Os vilões de Spider-Man: Miles Morales se resumem a dois lados de uma mesma guerra: a Roxxon, megacorporação de energia comandada por Simon Krieger, e o Underground, gangue de alta tecnologia liderada pela Tinkerer. O que separa esse confronto de qualquer outro Homem-Aranha é que ele é pessoal: o rosto por trás da máscara da vilã principal é a melhor amiga de infância do próprio Miles.
Abaixo você vê quem é cada vilão, como a história se amarra a eles e por que essa é provavelmente a melhor galeria de antagonistas da trilogia do Homem-Aranha no PlayStation. A partir daqui há spoilers do enredo.
Quem é Miles Morales e como ele ganhou os poderes
Miles Morales é um adolescente do Harlem que, durante os eventos do primeiro Marvel’s Spider-Man, foi picado por uma aranha geneticamente modificada e ganhou poderes parecidos com os de Peter Parker, mais algumas habilidades próprias. Fã do Homem-Aranha e amigo de Peter, ele se aproximou do herói depois de perder o pai, o policial Jefferson Davis, e passou a ser treinado por ele. Quando começa Spider-Man: Miles Morales, já se passou cerca de um ano: Miles domina melhor os poderes e criou seu próprio traje vermelho e preto, mas ainda carrega a dúvida de se consegue dar conta do papel sozinho.
Quem são os vilões de Spider-Man: Miles Morales
O jogo gira em torno de duas facções em guerra aberta pelas ruas do Harlem, e de dois personagens que orbitam essa guerra por motivos íntimos.
A Tinkerer (Phin Mason)
A Tinkerer (que alguns sites traduzem como Consertador) é a vilã principal e líder do Underground. Por trás da máscara está Phin Mason, amiga de infância de Miles, tão próxima que ele a via como uma irmã. Ela não nasceu vilã: herdou o codinome Tinkerer do irmão mais velho, Rick Mason, que trabalhava na Roxxon desenvolvendo o Nuform e foi morto por Krieger ao tentar expor os perigos da substância. É a morte de Rick que empurra Phin para o crime; sua guerra contra a Roxxon é, no fundo, luto e vingança.
Em combate, ela usa “matéria programável”, a tecnologia que arma tanto ela quanto o Underground. O detalhe que define a personagem: mesmo tentando matar Miles quando ele entra no seu caminho, Phin nunca quer matá-lo de verdade, e sente o peso de cada tentativa. É uma antagonista trágica, não uma vilã movida a destruição gratuita.
Roxxon e Simon Krieger
Do outro lado está a Roxxon Energy Corporation, que se vende como salvadora do Harlem enquanto trata o bairro como cobaia para o Nuform. O rosto dessa vilania é Simon Krieger, diretor de pesquisa da empresa: cordial e sorridente em público, frio e calculista por trás. É ele quem mata Rick para encobrir os riscos do Nuform e quem ordena que a Roxxon cace Miles, jogando no herói a culpa pela destruição da ponte Braithwaite. Krieger é o vilão que nunca veste uma fantasia, e talvez por isso seja o mais real do jogo.
O Prowler (Aaron Davis)
O Prowler é o tio de Miles, Aaron Davis. Ele descobre cedo a identidade secreta do sobrinho e oferece ajuda, mas, em segredo, estava espionando Miles para a Roxxon. Perto do fim, prende o próprio sobrinho para tirá-lo da batalha decisiva, num gesto superprotetor de quem teme perdê-lo como perdeu o irmão, Jefferson, o pai de Miles. O confronto entre os dois é um dos pontos altos emocionais da aventura e planta uma semente que o PlayStation colheria depois em Spider-Man 2.
Rhino e os capangas
O Rhino abre o jogo como ameaça e retorna no meio dele com uma armadura da Roxxon imune aos poderes Venom de Miles, o que força o herói a se unir à própria Tinkerer em uma das melhores lutas de chefe da campanha. Apesar do impacto nas cenas de ação, ele funciona mais como peão de luxo da Roxxon do que como vilão central.
A história de Spider-Man: Miles Morales
A trama se passa cerca de um ano após o primeiro Marvel’s Spider-Man, no inverno e clima de Natal de Nova York. Quando Peter viaja para a Symkaria com Mary Jane, Miles assume a cidade sozinho e cai bem no meio da guerra entre Roxxon e Underground.
Tudo se complica quando ele descobre que a líder mascarada do Underground é Phin. A partir daí o conflito deixa de ser “herói contra bandido” e vira um dilema: Miles entende a dor da amiga e a injustiça cometida pela Roxxon, mas não pode deixá-la detonar o Nuform superalimentado, o que destruiria boa parte do Harlem junto com a Roxxon Plaza. O desfecho cobra seu preço: Phin se redime salvando o bairro e o próprio Miles, mas paga com a vida.
Por que os vilões de Miles Morales funcionam tão bem
Aqui está o que diferencia esse elenco. Na maioria dos jogos do Homem-Aranha, o vilão é uma força externa que aparece para destruir a cidade. Em Miles Morales, os dois principais antagonistas saem de dentro da vida do herói: uma amiga e um tio. A consequência é que cada luta carrega peso emocional, não apenas mecânico.
Há ainda um subtexto que o jogo trata com seriedade incomum para o gênero. A Roxxon não é maligna por capricho, e sim por ganância corporativa disfarçada de progresso, usando uma comunidade pobre como laboratório. O Underground, por sua vez, é a resposta desesperada e radicalizada dessa mesma comunidade. Miles fica no meio, obrigado a discordar dos métodos da amiga sem poder ignorar que ela está, em parte, certa. É esse cinza moral que sustenta a campanha inteira.
Os poderes de Miles Morales
Além de tudo que herdou de Peter Parker (força, agilidade, sentido-aranha e os lançadores de teia), Miles tem dois poderes próprios que mudam a forma de jogar.
O primeiro é o Venom, uma bioeletricidade que ele canaliza em golpes como a Rajada Venom e a Megarrajada Venom para atordoar, lançar e explodir inimigos. É a assinatura de combate do personagem e até motor da história, já que foi um descontrole desse poder que detonou o Nuform na ponte. O segundo é a Camuflagem, que deixa Miles invisível por alguns segundos para escapar ou pegar inimigos desprevenidos. Juntos, eles dão ao combate um ritmo bem diferente do Spider-Man de Peter.
O lugar de Miles Morales na trilogia do PlayStation
Miles Morales é a ponte entre Marvel’s Spider-Man (2018) e Spider-Man 2 (2023). Vários fios plantados aqui voltam à tona na sequência: a relação com o tio Prowler, o amadurecimento de Miles como herói solo e a própria Roxxon. Não é um spin-off opcional; é o que explica o peso que o Miles de Spider-Man 2 carrega.
Para revisitar tudo sobre a aventura, veja a análise completa de Spider-Man: Miles Morales no PS Verso.
Perguntas frequentes
Quem é o vilão principal de Spider-Man: Miles Morales?
A Tinkerer, ou Phin Mason, líder do Underground. O verdadeiro responsável por tudo, porém, é Simon Krieger, da Roxxon.
A Tinkerer é homem ou mulher?
Nesta versão é uma mulher, Phin Mason. É a primeira vez que o personagem, originalmente o idoso Phineas Mason nos quadrinhos, aparece assim.
Onde Miles Morales mora no jogo?
No Harlem, em Nova York, para onde ele e a mãe, Rio Morales, se mudaram.
Preciso jogar o primeiro Spider-Man antes?
Não é obrigatório, mas ajuda. Miles Morales é continuação direta e prepara o terreno para Spider-Man 2.
Após os eventos de Marvel's Spider-Man Remasterizado, o adolescente Miles Morales está se adaptando à sua nova casa enquanto segue os passos do seu mentor, Peter Parker, para se tornar um novo Spider-Man. Mas uma violenta disputa de forças ameaça destruir seu novo lar e faz o aspirante a herói perceber que com grandes poderes também vêm grandes responsabilidades. Para salvar a Nova York da Marvel, Miles precisa reconhecer e assumir o título de Spider-Man.









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