Kena Bridge of Spirits: Guia de Dicas Para Iniciantes


Kena: Bridge of Spirits dicas

Se você está começando Kena: Bridge of Spirits, já deve ter notado que o jogo é bem mais desafiador do que o visual fofo sugere. Reunimos 13 dicas e truques para você virar uma guia espiritual melhor — a maioria focada no combate, que é onde os novatos mais sofrem.

Ainda em dúvida se vale a pena? Na nossa análise de Kena: Bridge of Spirits concluímos que é um jogo simples e direto: a narrativa não surpreende na construção da protagonista, mas entrega uma história completa e satisfatória, sem se alongar demais (cerca de 8 a 10 horas).

O bloqueio deve ser o último recurso

Kena usando o arco em Kena: Bridge of Spirits

Kena tem um escudo omnidirecional que segura por um bom tempo e, num aperto, é uma defesa poderosa — mas não é nele que você quer confiar. Trate o escudo como último recurso, algo para quando tudo mais falhou e você sabe que vai levar o golpe.

O motivo é que o escudo deixa Kena lenta. No começo isso não pesa, mas depois das primeiras horas você enfrenta grupos, minichefes e chefes rápidos que batem muito forte. Ficar parado segurando o escudo até aguenta os primeiros golpes, mas, mesmo melhorado, ele não resiste a sequências de um grupo nem a combos de chefe — alguns quebram seu escudo num único golpe.

Por isso, desde cedo, pegue o hábito de aparar, esquivar e pular para contra-atacar. Aparar é uma habilidade decisiva e que só melhora com prática; a maioria dos ataques difíceis tem uma janela minúscula para isso, então dominar a esquiva ajuda a sair ileso. Pular também funciona: inimigos menores e os golpes horizontais dos maiores não alcançam Kena depois de um pulo duplo. Com o tempo você lê os padrões e decide na hora entre aparar, esquivar ou pular — e como as três ações abrem espaço para revidar, todas batem ficar parado no bloqueio esperando o inimigo cansar.

Interrompa os ataques inimigos à distância

Além de se defender, Kena consegue cortar agressivamente certos ataques. Quase todo inimigo — inclusive minichefes e chefes — tem golpes com avanços longos. Dá para aparar ou esquivar, mas há um jeito mais fácil: flechas e bombas.

O arsenal de longo alcance tira o inimigo da animação (na maioria dos casos, não em todos), cancelando o ataque que ele preparava. Depois de desbloquear novos poderes, a flecha é a forma mais rápida de fazer isso; as bombas (liberadas mais à frente) também servem, mas costumam exigir acerto na cabeça, mais fácil com o arco.

Há uma exceção importante: alguns minichefes e chefes carregam golpes pesados com uma longa preparação, fáceis de identificar porque o inimigo emite uma névoa vermelha. Esse vermelho avisa um ataque que não dá para interromper nem bloquear — resta uma esquiva no tempo certo.

Seja agressivo

Talvez já tenha ficado implícito nas duas dicas acima, mas vale dizer com todas as letras: seja agressivo. Apesar do clima encantador inspirado nos Zelda 3D, o combate de Bridge of Spirits é difícil e tem forte influência de Soulslike e Sekiro — dá pra sentir isso a cada luta.

A melhor forma de aliviar o desafio são as habilidades baseadas em Rot, ótimas para causar dano em área e controlar o ritmo da briga. Para usá-las você gasta Coragem, acumulada principalmente ao causar dano nos inimigos (nas duas dificuldades mais fáceis você também ganha Coragem ao levar dano). E Coragem não serve só para atacar: é também a única forma de se curar durante a luta. Ou seja, parar de atacar é parar de se curar.

Portanto, só recue quando for mesmo necessário (por exemplo, ao ver um inimigo prestes a se autodestruir). Ficar no meio da ação e enfraquecer os inimigos é o que mantém você vivo — e acertar a maioria deles os desequilibra, evitando boa parte do dano enquanto eles cambaleiam.

Jogue no Modo Desempenho

No PlayStation 5 você escolhe entre Modo Desempenho e Modo Fidelidade. O primeiro mira 60fps em 4K aprimorado; o segundo trava em 30fps com 4K nativo.

O Modo Fidelidade deixa o jogo mais bonito, mas, do ponto de vista de combate, o Desempenho é melhor: mesmo sem 4K nativo, a taxa de quadros maior facilita muito aparar e esquivar na janela ideal. Não é impossível no Fidelidade — só um pouco mais difícil.

Não cure até precisar

Kena explorando o cenário em Bridge of Spirits

Kena tem um estado de “mais um golpe e acabou”. Dá para saber quando você está a um golpe da morte olhando a barra de vida: ela fica vermelha e piscando. Kena sempre entra nesse estado antes de morrer, então, mesmo com pouca vida, se a barra não estiver vermelha e piscando, você ainda aguenta pelo menos mais um golpe.

Para aproveitar melhor a cura, espere chegar nesse estado antes de mandar o Rot buscar vida — em geral você só consegue se curar algumas vezes por luta, então curar à toa desperdiça o recurso. Segure a cura até realmente precisar.

Sinta os Rot pelo controle

No PS5, o DualSense vibra como um batimento cardíaco suave quando há um Rot escondido por perto, e a frequência aumenta conforme você se aproxima. Enquanto explora, preste atenção a esses avisos. Você não precisa achar todos, mas tem de descobrir pelo menos 65 Rot para desbloquear todas as habilidades de Kena.

O pulso espiritual também é arma

O pulso espiritual serve principalmente para resolver quebra-cabeças, iluminar áreas escuras e revelar colecionáveis, mas tem uso ofensivo. O mais útil você aprende cedo: ativá-lo manda os Rot recolherem as partículas douradas no chão que enchem o medidor de Coragem — guarde bem isso.

Em combate ele rende mais: notavelmente, faz suas bombas explodirem na hora, útil quando você não quer esperar o tempo da bomba ou quer economizar flechas (acertar uma flecha na bomba também a detona). Uma das melhores jogadas contra um grupo que se aproxima é jogar uma bomba no meio deles e pulsar em seguida. Só mantenha distância: as próprias bombas ferem Kena.

Feche os pontos de corrupção primeiro

Na maioria das arenas você precisa matar todos os inimigos para revelar a fonte da corrupção e limpar a área — acabou quando eles param de surgir. Em alguns momentos, porém, a luta tem vários pontos de corrupção a purificar.

Nesses casos, um ou dois pontos costumam ficar abertos e gerando inimigos sem parar até você fechá-los. Vá atrás deles primeiro e feche o quanto antes: eles soltam inimigos menores feitos para te incomodar e distrair da ameaça principal, então eliminá-los cedo facilita demais a briga.

Use o fogo amigo a seu favor

Existe fogo amigo em Bridge of Spirits. Isso significa que Kena pode se ferir com as próprias bombas — mas também que os inimigos maiores, em especial minichefes e chefes, podem ferir e até matar os menores. Se um grupo estiver te dando trabalho, posicione-se para que o ataque de um inimigo grande acerte os pequenos ao redor. Com o bando reduzido, você volta e limpa os retardatários enfraquecidos antes de focar na ameaça principal.

Mire nos pontos fracos amarelos

Os pontos fracos de inimigos, minichefes e chefes ficam sempre marcados em amarelo — atire neles com o arco, pois exigem acerto preciso. Em geral é um pedaço de âmbar cristalizado: ao acertar, o cristal cai do inimigo e vira aquela energia dourada que você ou o Rot coletam para encher a Coragem.

Em alguns casos o ponto fraco não está exposto de início — mais à frente surgem inimigos cobertos por armadura grossa ou pedra, e a forma de revelar o ponto fraco é bombardeá-los. Um dos chefes também esconde os pontos fracos sob armadura. Se um inimigo forte parece não ter ponto fraco, jogue uma bomba: normalmente isso revela onde acertar.

O Rot como arma: o Martelo de Rot

Kena e os Rot em Bridge of Spirits

Cedo no jogo você libera a habilidade de fazer o Rot interagir com flores especiais do cenário, as Lágrimas da Floresta (Forest Tears), formando uma Nuvem de Rot que rega plantações, elimina corrupção e ajuda em certos quebra-cabeças. Mas ela também é arma.

Sempre que der para usar essa habilidade em combate — ou ativá-la fora dele e levar para a luta —, use. Tanto o giro quanto o golpe do Martelo de Rot causam muito dano. Cuidado, porém: qualquer acerto, em Kena ou no Rot, espalha o Rot na hora. Então desfira o máximo de golpes possível antes que o inimigo encoste em você.

Não economize Gemas nos chapéus

Você acumula muitas Gemas ao longo do jogo, então não precisa ser econômico ao comprar chapéus e máscaras para os Rot — vai sobrar moeda mesmo sem caçar muitos segredos. Gaste à vontade na customização.

Já as habilidades saem com pontos de Karma, ganhos ao derrotar inimigos e ao fazer coisas como alimentar os Rot com frutas ou restaurar estátuas do cenário, num ritmo constante. Mas o Karma não dá para tudo: se você não explorar fora da rota nem fazer as missões opcionais, não termina a campanha com todas as habilidades desbloqueadas. Quem não quer explorar precisa priorizar as melhorias mais úteis — mas, para vestir os Rot, o céu é o limite.

Olhe o cenário para resolver os quebra-cabeças

A maioria dos quebra-cabeças de Bridge of Spirits é simples, mas alguns — obrigatórios ou opcionais — fazem pensar. A boa notícia: quase todos trazem a própria dica embutida.

Muitas vezes basta notar um alvo à distância, sinal de que você vai precisar do arco para liberar o caminho. Em outros casos a pista é ambiental, e você precisa observar o mundo ao redor de Kena. Se travou, olhe o entorno imediato: há cristais apontando para algo, um altar com itens em ordem específica, ou qualquer coisa brilhando em azul que dê para acertar com uma flecha? Você nunca precisa sair de um quebra-cabeça para achar a solução em outro lugar — a resposta está ali na sua frente.


San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.

0 Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *