Análise | Assassin’s Creed Valhalla


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Anunciado em Abril de 2020, a existência de Assassin’s Creed Valhalla já havia sido vazada meses antes, quando uma arte claramente influenciada pela mitologia nórdica surgiu. A partir dali, vários rumores versavam e comentavam sobre um dos maiores anseios da fanbase da série, depois de um jogo baseado no Japão feudal, o tema viking estava em voga e seria ele que a Ubisoft decidiu escolher para este novo capítulo da série na oitava e nona geração.

Dessa vez, a Ubisoft provavelmente influenciada por produções de sucesso, como as séries The Last Kingdom e Vikings, decidiu abordar a cultura dos vikings na sua principal franquia, Assassin’s Creed. Para entender melhor o universo que seremos jogados, é preciso entender quem eram os vikings.

Os vikings se tratavam de um povo formado por clãs que viveu na Escandinávia, que é uma região que abrange a Dinamarca, Suécia e Noruega. Os vikings foram um povo focado em agricultura e pesca, mas com alto perfil expansionista e conquistador, ficando famosos pelas colonizações e saques em toda a Europa entre os séculos 9 e 11. Há várias origens para explicar a palavra viking, derivando de “piratas” a “exploradores”, mas também foram chamados de nórdicos (por causa da região de origem) e pagãos (chamados pelos saxões da época, já que os vikings não acreditavam no deus cristão).

Esta característica conquistadora dos vikings, pelo fato de saquear e pilhar cidades inteiras da costa europeia, se deu pelo fato de uma necessidade: a população escandinava se reproduzia muito rápido e suas terras se tornavam pequenas e improdutivas, então se sentiam impelidos a se instalarem em outro territórios. Apesar da sua fama de assassinos impiedosos, os vikings não eram muito diferentes dos outros povos da época, sua diferença se dava por ser uma civilização pagã, portanto eles não se acanhavam com a religião europeia e saqueavam igrejas e monastérios e além disso, as mulheres também eram líderes militares, podiam negociar e serem donas de terras, algo muito incomum na sociedade daquela época.

História

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Eivor e Sigurd se tornam irmãos, motivado por acontecimentos traumáticos do passado.

Agora, para entender o contexto da história de Assassin’s Creed Valhalla, o jogo se instala em um período determinado onde os vikings conquistaram a Inglaterra, naquela época, mais precisamente no século XIX, a Inglaterra era formada pelos 4 reinos Anglo-Saxões (Ânglia Oriental, Mércia, Wessex e Nortúmbria), ocupada pelos saxões cristãos e uma reunião de vários bandos de clãs nórdicos que ficaram conhecidos como O Grande Exército Viking ou conhecido pelos saxões como O Grande Exército Pagão. Este exército composto por vários bandos vikings tinha entre os líderes o Ivar, o Sem Ossos, e seus irmãos Ubba e Halfdan, filhos do lendário Ragnar Lodbrock.

“Sinto o cheiro de uma dúzia de reinos na sua barba.”

Neste cenário, jogamos com a/o protagonista Eivor Varinsdottir (que como no jogo anterior, pode ser homem ou mulher, dependendo da escolha do jogador). No início do jogo testemunhamos Eivor ainda criança em um banquete que selará a formalização da aliança do clã do seu pai (Varin) ao rei Styrbjorn de Fornburg, mas antes da celebração terminar, eles foram atacados por Kjotve, o Cruel. Nesse ataque seu pai e sua mãe foram mortos, cabendo Eivor ser acolhido pelo rei Kjotve e estabelecido uma relação de irmão com o filho do rei, o Sigurd.


Anos depois, depois de várias missões, Eivor consegue sua vingança e mata Kjovte, que depois descobrimos que faz parte da Ordem dos Anciões. Nesse processo, descobrimos que para a pacificação da Noruega, o rei Styrbjorn se alia ao primeiro rei da Noruega Harald e tanto Eivor quanto Sigurd não teriam mais poder nenhum na região. Se vendo sem perspectivas de poder e crescimento, ambos decidem abandonar a Noruega influenciados por outros compatriotas e os filhos de Ragnar Lodbrock que já estavam nos reinos Saxões, atravessam o Mar do Norte com os seus dracars (o famoso barco viking) em busca de um novo lar, assim se inicia o enredo de Assassin’s Creed Valhalla.

Estrutura da Campanha

Resumidamente o jogador irá de reino em reino a fim de estabelecer alianças que se encontram com diversas dificuldades, como reis mortos, reis depostos, reis inexperientes e reis que precisam ser depostos. Enquanto isso, no núcleo narrativo do presente, fora do Animus, testemunhamos as consequências que Layla teve que enfrentar no fim de Odyssey e agora o mundo está em plena fase apocalíptica com acontecimentos naturais afligindo a Terra.

Enquanto isso, há outro núcleo narrativo se desenrolando, com missões mais lúdicas onde aborda toda a mitologia dos deuses nórdicos e que acaba se mesclando com a narrativa principal. Apesar de ser um dos pontos de maior crítica da fanbase da franquia, Valhalla é até menos exagerado nesse sentido do que o Odyssey e usa o argumento lúdico feito em diversos jogos da Ubisoft para jsutificar uma realidade mais fantasiosa com mais liberdade de possibilidades.

Sobre Eivor, como sempre, a Ubisoft cria um personagem neutro, deixando as principais decisões a cargo do jogador, mas ainda possuindo suas decisões próprias. Bem longe do trabalho feito em Odyssey com Kassandra e Alexios, onde os protagonistas não tinham histórias exclusivamente próprias e por muitas vezes a personalidade era muito apagada em relação aos protagonistas das séries anteriores, Valhalla dá uma maior personalidade ao seu personagem principal, dando-lhe propósito, honra, desconfiança e autoquestionamento, não sendo o(a) melhor protagonista da saga, mas figurando entre eles.

Missões Secundárias

Abandonando as milhares de horas perdidas com missões repetitivas sem grandes propósitos de Odyssey, Assassin’s Creed Valhalla decide enxugar na quantidade e extensão. Apesar do conteúdo dessas secundárias não ser as melhores no mercado, elas cumprem seu propósito de dar uma coesão com a cultura e realidade local e se tornam por diversas vezes divertidas. Ao invés de apenas invadir assentamentos e bases inimigas apenas para “conquistar o local”, o jogo implementa pontos dourados no mapa e nessas bases, para recompensar o jogador, dando muitas vezes suprimentos necessários para melhorias de armas e equipamentos valiosos para o personagem. Uma ótima mudança em relação ao sistema cansativo e pouco compensativo de Origins e Odyssey.

Gameplay

Nessa etapa de vida de uma franquia com tantos jogos, não é preciso detalhar a fundo como funciona a jogabilidade de um Assassin’s Creed, mas como todo jogo, a Ubisoft implementa novidades em várias mecânicas com uma forma de experimento na busca de uma melhor experiência dos jogadores e nisso Valhalla se destaca.

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Assentamento se torna um novo elemento da série e cumpre um papel importante nas mecânicas do jogo.

Para ajudar no mergulho histórico, Assassin’s Creed Valhalla implementa pela primeira vez a mecânica de assentamentos, não tão detalhado como a base de Fallout 4, mas simplista e dinâmico. Para se estabelecer em uma Inglaterra do século XIX, Eivor se instala na margem do rio e batiza o seu assentamento com o nome de Ravensthorpe, o lar onde seu clã decide viver neste novo mundo. Nos assentamentos, é possível ter ferreiros para melhorar armas e armaduras, estábulos para ganhar habilidades para os seus cavalos, estúdios de tatuagem e “cabeleireiro” para mudar a aparência do seu personagem e vários outros locais úteis para ganhar novas runas e personalizar o seu dracar, além disso tudo é possível aumentar o nível do assentamento.

Com essa mecânica, foi gerado outra novidade na franquia, invasões de monastérios e vilas. Eivor agora pode velejar pelos rios que circundam o mapa, não com grandes barcos e grandes batalhas navais como jogos anteriores da franquia (uma mudança muito bem-vinda), mas um barco menor viking, com o seu clã com combatentes. Esses lugares ficam marcados no mapa, basta velejar até eles e atracar nas vilas e começar uma batalha campal contra saxões em busca de todo ouro e espólios resididos em seus territórios para usá-los em assentamentos e aumentar o seu nível com novas instalações. Apesar destes aliados ajudarem na batalha, são pouco efetivos no combate contra inimigos, deixando a maior parte da luta sob a sua responsabilidade.

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Saia com o seu dracar junto com a sua tripulação para invadir igrejas, vilas e monastérios.

Uma novidades substancial e que muitos fãs de longa data almejavam foi atendida, em partes, mas atendida, a mecânica de níveis foi em parte substituída por uma mecânica de nível de poder. Abandonando a veia quase pura de RPG em Odyssey, onde era primordial que o seu personagem esteja no mesmo level para lutar contra inimigos, Valhalla suaviza essa obrigatoriedade. A mecânica é parecida, mas não igual. Na medida que você ganha pontos de experiência, você ganha 2 pontos de habilidade a cada meta alcançada, seja alcançado uma quantidade X de experiência ou mesmo fazendo missões secundárias, estes pontos são usados na extensa e mudada árvore de habilidades, onde você pode gastar estes pontos em status físicos do personagem, cada vez que você gasta esses pontos, um ponto é adicionado ao seu nível de poder. Deste modo, elimina o tempo necessário que um jogador precisa para atingir determinado nível dando uma sensação de maior agilidade na progressão do personagem. Além disso, para eliminar a barreira de dificuldade que os levels trouxeram no Odyssey, agora tanto o arco e flecha quanto a lâmina “oculta” (que teve a sua volta em Valhalla), são mais letais em inimigos, trazendo de volta a furtividade perdida em Odyssey.

Mudança na Árvore de Habilidades

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Agora a árvore de habilidades possui ainda mais importância no coração do sistema de evolução do Assassin’s Creed Valhalla. Como relatado, agora ela é responsável por atribuir os status como força de ataque, dano furtivo, ataque leve, ataque pesado e diversos outros mesclados com habilidades especiais. A árvore possui três caminhos que servem como perfis de gameplay diferenciados visualmente por cores, proporcionando versatilidade própria ao tipo de Eivor que você quer jogar, sendo mais furtivo ou ofensivo.

Menos Equipamentos

Em Assassin’s Creed Origins e Odyssey, era habitual o jogador ganhar montes e pilhas de equipamentos, mas em sua grande maioria, eram inúteis, mais fracos, repetidos ou agregavam pouco ao set que você já tinha. Era normal o jogador se perder em uma quantidade sem fim de equipamento no inventário, isso mudou em Valhalla. Em Assassin’s Creed Valhalla a oferta de sets e equipamentos é muito menor, só que bem mais úteis. As armas e equipamentos ficam “escondidos” pelo mapa, o jogador precisa explorar os pontos brilhantes em amarelo para encontrá-los, recompensando verdadeiramente com pedaços de sets e armas que vão ajudar na experiência do jogador, não gerando uma banalização de equipamentos.

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Valhalla possui uma quantidade reduzida de equipamentos.

Também é possível mudar a aparência dos equipamentos com o ferreiro do assentamento, seja em sets de armadura ou armas como espadas, machados, escudos, lanças e arcos. O jogador precisa ir em busca de metais específicos para isso e cada nível de arma (que são quatro níveis), é possível melhorar o status de cada uma usando espólios que o jogador coleta no mapa e ainda usar runas (pedras com aumentos e habilidades especiais), gerando uma maior personalização feita pelo jogador.

Sistema de Combate

A mudança feita nessa parte de jogo variou pouco dos jogos anteriores, já que a mudança feita no sistema de evolução ressoou muito como os combates funcionam no jogo. É uma combate mais cadenciado do que em Odyssey, com golpes mais pesados e lentos, o jogo traz a temática visceral viking nas animações do combate. Com finalizações repletas de brutalidade e desmembramentos, o jogo não se furta de suavizar como em jogos anteriores, e esbanja violência em seus combates sendo possível colocar armas diferentes em ambas as mãos ou até mesmo usar dois escudos em cada, o jogo te entrega certa liberdade em variação de combate. Se quer ser mais tradicional, uma espada e escudo, mais temático, dois machados pequenos, mais furtivo um machado e a lâmina oculta ou um combate mais a distância, uma lança.

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Alguns problemas encontrados residem na péssima inteligência artificial dos inimigos, até mesmo para os padrões da franquia, é natural ver inimigos tendo comportamentos ruins quando o jogador explora o lado furtivo do jogo, desistindo rápido de procurarem o jogador, não avisando ao inimigo próximo da sua presença e até mesmo não escutando nem quando você cai fazendo barulho de um NPC. Os inimigos possuem baixa variação de padrões de ataque o que acaba sendo muito fácil do jogador entender como funciona cada inimigo e até mesmo possível derrotar inimigos com poderes bem mais altos. Além disso, a animação de esquiva é tão esquisita que por vezes prejudica a sua utilidade, já que ela se desloca demais longe do alvo e quebra o andamento da luta contra um inimigo.

Assassin’s Creed Valhalla tenta agradar a maior variedade de estilos de jogo do jogador e é o mais inclusivo da franquia até aqui, mas por ser inclusivo demais, o jogo acaba sendo bem fácil na metade da campanha, oferecendo poucos momentos de verdadeiro desafio. Ao facilitar o jogo por meio do nível de poder, habilidades especiais sendo conquistadas mais rápido, IA baixa dos inimigos e armas mais úteis, serão poucas vezes onde o jogador enfrentará grandes dificuldades.

Batalha de Repentes

Uma novidade implementada curiosa em Valhalla, é a batalha de repentes. O recurso foi usado porque os vikings batalham com rap entre si, usando de poesia com calúnias, insultos sexuais e provocação. Então o jogo apresenta esse passatempo, bem útil já que disputar eleva o nível de carisma de Eivor, oferecendo mais opções de diálogo para facilitar a sua via em diversos momentos na sidequest e na campanha principal. Só que há uma problema nessa batalha de repentes, ela foi pensada para o inglês, mas a localização deixou o seu propósito confuso.

É possível ver o esforço hercúleo da tradução para o português. Pegar um texto para rimar em inglês e adaptá-lo para português não é uma tarefa fácil, mas foi feita da melhor forma possível, só que por diversas vezes, algumas rimas não se encaixam e o sistema da batalha se torna confuso. Você nunca sabe qual rima é a certa, qual se encaixa melhor na proposta da batalha, deixando a decisão da escolha certa aleatória, prejudicando a diversão proposta pela desenvolvedora.

Mundo Aberto

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Diferente das diversas ilhas em Odyssey, Valhalla apresenta uma mudança contendo áreas mais extensas de terra cortada por rios. Outra pequena mudança é que agora o mapa apresenta pequenos pontos luminosos que indicam pontos de missões e artefatos, que se destacam ainda mais quando o jogador usa Synin (um corvo), que neste jogo acabou perdendo praticidade da sua função de localizar inimigos automaticamente e marcá-los e hoje serve apenas como um recurso de exploração e marcação de ponto de interesse.

A perda de função da águia (agora um corvo) tem como objetivo apresentar um maior desafio ao localizar melhor os inimigos se deslocando pelo cenário, mas acabou prejudicando a sua utilidade, sendo útil apenas como mero recurso de localização de entradas de cavernas ou passagens subterrâneas facilmente substituído pelo mapa.

Gráficos

Abordando cenários diferentes, que caminham de montanhas e florestas nevadas da Noriega a campos floridos e verdejantes da Inglaterra, Assassin’s Creed Valhalla não faz feio na direção de arte de cenário e apresenta belas paisagens naturais que é uma das grandes qualidades da franquia. O jogo resolve bem as questões de iluminação de jogo, ajudando muito a favorecer os seus belos cenários.

A localização de toda a cultura local que a série se esforça a reproduzir é mais uma vez realizada em Valhalla. O jogo apresenta construções com cabanas cobertas de palha, antigos destroços de arquitetura romana e diversas igrejas que representam o catolicismo na época.

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É fácil notar a diferença de tratamento das animações faciais de personagens mais importantes para a narrativa e NPCS, que apresentam trabalho protocolar, sem grandes esforços gráficos. Alguns NPCs apresentam tamanho desproporcional deixando Eivor um completo anão e outros apresentam um cabeça gigantesca em um corpo diminuto, bola fora do time de modelagem.  Um ponto a salientar é o trabalho gráfico do núcleo de personagens do presente em comparação ao núcleo do passado. Layla apresenta animações faciais sofríveis e um design esquisito.

Caminhando para as animações no geral, a Ubisoft não piora e nem melhora o trabalho do jogo anterior e segue com a qualidade padrão da franquia, mediana.

Tem um Jogo nesse Bug

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Saves corrompendo se tornam recorrentes.

Com toneladas de bugs, glitches, quedas de desempenho e erros que impedem a progressão, Assassin’s Creed Valhalla é um festival de bugs. Em duas horas de jogo, cheguei a presenciar cerca de três bugs por hora, indo de bugs comuns a bugs críticos. Cheguei precisar reiniciar o jogo por mais de 6 vezes porque a missão simplesmente bugava e não prosseguia, e cheguei a usar saves de antes do início da missão para conseguir prosseguir. Além disso, cheguei a presenciar o erro crítico de corromper save, mas como já estava, consegui reverter sem maiores danos.

Assassin’s Creed Valhalla é um pesadelo em forma de jogo nesse sentido, não se limitando a bugs inofensivos e realmente prejudicando de forma contundente a experiência do jogador.

Trilha Sonora e Som

Composta pelo trio Jesper Kyd (Assasin’s Creed (vários), Borderlands 2 e 3, Forza, Hitman e etc), Sarah Schachner (Homem de Ferro 3, Far Cry 3, Assassin’s Creed Black Flag e etc) e Einar Selvik, um legítimo compositor norueguês, Assassin’s Creed Valhalla possui todas as particularidades de uma trilha sonora nórdica, conhecida por conter instrumentos típicos do seu gênero como violino, kantele, nyckelharpa , bandolim, flautas, harpa céltica e Jew’s harp.

A trilha sonora não faz feio e cumpre muito bem o seu papel de estabelecer uma imersão ainda maior na proposta nórdica do jogo, com músicas variando até mesmo em regiões e reinos distintos, o jogo possui uma extensa quantidade de músicas.

Sobre os sons, como barulhos de golpes de armas, passos, animais e outras coisas que complementam a sonorização de um jogo, a franquia nunca se destacou nesse sentido, mas também nunca esteve abaixo dos jogos padrões de mercado, portanto ele cumpre bem o seu propósito.

Vale a Pena?

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Com a volta do competente roteirista de Black Flag e Revelations, Darby McDevitt e dirigido por Ashraf Ismail (que acabou sendo demitido da empresa por alegações de assédio), responsável por Origins, Assassin’s Creed Valhalla é um jogo que retorna a algumas mecânicas da origem da franquia, mas não abandona todo o progresso proporcionado pela mudança para o gênero RPG. É um jogo feito para os dois públicos e que consegue agradar e entreter.

“É um líder sábio que leva em conta as necessidades dos outros.”

Com uma história mais inspirada que Odyssey, com personagens mais interessantes e com maior propósito de existência, aliado a volta da Ordem dos Assassinos e artifícios narrativos envoltos em mistério, o jogo consegue ser interessante e engajar pela história. Longe de ter as melhores direções de cenas do mercado de games (minha principal crítica a jogos da Ubisoft), mas cumpre o papel de entregar uma narrativa sólida e um fechamento para a trilogia de Layla iniciada no Origins.

Com gráficos padrões, mas com uma interminável lista de bugs, Assassin’s Creed Valhalla é hoje um risco para o jogador, já que até o momento dessa análise, erros que impedem progressão e saves corrompidos ainda ocorrem com certa regularidade, o que é triste e inadmissível para um produto com tamanha extensão de conteúdo.

Sendo o primeiro Assassin’s Creed lançado na nona geração, Valhalla apresenta muito das qualidades e defeitos da oitava geração. Com um extenso conteúdo e mapas gigantescos, com versatilidade de gameplay, histórias marcantes, ótimo sistema de progressão, mas com falta de cuidado técnico, algo que ocorreu no primeiro jogo da franquia no PS4 (Assassin’s Creed Unity), várias telas de loading e problemas de desempenho. Assassin’s Creed Valhalla pode ser o último jogo da franquia na oitava geração, contendo o melhor e o pior de tudo o que a Ubisoft lançou nessa geração que vai chegando ao fim.

Notas do Jogo

Título: Assassins's Creed Valhalla

Descrição do jogo: Invada os inimigos, crie um assentamento e construa seu poder político no próximo capítulo da série Assassin's Creed. Torne-se um viking lendário, criado nas histórias sobre batalhas e glória. Invada os inimigos, crie um assentamento e construa seu poder político em uma missão para ganhar um lugar entre os deuses em Valhalla. Mecânicas avançadas de RPG determinam o crescimento do personagem e influenciam o mundo ao redor. Cada escolha tomada, de alianças políticas e estratégia de combate a diálogos e progresso de equipamento, define seu próprio caminho rumo à glória. Erga e melhore construções com personalização profunda, incluindo barracas, ferreiro, tatuador e muito mais. Recrute novos membros para seu clã e personalize sua experiência viking.

COMPRAR

Nota
8.3/10
8.3/10
  • História - 8/10
    8/10
  • Jogabilidade - 8/10
    8/10
  • Gráficos - 8/10
    8/10
  • Trilha Sonora e Som - 9/10
    9/10

Veredito

Sendo o primeiro Assassin’s Creed lançado na nona geração, Valhalla apresenta muito das qualidades e defeitos da oitava geração. Com um extenso conteúdo e mapas gigantescos, com versatilidade de gameplay, histórias marcantes, ótimo sistema de progressão, mas com falta de cuidado técnico, algo que ocorreu no primeiro jogo da franquia no PS4 (Assassin’s Creed Unity), várias telas de loading e problemas de desempenho. Assassin’s Creed Valhalla pode ser o último jogo da franquia na oitava geração, contendo o melhor e o pior de tudo o que a Ubisoft lançou nessa geração que vai chegando ao fim.

Vantagens

  • Protagonista e história voltam a se tornarem interessantes.
  • Sistema de combate aprimorado.
  • Sistema de árvore de habilidades divertido.
  • Sistema de equipamentos aprimorado.
  • Missões secundárias mais divertidas.
  • Mapa explorável divertido.
  • Reprodução da cultura Viking e da Inglaterra venerável.

Desvantagens

  • Bug, muitos bugs.
  • Quedas de desempenho constantes.
  • Saves corrompidos.