollum colocava o jogador no papel do personagem mais complexo e tragicamente dividido de toda a obra de Tolkien, em uma história paralela aos eventos de O Senhor dos Anéis.
A proposta era intrigante: Gollum é um personagem com duas vozes internas em conflito permanente, uma psicologia rica e uma jornada que percorre desde as profundezas de Barad-dûr até as florestas dos Elfos de Mirkwood. No papel, havia material mais do que suficiente para uma experiência narrativa memorável.
O que os críticos encontraram foi outra coisa. Os visuais ficavam abaixo do esperado para um título AAA de 2023, com animações rígidas que dificultavam qualquer conexão com os personagens. O gameplay de plataforma e stealth era mecânico e sem criatividade. A narrativa não conseguia capitalizar a riqueza do personagem central. E os bugs — presentes em quantidade significativa no lançamento — tornavam as sessões ainda mais frustrantes.
A própria Daedalic pediu desculpas publicamente logo após o lançamento pelo estado do jogo, prometendo correções. Semanas depois, a empresa anunciou o encerramento do seu braço de desenvolvimento interno, passando a atuar exclusivamente como publisher. Gollum não foi a causa direta do fechamento, mas o timing era difícil de ignorar. Metascore 34.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2023 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore |
|---|---|---|---|
| 1º | The Lord of the Rings: Gollum | PS5 / PC | 34 |
| 2º | Flashback 2 | PC | 35 |
| 3º | Greyhill Incident | PS5 | 38 |
| 4º | Quantum Error | PS5 | 40 |
| 5º | Testament: The Order of High-Human | PC | 41 |
| 6º | Crime Boss: Rockay City | PC | 43 |
| 7º | Hellboy: Web of Wyrd | PS5 | 47 |
| 8º | Gangs of Sherwood | PS5 | 48 |
| 9º | Loop8: Summer of Gods | Switch | 49 |
| 10º | Gargoyles Remastered | PC | 49 |
Piores jogos de 2022 segundo o Metacritic
2022 foi um ano excepcionalmente forte para os games: Elden Ring, God of War: Ragnarök, Horizon Forbidden West, Stray e Sifu estavam entre os títulos mais elogiados da geração. O lado oposto da moeda revelou uma lista dominada por casos de live-service fracassado, remasters mal executados e projetos ambiciosos demais para seus próprios recursos.
O critério de 2022 seguia o padrão anterior: ao menos sete avaliações de críticos profissionais reconhecidos pelo Metacritic, com a versão de menor Metascore sendo usada para jogos lançados em múltiplas plataformas.
Confira os 10 piores jogos de 2022 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — Blade Runner: Enhanced Edition (Switch) — Metascore: 52
O Blade Runner de 1997 — o adventure point-and-click da Westwood Studios baseado no universo do filme — é considerado um dos melhores jogos de aventura da sua época, com narrativa ramificada e atmosfera noir impecável. Em 2022, a Nightdive Studios — conhecida pela qualidade dos seus remasters de clássicos — lançou a Enhanced Edition. O resultado surpreendeu negativamente até quem torcia pelo projeto: os novos visuais, em vez de modernizar, criavam inconsistências visuais em relação ao estilo original. Os bugs eram frequentes, e a crítica apontou que uma remasterização não oficial feita por fãs anos antes para PC era, em vários aspectos, superior ao produto oficial. Metascore 52 na versão Switch, a mais criticada.
#9 — Kamiwaza: Way of the Thief (PS4) — Metascore: 52
Um remaster de um jogo de furtividade e ação lançado originalmente apenas no Japão para PS2 em 2006 — nunca localizado para o Ocidente. A premissa colocava o jogador no papel de Ebizo, um ladrão honrado nas ruas medievais da cidade fictícia de Mikado. A localização tardia era bem-vinda em tese, mas a maior parte dos críticos concluiu que o jogo simplesmente não envelheceu bem: mecânicas de stealth datadas, uma estrutura de progressão que parecia ultrapassada e uma apresentação que não justificava o preço cobrado para um relançamento moderno. Metascore 52.
#8 — The Waylanders (PC) — Metascore: 51
Um RPG de estratégia em tempo real ambientado em dois períodos históricos da Galícia — a era celta e a medieval — desenvolvido pelo estúdio espanhol Gato Salvaje. O projeto nasceu de uma campanha no Kickstarter que citava Dragon Age: Origins e Baldur’s Gate como inspirações diretas — referências que inevitavelmente elevavam a expectativa. Após um longo período em Early Access, o lançamento oficial chegou em 2022 com sistemas de combate pouco polidos, bugs persistentes e uma execução que ficava aquém dos modelos que o jogo dizia admirar. Para os backers que esperavam desde o crowdfunding, foi uma decepção dupla. Metascore 51.
#7 — The Last Oricru (Xbox Series X) — Metascore: 50
Um RPG de ação com inspiração assumida nos jogos Soulsborne, desenvolvido pelo estúdio tcheco GoldKnights. Colocava o jogador em um planeta alienígena medieval em guerra, com sistema de escolhas narrativas que afetavam a história. A proposta era sólida no papel. O problema foi a execução: combate sem a profundidade necessária para um jogo que se posicionava nesse nicho exigente, bugs frequentes, e uma apresentação inconsistente que não justificava a comparação com os títulos que tentava emular. Metascore 50.
#6 — Zorro: The Chronicles (PS5) — Metascore: 49
Um jogo de ação baseado na série animada de Zorro, direcionado ao público infantil de 6 a 12 anos. O contexto importa: a Metacritic não exclui jogos infantis da lista, e esse ficou entre os piores do ano apesar do público-alvo declarado. A crítica foi moderada na forma mas consistente no diagnóstico: mesmo para crianças, o gameplay era repetitivo demais, os bugs presentes desde o lançamento prejudicavam a experiência e o conteúdo era insuficiente. Um patch inicial removeu alguns problemas, mas não o suficiente para mudar a recepção geral. Metascore 49.
#5 — LEGO Brawls (PS5) — Metascore: 46
Um jogo de luta de plataforma com personagens LEGO — gênero que Super Smash Bros. popularizou e que tem vários seguidores competentes. LEGO Brawls chegou ao PS5 em 2022 após ter sido lançado no Apple Arcade anos antes. O problema foi duplo: primeiro, a transição do mobile para console mostrou as limitações de um jogo originalmente pensado para telas menores e sessões curtas. Segundo, o conteúdo era raso para o preço cobrado em console, e as mecânicas de luta não tinham a profundidade necessária para competir no gênero mesmo em nível casual. Metascore 46.
#4 — XEL (Switch) — Metascore: 43
Um action-adventure em mundo aberto com estética de ficção científica e mecânicas de combate inspiradas em The Legend of Zelda — inclusive a comparação era direta nos materiais promocionais. O visual chamava atenção e a premissa narrativa tinha potencial. O que os críticos encontraram foi um caso claro de jogo com fundações sólidas soterradas por problemas técnicos graves: quedas severas de framerate, transições de área lentas demais, bugs que bloqueavam a progressão e uma performance no Switch que tornava o jogo “praticamente injogável” na avaliação de vários veículos. Um crítico resumiu: havia um jogo sólido escondido sob todos os problemas técnicos, mas era impossível acessá-lo no estado em que foi lançado. Metascore 43.
#3 — Babylon’s Fall (PS5) — Metascore: 41
Um dos casos mais emblemáticos de fracasso de live-service da história recente dos games — e talvez o mais doloroso dado o histórico dos envolvidos. Desenvolvido pela PlatinumGames em parceria com a Square Enix, Babylon’s Fall era um action RPG online cooperativo ambientado em um mundo de fantasia. A PlatinumGames é a criadora de Bayonetta, NieR: Automata e Metal Gear Rising — títulos com sistemas de combate aclamados. O que chegou ao mercado em março de 2022 era algo irreconhecível em relação a esse histórico: combate lento e sem impacto, visual que misturava filtros de pintura a óleo com assets genéricos de forma desconcertante, loop de missões repetitivo e uma estrutura de live-service que não conseguia reter jogadores.
Em maio de 2022 — dois meses após o lançamento —, o pico simultâneo de jogadores no Steam chegou a zero em ao menos um momento registrado. Em agosto, a Square Enix anunciou o encerramento dos servidores para fevereiro de 2023, menos de um ano após o lançamento. Babylon’s Fall teve uma das vidas mais curtas entre jogos de live-service de publishers grandes na história da indústria. Metascore 41.
#2 — CrossfireX (Xbox Series X) — Metascore: 38
Um dos casos mais curiosos de 2022: um shooter multiplayer baseado no CrossFire — um dos jogos online mais jogados do mundo, especialmente no leste asiático, com centenas de milhões de usuários registrados — desenvolvido em parceria com a Remedy Entertainment, o estúdio finlandês responsável por Alan Wake e Control. A Remedy ficou responsável pela campanha single-player; a Smilegate, criadora do CrossFire original, cuidou do componente multiplayer.
A divisão foi o problema. A campanha da Remedy foi considerada decente por parte da crítica — com a qualidade narrativa esperada do estúdio, ainda que inferior às obras principais. O multiplayer da Smilegate, porém, foi um desastre técnico: visuais datados, controles imprecisos, framerate instável e uma base de jogadores que nunca se formou de forma significativa no Ocidente. O jogo foi encerrado definitivamente em maio de 2023, pouco mais de um ano após o lançamento. O próprio estúdio emitiu um pedido de desculpas público pela qualidade do lançamento. Metascore 38.
#1 — Postal 4: No Regerts (PC) — Metascore: 30
O pior jogo de 2022 foi também o mais previsível da lista. Postal 4: No Regerts é a continuação de uma franquia conhecida pelo humor provocativo, violência exagerada e tom deliberadamente ofensivo — elementos que, nas versões anteriores, tinham ao menos o mérito de serem executados com alguma coerência interna. O quarto capítulo ficou em Early Access no Steam por anos antes de seu lançamento oficial em 2022.
O tempo extra de desenvolvimento não ajudou. Críticos descreveram o jogo como uma “experiência genuinamente horrível” — nas palavras do GameSpot —, com problemas técnicos graves de performance, gameplay básico demais mesmo para os padrões da série e humor que não funcionava nem para os fãs da franquia, que esperavam ao menos o carisma provocativo dos jogos anteriores. O título foi descrito como sem ambição, sem acabamento e sem justificativa clara para ter saído do Early Access no estado em que estava. Metascore 30 — o mais baixo do ano.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2022 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore |
|---|---|---|---|
| 1º | Postal 4: No Regerts | PC | 30 |
| 2º | CrossfireX | Xbox Series X | 38 |
| 3º | Babylon’s Fall | PS5 | 41 |
| 4º | XEL | Switch | 43 |
| 5º | LEGO Brawls | PS5 | 46 |
| 6º | Zorro: The Chronicles | PS5 | 49 |
| 7º | The Last Oricru | Xbox Series X | 50 |
| 8º | The Waylanders | PC | 51 |
| 9º | Kamiwaza: Way of the Thief | PS4 | 52 |
| 10º | Blade Runner: Enhanced Edition | Switch | 52 |
Piores jogos de 2021 segundo o Metacritic
2021 foi um ano marcado por lançamentos memoráveis — Returnal, Ratchet & Clank: Rift Apart, Metroid Dread e Forza Horizon 5 estavam entre os melhores avaliados do ano. Mas 2021 também entrou para a história por dois dos maiores escândalos de lançamento da geração: um jogo de futebol que chegou em estado que chocou até quem tinha baixas expectativas, e a remasterização de uma das trilogias mais icônicas dos games que chegou cheia de bugs hiláricos e desconcertantes.
O critério seguia o padrão: ao menos sete avaliações de críticos profissionais, versão de menor Metascore para jogos multiplataforma.
Confira os 10 piores jogos de 2021 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — Necromunda: Hired Gun (PS4) — Metascore: 49
Um shooter em primeira pessoa ambientado no universo de Warhammer 40.000, mais especificamente nas favelas subterrâneas e brutais de Necromunda. A ambientação era rica — o universo Warhammer tem material de sobra para construir experiências sombrias e viscerais — e o jogo tinha momentos que funcionavam. O problema foi a execução técnica: a versão de PS4, a mais criticada, sofria com performance instável, animações rígidas e uma falta de polimento geral que ficava evidente ao lado de shooters mais refinados do período. Para fãs do universo Warhammer dispostos a ignorar os problemas técnicos, havia algo a aproveitar — mas a maioria não encontrou razões suficientes. Metascore 49.
Confira também a lista dos piores Jogos do PS4 segundo o Metacritic
#9 — Demon Skin (PC) — Metascore: 48
Um action-RPG de hack and slash com estética sombria e inspiração nos jogos Soulsborne, desenvolvido pelo estúdio russo Banzai Games. A proposta era um combate brutal e visceral em um mundo de fantasia dark. O que os críticos encontraram foi um jogo com combate travado, progressão confusa e uma dificuldade que parecia frustrante por descuido de design e não por desafio intencional. O nicho Soulslike já era disputado por títulos muito melhor executados em 2021, e Demon Skin não conseguia competir nem em orçamento nem em qualidade. Metascore 48.
#8 — Arkham Horror: Mother’s Embrace (PC) — Metascore: 48
Uma adaptação do jogo de tabuleiro Arkham Horror — baseado no universo de H.P. Lovecraft — para videogame, com perspectiva isométrica e combate por turnos. O jogo de tabuleiro é aclamado como um dos melhores do gênero de horror cooperativo, o que tornava as expectativas dos fãs razoavelmente altas. O resultado foi uma transição para o digital que não capturou o que tornava o original especial: o sistema de combate era pouco inspirado, a interface era pouco intuitiva e a experiência geral não justificava o interesse de quem conhecia o jogo de tabuleiro nem conquistava novos jogadores. Metascore 48.
#7 — I Saw Black Clouds (PS4) — Metascore: 48
Um thriller psicológico interativo em formato FMV — Full Motion Video, jogos baseados em filmagens reais —, desenvolvido pela Wales Interactive, estúdio especializado no gênero. A protagonista retorna à sua cidade natal após a morte de uma amiga próxima e começa a descobrir segredos perturbadores com elementos sobrenaturais. A premissa era sólida para o formato. A execução foi criticada por atuações inconsistentes, edição de vídeo irregular, bugs de áudio e uma narrativa que não entregava a profundidade prometida pelo material sombrio. Críticos notaram que o jogo tinha potencial para ser apreciado ironicamente como um “filme B interativo”, mas que mesmo para esse padrão a experiência deixava a desejar. Metascore 48.
#6 — Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition (Switch) — Metascore: 47
Uma das remasterizações mais aguardadas e mais decepcionantes da história recente dos games. A Rockstar Games anunciou uma coleção com os três clássicos da era PS2 da franquia GTA — GTA III, Vice City e San Andreas — com visuais modernizados pelo estúdio terceirizado Grove Street Games. O lançamento foi um desastre: bugs absurdos que viralizaram nas redes sociais (chuva que impedia a visibilidade, NPCs com aparência perturbadora, objetos atravessando paredes), visuais que misturavam o estilo cartunesco dos originais com texturas novas de forma inconsistente, e problemas de performance que eram inexplicáveis dado o hardware disponível.
A Rockstar retirou o pacote das plataformas digitais temporariamente para correções emergenciais — situação humilhante para a publisher de alguns dos jogos mais vendidos da história. A versão do Nintendo Switch foi a mais criticada de todas, com Metascore 47. Para quem cresceu jogando os originais, a experiência era particularmente dolorosa. Metascore 47.
#5 — Of Bird and Cage (PC) — Metascore: 44
Um dos projetos mais peculiares da lista: um “álbum musical interativo” em que a narrativa — sobre uma mulher lidando com vício e relacionamento abusivo — se desdobrava ao longo de músicas compostas e interpretadas por músicos de bandas como Epica, Within Temptation, Kamelot e Asking Alexandria. O jogador tinha um tempo limitado por faixa musical para completar objetivos, mas a história avançava independentemente do resultado.
A proposta era genuinamente experimental e o talento musical envolvido era real. O problema foi a execução em praticamente tudo o mais: gameplay amateurístico, voice acting criticado como um dos piores do ano, abordagem de temas delicados — como vício e abuso — sem a sensibilidade necessária, e uma qualidade técnica geral que não estava à altura da ambição criativa. Críticos concordaram que havia uma ideia interessante enterrada sob uma execução insuficiente. Metascore 44.
#4 — Taxi Chaos (PS4) — Metascore: 42
Uma tentativa direta de reviver o espírito de Crazy Taxi — o clássico da Sega de 1999 —, com corridas caóticas pela cidade em busca de passageiros. A nostalgia pelo estilo de Crazy Taxi era genuína, e havia público para um herdeiro espiritual bem feito. Taxi Chaos não conseguiu ser esse herdeiro: a cidade era pequena demais para sustentar o caos prometido, as mecânicas de condução não tinham a satisfação imediata do original e o conteúdo disponível era escasso para justificar o preço cobrado. Serviu mais para lembrar por que o jogo da Sega era tão especial do que para conquistar espaço próprio. Metascore 42.
#3 — Werewolf: The Apocalypse – Earthblood (PS4) — Metascore: 42
Baseado no RPG de mesa Werewolf: The Apocalypse — parte do universo World of Darkness, que também inclui Vampire: The Masquerade —, o jogo prometia uma experiência de ação com narrativa ambientalista e a fantasia de se transformar em um lobisomem colossal para destruir corporações poluidoras. A premissa tinha apelo real para os fãs do RPG de mesa e para quem simplesmente queria jogar como um lobisomem devastador.
A execução ficou aquém em quase tudo: o combate na forma humana era monótono, a versão lobisomem era satisfatória por alguns momentos mas rapidamente repetitiva, o stealth era rudimentar e a narrativa não conseguia fazer jus à profundidade do universo de origem. Não era um jogo quebrado — apenas muito abaixo do potencial do material que adaptava. Metascore 42.
#2 — Balan Wonderworld (Switch) — Metascore: 36
Um dos casos mais dolorosos de 2021 — e talvez de toda a geração — por causa do nome por trás do projeto. Balan Wonderworld era um platformer 3D co-dirigido por Yuji Naka, o criador original de Sonic the Hedgehog, após anos distante de jogos de plataforma. A expectativa de ver o lendário designer voltar ao gênero que o tornara famoso era genuína.
O que chegou ao mercado foi desconcertante. O sistema de combate e progressão girava inteiramente em torno de trajes com habilidades únicas — mas cada traje tinha exatamente um botão de ação, sem possibilidade de combinações. A história era incompreensível. O design de fases não evoluía. A dificuldade oscilaça sem lógica. Críticos descreveram como um jogo que parecia ter sido feito décadas antes, sem o charme nostálgico que poderia tornar isso aceitável.
O lançamento também trouxe uma controvérsia técnica grave: foi descoberto que uma versão de demonstração disponível online continha código que podia provocar convulsões em jogadores fotossensíveis — um problema sério que foi corrigido via patch de emergência. Comercialmente, o jogo foi um fracasso. Metascore 36 na versão Switch, a mais baixa entre as plataformas.
Yuji Naka processou posteriormente a Square Enix, alegando que o jogo havia sido lançado prematuramente contra sua vontade — revelando tensões internas que explicavam parte do estado do produto final.
#1 — eFootball 2022 (PC) — Metascore: 25
O pior jogo de 2021 é também um dos maiores escândalos de lançamento da história dos games modernos. A Konami tinha construído ao longo de anos, com sua franquia PES, uma alternativa respeitável ao FIFA — um jogo que priorizava o realismo do gameplay e tinha base de fãs fiel. Em setembro de 2021, a empresa decidiu transformar o PES em um jogo gratuito com novo nome: eFootball 2022. A transição para o free-to-play foi anunciada com promessas de evolução e novo começo.
O que foi entregue no dia do lançamento foi inacreditável. Animações faciais que viralizaram nas redes sociais por parecerem defeituosas — especialmente uma imagem de Messi com expressão distorcida que se tornou meme instantâneo. Gameplay que parecia regredido em relação às versões anteriores do PES. Modos de jogo ausentes que estariam disponíveis “em atualizações futuras”. Interface confusa. Bugs generalizados. A Konami chegou a admitir publicamente que o que havia sido lançado era essencialmente uma demo técnica, não um produto acabado.
O jogo rapidamente se tornou o pior avaliado no Steam entre títulos com volume significativo de avaliações, com uma porcentagem esmagadora de avaliações negativas. A Konami emitiu um pedido de desculpas formal e prometeu uma versão 1.0 completa que chegou meses depois — mas a reputação do lançamento inicial ficou registrada. Metascore 25 na versão PC — o mais baixo de qualquer jogo de 2021 e um dos mais baixos da história para um título de publisher de grande porte.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2021 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore |
|---|---|---|---|
| 1º | eFootball 2022 | PC | 25 |
| 2º | Balan Wonderworld | Switch | 36 |
| 3º | Werewolf: The Apocalypse – Earthblood | PS4 | 42 |
| 4º | Taxi Chaos | PS4 | 42 |
| 5º | Of Bird and Cage | PC | 44 |
| 6º | GTA: The Trilogy – The Definitive Edition | Switch | 47 |
| 7º | I Saw Black Clouds | PS4 | 48 |
| 8º | Arkham Horror: Mother’s Embrace | PC | 48 |
| 9º | Demon Skin | PC | 48 |
| 10º | Necromunda: Hired Gun | PS4 | 49 |
Piores jogos de 2020 segundo o Metacritic
2020 foi o ano de transição de geração: o PS5 e o Xbox Series X|S chegaram ao mercado em novembro, e títulos como The Last of Us Part II, Ghost of Tsushima, Hades e Final Fantasy VII Remake estavam entre os mais elogiados do período. A lista negativa do Metacritic, por sua vez, foi dominada por shovelware de baixo orçamento, remakes mal executados e jogos de licença que não entregaram o mínimo esperado — com poucos títulos de publishers conhecidas entre os dez piores.
O critério seguia o padrão: ao menos sete avaliações de críticos profissionais, versão de menor Metascore para jogos multiplataforma.
Confira os 10 piores jogos de 2020 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — The Elder Scrolls: Blades (Switch) — Metascore: 42
Originalmente lançado como free-to-play para iOS e Android em 2019, The Elder Scrolls: Blades era um RPG de ação da Bethesda pensado para dispositivos móveis — com sessões curtas, controles adaptados para tela touchscreen e sistemas de progressão típicos do modelo mobile. Em maio de 2020, chegou ao Nintendo Switch com preço zero.
O problema foi que o jogo não foi redesenhado para o novo contexto: o que funcionava aceitavelmente como passatempo casual no celular revelou todas as suas limitações quando transplantado para um console, onde os jogadores esperavam a profundidade de um RPG de verdade. Sistemas de espera por tempo real para abrir baús, progressão travada por monetização e mecânicas simplificadas demais ficaram ainda mais evidentes na tela do Switch. Metascore 42.
#9 — Gleamlight (Switch) — Metascore: 42
Um platformer de ação 2D desenvolvido pelo estúdio japonês DICO que chamou atenção — pela razão errada — pela semelhança visual extraordinária com Hollow Knight. A comparação foi inevitável e implacável: enquanto Hollow Knight era elogiado como um dos melhores jogos indie da geração, Gleamlight copiava a estética sem replicar a substância. Combate impreciso, level design sem inspiração e uma experiência geral que críticos descreveram como uma sombra vazia do material que claramente havia inspirado o projeto. Apenas a versão Switch recebeu críticas suficientes para gerar um Metascore. Metascore 42.
#8 — Street Power Soccer (PS4) — Metascore: 41
Um jogo de futebol de rua com estética urbana colorida e mecânicas de freestyle, buscando um nicho diferente dos simuladores tradicionais como FIFA e PES. A proposta não era sem mérito — o gênero de futebol arcade sempre teve seu público. A execução, porém, foi destruída pela crítica: gráficos com qualidade abaixo do esperado até para um título independente de 2020, gameplay que ficava monótono rapidamente e, o ponto mais criticado, um preço de varejo cheio que nenhum revisor conseguiu justificar para o que o jogo entregava. Um crítico do TheSixthAxis relatou que nem seus filhos, normalmente pouco exigentes com jogos multiplayer, conseguiram ficar mais de dez minutos. Metascore 41.
#7 — Tamarin (PS4) — Metascore: 40
Um dos casos mais desconcertantes de 2020: um jogo de ação com visual fofo — o protagonista é um tamarin, primata pequeno de aparência adorável — que de repente colocava o jogador a atirar em insetos com armas automáticas. A dissonância entre a apresentação visual charmosa e o gameplay violento e mal executado foi um dos pontos mais citados nas críticas. O combate com armas era considerado impreciso e sem satisfação, enquanto os segmentos de plataforma eram igualmente problemáticos. Um crítico descreveu como um jogo que parecia não saber o que queria ser — e que falhou em tudo o que tentou. Metascore 40.
#6 — Remothered: Broken Porcelain (PC) — Metascore: 39
A sequência de Remothered: Tormented Fathers, um survival horror de 2018 que havia recebido recepção moderadamente positiva e construído uma base de fãs pequena mas dedicada. Broken Porcelain prometia expandir a narrativa e o universo do original, mas chegou em um estado que traiu as expectativas até dos fãs mais leais: bugs frequentes que travavam a progressão, IA dos inimigos imprevisível de forma frustrante, problemas de performance e uma narrativa que não conseguia entregar a atmosfera sombria que havia dado ao original seu apelo. Metascore 39.
#5 — Arc of Alchemist (Switch) — Metascore: 36
Um RPG de ação japonês da Compile Heart — estúdio especializado em JRPGs voltados a nichos específicos — que havia sido lançado originalmente no Japão para PS4 em 2019 e chegou ao Ocidente via Switch em 2020. A recepção foi fria: mundo aberto repetitivo e esteticamente monótono, sistema de combate sem profundidade e uma estrutura de progressão que não oferecia recompensas satisfatórias pelo tempo investido. Não era um jogo quebrado, mas era insuficiente para um mercado com muitas opções melhores no mesmo gênero. Metascore 36.
#4 — Fast & Furious: Crossroads (PC) — Metascore: 34
Com a franquia Velozes & Furiosos no auge da sua popularidade global, a Bandai Namco lançou um jogo de ação e corrida que contava até com participação de Vin Diesel e Michelle Rodriguez como vozes dos seus respectivos personagens. A expectativa — ou ao menos o potencial — estava lá. O produto final foi chamado por alguns críticos de “o pior jogo do ano” sem hesitação: gráficos que pareciam de uma geração anterior, física de veículos sem credibilidade, tiroteios sem impacto e uma campanha tão curta e esquecível que tornava difícil justificar qualquer preço. A participação dos atores não salvou o script. Metascore 34.
#3 — Dawn of Fear (PS4) — Metascore: 33
Um survival horror de câmera fixa que claramente bebia da fonte dos primeiros jogos de Resident Evil — ângulos travados, escassez de recursos, resolução de puzzles. A nostalgia pelo estilo clássico do gênero era genuína e havia público para isso. Dawn of Fear, porém, não conseguiu entregar nem o charme vintage que a referência prometia: controles que a PlayStation Universe descreveu como inaceitáveis para qualquer jogo da era moderna, puzzles com mecânicas quebradas, design genérico sem identidade própria e problemas técnicos que comprometiam até os momentos em que o jogo tentava criar tensão. Metascore 33.
#2 — XIII Remake (Xbox One) — Metascore: 32
O XIII original de 2003 era um shooter em primeira pessoa com visual em cel-shading inspirado em quadrinhos — uma escolha estética ousada e marcante para a época, combinada com uma narrativa de conspiração intrigante. Tinha base de fãs fiel e reputação de cult classic. Em 2020, a Microids lançou um remake que foi aguardado com entusiasmo pelos fãs do original.
O resultado foi desastroso. A nova arte perdeu a identidade cel-shading do original e ficou em um meio-termo visual sem charme. O jogo estava cheio de bugs que tornavam certas seções injogáveis. A física era descrita por um crítico como algo “mantido por fita adesiva e clipes de papel”. A Microids emitiu um pedido formal de desculpas, citando as dificuldades do trabalho remoto durante a pandemia como fator contributivo para o estado do lançamento, e prometeu patches corretivos extensivos. Metascore 32.
#1 — Tiny Racer (Switch) — Metascore: 29
O pior jogo de 2020 é também o mais anônimo da lista — e em certo sentido o mais revelador sobre o que o Metacritic registra em seus rankings anuais. Tiny Racer é um jogo de corrida de baixo orçamento lançado na eShop do Nintendo Switch por US$ 10, desenvolvido pela IceTorch Interactive. Inspirado superficialmente em Micro Machines, colocava miniaturas de carros em pistas de mesa.
Não havia praticamente nada a recomendar: gameplay sem qualquer elemento que o distinguisse de centenas de opções mais baratas ou gratuitas no mesmo gênero, ausência de conteúdo que justificasse o preço, e uma qualidade técnica que críticos descreveram como shovelware sem ambição. O Metacritic o resumiu em uma linha: “universalmente frustrante por seu gameplay fraco”. Não era um jogo que prometia muito e falhou — era um jogo que não prometia nada e entregou exatamente isso. Metascore 29.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2020 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore |
|---|---|---|---|
| 1º | Tiny Racer | Switch | 29 |
| 2º | XIII Remake | Xbox One | 32 |
| 3º | Dawn of Fear | PS4 | 33 |
| 4º | Fast & Furious: Crossroads | PC | 34 |
| 5º | Arc of Alchemist | Switch | 36 |
| 6º | Remothered: Broken Porcelain | PC | 39 |
| 7º | Tamarin | PS4 | 40 |
| 8º | Street Power Soccer | PS4 | 41 |
| 9º | Gleamlight | Switch | 42 |
| 10º | The Elder Scrolls: Blades | Switch | 42 |
Piores jogos de 2019 segundo o Metacritic
2019 foi um ano de transição curiosa: alguns analistas o consideraram fraco em grandes lançamentos AAA em comparação com 2018, que havia entregue God of War, Red Dead Redemption 2 e Spider-Man. Ainda assim, títulos menores e surpresas como Disco Elysium, Resident Evil 2 Remake, Death Stranding e A Plague Tale: Innocence garantiram um ano sólido para quem soube onde procurar. Do outro lado, a lista negativa trouxe casos que ficaram marcados por razões bem específicas — desde o colapso de uma franquia de wrestling até uma licença de série da Netflix tratada com o mínimo de cuidado.
O critério seguia o padrão: ao menos sete avaliações de críticos profissionais, versão de menor Metascore para jogos multiplataforma.
Confira os 10 piores jogos de 2019 segundo o Metacritic, do menos ruim para o pior:
#10 — Narcos: Rise of the Cartels (PC) — Metascore: 46
Uma adaptação da série original da Netflix Narcos em formato de jogo de estratégia tática por turnos, onde o jogador podia escolher jogar pelo lado da DEA ou pelo cartel de Pablo Escobar — uma premissa com potencial narrativo genuíno dado o material de origem. O problema foi a execução: o jogo foi criticado principalmente por ser tedioso a ponto de extinguir qualquer interesse pela escolha de lado ou pela narrativa. Um crítico do The Indie Game resumiu em uma linha que ficou famosa: “este jogo não é falho, miserável ou ofensivo. É simplesmente entediante.” Metascore 46.
#9 — Generation Zero (PS4) — Metascore: 45
Desenvolvido pela Avalanche Studios — o mesmo estúdio por trás da série Just Cause —, Generation Zero era um shooter em primeira pessoa de mundo aberto ambientado em uma Suécia dos anos 80 invadida por robôs militares. A atmosfera retro-futurista era genuinamente interessante, e o jogo tinha suporte para co-op. Dois problemas seriamente prejudicaram a recepção: críticos apontaram que o mundo era mais “vazio” do que “aberto”, com muito espaço e pouco conteúdo para preenchê-lo. O segundo problema era mais delicado: a estética do jogo foi amplamente comparada à arte conceitual do artista sueco Simon Stålenhag, que por anos criou imagens icônicas de uma Suécia retrofuturista com robôs gigantes — sem que o estúdio fizesse qualquer reconhecimento dessa influência. Metascore 45.
#8 — Submersed (PS4) — Metascore: 44
Um survival horror em que o jogador controlava um paramédico da guarda costeira respondendo a um chamado de socorro vindo de uma plataforma offshore. O cenário isolado e claustrofóbico tinha potencial para criar tensão genuína — um ambiente que o gênero soube explorar bem em títulos como Subnautica. Submersed não aproveitou nada disso: gameplay descrito pela crítica como mal concebido em praticamente todos os aspectos, puzzles sem lógica e uma apresentação técnica que não sustentava a atmosfera de isolamento que o jogo tentava criar. O próprio Metacritic resumiu: “O verdadeiro enigma é como esse jogo foi lançado neste estado.” Metascore 44.
#7 — FIFA 20: Legacy Edition (Switch) — Metascore: 43
Um caso que diz mais sobre a política de lançamento da EA do que sobre qualidade de desenvolvimento em si. O título “Legacy Edition” no nome era o alerta: a versão do Switch era essencialmente o mesmo jogo das edições anteriores, com elencos atualizados mas sem nenhum dos modos, melhorias ou conteúdo novo que chegavam às versões de PS4, Xbox One e PC. A EA lançava regularmente versões defasadas do FIFA para o Switch com preço cheio — e em 2019 a crítica simplesmente não tolerou mais. O jogo foi descrito como menos do que uma reflexão tardia sobre as outras versões. Metascore 43.
#6 — WWE 2K20 (PS4) — Metascore: 43
Um dos casos mais marcantes de colapso de franquia em 2019. A série WWE 2K havia construído uma base fiel de fãs de wrestling que aceitava iterações anuais com melhorias graduais. O 2K20 chegou com uma mudança crucial de bastidores: o estúdio de desenvolvimento habitual, Yuke’s, havia sido substituído pela Visual Concepts com metade do ciclo de desenvolvimento já consumido — um prazo impossível para uma mudança desse porte.
O resultado foi catastrófico. Bugs que viralizaram imediatamente: personagens com rostos deformados, corpos que atravessavam o ringue, animações que falhavam em meio à execução, modos de jogo que travavam sem aviso. A hashtag #FixWWE2K20 chegou aos trending topics. O jogo foi descrito por um crítico como impossível de recomendação até para fãs da franquia. O detalhe mais emblemático: um bug relacionado ao calendário tornou o jogo praticamente injogável na virada para o ano de 2020 — uma ironia perfeita para um título chamado WWE 2K20. A 2K cancelou a edição de 2021 da franquia e pausou a série por dois anos para uma reformulação completa. Metascore 43.
#5 — Dollhouse (PS4) — Metascore: 41
Um jogo de terror com labirintos gerados proceduralmente onde a protagonista, uma detetive com amnésia, reconstruía memórias fragmentadas enquanto explorava ambientes perturbadores. A proposta narrativa e a estética sombria chamavam atenção nos trailers. O que os críticos encontraram foi uma experiência que não entregava nem os sustos nem o interesse narrativo prometidos: labirintos repetitivos sem a variedade que a geração procedural deveria garantir, mecânicas de stealth superficiais e um ritmo que tornava o jogo monótono muito antes do que seria aceitável para um survival horror. O Digital Fix chamou de “um dos piores jogos das últimas décadas”. Metascore 41.
#4 — Contra: Rogue Corps (Switch) — Metascore: 40
Após oito anos sem um título principal da franquia, a Konami trouxe de volta o Contra com um capítulo que tentava modernizar a série com visão isométrica, co-op e uma estética mais caótica e bem-humorada. O problema foi que o novo Contra parecia não entender o que tornava a franquia especial: o shoot’em up frenético e preciso da série clássica havia sido substituído por algo que muitos críticos descreveram como um jogo de ação médio que qualquer nome poderia carregar. A identidade de Contra estava ausente. A versão Switch foi a mais criticada. Metascore 40.
#3 — Blades of Time (Switch) — Metascore: 38
Um hack-and-slash originalmente lançado para PS3 e Xbox 360 em 2012 pela Gaijin Entertainment que havia recebido avaliações mediocres na época — e que em 2019 ganhou um port para Switch sem nenhuma melhoria visível. A crítica foi direta: se o jogo não era particularmente bom em 2012, não havia razão para revivê-lo em 2019 sem qualquer trabalho de melhoria ou modernização. O Metacritic apontou que críticos “se perguntaram por que alguém se deu ao trabalho de portar o jogo para o hardware atual”. Metascore 38.
#2 — Left Alive (PS4) — Metascore: 37
Um dos casos mais dolorosos de 2019 para fãs de um nicho específico. Left Alive era um spin-off da franquia Front Mission da Square Enix — uma série de RPGs táticos com mechs que havia ficado sem lançamento principal por quase uma década. A proposta era um jogo de ação e stealth ambientado no universo da franquia, com direção de arte do lendário Yoji Shinkawa — o mesmo designer visual de Metal Gear Solid.
O trabalho de Shinkawa era o único elemento consistentemente elogiado. Todo o resto foi destruído pela crítica: a IA dos inimigos era descrita como uma das piores do ano, tornando o stealth ao mesmo tempo impossível e sem sentido. O combate direto era igualmente frustrante. A narrativa não aproveitava o universo rico da franquia. Foi chamado pelo próprio Metacritic de “o pior jogo de 2019 lançado por uma grande publisher”. Metascore 37.
#1 — Eternity: The Last Unicorn (PS4) — Metascore: 36
O pior jogo de 2019 veio de um lugar improvável: um action RPG desenvolvido pelo estúdio norueguês Void Studios, com mitologia nórdica como cenário e uma protagonista elfa em missão para salvar o último unicórnio. A premissa tinha o charme das aventuras de fantasia clássica dos anos 90 — e essa era claramente a intenção. A execução ficou longe do alvo: câmera com comportamento imprevisível que prejudicava o combate, sistema de batalha travado, design de fases genérico e uma qualidade técnica geral que ficava muito abaixo do mínimo esperado mesmo para um indie de orçamento modesto.
O jogo não era ofensivo nem provocativo — era simplesmente mal feito. Críticos descreveram como um produto que parecia inacabado, lançado sem o polimento que tornaria a experiência aceitável mesmo para os padrões mais tolerantes. A mitologia nórdica como pano de fundo ficou completamente desperdiçada. Metascore 36 — o mais baixo de qualquer jogo de 2019 com o número mínimo de avaliações profissionais.
Tabela resumo — Os 10 piores jogos de 2019 no Metacritic
| # | Jogo | Plataforma | Metascore |
|---|---|---|---|
| 1º | Eternity: The Last Unicorn | PS4 | 36 |
| 2º | Left Alive | PS4 | 37 |
| 3º | Blades of Time | Switch | 38 |
| 4º | Contra: Rogue Corps | Switch | 40 |
| 5º | Dollhouse | PS4 | 41 |
| 6º | WWE 2K20 | PS4 | 43 |
| 7º | FIFA 20: Legacy Edition | Switch | 43 |
| 8º | Submersed | PS4 | 44 |
| 9º | Generation Zero | PS4 | 45 |
| 10º | Narcos: Rise of the Cartels | PC | 46 |
Perguntas frequentes sobre os piores jogos do Metacritic
Qual é o jogo com a pior nota de todos os tempos no Metacritic?
O jogo com o menor Metascore confirmado com número suficiente de avaliações profissionais é Family Party: 30 Great Games Obstacle Arcade para Wii U, com Metascore 11. Se considerarmos jogos com poucas avaliações, Big Rigs: Over the Road Racing (2003) chegou a nota 8, mas sem atingir o número mínimo de críticas para entrar nos rankings oficiais.
O Metacritic inclui notas de usuários no Metascore?
Não. O Metascore é calculado exclusivamente com base em avaliações de críticos profissionais de veículos reconhecidos pelo Metacritic. As notas dos usuários formam o User Score, que aparece separado e frequentemente apresenta resultados bem diferentes — para melhor ou para pior.
Um jogo precisa de quantas avaliações para entrar no ranking anual do Metacritic?
Para as listas anuais de piores jogos, o Metacritic exige um mínimo de quatro avaliações de críticos profissionais (critério adotado a partir de 2024 para incluir também lançamentos mobile e VR). Edições anteriores exigiam sete avaliações. Jogos com menos críticas que o mínimo não são considerados, independentemente de quão baixa seja a nota.
Jogos ruins segundo o Metacritic são sempre ruins para todos os jogadores?
Não necessariamente. O Metacritic reflete a opinião da crítica especializada, que usa critérios técnicos e narrativos específicos. Alguns jogos com Metascore baixo têm bases de fãs dedicadas — seja por nostalgia, por humor involuntário ou por atender a um nicho específico que a crítica mainstream não representa. O User Score do Metacritic frequentemente diverge do Metascore por esse motivo.
Algum jogo com nota baixa no Metacritic conseguiu se recuperar depois?
Sim. O caso mais famoso é o No Man’s Sky, lançado em 2016 com Metascore 61 e User Score de 3.3 — considerado um dos maiores desapontamentos daquele ano. Após anos de atualizações gratuitas que transformaram completamente o jogo, ele se tornou um dos títulos mais bem avaliados pelos usuários do Steam e foi elogiado até por críticos que o haviam destruído no lançamento. O eFootball 2022 também passou por reformulação significativa, embora nunca tenha recuperado a reputação do formato PES.
Conclusão: o que os piores jogos do Metacritic têm em comum?
Olhando para todos esses casos ao longo dos anos, alguns padrões se repetem com frequência. Os piores jogos da história do Metacritic quase sempre compartilham pelo menos um desses fatores:
- Lançamento prematuro: produtos enviados ao mercado antes de estarem prontos, seja por pressão comercial, datas de lançamento fixas ou gestão de desenvolvimento falha.
- Ambição sem execução: promessas grandes que o desenvolvimento não conseguiu cumprir — jogos que prometiam mundos abertos, narrativas complexas ou mecânicas inovadoras e entregaram versões rasas de tudo isso.
- Licença desperdiçada: propriedades intelectuais populares colocadas em jogos sem cuidado, apostando que o nome venderia independentemente da qualidade.
- Ausência de controle de qualidade: bugs que deveriam ter sido encontrados meses antes do lançamento, mecânicas que claramente não foram testadas o suficiente.
O lado curioso de uma lista como essa é que ela funciona como um registro histórico da indústria. Os flopas do Metacritic são, à sua maneira, tão importantes quanto os clássicos: eles mostram onde as produtoras erraram, o que os jogadores rejeitaram e como os padrões de qualidade foram se transformando ao longo das gerações.
Se você quer ver o lado oposto da moeda — os jogos que mais fizeram sucesso em cada ano —, fique de olho nas nossas listas de melhores jogos aqui no PS Verso.

















































































