A Sony ainda não definiu o preço nem a data de lançamento do PlayStation 6. A informação foi revelada pela própria empresa durante sua mais recente teleconferência de resultados financeiros. Embora o console nunca tenha sido oficialmente apresentado, a Sony já mencionou que está aumentando os investimentos em sua “plataforma de próxima geração”, enquanto busca soluções para a crise global de escassez de componentes.
Em resposta a perguntas de investidores, o presidente e CEO da Sony, Hiroki Totoki, explicou que o aumento dos custos de componentes vitais, como a memória RAM, terá impacto direto nos planos para o PS6. “Ainda não decidimos quando lançaremos o novo console, nem a que preços”, disse Totoki durante a teleconferência. “Gostaríamos de observar e acompanhar a situação de perto. Considerando as circunstâncias atuais, o preço da memória também deverá permanecer muito alto no ano fiscal de 2027, devido à escassez de oferta. Portanto, partindo dessa premissa, precisamos pensar cuidadosamente sobre o que faremos.”
Totoki acrescentou que a Sony está analisando a melhor forma de reduzir custos, incluindo a “mudança de modelos de negócios” como uma possível estratégia. A declaração sugere que a empresa pode estar considerando abordagens diferentes do modelo tradicional de lançamento de consoles, especialmente diante de um cenário econômico global desafiador.
A notícia da indefinição sobre o PS6 vem acompanhada de números preocupantes para o atual ciclo do PS5. Após aumentar o preço do console no início deste ano, a Sony observou uma queda significativa nas vendas. A empresa vendeu apenas 1,5 milhão de unidades nos últimos três meses encerrados em 31 de março, uma queda de 46% em relação ao ano anterior. Com isso, as vendas totais do PS5 chegam a 93,7 milhões de unidades, ficando ligeiramente atrás do PS4 no mesmo período do seu ciclo de vida – o PS4 havia vendido cerca de 100 milhões de unidades no mesmo intervalo.
Apesar dos desafios no hardware, a Sony registrou um aumento de 12% na receita operacional com jogos. A empresa também observou que a grande maioria de suas vendas de jogos agora é digital, o que ajuda a manter margens mesmo em um cenário de hardware mais caro. Esse resultado foi alcançado apesar da divisão da Bungie ter registrado um prejuízo enorme de US$ 565 milhões.
Analistas do setor preveem que o PS6 pode não chegar antes de 2028, o que tornaria a geração do PS5 a mais longa da história da Sony. Se confirmado, o console atual teria um ciclo de vida de oito anos, ultrapassando os sete anos do PS4. A escassez global de componentes, combinada com a alta nos custos de produção, continua sendo o principal fator que impede a Sony de definir um cronograma definitivo para a próxima geração.
Enquanto isso, a Sony adota uma postura cautelosa. Totoki deixou claro que a empresa não pretende repetir os erros do passado, quando lançou consoles com hardware desatualizado ou com preços proibitivos. “Precisamos pensar cuidadosamente sobre o que faremos”, concluiu.
