Os Melhores Jogos Metroidvania de Todos os Tempos


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Os melhores jogos metroidvania são sobre perseverança e descoberta: mundos que premiam quem explora cada canto e sente aquele progresso viciante a cada nova passagem aberta. Do indie obscuro ao clássico que fundou o gênero, reunimos os 43 melhores para jogar hoje, cada um com uma linha sobre onde encontrá-lo atualizada plataforma por plataforma.

Boa parte entrou na lista depois de passar pelo nosso teste: sempre que analisamos um jogo a fundo, deixamos o link do review na entrada. Comece pela tabela com o Top 10 e desça até o número 1.

O que é um jogo metroidvania

Um metroidvania é um jogo de ação e aventura, quase sempre em 2D, marcado por dois pilares: um mapa interconectado de exploração não linear e a progressão por habilidades que destravam áreas antes inacessíveis. Na prática, você explora, ganha um poder novo, como um pulo duplo ou um dash, e retorna a locais já visitados para alcançar o que estava fora do alcance, o famoso backtracking.

O nome metroidvania é a fusão de duas franquias que moldaram o formato: Metroid, que no NES abandonou a linearidade e apostou na exploração com upgrades permanentes, e Castlevania: Symphony of the Night, que no PlayStation somou um castelo aberto, elementos de RPG e progressão por níveis. Super Metroid, no Super Nintendo, poliu a base que praticamente todo título do gênero copia até hoje. Com o tempo o formato passou a aceitar até experiências em 3D, mas os pilares seguem os mesmos: mapa amplo e interligado, backtracking recompensado e evolução constante do personagem. Veja abaixo os que mais se destacam.

Ranking dos melhores jogos metroidvania

# Jogo Desenvolvedor Plataformas Ideal para
1 Dead Cells Motion Twin PC, PS, Xbox, Switch, celular Ação roguelite viciante e sem fim
2 Hollow Knight Team Cherry PC, PS, Xbox, Switch O metroidvania indie definitivo
3 Cave Story Pixel PC, Switch Clássico indie com história tocante
4 Ori and the Blind Forest Moon Studios PC, Xbox, Switch Beleza visual e emoção
5 Bloodstained: Ritual of the Night ArtPlay PC, PS, Xbox, Switch Herdeiro direto de Symphony of the Night
6 Shantae: Half-Genie Hero WayForward PC, PS, Xbox, Switch Diversão colorida e acessível
7 SteamWorld Dig 2 Image & Form PC, PS, Xbox, Switch Mineração e progressão recompensadora
8 Guacamelee! 2 DrinkBox Studios PC, PS, Xbox, Switch Combate de wrestling e cooperativo
9 Supraland Supra Games PC, PS, Xbox, Switch Puzzles em 3D e primeira pessoa
10 Owlboy D-Pad Studio PC, PS, Xbox, Switch Pixel art, voo e clima mais leve

43. Aeterna Noctis

Aeterna Noctis metroidvania de plataforma desafiadora com o Rei das Trevas

Aeterna Noctis é uma aventura de ação e plataforma não linear em que você assume o papel do Rei das Trevas em uma missão para recuperar suas habilidades perdidas. Desenvolvido pelo estúdio espanhol Aeternum Game Studios, ele espalha suas 16 áreas por um universo vasto e interligado, cheio de desafios e missões que se abrem conforme você evolui. O grande atrativo, e também a grande barreira, é a dificuldade: a plataforma é exigente ao ponto de rivalizar com os metroidvanias mais punitivos do mercado. A história esconde camadas mais profundas do que aparenta, recompensando quem persiste até o fim. É um prato cheio para veteranos do gênero que buscam um teste de habilidade de verdade. Confira nossa análise completa no review de Aeterna Noctis.

Onde jogar hoje: PS4, PS5, Xbox, Nintendo Switch e PC.

42. FIST: Forged in Shadow Torch

FIST Forged in Shadow Torch metroidvania com coelho e punho mecânico gigante

FIST: Forged in Shadow Torch joga o jogador em Torch City, uma metrópole antes animada e habitada por animais que foi tomada por uma legião de máquinas. Você controla Rayton, um coelho veterano de guerra que veste de volta o uniforme ao descobrir que seus amigos foram presos. O trunfo é o arsenal 2.5D: um punho mecânico gigante, brocas e chicotes que você alterna para resolver tanto combate quanto plataforma. Cada arma abre caminhos e estilos de luta diferentes, e descobrir a ferramenta certa para cada situação é parte da graça. Espere muito combate, quebra-cabeças e exploração num mundo com estética dieselpunk marcante. Veja mais no nosso review de FIST: Forged in Shadow Torch.

Onde jogar hoje: PS4, PS5, Xbox, Nintendo Switch e PC.

41. Infernax

Infernax metroidvania de terror retrô com decisões morais

Infernax não é um metroidvania típico. Com uma pegada de terror retrô que lembra os Castlevania de NES, ele mistura a exploração clássica do gênero com um sistema de decisões morais que altera diretamente o final da história. Suas escolhas afetam o mundo, os chefes e os caminhos que se abrem, o que dá ao jogo uma rejogabilidade que a maioria dos pares não tem. A violência gráfica e a dificuldade old-school reforçam o clima sombrio e o desafio. Há um mundo aberto repleto de áreas secretas para descobrir, recompensando quem explora cada canto. É uma ótima escolha para quem quer terror, nostalgia de 8 bits e consequências reais nas mãos.

Onde jogar hoje: PS4, PS5, Xbox, Nintendo Switch e PC.

40. Shadow Complex

Shadow Complex metroidvania de ação sci-fi em perspectiva 2.5D

Shadow Complex é um metroidvania de ação em perspectiva 2.5D que chegou para revigorar o gênero quando ele parecia esquecido pelas grandes editoras. A trama acompanha Jason, que ao explorar cavernas com sua companheira Claire a vê desaparecer, descobrindo em seguida um enorme complexo subterrâneo cheio de soldados. Para resgatá-la e escapar, ele precisa vasculhar o bunker eliminando inimigos e coletando equipamentos avançados que destravam novas áreas do mapa. A mistura de tiro com mira livre e exploração deu ao jogo alguns dos melhores gráficos que o gênero tinha visto na época. Foi um dos títulos mais vendidos do Xbox Live Arcade e ganhou uma versão remasterizada anos depois. Envelheceu bem como um exemplo de metroidvania de ação com produção de peso.

Onde jogar hoje: Xbox e PC (Shadow Complex Remastered).

39. Grime

Grime metroidvania soulslike com buraco negro que absorve inimigos

Se você procura um metroidvania desafiador com forte pegada soulslike e uma narrativa estranha, Grime merece a chance. Você controla uma criatura de aparência escultural com um buraco negro no lugar da cabeça, e a mecânica central gira em torno de absorver inimigos com esse buraco para recuperar recursos e fortalecer o personagem. O mundo é grotesco e surreal, povoado por personagens bizarros que revelam aos poucos um lore intrigante. A jogabilidade combina exploração, saltos de plataforma e batalhas contra chefes que concedem novos poderes. Do lado souls, você passa tempo na tela de inventário ajustando itens, armaduras e atributos antes de cada grande confronto. É uma experiência coesa para quem gosta de desafio com identidade visual única.

Onde jogar hoje: PS4, PS5, Xbox, Nintendo Switch e PC.

38. Bloodstained: Curse of the Moon

Bloodstained Curse of the Moon com visual clássico estilo NES

Bloodstained: Curse of the Moon é o spin-off retrô da franquia de Koji Igarashi, pensado como uma homenagem direta ao Castlevania da era NES. Você assume o papel do caçador de demônios Zangetsu, que se aventura por um castelo enorme para destruir o monstro que tomou sua casa. Ao longo do caminho, membros de grupo com habilidades únicas se juntam a você, e alternar entre eles é a chave para superar lacaios e resolver a travessia. Visualmente ele abraça o pixel art de 8 bits, mas com design de fases moderno e múltiplos finais. É camp, gótico e difícil na medida certa. Quem curte encontra ainda a sequência, Curse of the Moon 2, que expande a fórmula.

Onde jogar hoje: PS4, PS5, Xbox, Nintendo Switch e PC.

37. Salt and Sanctuary

Salt and Sanctuary metroidvania soulslike em 2D

Salt and Sanctuary é frequentemente descrito como um Dark Souls em duas dimensões, e a comparação faz jus ao que a Ska Studios entregou. Você controla um marinheiro naufragado em uma ilha sombria e desconhecida, obrigado a sobreviver sozinho entre armadilhas e inimigos hostis. O combate é implacável e baseado em timing, com esquivas e ataques bem calculados fazendo toda a diferença entre viver e voltar ao último santuário. A árvore de habilidades profunda e a variedade de armas e builds dão ao jogo uma camada de RPG robusta, rara no formato 2D. A exploração interligada e os atalhos que se abrem reforçam a essência metroidvania. É a pedida certa para quem quer a brutalidade souls com a estrutura de exploração do gênero.

Onde jogar hoje: PS4, PS5, Xbox, Nintendo Switch e PC.

36. Castlevania: Portrait of Ruin

Castlevania Portrait of Ruin com pinturas que funcionam como portais no Nintendo DS

Castlevania: Portrait of Ruin é um dos capítulos da série no Nintendo DS e mantém o conflito clássico entre o clã Belmont e as forças de Drácula, agora ambientado em plena Segunda Guerra Mundial. A grande sacada de design são as pinturas espalhadas pelo castelo, que funcionam como portais para cenários completamente distintos, do Egito a vilas assombradas. Isso quebra a monotonia de explorar um único castelo e multiplica a variedade de ambientes. Outro destaque é o sistema de dois personagens jogáveis, Jonathan e Charlotte, que você alterna para combinar ataques físicos e magia, tanto em combate quanto na travessia. A exploração e o backtracking constantes são exatamente o que define a experiência metroidvania. É um dos Castlevania portáteis mais criativos da fase Igavania.

Onde jogar hoje: Nintendo DS original ou via emulação.

35. Castlevania: Order of Ecclesia

Castlevania Order of Ecclesia com a protagonista Shanoa e o sistema de glifos

Order of Ecclesia é um dos últimos e mais celebrados Castlevania da era Nintendo DS, ambientado depois dos eventos de Symphony of the Night. Com o clã Belmont desaparecido, ordens são criadas para deter Drácula caso ele retorne, e você controla Shanoa, uma promissora membro da ordem Ecclesia que perde memórias e emoções após um ritual interrompido. A mecânica central é o sistema de glifos, que você absorve dos inimigos e combina para criar ataques e magias, dando grande liberdade de build. Diferente de outros jogos da série, boa parte da aventura acontece fora do castelo, em fases variadas antes do confronto final. A dificuldade elevada e o design de chefes marcante o tornam favorito entre os fãs. É Igavania em uma de suas formas mais refinadas.

Onde jogar hoje: Nintendo DS original ou via emulação.

34. Ender Lilies: Quietus of the Knights

Ender Lilies Quietus of the Knights gameplay

Os estúdios Live Wire e Adglobe assinam um dos metroidvanias sombrios mais queridos da geração recente. Em Ender Lilies: Quietus of the Knights, você controla Lily, uma jovem sacerdotisa que desperta num reino apodrecido pela Chuva Mortal e purifica os cavaleiros caídos que enfrenta. Essa é a espinha do jogo: o sistema de Espíritos, em que cada chefe derrotado vira uma habilidade de ataque que você equipa e alterna livremente durante o combate.

A exploração melancólica e a dificuldade que perdoa na medida certa lembram Hollow Knight, enquanto a trilha do estúdio Mili carrega boa parte da carga emocional. Quem terminar e quiser continuar tem a sequência direta, Ender Magnolia: Bloom in the Mist, que refina a mesma fórmula. Antes de começar, vale ver o review de Ender Lilies para entender por que ele conquistou tanta gente.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com presença no Game Pass.

33. Souldiers

Souldiers gameplay pixel art

O estúdio Retro Forge entrega em Souldiers um épico em pixel art 16-bit que esconde uma surpresa logo na abertura: você escolhe entre três classes, Soldado, Arqueiro e Mago, e cada uma reescreve o ritmo do combate e da exploração. A história leva um pelotão inteiro a Terragaya, uma terra mística na fronteira entre a vida e a morte, onde ninguém percebeu que já morreu.

O charme está na densidade: masmorras longas, puzzles ambientais e uma quantidade de conteúdo que rivaliza com jogos muito maiores. Essa mesma ambição é o ponto fraco para alguns, já que a aventura se estende bastante e a dificuldade não faz cerimônia. Se quiser saber se ele combina com você, o review de Souldiers destrincha os prós e contras.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

32. Strider

Strider Hiryu jogo metroidvania

Nascido como clássico de arcade da Capcom, Strider voltou repaginado pelas mãos do estúdio Double Helix Games numa versão que finalmente encaixa a série no gênero. O ninja Hiryu corta tudo com o Cypher, sua espada de plasma, num ritmo tão veloz que o jogo parece um corredor de ação disfarçado de metroidvania.

O que o mantém no gênero é o sistema de progressão baseado em habilidades: novos poderes abrem áreas antes bloqueadas de Kazakh City e incentivam o retorno constante ao mapa. É puro espetáculo arcade, rápido e cheio de portões coloridos para revisitar mais tarde. Não espere a profundidade narrativa dos grandes nomes da lista, mas poucos metroidvanias entregam essa sensação de velocidade e fluidez.

Onde jogar hoje: PC, PS4 e Xbox One.

31. Metroid: Zero Mission

Metroid Zero Mission Samus Aran

A Nintendo R&D1 reimaginou o Metroid original do NES e entregou, no Game Boy Advance, aquele que muitos consideram o ponto de entrada perfeito na franquia. Zero Mission acompanha a caçadora Samus Aran em sua primeira incursão ao planeta Zebes, agora com mapa, visuais e ritmo modernizados.

O grande truque vem no final: depois de aparentemente terminar a missão, Samus perde o equipamento e você atravessa Chozodia apenas com a Zero Suit, num segmento de furtividade tenso que reinventa a reta final. É curto, elegante e um dos remakes mais bem resolvidos que a Nintendo já fez.

Onde jogar hoje: Nintendo Switch, pelo catálogo de Game Boy Advance do Nintendo Switch Online.

30. Castlevania: Dawn of Sorrow

Castlevania Dawn of Sorrow Soma Cruz

Primeiro Castlevania da Konami no Nintendo DS, Dawn of Sorrow continua a história de Soma Cruz logo após Aria of Sorrow, quando um culto passa a caçá-lo para libertar um novo senhor das trevas. O coração do jogo é o sistema Tactical Soul, que permite absorver as almas dos inimigos derrotados e transformá-las em dezenas de habilidades, moldando o seu estilo de combate.

A única herança datada do portátil eram os Magic Seals, selos que exigiam desenhar padrões na tela sensível ao toque, hoje suavizados nas versões modernas. E é aí que mora a boa notícia: antes preso ao DS, ele voltou na Castlevania Dominus Collection, ao lado de Portrait of Ruin e Order of Ecclesia, o que finalmente tornou o clássico fácil de jogar em hardware atual.

Onde jogar hoje: PC, PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, dentro da Castlevania Dominus Collection.

29. Ori and the Will of the Wisps

Ori and the Will of the Wisps cenário

A Moon Studios repetiu e superou a dose de beleza de Blind Forest nesta continuação, que começa quando Ori tenta criar Ku, uma coruja órfã de asa ferida. Em Ori and the Will of the Wisps, a grande evolução é o combate: no lugar do foco quase exclusivo em plataforma do primeiro jogo, entram armas de corpo a corpo, disparos e os Fragmentos de Espírito, que funcionam como uma árvore de melhorias personalizável.

Cada bioma transborda detalhe, e o simples ato de mover Ori pelo cenário continua sendo uma alegria tátil. É também uma das raras aventuras do gênero capazes de arrancar lágrimas, provando que emoção e desafio convivem bem. Quem jogou o antecessor encontra aqui um salto claro de escopo, ambição e polimento.

Onde jogar hoje: PC, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com acesso pelo Game Pass; a série segue sem versão para PlayStation.

28. Metroid Dread

Metroid Dread Samus enfrentando EMMI

Desenvolvido pela espanhola MercurySteam em parceria com a Nintendo, Metroid Dread trouxe a série 2D de volta com força depois de anos de hiato, dando sequência direta aos eventos de Metroid Fusion. Samus explora o planeta ZDR num fluxo de movimento rápido e preciso, com contra-ataques certeiros que dão ritmo a cada combate.

A assinatura do jogo são os E.M.M.I., robôs quase indestrutíveis que patrulham setores específicos e transformam a exploração em perseguições de puro suspense, já que ser detectado costuma significar morte instantânea. Essa tensão constante moderniza a fórmula clássica sem trair o que faz Metroid ser Metroid, resultando num dos melhores capítulos recentes da franquia.

Onde jogar hoje: Nintendo Switch, também jogável no Nintendo Switch 2.

27. Castlevania: Symphony of the Night

Castlevania Symphony of the Night Alucard

Poucos jogos moldaram tanto o gênero quanto este marco da Konami, que ao lado de Super Metroid deu nome ao “vania” de metroidvania. Herdeiro de Rondo of Blood, Castlevania: Symphony of the Night coloca o dhampir Alucard para explorar livremente o castelo de Drácula, com progressão de RPG por níveis, equipamentos e magias.

A grande cartada é o castelo invertido, uma reviravolta que praticamente duplica o mapa quando você acha que chegou ao fim. Trilha sonora inesquecível, atmosfera gótica e um senso de descoberta que envelheceu muito bem explicam por que ele ainda é citado como o topo do gênero por boa parte dos fãs.

Onde jogar hoje: PS4 e PS5 na coletânea Castlevania Requiem, além de versões para celulares iOS e Android.

26. Super Metroid

Super Metroid Samus em Zebes

Obra-prima da Nintendo no Super Nintendo, Super Metroid é o molde que praticamente todo metroidvania moderno copia até hoje. Samus retorna a Zebes para resgatar uma cria de Metroid roubada por piratas espaciais, numa aventura de exploração, upgrades e solidão atmosférica que definiu o ritmo do gênero.

Foi aqui que a série refinou o minimapa, a mira em múltiplas direções e um traçado de mundo tão bem desenhado que deu origem à cultura do sequence breaking, em que jogadores exploram o cenário para quebrar a ordem prevista das habilidades. Décadas depois, o silêncio opressor de Zebes e a precisão dos controles seguem servindo de referência para desenvolvedores do mundo todo.

Onde jogar hoje: Nintendo Switch, pelo catálogo de Super Nintendo do Nintendo Switch Online.

25. Dandara

Dandara metroidvania brasileiro

Orgulho nacional, o estúdio brasileiro Long Hat House criou um metroidvania que troca o pulo por uma ideia radical: em Dandara, você se teletransporta entre superfícies, disparando de parede em parede num mundo que gira ao seu redor. A protagonista é inspirada em Dandara dos Palmares, e toda a ambientação bebe da mitologia e da história brasileiras.

Estranha no começo, a movimentação vira uma dança fluida assim que o cérebro se ajusta à falta de “cima” e “baixo” fixos. A Trials of Fear Edition ampliou o mapa, a história e as habilidades sem custo extra, deixando o pacote ainda mais generoso e uma das propostas mais originais de todo o gênero.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One, Nintendo Switch, iOS e Android.

24. Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth

Record of Lodoss War Deedlit in Wonder Labyrinth gameplay

Assinado pelo Team Ladybug, o mesmo time de Touhou Luna Nights, Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth é uma carta de amor a Symphony of the Night com um dos pixel arts mais bonitos do gênero. Você controla a elfa Deedlit por um labirinto interconectado povoado por aliados e inimigos de seu passado.

O sistema que dá identidade ao combate é a troca entre os espíritos elementais Sylph, do vento, e Salamander, do fogo: alternar entre eles absorve projéteis do elemento ativo e muda por completo a forma de encarar cada chefe. Ao contrário do que dizia sua fase de testes, o jogo há tempos saiu do acesso antecipado na versão completa, com seis fases, modos boss rush e new game+ e legendas em português. Para os detalhes, o review de Record of Lodoss War cobre tudo.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com presença no Game Pass.

23. The Mummy Demastered

The Mummy Demastered run and gun

A WayForward pegou uma licença improvável, o reboot cinematográfico de A Múmia, e fez dela um run-and-gun 16-bit muito melhor do que o filme que o originou. Você encara ondas de mortos-vivos como um agente sem nome do Prodigium, atirando e explorando um mapa cheio de segredos.

A sacada que define o jogo é a morte: quando você cai, não reaparece no mesmo ponto, você assume um novo soldado do zero e precisa caçar seu antigo eu, agora reanimado e carregando todo o seu equipamento, para recuperar o que era seu. É direto, difícil na medida e um dos melhores atiradores do gênero para quem gosta de combate à distância.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

22. Aggelos

Aggelos metroidvania colorido

Assinado pela Storybird Games, Aggelos é o metroidvania de entrada por excelência: colorido, direto e claramente inspirado nos clássicos de plataforma 16-bit da linhagem de Wonder Boy. Você explora um reino de fantasia coletando itens e habilidades que abrem novos caminhos, sem a punição hardcore que costuma dominar o gênero.

O charme está no equilíbrio: inimigos gordinhos, cenários ensolarados e uma curva de dificuldade amigável que não afasta iniciantes, com um modo difícil reservado para quem quer mais desafio. Some a isso uma trilha sonora cativante e umas dez horas bem ritmadas, e você tem o petisco perfeito do gênero para relaxar.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

21. Alwa’s Awakening

Alwa's Awakening estilo NES

A sueca Elden Pixels construiu Alwa’s Awakening como uma homenagem tão fiel ao NES que ele poderia passar por um cartucho perdido da era 8-bit. Você guia a heroína Zoe por mais de 400 salas interconectadas em busca dos cristais que protegem o reino de Alwa.

A identidade vem da varinha mágica, que conjura blocos, bolhas flutuantes e projéteis usados tanto para combate quanto para alcançar plataformas antes impossíveis. Não jogue pela história, que é enxuta, mas pela satisfação de dominar uma movimentação deliberadamente travada no ritmo dos jogos de antigamente, feita para quem sente saudade da precisão old-school.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

20. La-Mulana 2

La-Mulana 2 exploração de ruínas

A japonesa Nigoro faz de La-Mulana 2 um dos metroidvanias mais punitivos e recompensadores que existem, uma caça ao tesouro no espírito de Indiana Jones repleta de ruínas milenares. A protagonista Lumisa explora uma tumba gigantesca decifrando tabuletas e enigmas ambientais que quase nunca entregam a resposta de bandeja.

Aqui o perigo raramente são só os inimigos: o próprio cenário está cheio de armadilhas e surpresas mortais que nenhuma habilidade adquirida resolve por você. O jeito é aprender na base da tentativa e erro, de novo e de novo, até que a lógica do lugar finalmente se revele, numa das experiências mais densas do gênero.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

19. Gato Roboto

Gato Roboto gata em armadura

O estúdio Doinksoft tem provavelmente o melhor argumento de venda da lista para Gato Roboto: você joga como uma gata. A felina Kiki pilota uma armadura mecânica para atirar e enfrentar inimigos, mas o pulo de gênio é poder abandonar o traje e virar um gato ágil, capaz de se espremer por passagens que a máquina jamais alcançaria.

Curtinho e monocromático, com aquele charme visual de Game Boy, ele alterna combate preciso e pequenos quebra-cabeças de navegação num cenário feito de cavernas. O esquema de controle é responsivo e a brincadeira nunca se estende além da conta, o que faz dele uma ótima porta de entrada no gênero.

Onde jogar hoje: PC e Nintendo Switch.

18. Blasphemous

Blasphemous o Penitente

Toda vez que parece que o gênero esgotou os temas, aparece algo como Blasphemous, da espanhola The Game Kitchen, que mergulha na iconografia católica mais sombria para criar um pesadelo barroco de culpa e penitência. O Penitente empunha a espada Mea Culpa contra hordas de criaturas amaldiçoadas, com fogueiras servindo de checkpoint num claro aceno aos soulslike.

A direção de arte é fantástica, cheia de cenários grotescos e um design de chefes memorável que sustenta o jogo mesmo quando a jogabilidade pende para o convencional. Se você procura um metroidvania em que cada nova sala revela algo perturbador e único, ele se destaca com folga da concorrência.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

17. Dust: An Elysian Tail

Dust An Elysian Tail combate

Obra quase inteiramente solo de Dean Dodrill sob o selo Humble Hearts, Dust: An Elysian Tail é o metroidvania ideal para quem valoriza história acima de maestria mecânica. Você controla Dust, um guerreiro amnésico acompanhado da espada falante Ahrah e da fadinha Fidget, num mundo 2D de inspiração asiática desenhado à mão.

O combate aposta num beat ‘em up de rolagem lateral fluido e vistoso, com combos longos que nunca chegam a frustrar, no espírito dos clássicos japoneses de ação. Há bastante para explorar e algum retrocesso opcional, mas você pode focar na trama sem culpa, o que o torna um excelente ponto de partida para novatos.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

16. Touhou Luna Nights

Touhou Luna Nights Sakuya

Do mesmo Team Ladybug de Record of Lodoss War, Touhou Luna Nights é um spin-off da série de bullet hell Touhou que você não precisa conhecer para amar. A camareira Sakuya explora o cenário com uma habilidade central que define tudo: o poder de parar e desacelerar o tempo, essencial tanto para sobreviver a chuvas de projéteis quanto para atravessar seções impossíveis.

Mais do que “use a habilidade para abrir o caminho”, ele investe em quebra-cabeças criativos que exploram essa manipulação temporal de formas engenhosas. E ainda ostenta um dos pixel arts mais suaves e bonitos do gênero, o que já seria motivo suficiente para experimentar.

Onde jogar hoje: PC, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

15. Sundered

Sundered arte desenhada à mão

A canadense Thunder Lotus Games imprime em Sundered sua marca registrada, uma arte desenhada à mão de tirar o fôlego, e a combina com um nível de caos raro no gênero. A qualquer momento a tela pode se encher de inimigos, exigindo reflexo e sangue-frio para atravessar as hordas de horrores lovecraftianos.

A progressão gira em torno de uma decisão central: corromper ou resistir, escolhendo entre potencializar habilidades com poderes malignos ou preservar a pureza da protagonista Eshe. O foco pesado no combate pode soar repetitivo às vezes, mas num gênero que celebra tentar de novo, a sensação de progresso palpável compensa bem.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

14. The Messenger

The Messenger ninja

O Sabotage Studio prega uma peça deliciosa em The Messenger: ele começa como um jogo de plataforma de ação linear, inspirado em Ninja Gaiden, e só se revela um metroidvania na metade da jornada. Você encarna um ninja em busca de entregar um pergaminho, armado de espada, gancho e da habilidade que dá liga a tudo.

Essa habilidade é o Cloudstep: ao acertar qualquer coisa no ar com a espada, você ganha um novo pulo, o que transforma o deslocamento numa dança acrobática viciante. A troca entre visuais 8-bit no presente e 16-bit no futuro é um truque esperto, e o roteiro afiado, cheio de humor, entrega bem mais do que a premissa sugeria.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

13. Iconoclasts

Iconoclasts Robin mecânica

Fruto de quase uma década de trabalho solo de Joakim Sandberg, Iconoclasts esconde uma história bem mais sombria do que seu visual colorido sugere. Você joga como Robin, uma mecânica perseguida por consertar máquinas sem licença num mundo dominado por uma teocracia opressora.

A estrela da jogabilidade é a chave inglesa multiuso, usada tanto para golpear inimigos quanto para resolver quebra-cabeças ambientais, já que o foco está em usar bem o que você tem, e não em acumular habilidades novas. Some a isso lutas contra chefes genuinamente inventivas e ferramentas versáteis, e você terá uma aventura divertida do início ao fim, com um protagonista fácil de amar.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

12. Axiom Verge

Axiom Verge planeta alienígena

Feito quase inteiramente por uma pessoa, Thomas Happ, Axiom Verge é a mais fiel carta de amor a Super Metroid que o gênero já produziu. Você acorda como o cientista Trace, preso no planeta alienígena orgânico de Sudra, cercado por tecnologia estranha e criaturas hostis.

O que o separa de uma simples cópia é a Address Disruptor, uma arma que “glitcha” o próprio jogo, corrompendo inimigos e revelando passagens escondidas em paredes aparentemente sólidas. Entre transformar-se numa espécie de ácaro alienígena e desbloquear um arsenal criativo de armas, ele reimagina o clássico com surpresas próprias, e quem gostar encontra continuidade direta em Axiom Verge 2.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One e Nintendo Switch.

11. Yoku’s Island Express

Yoku's Island Express pinball metroidvania

A dupla sueca do estúdio Villa Gorilla teve uma ideia improvável e a executou com maestria: fundir metroidvania com pinball. Você controla Yoku, um besouro rola-bosta que também é o novo carteiro de uma ilha paradisíaca e, como não pula, se locomove empurrando uma bola presa a si por flippers espalhados pelo cenário.

Esse mapa interconectado no melhor estilo do gênero, mas navegado inteiramente por mesas de pinball, já seria uma façanha por si só. A física é surpreendentemente precisa e cada nova área desbloqueada recompensa a curiosidade com segredos e coletáveis. Some a isso uma ambientação ensolarada que evoca os filmes do Studio Ghibli, e Yoku vira o refúgio perfeito para quando você quiser algo leve e diferente.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

10. Owlboy

Owlboy garoto-coruja voando

Nascido de quase uma década de dedicação da norueguesa D-Pad Studio, Owlboy ostenta uma das pixel arts mais deslumbrantes já feitas. Você joga como Otus, um garoto-coruja mudo que voa livremente pelos céus de um mundo suspenso em ilhas flutuantes.

No lugar de armas próprias, a mecânica central é carregar seus companheiros no ar: cada aliado resgatado atira ou age de um jeito diferente, e você alterna entre eles em pleno voo para resolver combates e quebra-cabeças. O resultado é um metroidvania mais suave e narrativo, na linha dos grandes jogos de plataforma da era 16-bit. A navegação ocasionalmente frustra, mas a apresentação exuberante compensa, o que o torna ideal para quem valoriza atmosfera e história acima da dificuldade pura.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

9. Supraland

Supraland metroidvania em primeira pessoa

Enquanto o gênero transborda de plataformas 2D em pixel art, o estúdio Supra Games foi na direção oposta com Supraland, um metroidvania em primeira pessoa e 3D. Você controla um bonequinho de brinquedo explorando uma caixa de areia literal no quintal de uma criança, misturando influências declaradas de Zelda, Portal e Metroid.

O foco não é combate, e sim exploração e quebra-cabeças: sua arma de raios e diversos gadgets servem menos para lutar e mais para destravar caminhos e resolver enigmas engenhosos espalhados pelo cenário. Muitos deles são tão inventivos que você às vezes precisa parar e pensar de verdade, sem mapa ou guia para segurar sua mão. É praticamente sem concorrência na proposta, um sandbox de descoberta em primeira pessoa recheado de segredos que premia a curiosidade a cada esquina.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

8. Guacamelee! 2

Guacamelee 2 luchador Mexiverse

A canadense DrinkBox Studios faz de Guacamelee! 2 um dos metroidvanias mais bonitos e divertidos que existem, uma explosão de cores inspirada no folclore mexicano que os fãs apelidaram de Mexiverse. Você encarna o luchador Juan e encara o combate com golpes de wrestling, combinados à troca instantânea entre os mundos dos vivos e dos mortos.

Essa alternância dimensional não serve só ao combate: ela é peça central dos quebra-cabeças de plataforma, revelando ou escondendo o cenário conforme o mundo ativo. Você também pode virar uma galinha, o que soa bobo até se tornar essencial para alcançar passagens estreitas. Com humor afiado, melhorias de qualidade de vida sobre o primeiro jogo e cooperativo local para até quatro jogadores, é o tipo de sequência com a qual é impossível errar.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

7. SteamWorld Dig 2

SteamWorld Dig 2 mineração steampunk

O grande truque da série da sueca Image & Form é inverter a lógica do gênero: em vez de descobrir um mapa pronto, você cava o seu próprio caminho através do subsolo. Como a robô Dorothy, desce cada vez mais fundo num mundo steampunk atrás de Rusty, o protagonista do primeiro Dig, minerando recursos que financiam suas melhorias.

No lugar de acumular equipamentos, o foco está numa árvore de habilidades bem pensada e num fluxo de atualizações que você mesmo modifica conforme joga. Vender minérios na superfície e reinvestir no personagem cria um ciclo viciante de “só mais uma descida”. O tema otimista e a curva de dificuldade justa tornam a experiência quase aconchegante, até sua lâmpada começar a ficar sem óleo e você disparar de volta à superfície para reabastecer.

Onde jogar hoje: PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

6. Shantae: Half-Genie Hero

Shantae Half-Genie Hero meia-gênia

A WayForward, especialista em plataformas 2D, capricha em Shantae: Half-Genie Hero numa animação desenhada à mão de qualidade rara, algo que faz toda a diferença num gênero em que você passa horas de olho no personagem. A meia-gênia Shantae ataca com o próprio cabelo roxo, está sempre em movimento e é simplesmente uma alegria de controlar.

A travessia se apoia nas transformações em animais, ativadas por dança, cada uma abrindo caminhos diferentes, não muito longe do que Super Mario Odyssey faria depois com seus chapéus. Elefante, macaco, caranguejo e companhia transformam o backtracking em algo prazeroso em vez de tarefa. É diversão colorida e descomplicada para algumas horas, com um modo hardcore reservado a quem quiser um teste de verdade.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One e Nintendo Switch.

5. Bloodstained: Ritual of the Night

Bloodstained Ritual of the Night Miriam

A ArtPlay entregou em Bloodstained: Ritual of the Night o sucessor espiritual definitivo de Symphony of the Night, e não por acaso: quem dirige o projeto é Koji Igarashi, o mesmo produtor por trás do clássico da Konami. Você controla Miriam, uma órfã cujo corpo está sendo lentamente cristalizado por uma maldição, explorando um castelo demoníaco imenso.

A alma do jogo é o sistema de Shards, fragmentos de poder extraídos dos inimigos derrotados que concedem magias, invocações e habilidades passivas, num leque de personalização enorme. Camp, gótico e recheado de chefes difíceis, ele é tão fiel à fórmula que ganhou um jogo companheiro em 8-bit, Bloodstained: Curse of the Moon, para quem quiser um sabor mais retrô. É um must-have absoluto do gênero.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

4. Ori and the Blind Forest

Ori and the Blind Forest floresta

A Moon Studios estreou com um dos metroidvanias mais bonitos e comoventes já feitos, uma fábula pintada à mão sobre um pequeno espírito da floresta que parte para restaurar uma terra moribunda. Cada bioma de Ori and the Blind Forest transborda detalhe, e o simples ato de mover Ori pelo cenário já é uma alegria tátil.

A companheira de luz Sein dá liga ao combate, enquanto habilidades como o Bash, que rebate projéteis e arremessa Ori pelo ar, criam quebra-cabeças de movimento engenhosos. Poucos jogos do gênero provam com tanta força que exploração e emoção convivem, e quem terminar tem a sequência Ori and the Will of the Wisps à espera, num nível igualmente alto.

Onde jogar hoje: PC, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com acesso pelo Game Pass; assim como a sequência, segue sem versão para PlayStation.

3. Cave Story

Cave Story soldado robô

Feito sozinho ao longo de cinco anos pelo desenvolvedor japonês conhecido como Pixel (Daisuke Amaya), Cave Story é uma lenda do cenário indie que precede a própria popularização do gênero. Você joga como um soldado robô amnésico que desperta numa caverna e acaba defendendo justamente as criaturas que fora enviado para exterminar.

O que dá identidade ao combate é o sistema de armas que sobem de nível conforme você acumula experiência, mas que regridem quando você toma dano, exigindo cuidado constante. Enorme para um projeto solo, com salas variadas e uma história tocante, ele está disponível de graça em sua versão original ou na caprichada Cave Story+ para quem quiser apoiar o criador.

Onde jogar hoje: PC e Nintendo Switch na versão Cave Story+, além da versão original gratuita para PC.

2. Hollow Knight

Hollow Knight cavaleiro em Hallownest

A australiana Team Cherry transformou um projeto modesto de Kickstarter em um dos maiores metroidvanias de todos os tempos. Em Hollow Knight, você desce ao reino insetoide e arruinado de Hallownest como um pequeno cavaleiro silencioso, enfrentando chefes memoráveis numa atmosfera melancólica sublinhada pela trilha de Christopher Larkin.

A profundidade vem do sistema de Amuletos, que reconfiguram seu estilo de jogo, somado à mecânica de acumular alma para curar ferimentos ou lançar magias, tudo reunido num conjunto coeso e viciante. As cavernas estão entre as mais bonitas do gênero, e quem terminar já pode emendar direto na sequência, Hollow Knight: Silksong, que finalmente saiu e assumiu a heroína Hornet.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com presença no Game Pass.

1. Dead Cells

Dead Cells protagonista ágil

A cooperativa francesa Motion Twin criou em Dead Cells um híbrido genial apelidado de “rogue-vania”: a exploração e as habilidades permanentes do metroidvania combinadas à geração procedural e à morte permanente dos roguelites. Você encarna uma massa de células que possui corpos e encara um castelo que se reembaralha a cada tentativa.

A cada morte você perde o progresso da run, mas mantém melhorias permanentes e desbloqueia novas armas, criando aquele ciclo irresistível de “só mais uma tentativa” com um combate ágil que nunca cansa. Anos de atualizações e expansões gratuitas ampliaram o jogo a uma profundidade quase indescritível, o que explica por que ele fecha esta lista no topo absoluto.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, iOS e Android.

Metroidvanias recentes que merecem sua atenção

Desde que esta lista foi montada, o gênero ganhou lançamentos importantes demais para ficarem de fora. Eles não entram na numeração acima, mas qualquer fã de metroidvania deveria ter estes no radar.

Hollow Knight: Silksong

Hollow Knight Silksong

A tão aguardada sequência de Hollow Knight finalmente chegou, e a Team Cherry troca o cavaleiro silencioso pela ágil Hornet, agora em peregrinação pelo reino de seda e canção de Pharloom. O combate é mais veloz e acrobático que o do original, e a grande novidade são as Ferramentas e os Emblemas (Crests), que redesenham seu arsenal e estilo de luta conforme a combinação escolhida. Maior, mais difícil e cheio de novos movimentos como o Silk Soar, ele estreou já figurando entre os metroidvanias mais bem avaliados da história.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Switch 2, no Game Pass desde o lançamento.

Prince of Persia: The Lost Crown

Prince of Persia The Lost Crown

A Ubisoft Montpellier, do time por trás de Rayman Legends, devolveu a franquia às plataformas 2D com um metroidvania celebrado como retorno triunfal. Você joga como o guerreiro Sargon, dos Imortais, atrás de um príncipe sequestrado no amaldiçoado Monte Qaf, dominando os Poderes do Tempo para dar dashes aéreos, criar clones e voltar a checkpoints instantâneos. Um recurso engenhoso deixa você fotografar qualquer canto do cenário para lembrar onde havia uma porta trancada, matando o eterno problema de backtracking do gênero. Farto de opções de acessibilidade, é um dos metroidvanias mais generosos e polidos que existem.

Onde jogar hoje: PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, iOS e Android.

Blasphemous II

Blasphemous 2 anunciado ps5 trailer detalhes

De volta ao pesadelo religioso, a espanhola The Game Kitchen expande tudo o que fez o primeiro Blasphemous num mundo ainda mais vasto e detalhado. A grande novidade são as três armas iniciais, o florete Sarmiento & Centella, as lâminas gêmeas Ruego al Alba e o incensário Veredicto, cada uma abrindo caminhos de exploração diferentes e permitindo montar sua própria ordem de progressão. Com direção de arte impecável e um design de chefes memorável, é uma sequência que aprimora a fórmula em quase todos os aspectos.

Onde jogar hoje: PC, PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

Animal Well

Animal Well trailer jogabilidade

Obra solo de Billy Basso publicada pela Bigmode, Animal Well é um dos metroidvanias mais enigmáticos e elogiados dos últimos tempos, tudo isso num arquivo minúsculo de poucos megabytes. Você controla uma pequena criatura gelatinosa por um labirinto subterrâneo repleto de bichos, sem combate tradicional: a progressão vem de itens de uso criativo, como um disco voador ou bolhas de sabão, que interagem com o cenário de formas surpreendentes. É um jogo sobre observação e descoberta, com segredos tão profundos que a comunidade leva meses decifrando alguns deles, um clássico instantâneo para quem ama quebra-cabeças ambientais.

Onde jogar hoje: PC, PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com presença no Game Pass.

Qual metroidvania jogar? A escolha por perfil

Com 43 opções na mesa, a melhor escolha depende do que você procura. Se está começando agora no gênero, aposte em títulos de curva suave como Ori and the Blind Forest, Guacamelee! 2 e Shantae: Half-Genie Hero, que ensinam a fórmula sem punir o novato.

Quem quer sofrer um pouco encontra o desafio certo nos híbridos soulslike, como Blasphemous, Salt and Sanctuary e o punitivo La-Mulana 2, todos generosos com quem insiste. E se a ideia é entender de onde tudo veio, os fundadores Super Metroid e Castlevania: Symphony of the Night continuam obrigatórios, envelhecendo melhor do que a maioria dos lançamentos atuais.

No topo absoluto seguem Dead Cells e Hollow Knight: dois jogos de amplitude e polimento raros, que justificam o hype e servem tanto para o veterano quanto para quem quer um único metroidvania para chamar de definitivo. Vários dos jogos acima nós analisamos a fundo, e o link do review acompanha cada entrada para você ir além.

Perguntas frequentes sobre metroidvania

O que é um jogo metroidvania?

Metroidvania é um subgênero de ação e aventura marcado pela exploração não linear de um mapa interconectado, em que novas habilidades e itens desbloqueiam áreas antes inacessíveis. O nome combina Metroid e Castlevania, as duas séries que definiram o formato.

Qual é o melhor jogo metroidvania?

Dead Cells lidera a nossa lista pela combinação de combate ágil, geração procedural e uma quantidade enorme de conteúdo, seguido de perto por Hollow Knight. A escolha do melhor depende do seu gosto, e por isso a lista traz opções para cada perfil de jogador.

Dead Cells é um metroidvania?

Sim, ainda que híbrido. Ele mistura a exploração e as habilidades permanentes do metroidvania com as fases procedurais e a morte permanente dos roguelites, combinação que a própria desenvolvedora apelidou de rogue-vania.

Hollow Knight é um metroidvania?

Sim. Hollow Knight é um dos metroidvanias mais celebrados já feitos, com mapa interconectado, habilidades que abrem novos caminhos e forte ênfase em exploração e chefes.

Ori é um metroidvania?

Sim. Tanto Ori and the Blind Forest quanto Ori and the Will of the Wisps são metroidvanias focados em plataforma e exploração, com habilidades que liberam progressivamente novas áreas do mapa.

Qual a diferença entre metroidvania e soulslike?

Metroidvania define a estrutura de exploração e progressão do mundo, enquanto soulslike descreve um combate difícil e punitivo com checkpoints que ressuscitam os inimigos. Um mesmo jogo pode ser os dois ao mesmo tempo, como Blasphemous e Salt and Sanctuary.

Por qual metroidvania começar?

Para quem chega agora, títulos acessíveis como Ori and the Blind Forest, Guacamelee! 2 e Shantae oferecem uma curva suave sem abrir mão da essência do gênero. A partir deles fica fácil migrar para desafios maiores como Hollow Knight e Blasphemous.


San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.