A série Mega Man X tem oito jogos na linha principal, e a distância entre o melhor e o pior deles é uma das maiores de qualquer franquia da Capcom. O Mega Man X original é consenso quase absoluto no topo, enquanto o X7 é apontado como o ponto mais baixo por praticamente todo veículo que já ranqueou a série.
Antes de mais nada, um esclarecimento que muda como esta lista foi montada: metade da série não tem nota individual no Metacritic. O site só passou a agregar avaliações a partir de 1999, e X, X2, X3 e X4 saíram entre 1993 e 1997. As notas que circulam por aí atribuindo 89 ou 80 a esses quatro jogos são, na verdade, a nota da coletânea Mega Man X Legacy Collection, que reúne todos eles num pacote só.
Por isso, o ranking abaixo combina o consenso da crítica especializada com as notas individuais onde elas existem, e deixa explícito quando o número vem da coletânea. Quem quiser começar pelo começo encontra no primeiro colocado o guia da ordem correta dos chefes de Mega Man X, que é o companheiro natural desta lista.
Abaixo estão os oito jogos do pior ao melhor, com plataformas atuais, tempo de campanha e o que cada um acertou ou errou.
| Posição | Jogo | Ano | Nota individual |
|---|---|---|---|
| 1º | Mega Man X | 1993 | Anterior ao Metacritic |
| 2º | Mega Man X4 | 1997 | Anterior ao Metacritic |
| 3º | Mega Man X2 | 1994 | Anterior ao Metacritic |
| 4º | Mega Man X3 | 1995 | Anterior ao Metacritic |
| 5º | Mega Man X5 | 2000 | 76 |
| 6º | Mega Man X8 | 2004 | 68 |
| 7º | Mega Man X6 | 2001 | 65 |
| 8º | Mega Man X7 | 2003 | 58 |
8. Mega Man X7
- Plataformas: PS2, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 2003
- Desenvolvedor: Capcom Production Studio 3
- Tempo de campanha: cerca de 5 horas
- Metascore: 58
É o jogo que quase matou a série, e o consenso da crítica é raramente tão unânime quanto aqui. A tentativa de levar Mega Man X para o 3D falhou nas duas frentes: os trechos tridimensionais têm câmera desajeitada e controles imprecisos, e as seções 2D remanescentes ficaram genéricas.
Há um problema estrutural ainda mais grave que os defeitos técnicos. O X7 tira o próprio X da jogabilidade inicial: ele começa bloqueado, e você precisa resgatar reploids para desbloqueá-lo. Colocar o protagonista da série no banco de reservas em favor do Axl, personagem novo e mal recebido, foi o tipo de decisão que a comunidade nunca perdoou.
Se você quer completar a série por obrigação, jogue. Fora isso, é o único título que dá para pular sem perder nada relevante da história.
7. Mega Man X6
- Plataformas: PS1, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 2001
- Desenvolvedor: Capcom Production Studio 3
- Tempo de campanha: cerca de 5 horas
- Metascore: 65
Este é o caso mais curioso da lista, porque divide a comunidade de forma radical. Ele aparece em último lugar em vários rankings de crítica e, ao mesmo tempo, tem defensores apaixonados que o colocam entre os melhores da série.
Os defeitos são reais e conhecidos. O jogo foi feito às pressas para aproveitar o embalo do X5, e o resultado aparece no design de fases: algumas são literalmente impossíveis de completar na forma básica, o que viola o princípio fundamental da série de permitir enfrentar os estágios em qualquer ordem. Outras são curtas e esquecíveis a ponto de nem registrar.
Existe um detalhe que a comunidade repete e que ilustra bem o problema: consta que a própria equipe de desenvolvimento chegou a se desculpar publicamente pela qualidade do jogo no material oficial de arte da série.
Por outro lado, a trilha sonora é boa, as armaduras são interessantes e a dificuldade extrema atrai quem gosta de desafio bruto. É um jogo defeituoso que ainda assim tem personalidade.
6. Mega Man X8
- Plataformas: PS2, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 2004
- Desenvolvedor: Capcom Production Studio 1
- Tempo de campanha: cerca de 5 horas
- Metascore: 68
Depois do desastre do X7, a Capcom recuou e entregou o que mais se parece com uma correção de rota. O X8 abandona o 3D como base e volta ao side-scroller, usando a terceira dimensão apenas como recurso visual e em trechos pontuais.
O maior acerto é o sistema de três personagens jogáveis, com X, Zero e Axl compondo duplas que podem ser trocadas em tempo real. É a melhor implementação de múltiplos protagonistas da série inteira, e resolve o problema que o X7 criou ao marginalizar o Axl.
Some a isso o sistema de armaduras customizáveis e desbloqueáveis mais interessantes que a média. O que falta é identidade própria: ele acerta em quase tudo sem empolgar em nada, e por isso ficou marcado como competente em vez de memorável.
É o último título da linha principal, e há mais de vinte anos a série não recebe uma continuação numerada. Se for mesmo o fim, ao menos foi um fim digno.
5. Mega Man X5
- Plataformas: PS1, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 2000
- Desenvolvedor: Capcom Production Studio 3
- Tempo de campanha: cerca de 4 horas
- Metascore: 76
É a maior nota individual da lista, e mesmo assim ocupa o meio do ranking, porque a crítica da época avaliava contra concorrentes diferentes dos que usamos hoje para comparar a série internamente.
O X5 foi concebido como encerramento da série, e isso se nota em tudo: ele é cheio de referências aos jogos anteriores e amarra arcos que vinham desde o primeiro. A ligação com a série Zero, que viria depois, começa aqui.
A grande divisão entre os fãs é o cronômetro. O jogo impõe uma contagem regressiva enquanto uma colônia espacial cai em direção à Terra, e o tempo restante afeta o desfecho. É um experimento corajoso que muita gente considera estressante em um jogo que já pede precisão.
O outro ponto de atrito é o sistema de peças, que adiciona uma camada de gerenciamento que complica sem acrescentar profundidade real. Fora esses dois pontos, as armaduras são sólidas, a trilha é ótima e os Mavericks são bem desenhados.
4. Mega Man X3
- Plataformas: SNES, PS1, Sega Saturn, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 1995 no Japão, 1996 no Ocidente
- Desenvolvedor: Capcom
- Tempo de campanha: cerca de 5 horas
- Nota: anterior ao Metacritic, coberto pela Legacy Collection
Encerra a trilogia de Super Nintendo e carrega o peso de vir depois de dois clássicos. É o mais polarizador dos três, e por motivos concretos.
O ponto alto indiscutível é a trilha sonora, considerada por muita gente a segunda melhor da série. Os Mavericks e seus estágios são divertidos, e aqui o Zero se torna jogável pela primeira vez.
Só que essa estreia do Zero vem com uma limitação severa: se ele morrer, você não pode mais usá-lo naquela partida inteira. É uma regra punitiva que desestimula justamente o recurso mais novo do jogo.
Há ainda o excesso de sistemas. Os chips de upgrade são quatro, mas você só pode equipar um, o que transforma exploração em escolha excludente. E os robôs de suporte aparecem tão pouco que parecem inacabados. É um bom jogo abafado por decisões de design questionáveis.
3. Mega Man X2
- Plataformas: SNES, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 1994 no Japão, 1995 no Ocidente
- Desenvolvedor: Capcom
- Tempo de campanha: cerca de 5 horas
- Nota: anterior ao Metacritic, coberto pela Legacy Collection
É a definição de sequência bem-feita: refina tudo que o original acertou sem inventar problema novo. Vários rankings o colocam em segundo ou terceiro, e a distância para o topo é pequena.
A grande adição é o sistema dos X-Hunters. Três caçadores rivais aparecem em estágios aleatórios ao longo do jogo, e derrotá-los libera as três partes do corpo do Zero. Encontrar todas muda o final, e essa é uma das poucas mecânicas de rejogabilidade real da era 16 bits.
O detalhe elegante é que a busca é totalmente opcional. Quem não gosta de caçar segredos simplesmente ignora e joga normalmente, com um desfecho diferente. Quem gosta tem motivo para revisitar.
Vale citar também o Shoryuken, resposta direta ao Hadouken do primeiro jogo e outro aceno ao crossover com Street Fighter. Também roda no chip Cx4, que permitia efeitos gráficos que o SNES normalmente não fazia.
2. Mega Man X4
- Plataformas: PS1, Sega Saturn, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: 1997
- Desenvolvedor: Capcom
- Tempo de campanha: cerca de 4 horas
- Nota: anterior ao Metacritic, coberto pela Legacy Collection
A transição da série para o PlayStation é, junto com o original, o consenso mais forte da crítica. Vários veículos internacionais colocam o X4 em primeiro lugar, à frente do próprio X1.
O motivo é uma decisão de design que nenhum jogo da série tinha tomado: duas campanhas completas e separadas. Você joga o jogo inteiro como X ou como Zero, com movesets, cutscenes e desfechos distintos. Não é um personagem alternativo em trechos pontuais, é o dobro de jogo.
O Zero aqui é a versão definitiva dele: combate corpo a corpo com a Z-Saber, técnicas específicas por fraqueza de chefe e um ritmo completamente diferente do tiroteio do X. Essa jogabilidade abriu caminho para a série Mega Man Zero inteira.
A Capcom também acertou ao não migrar para o 3D. O jogo mantém o 2D e usa o hardware do PlayStation para sprites maiores, cenários detalhados e animações em vídeo. É frequentemente citado entre os melhores jogos de plataforma do console, ao lado de nomes que você encontra em qualquer lista de melhores jogos da série Crash Bandicoot.
O ponto fraco apontado com mais frequência é a fortaleza final, curta e pouco inspirada, e uma trilha sonora que aposta em techno e não gruda como as dos jogos de SNES.
1. Mega Man X
- Plataformas: SNES, PC, PS4, Xbox One, Switch
- Lançamento: dezembro de 1993 no Japão, 1994 no Ocidente
- Desenvolvedor: Capcom
- Tempo de campanha: cerca de 4 horas
- Nota: anterior ao Metacritic, coberto pela Legacy Collection
Criado por Keiji Inafune e pelo artista Hayato Kaji como sucessor mais sombrio do Mega Man clássico, o primeiro X reinventou uma fórmula que já dava sinais de desgaste depois de seis jogos numerados no NES.
Três adições mudaram o gênero: o dash, o salto em parede e o sistema de armaduras coletáveis escondidas nas cápsulas do Dr. Light. Juntas, elas transformaram um jogo de plataforma linear em algo com mobilidade e exploração reais.
A abertura é o exemplo mais citado de design ensinando sem tutorial. A fase de rodovia apresenta movimentação, inimigos e o Vile numa luta que você não pode vencer, e o Zero aparece para salvar X. Nada disso é explicado por texto.
Os oito Mavericks continuam sendo os mais memoráveis da franquia, e a corrente de fraquezas entre eles é a mais bem calibrada de todos os jogos. Some a isso a trilha sonora, considerada por muitos a melhor da série inteira, e o Hadouken secreto, que mata qualquer inimigo com um golpe.
Se você vai jogar pela primeira vez ou revisitar, vale entrar sabendo a sequência certa de chefes e onde estão os upgrades, porque o jogo esconde muito mais do que aparenta.
Por Onde Começar na Série Mega Man X
Se a ideia é conhecer a franquia sem se frustrar, a recomendação é simples e segue a ordem de lançamento nos três primeiros:
- Mega Man X, para entender as bases e o motivo da série existir.
- Mega Man X2, que refina tudo sem exigir readaptação.
- Mega Man X4, que é o salto de geração e traz o Zero jogável de verdade.
Depois desses três, você já sabe se a série é para você. O X3 e o X5 são para quem quer continuar, o X8 é para quem quer ver como termina, e X6 e X7 ficam por conta própria.
Sobre onde jogar hoje, o caminho mais prático é a Mega Man X Legacy Collection, dividida em dois pacotes: o primeiro reúne X, X2, X3 e X4, e o segundo traz X5, X6, X7 e X8. Ambos estão em PS4, Xbox One, Switch e PC, e rodam nos consoles atuais por retrocompatibilidade.
As coletâneas incluem modo Rookie Hunter, que reduz o dano recebido e ajuda quem está começando, além do modo X Challenge, que coloca você contra dois chefes ao mesmo tempo. Há ainda uma galeria com arte de produção e material histórico. Se você joga em portátil, a série funciona bem no formato, assim como vários dos melhores jogos para o PlayStation Portal.
Perguntas Frequentes Sobre a Série Mega Man X
Qual o melhor jogo da série Mega Man X
O Mega Man X original de 1993 é o mais citado como melhor da série pela crítica especializada, seguido de perto pelo Mega Man X4. Os dois aparecem alternando entre primeiro e segundo lugar na maioria dos rankings internacionais.
Qual o pior jogo da série
O Mega Man X7, com folga e por consenso quase unânime. A tentativa de migrar para o 3D resultou em câmera problemática, controles imprecisos e a decisão de deixar o próprio X bloqueado no início do jogo.
Quantos jogos tem a série Mega Man X
São oito na linha principal, de Mega Man X a Mega Man X8. Fora deles existem spin-offs como a trilogia Xtreme para portáteis, o Command Mission em formato de RPG por turnos e o Mega Man X DiVE para celulares.
Por que alguns jogos aparecem com a mesma nota
Porque X, X2, X3 e X4 saíram antes de 1999 e não têm Metascore individual, já que o Metacritic ainda não existia. A nota que costuma ser atribuída a eles é a da coletânea Mega Man X Legacy Collection, que reúne os quatro num pacote só.
Preciso jogar na ordem
Não é obrigatório, mas ajuda. A história é contínua e vários acontecimentos importantes dependem de contexto anterior, principalmente a relação entre X, Zero e Sigma. Começar pelo primeiro é a experiência mais completa.
Onde jogar Mega Man X hoje
Pelas coletâneas Mega Man X Legacy Collection 1 e 2, disponíveis em PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Os oito jogos da linha principal estão divididos entre os dois pacotes, e ambos rodam nos consoles da geração atual.
Vai ter Mega Man X9
Não há anúncio oficial. O X8 é de 2004 e a linha principal está parada desde então, apesar de a Capcom ter mantido a franquia viva com coletâneas e com o jogo para celular. É um dos pedidos mais repetidos pela comunidade.









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