Review | Mixtape – Isso é Filme ou Jogo?


Review Mixtape Analise Critica

Mixtape é o novo jogo narrativo da Beethoven & Dinosaur, mesma desenvolvedora de The Artful Escape, publicado pela Annapurna Interactive. É uma história de amadurecimento sobre três amigos — Stacey, Slater e Cassandra — em sua última noite juntos antes de seguirem caminhos diferentes.

Ambientado nos anos 90 e embalado por uma trilha sonora repleta de clássicos do rock alternativo, o jogo aposta pesado na nostalgia, no humor e na emoção. Mas também levanta uma questão incômoda: com jogabilidade mínima e longas sequências de rolagem automática (auto-scroller), isso ainda é um videogame? É o que veremos neste review.

Mixtape foi lançado no PlayStation 5 em 07 de Maio de 2026.

História

Mixtape amigos personagens

Mixtape é uma história sobre despedidas. A premissa é simples: Stacey, Slater e Cassandra — três amigos inseparáveis, punks skatistas e prestes a se formar, passam sua última noite juntos em Blue Moon Lagoon, na Califórnia, antes de seguirem caminhos diferentes. Stacey vai para Nova York tentar a carreira de supervisora musical. Os outros dois partem em uma viagem de carro que antes era planejada para três. Para celebrar (ou talvez para não deixar a despedida doer tanto), eles decidem encontrar bebida para uma última festa na praia da descolada Camille Cole. Tudo precisa ser perfeito.

Obcecada por música a ponto de ser francamente pretensiosa, Stacey criou a mixtape ideal — um CD com a trilha sonora da noite (e do jogo). Cada faixa acompanha um momento, uma lembrança, uma decisão. O jogo é, essencialmente, uma homenagem aos filmes de amadurecimento dos anos 80 e 90: tem um quê de Superbad, uma pitada de Férias Frustradas de Verão, uma boa dose de Curtindo a Vida Adoidado (graças às inúmeras quebras da quarta parede), a vibe dos filmes e séries de adolescentes dos anos 80/90/2000 que você queira incluir para comparação. Ao mesmo tempo, não é apenas uma cópia. Mixtape tem sua própria identidade e funciona incrivelmente bem para quem curte esse tipo de experiência.

O trio é bem construído. Stacey Rockford é a protagonista que o jogador controla na maior parte do tempo, ela é a líder, a obcecada por música, a que está pronta para largar tudo em busca de um sonho. Slater é o amigo mais antigo, o mais leal, aquele que conhece Stacey desde sempre. Cassandra é a garota “certinha” que tenta fazer coisas erradas contra a vontade dos pais rigorosos, e está descobrindo que talvez não queira mais seguir as regras. O trio funciona, e a abertura (que, em retrospectiva, é um pouco longa demais) estabelece o tom relaxante e nostálgico da jogabilidade.

Diferente de The Artful Escape (outro jogo musical da Annapurna), que era uma jornada psicodélica de ficção científica sobre identidade e magia, Mixtape é mais realista e fácil de se identificar. Não há aliens, não há dimensões paralelas. Há adolescentes comprando bebida, revisitando lugares que marcaram suas vidas, brigando e se reconciliando, e tentando aproveitar ao máximo as últimas horas juntos. É sobre crescer, se separar e descobrir que o futuro nem sempre é o que a gente planejou.

À primeira vista, a premissa parece simples, e é. Mixtape não tenta salvar o mundo ou derrotar um vilão. Apenas acompanha uma tarde e uma noite na vida de três adolescentes que estão prestes a se mudar. Mas é nessa simplicidade que o jogo encontra sua força. Como a própria Stacey diz: “isso é um marco, e marcos exigem preparação.” E para ela, preparação significa a mixtape perfeita para cada momento.

Campanha

Mixtape fugindo policia carrinho de supermercado

Mixtape dura cerca de três horas e não tenta esconder suas inspirações. Mas o jogo não é só colagem. Ele tem voz própria e funciona especialmente bem para quem cresceu vendo esse tipo de história.

O trio principal carrega a experiência nas costas. Stacey é a típica adolescente que acha que já entendeu tudo da vida e que suas opiniões deveriam ser leis universais. Slater é o amigo tranquilo, talentoso na produção musical, mas paralisado pela timidez. Cassandra passou a vida dentro de uma bolha protetora e agora está começando a espiar pra fora. Eles conversam sem parar, se provocam, se apoiam, e funcionam como um grupo de verdade. Sim, às vezes o diálogo força a barra, adolescentes não falam com tanta eloquência assim, mas a química entre os três compensa.

A tristeza silenciosa que percorre o jogo é a de saber que a vida vai separar as pessoas. Stacey vai se mudar para Nova York para tentar a carreira de supervisora musical. O sonho exige sacrifício. Mas antes de ir, ela quer uma última noite com os amigos. Só isso. Não há vilões, não há apocalipse. Apenas o peso de um último encontro.

Slater solta uma frase que resume bem o espírito do jogo: “Não temos ponto de referência. Talvez só piore.” É uma reflexão sobre como a juventude não tem como saber se o que vem depois é melhor ou pior. Mais tarde, outro personagem completa: “Estamos compondo o álbum. Os maiores sucessos vêm depois. Precisamos de mais sucessos.” O recado é claro: aproveite enquanto dá tempo.

Mixtape cena pai policial

Os flashbacks são o coração emocional do jogo. Eles surgem como pequenos filmes oníricos, distorcidos pelo tempo e pela memória seletiva de Stacey. Um campo de softball vira um estádio gigante. Balões de desfile atravessam subúrbios. Não é realista, mas é verdadeiro, porque é assim que a memória funciona. Poucos jogos acertaram tanto a sensação de revisitar o passado.

A trilha sonora é, obviamente, essencial. Cada música da mixtape foi escolhida a dedo para casar com o tom da cena. Rock de diferentes décadas, faixas conhecidas e outras nem tanto. No fim, você vai sair cantarolando alguma delas, e provavelmente vai procurar a playlist depois.

Mixtape não tenta salvar o mundo. Ele só quer te lembrar que o mundo, às vezes, cabe numa tarde com amigos, numa música e numa despedida que você não quer que chegue. É pequeno. E é grande por causa disso.

Mixtape descendo ladeira skate jogabilidade

Confira o Nosso Vídeo de Gameplay do Jogo

Gameplay

Mixtape gameplay no quarto

Vamos ser diretos: Mixtape não é um jogo que se apoia em sistemas complexos. A interatividade é mínima, beirando o básico. Você anda, interage com objetos que brilham, às vezes aperta um botão no ritmo de uma música, e só. O resto é assistir. Em muitos momentos, o controle poderia estar no chão que a experiência não mudaria. E essa é a questão central que me perseguiu durante toda a campanha: por que isso é um jogo?

Em um filme, eu aceitaria tranquilamente que Slater é apenas “o cara desleixado”. Mas estou jogando. Eu quero mais. Quero saber por que a mãe dele odeia policiais. Quero entender se a oferta das margaritas foi piada ou hábito. Quero sentir que conheço esses personagens de verdade, não apenas de passagem. A comparação com visual novels é inevitável, e por esse parâmetro, a rota do Slater é fraca. Quatro anos produzindo música que ninguém ouviu? É tudo o que sei sobre ele. No fim das contas, aprendi mais sobre a irmã mais velha da Stacey (que nem aparece na tela) do que sobre um dos protagonistas.

A maior parte do tempo, o jogo anda no piloto automático. Há uma tensão no ar, a despedida, o futuro incerto, mas ela é tratada de forma tão superficial que nem a história parece se importar muito. Sim, tecnicamente você pode “morrer” em certas sequências, mas o jogo apenas retrocede alguns segundos. Não há peso. Não há consequência. 

Os minijogos são a salvação, e ainda assim, uma salvação modesta. Fazer raspadinhas no mercadinho, andar de skate até a casa dos amigos (com manobras simples de flip e grab), dirigir o carro enquanto curte uma música e passa no drive-thru. Atirar pedras na água. Mover um sofá. Escolher a cor da tinta para a porta da frente. São tarefas bobas, triviais, mas apresentadas com um toque de magia que às vezes funciona. Uma perseguição policial num carrinho de compras, por exemplo, é até divertida, porque é completamente fora da curva em relação ao resto.

Mixtape minigame plataforma onibus

Os flashbacks oníricos são o ponto alto. Você flutua pelos subúrbios, acerta balões gigantes, transforma um campo de softball num estádio monumental. Esses momentos são criativos, inesperados e fazem você lembrar por que jogos podem ser especiais. O problema é que eles são espaçados e breves.

O jogo também peca por excesso de orientação. Os objetos interativos têm um brilho tão óbvio que qualquer senso de descoberta morre antes de nascer. Você não explora, você segue um mapa de pontos luminosos. Não há desafio. Não há recompensa por curiosidade. Apenas o próximo passo indicado.

Mixtape jogando pedras lago

Mixtape não é rejogável. Depois dos créditos, não há motivo para voltar, a não ser que você queira reouvir a trilha sonora, e para isso existe o Spotify.

No fim, o jogo me deixou com uma sensação estranha: os personagens são carismáticos, os diálogos são bem escritos, a nostalgia é bem dosada, mas nada na experiência me convenceu de que eu precisava estar com o controle na mão. Eu preferiria estar assistindo a um filme. Pelo menos lá, eu não passaria quatro horas me perguntando onde está o “jogo”.

Gráficos e Direção de Arte

Mixtape jogabilidade voando cidade

Mixtape é visualmente deslumbrante de um jeito que poucos jogos tentam ser. A estética lembra stop-motion e claymation — aquela textura levemente irregular, caseira, que parece ter sido feita à mão. É uma escolha ousada, porque foge completamente do padrão “gráfico realista” ou “cel-shading liso” que domina o mercado. E funciona. Evoca uma nostalgia absurda, daquele tipo que você não sabe explicar de onde vem, mas sente na espinha.

A Annapurna Interactive tem fama de publicar jogos com identidade visual forte, mas as desenvolvedoras Beethoven & Dinosaur merecem o crédito principal. Mixtape tem um estilo cinematográfico tão marcante que chega a ser impressionante. Os enquadramentos parecem ter sido planejados por um cinéfilo, cortes rápidos, simetrias, composições que às vezes lembram Wes Anderson (aquela frontalidade seca, os objetos centrados, o uso de cores vibrantes em fundos pastéis). Não é cópia. É inspiração bem digerida.

Mixtape Gameplay pulando amigos

O design dos personagens é excelente. Stacey, Slater e Cassandra têm silhuetas distintas, roupas que comunicam personalidade sem precisar de falas. A colorização e a iluminação variam de acordo com a cena e o humor, tons quentes e saturados para as memórias felizes, azuis e desbotados para os momentos de melancolia. Há uma sequência noturna no carro, com os faróis iluminando a estrada e as músicas tocando no rádio, que parece tirada de um filme independente dos anos 90.

As animações são o ponto mais frágil. De vez em quando, ficam um pouco instáveis — pequenas travadas, transições menos suaves, movimentos que não fluem perfeitamente. Nada que quebre a experiência, mas perceptível para quem presta atenção. A verdade é que o estilo artístico único do jogo consegue suavizar essas arestas. Como nada ali tenta ser ultra-realista, o olho perdoa mais fácil.

Mixtape andando na floresta

Outro acerto: a interface é limpa e integrada ao tema. As músicas da mixtape aparecem como faixas de CD rodando na tela. Os diálogos surgem em caixas que parecem adesivos colados no cenário. Não há elementos futuristas ou minimalistas frios, tudo tem textura, personalidade, uma sensação de que foi feito com cola e papel.

Mixtape não é um jogo tecnicamente exigente. Você não vai testar os limites do seu hardware. Mas, do ponto de vista da direção de arte, ele é uma das coisas mais interessantes que a Annapurna publicou nos últimos anos. É daqueles jogos que você para para olhar, mesmo quando não precisa.

Trilha Sonora e Som

Mixtape minigame plataforma onibus

A trilha sonora é, obviamente, o grande atrativo de Mixtape. E, no geral, ela não decepciona. Stacey selecionou cuidadosamente cada música para cada momento do jogo, e fica evidente que ela (ou os desenvolvedores) sabia o que estava fazendo. O repertório é uma celebração do rock alternativo e new wave dos anos 80 e 90: Smashing Pumpkins, Portishead, Devo, The Cure, Iggy Pop, Lush e muitos outros. É um prato cheio para quem cresceu ouvindo essas bandas.

Um dos detalhes mais legais é que Stacey quebra a quarta parede para dar pequenas aulas sobre cada música, data de lançamento, origem da banda, curiosidades. É pretensioso? Sim. Mas é exatamente o tipo de pretensão que combina com uma adolescente obcecada por música. E, no fim das contas, você sai do jogo com uma playlist turbinada e algumas histórias para contar. Isso é mérito do jogo.

Mixtape fogos de artificio cena carro

A dublagem merece destaque à parte. É absolutamente fenomenal. O elenco foi escolhido a dedo, e todos são 100% convincentes. É impressionante como um jogo relativamente pequeno conseguiu criar personagens tão reais.

Agora, a parte polêmica: nem todas as escolhas musicais funcionaram para mim. Muito por causa que o jogo foi pensado para um público americano, boa parte das bandas e artistas presentes no jogo são menos conhecidos do público mundial, apesar de serem boas trilhas, elas vão funcionar muito diferente para alguém que nunca as escutou ou não viveu a mesma vibe da época dos anos 90.

A dublagem ainda assim segura a barra. As vozes têm camadas, os silêncios são bem colocados, e os momentos de discussão entre os três soam verdadeiros, algo raro em jogos narrativos.

Um ponto negativo real: Slater fica de fora de boa parte da construção musical e narrativa. Você aprende muito sobre Cassandra e Stacey através das músicas e flashbacks. Slater surge mais como um apoio do que como um protagonista com sua própria relação com a trilha. É uma pena, porque a dublagem dele é excelente e o personagem merecia mais tempo sob os holofotes.

No fim, Mixtape é um jogo que você ouve tanto quanto joga. A playlist pode ir para a sua biblioteca pessoal depois dos créditos. E mesmo com alguns deslizes de curadoria, a experiência sonora é uma das mais memoráveis do ano, especialmente para quem entende o peso que uma música certa pode ter no momento certo.

Vale a Pena?

Review Mixtape Veredito personagens deitados carro

Mixtape é uma experiência nostálgica e envolvente, embalada por uma trilha sonora surpreendentemente sólida que é ao mesmo tempo importante para a narrativa e contagiantemente boa. O tédio adolescente permeia o jogo, mas nunca se torna opressivo, enquanto Stacey e seus amigos tentam aproveitar uma última noite selvagem antes que a vida adulta os separe. É um jogo curto, significativo e com mecânicas relativamente simples, talvez simples demais.

A verdade é que Mixtape se parece mais com um curta-metragem interativo do que com um videogame tradicional. Você passa a maior parte do tempo caminhando, interagindo com objetos que brilham na tela e assistindo a cenas lindamente animadas. As sequências de rolagem automática se repetem até o ponto do tédio, e a falta de desafio ou liberdade real faz com que a pergunta “por que isso é um jogo?” ecoe durante boa parte da experiência. Não há escolhas que importem, não há consequências, não há nada que você possa fazer errado, ou certo. Você apenas assiste.

Dito isso, o que você assiste é, na maioria das vezes, muito bom. Os diálogos são afiados, genuinamente engraçados e, nos momentos certos, comoventes. A dublagem é fenomenal. E a direção de arte, com seu estilo que lembra stop-motion e claymation, é visualmente deslumbrante, com enquadramentos que evocam Wes Anderson e uma colorização que muda de acordo com o humor da cena.

A trilha sonora é o grande trunfo. Smashing Pumpkins, Portishead, The Cure, Iggy Pop, Lush, o repertório é de dar inveja a qualquer playlist dos anos 90. As quebras da quarta parede onde Stacey dá curiosidades sobre as músicas são um charme à parte, transformando o jogo numa espécie de aula de música peculiar. Mas nem tudo são flores: algumas escolhas musicais parecem mais preocupadas em provar o quão cult a playlist é do que em combinar com o momento emocional da cena. E Slater, injustamente, fica de fora de boa parte da construção musical e narrativa.

No fim, Mixtape é uma experiência que você provavelmente jogará apenas uma vez, em cerca de três horas, e depois guardará na memória como uma fita cassete que você ganhou da sua primeira paixão, especial no momento, mas que acaba esquecida na gaveta. É um jogo que agrada mais o coração do que as mãos. Se você se conecta com a proposta nostálgica, com os personagens e com a música, vai encontrar uma jornada comovente sobre amizade, despedida e os pequenos momentos que formam uma vida. Se você busca desafio, profundidade mecânica ou qualquer senso de jogabilidade real, vai sair perguntando por que não estava apenas assistindo a um filme.

Recomendo para fãs de jogos narrativos como Life is Strange, para saudosistas dos anos 90 e para quem ama descobrir música nova, ou revisitar clássicos. Mas entre sabendo que você vai assistir mais do que jogar, e que a experiência depende muito da sua disposição para abraçar a nostalgia e ignorar a falta de interatividade. Mixtape é como uma boa mixtape: imperfeita, desigual, mas com momentos que ficam com você.

*Jogo analisado no PC.

Confira a Política de Reviews do PS Verso

Notas do Jogo

Título: Mixtape

Na última noite no colégio, três amigos embarcam em mais uma aventura juntos. Jogue uma coletânea de lembranças, na companhia da trilha sonora de uma geração.

Desenvolvedor: Beethoven and Dinosaur
Publicadora: Annapurna Interactive
Lançamento: 07/05/2026
Classificação: 16+

Nota Geral

7,8
  • História Avaliamos a narrativa do jogo, incluindo universo, personagens, motivações, roteiro e desenvolvimento da campanha, analisando como a história é apresentada e evolui ao longo da experiência.
    8/10
  • Jogabilidade Analisamos as mecânicas principais do jogo, como controles, sistemas, combate, progressão, level design, modos de jogo, dificuldade e demais elementos que definem a experiência de jogar.
    5/10
  • Gráficos e Direção de Arte Examinamos direção de arte, identidade visual, qualidade técnica, animações, texturas, performance e estabilidade geral do jogo.
    8/10
  • Trilha Sonora e Som Avaliamos músicas, ambientação sonora, design de som, dublagem e qualidade da localização, incluindo suporte ao português brasileiro quando disponível.
    10/10

Veredito

Mixtape é mais um curta-metragem interativo do que um jogo de fato: você assiste mais do que joga, com mecânicas simples e sequências de rolagem automática que cansam. Mas o que você assiste é muito bom — diálogos afiados, dublagem fenomenal, direção de arte deslumbrante e uma trilha sonora nostálgica de dar inveja. Vale para quem busca uma experiência emocional e nostálgica de quatro horas, mas fuja se você prioriza desafio ou liberdade real.

Vantagens

  • Trilha sonora incrível que sustenta toda a experiência
  • Escrita espirituosa, comovente e hilária
  • Direção de arte deslumbrante com estilo stop-motion nostálgico
  • Personagens bem construídos, especialmente Stacey e Cassandra
  • Dublagem excepcional
  • Atmosfera nostálgica
  • Ritmo tranquilo e relaxado, ideal para uma experiência sem estresse
  • Apresentação visual e transições de cena impressionantes

Desvantagens

  • Jogabilidade rasa e sem desafio, com interações mínimas
  • Sequências de rolagem automática (auto-scroller) repetitivas
  • Slater é subdesenvolvido em comparação com Stacey e Cassandra
  • Trilha sonora nem sempre combina com o tom emocional da cena
  • Curto (cerca de 3 horas)
  • Depende muito da conexão pessoal com a nostalgia dos anos 90 e americana

San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.