Os grandes vilões são metade do que torna as campanhas de Call of Duty inesquecíveis. Ninguém que jogou o Modern Warfare original esquece o momento em que o General Shepherd atira em Ghost e Roach, e é esse tipo de choque que separa um antagonista genérico de um vilão de verdade. Se você quer a resposta direta: o mais brutal e melhor construído da série é Vladimir Makarov, mas a lista de quem marcou é longa e vai dos clássicos aos vilões do reboot recente.
Reunimos os vilões mais memoráveis da franquia, com o jogo de cada um e o que os torna tão odiados, e no fim incluímos os nomes que o novo Modern Warfare trouxe e que ainda faltam na maioria das listas.
Vladimir Makarov (Modern Warfare 2)
Um único homem que levou o mundo à beira da Terceira Guerra Mundial. Makarov é o vilão definitivo da trilogia Modern Warfare original e ficou marcado pela missão “No Russian”, o massacre no aeroporto que continua sendo o nível mais controverso da história da franquia. Diferente de quase todos os outros, ele não tem qualidade redentora nenhuma: é caos e crueldade sem remorso.
Ao longo da trilogia ele mata Soap, mata Yuri e chega a segundos de executar o próprio Price. Sempre um passo à frente, fugindo toda vez que os protagonistas chegavam perto, ele precisou de três jogos e muitos anos de história para ser finalmente parado. É o melhor exemplo de vilão que a série já escreveu, e não à toa virou a régua com que todos os outros são comparados.
General Shepherd (Modern Warfare 2)
Se Makarov é o mais brutal, Shepherd é a traição mais chocante da série. Durante quase toda a campanha de Call of Duty: Modern Warfare 2 ele parece o homem no comando, sempre ajudando sua equipe e bancando o herói. Por isso a virada dói tanto: sem aviso, ele executa Ghost e Roach diante dos seus olhos e atira em você também.
Por trás da fachada, Shepherd comandava a Shadow Company, um exército particular de milhares de homens, e foi o verdadeiro instigador do conflito global do jogo. A ironia é que, apesar de todo o poder, ele não passava de um peão no jogo maior de Makarov. Ainda assim, é impossível negar como sua atuação convincente tornou a traição uma das cenas mais comentadas dos games.
Raul Menendez (Black Ops 2)
O grande trunfo de Call of Duty: Black Ops 2 é o vilão mais complexo da franquia. Menendez não é maldade gratuita: é um homem movido por perda e trauma, com um arco detalhado que explica cada passo. Sua devoção à irmã, Josefina, e a tragédia que a envolve são a raiz de tudo, o que o transforma numa figura quase trágica.
É por isso que muitos jogadores conseguem até simpatizar com ele, algo raríssimo num antagonista de Call of Duty. A narrativa ramificada do jogo, em que suas escolhas mudam o destino de Menendez, só reforça o quanto ele foge do vilão de uma nota só. Não é o mais brutal, mas talvez seja o mais bem escrito.
Imran Zakhaev (Call of Duty 4)
Depois do primeiro ato, Imran Zakhaev assume como o vilão central de Call of Duty 4: Modern Warfare e planta a semente de tudo que viria pela frente na série. Ele é o mentor por trás dos movimentos que acabariam levando à guerra da trilogia, transformando em fantoche todos que o serviram.
Provou ser difícil de matar: anos antes, sobreviveu a uma tentativa de assassinato de Price que lhe custou apenas o braço esquerdo, num dos flashbacks mais lembrados do jogo. Como líder ultranacionalista e pai de Victor Zakhaev, ele é a peça que conecta o começo de toda a saga Modern Warfare.
Nikita Dragovich (Black Ops)
O modo campanha de Call of Duty: Black Ops estava à frente do seu tempo, cheio de reviravoltas que se sustentam tão bem quanto a traição de Shepherd. No centro delas está Dragovich, o homem que fez a lavagem cerebral de Alex Mason e o transformou num agente adormecido.
Ele não só virou americanos contra o próprio país como ajudou a armar a Nova 6, uma arma bioquímica letal que pretendia lançar sobre os Estados Unidos. Sua crueldade tem raízes profundas: foi ele quem traiu e massacrou os homens de Reznov, o que dá a toda a campanha um peso de vingança pessoal.
Lev Kravchenko (Black Ops)
Se Dragovich é o cérebro, Kravchenko é as mãos sujas. Coronel do exército soviético e braço-direito sádico do general, ele é frequentemente chamado de seu “cão de guarda” ao longo de Call of Duty: Black Ops. Foi por meio dele que os soviéticos aliciaram o Viet Cong, e é dele a crueldade mais visceral do jogo: arrancar o olho de Grigori Weaver e capturar Alex Mason não uma, mas duas vezes.
Ao contrário de Dragovich, ele não se move por ideologia, e sim por lealdade cega e prazer na violência, o que o torna quase mais perigoso que o chefe. Kravchenko testou a Nova 6 nos próprios soldados e, anos depois, se associou a Menendez, amarrando as duas grandes tramas da série Black Ops. Muitos o colocam entre os vilões mais brutais de toda a franquia.
Perseus (Black Ops Cold War)
Vilão principal de Call of Duty: Black Ops Cold War, Perseus é diferente de todos os outros da lista por um motivo: ninguém sabe ao certo quem ele é. Oficial de inteligência soviético renegado e líder de uma rede de espionagem que leva seu nome, ele quer acabar com a hegemonia dos Estados Unidos e chega a planejar detonar ogivas por toda a Europa para reerguer a Rússia das cinzas.
O que o torna fascinante é a ambiguidade. Perseus se vê como um homem de princípios agindo pelo bem maior, o que faz dele um extremista mais honrado que a média dos vilões da série. É também um dos raríssimos antagonistas principais a escapar totalmente da justiça, encerrando o jogo sem ser derrotado, o que o mantém como uma ameaça em aberto.
Gabriel T. Rorke (Ghosts)
A história de Call of Duty: Ghosts é mais pessoal que a média, e Rorke é o motor disso. Ex-líder dos Ghosts, ele foi deixado para morrer numa missão que deu errado, capturado e submetido a lavagem cerebral pela Federação até se voltar contra os antigos companheiros.
O que o torna assustador é a resistência quase sobre-humana: ele sobrevive a quedas, explosões e tiros que matariam qualquer um. O ato que o consagra como vilão é matar Elias Walker na frente dos próprios filhos, uma crueldade fria que fez os jogadores desejarem sua morte como poucas vezes na série.
Jonathan Irons (Advanced Warfare)
Call of Duty: Advanced Warfare apostou num futuro de exoesqueletos e num vilão à altura, vivido por Kevin Spacey. Irons comanda a Atlas, uma corporação militar privada que se torna poderosa demais, e sua queda começa quando ele trai os próprios soldados.
Por trás do discurso de ordem, ele desenvolve uma arma biológica capaz de matar incontáveis inocentes. É um vilão tão perigoso quanto Shepherd, e ainda que sua traição não tenha o mesmo impacto da morte de Ghost, o carisma sombrio do personagem sustenta toda a campanha.
Salen Kotch (Infinite Warfare)
Em Call of Duty: Infinite Warfare, o vilão é o almirante Salen Kotch, líder da Frente de Defesa dos Assentamentos e vivido por Kit Harington, o Jon Snow de Game of Thrones. Ele declara guerra à Terra e, num dos golpes de abertura mais brutais da série, ataca a frota durante uma cerimônia militar, dizimando naves e civis sem qualquer hesitação.
Kotch acredita que emoção não vence guerra, e age de acordo: sacrificaria os próprios homens e sua nave capitânia, a Olympus Mons, para atingir o objetivo de dominar o planeta. Num jogo que dividiu os fãs por levar a franquia ao espaço, ele é um dos pontos altos, um antagonista frio e imponente à altura do ator que o interpreta.
General Barkov (Modern Warfare)
O reboot de Call of Duty: Modern Warfare trouxe de volta a campanha tradicional, e Barkov é um de seus vilões centrais. General do exército russo, ele comete atrocidades como liberar gás químico sobre civis e torturar os irmãos Farah e Hadir, peças-chave da resistência.
É a própria Farah quem o derruba na missão final, fechando um arco de vingança bem construído. Barkov ficou memorável o bastante para render mais história numa eventual continuação, e ajudou a estabelecer o tom mais sério do novo Modern Warfare.
Khaled Al-Asad (Call of Duty 4)
Vilão do primeiro ato de Call of Duty 4: Modern Warfare, Al-Asad trabalhava lado a lado com Zakhaev e abre a campanha com um dos choques da série. Em sua ascensão ao poder, ordena execuções de civis nas ruas e captura o presidente Yasir Al-Fulani, que executa diante das câmeras de TV.
Ele acaba caçado pelo Capitão Price, Soap e sua equipe, e é o próprio Price quem o mata, ao arrancar dele a informação de que Zakhaev seguia vivo. Curto, mas eficiente, Al-Asad é o gatilho que põe toda a trama do jogo em movimento.
Fredrich Steiner (Black Ops)
Cientista alemão e ex-nazista, Steiner é um dos vilões de Call of Duty: Black Ops e a mente por trás da Nova 6, a arma bioquímica que matava qualquer um exposto a ela em segundos. Foi ele quem trabalhou ao lado de Dragovich para desenvolvê-la.
Steiner virou alvo prioritário durante a guerra e teve papel na manipulação de Alex Mason para se tornar um agente adormecido. Seu fim é um dos momentos mais tensos do jogo, quando Mason, ainda confundindo realidade e condicionamento, o encara acreditando ser Viktor Reznov.
Os vilões do novo Modern Warfare
O reboot da série trouxe uma nova safra de antagonistas que ainda ficam de fora da maioria das listas em português. Vale conhecê-los:
- Hassan Zyani: vilão de Modern Warfare II, líder da milícia Al-Qatala, que ameaça o mundo depois de pôr as mãos em mísseis balísticos americanos.
- Phillip Graves: comandante da Shadow Company que começa como aliado da Task Force 141 e protagoniza uma das traições mais marcantes do novo arco, sobrevivendo para voltar como ameaça.
- Vladimir Makarov (versão reboot): a nova encarnação do vilão máximo da série, apresentada como ainda mais fria e calculista, herdeira direta do peso do personagem original.
É essa geração de vilões que domina as campanhas mais recentes, e a tendência é que Makarov siga como o grande antagonista da trilogia reiniciada, assim como foi na original.
Perguntas frequentes
Quem é o melhor vilão de Call of Duty?
Vladimir Makarov é o mais citado como o melhor e mais brutal da franquia, responsável pelo massacre “No Russian” e por levar o mundo à Terceira Guerra Mundial na trilogia Modern Warfare original.
Quem é o vilão mais odiado de Call of Duty?
O General Shepherd, pela traição em Modern Warfare 2. Matar Ghost e Roach depois de se passar por aliado durante toda a campanha o transformou no antagonista que os jogadores mais querem ver derrotado.
Quem é o vilão de Modern Warfare II, o do reboot?
O antagonista principal é Hassan Zyani, líder da Al-Qatala. O jogo também apresenta Phillip Graves, da Shadow Company, cuja traição prepara o terreno para o retorno de Makarov na sequência.
Qual é o vilão mais complexo de Call of Duty?
Raul Menendez, de Black Ops 2. Movido por perda e trauma pessoal, ele foge do vilão de uma nota só e chega a despertar simpatia, algo raro na franquia.
Em quais jogos Makarov aparece?
Na trilogia Modern Warfare original ele é o grande vilão, e retorna repaginado como antagonista central da trilogia reiniciada de Modern Warfare, mantendo o posto de pior de todos.














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