O melhor Resident Evil é o remake do primeiro jogo, o REmake, que transformou a Mansão Spencer no espaço mais perigoso já construído pela Capcom. Abaixo dele vêm RE4 Remake, RE7 e RE2 Remake. Este ranking cobre os 17 jogos da linha principal, do pior ao melhor, com nota, plataformas e o tipo de experiência que cada um entrega.
Quais São os 5 Melhores Jogos de Resident Evil?
- Resident Evil Remake (nota 10)
- Resident Evil 4 Remake (nota 9,8)
- Resident Evil 7: Biohazard (nota 9,5)
- Resident Evil 2 Remake (nota 9,4)
- Resident Evil Requiem (nota 9,2)
Essa é a resposta rápida, e ela contraria o consenso. A maior parte dos rankings de imprensa coroa o Resident Evil 4 original. A defesa do REmake está na seção dele, e passa por um inimigo que quase nenhuma outra lista leva a sério.
Tabela Completa do Ranking
| Jogo | Nota | Onde jogar | Terror ou ação |
|---|---|---|---|
| 1. Resident Evil Remake | 10 | PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Switch, PC | Terror |
| 2. Resident Evil 4 Remake | 9,8 | PS4, PS5, Xbox Series, Switch 2, PC | Híbrido |
| 3. Resident Evil 7: Biohazard | 9,5 | PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC | Terror |
| 4. Resident Evil 2 Remake | 9,4 | PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC | Terror |
| 5. Resident Evil Requiem | 9,2 | PS5, Xbox Series, Switch 2, PC | Híbrido |
| 6. Resident Evil 4 | 9,0 | PS4, Xbox One, Switch, PC | Ação |
| 7. Resident Evil 2 | 8,8 | PS1 e ports clássicos | Terror |
| 8. Resident Evil 3: Nemesis | 8,5 | PS1 e ports clássicos | Híbrido |
| 9. Resident Evil Code: Veronica | 8,2 | Dreamcast, PS2 e a versão X em PS3 e Xbox 360 | Terror |
| 10. Resident Evil Village | 8,0 | PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Switch 2, PC | Híbrido |
| 11. Resident Evil: Revelations 2 | 7,5 | PS4, Xbox One, Switch, PC | Híbrido |
| 12. Resident Evil 3 Remake | 7,2 | PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC | Ação |
| 13. Resident Evil | 7,0 | PS1 e ports clássicos | Terror |
| 14. Resident Evil: Revelations | 6,8 | PS4, Xbox One, Switch, PC | Híbrido |
| 15. Resident Evil Zero | 6,5 | PS4, Xbox One, Switch, PC | Terror |
| 16. Resident Evil 5 | 6,2 | PS4, Xbox One, Switch, PC | Ação |
| 17. Resident Evil 6 | 4,5 | PS4, Xbox One, Switch, PC | Ação |
17. Resident Evil 6
Quatro campanhas, quatro duplas, e nenhuma direção clara. Resident Evil 6 tentou ser blockbuster militar, terror de mansão e drama de espionagem ao mesmo tempo, e o resultado é um jogo que muda de identidade a cada duas horas. A primeira metade da campanha do Leon funciona. O terço final da campanha do Chris tem momentos legítimos de tensão. O resto se dissolve em quick time events e explosões.
O erro estrutural é o orçamento gigante gasto para agradar todo mundo. Cada campanha precisa ser espetacular, então nenhuma respira. O inventário em tempo real, que deveria aumentar a pressão, vira uma catástrofe de menus. E o gerenciamento de recursos, o pilar da série inteira, praticamente desaparece porque munição cai de todo canto.
Vale a pena hoje? Só em coop, só com paciência, e só se você já jogou o resto. A contribuição real deste jogo foi assustar a Capcom o suficiente para forçar a virada radical que veio depois.
16. Resident Evil 5
Resident Evil 5 pegou a câmera por cima do ombro de RE4 e jogou fora tudo que restava de medo. Chris e Sheva Alomar atravessam a África em plena luz do dia, com munição sobrando e um parceiro que nunca sai de perto. A jogabilidade é sólida e o coop é um dos melhores da geração PS3, o que explica a longevidade do jogo apesar de tudo.
O problema é de gênero, não de execução. Tirar a solidão de Resident Evil remove o motivo de existir do inventário apertado, do save limitado e do corredor escuro. Quando você sempre tem alguém do lado gritando “Chris!”, o jogo vira um shooter cooperativo competente com fantasia de terror por cima.
A luta final contra Wesker, no entanto, continua sendo uma das sequências mais divertidas da franquia. Se este ranking fosse por soco em pedra, RE5 ganharia sem discussão. Não é.
15. Resident Evil Zero
A premissa é excelente: acompanhar o time Bravo da STARS na missão que deu errado antes do incidente da mansão. O Ecliptic Express é um dos melhores cenários de abertura que a Capcom já desenhou, e a dupla Rebecca Chambers e Billy Coen tem uma química que sustenta as primeiras horas.
Um esclarecimento que quase todo mundo erra: ter dois protagonistas não faz do RE Zero um jogo cooperativo. Não existe segundo controle nem parceiro controlado por outra pessoa. Você alterna entre Rebecca e Billy, e o que não está sob seu comando fica parado ou segue uma IA limitada. Quem compra esperando coop de RE5 se decepciona na primeira hora.
Vale registrar o lugar dele na história técnica da série: Zero foi o último Resident Evil com controle tanque e cenários pré-renderizados. Depois dele veio RE4 e a câmera mudou para sempre. É o ponto final de uma era inteira de design, e isso explica por que ele parece ao mesmo tempo o mais refinado e o mais datado dos clássicos.
O que derruba o jogo é uma decisão de design que quase ninguém comenta: RE Zero eliminou os baús de itens. No lugar deles, você larga objetos no chão de qualquer sala e precisa lembrar onde. Parece libertador. Na prática, você passa metade da campanha refazendo o mesmo trajeto atrás de uma chave que deixou dois andares abaixo. O sistema de troca entre os dois personagens agrava o problema, porque cada um carrega seu próprio inventário minúsculo.
Há um jogo muito bom preso aqui dentro. A ambientação da instalação de treinamento da Umbrella é densa, o vilão é bizarro no melhor sentido, e o HD Remaster deixou tudo visualmente apresentável. A logística é que cansa.
14. Resident Evil: Revelations
O navio abandonado é um cenário perfeito para a série. Corredores estreitos, água por toda parte, criaturas que emergem de onde você não esperava. Revelations acertou o clima num momento em que a franquia tinha esquecido como se faz isso, e o Genesis, o scanner que revela itens escondidos, é uma mecânica inteligente que dá ao jogador um motivo para olhar as paredes.
A estrutura episódica é que atrapalha. O jogo corta a tensão do navio a cada dois capítulos para te jogar em missões de ação com outros personagens, e essas missões são fracas. Você fica com vontade de pular tudo que não seja a Jill no Queen Zenobia.
Como origem portátil que virou franquia paralela, cumpriu o papel. Como experiência única e coesa, tropeça nas próprias pernas.
13. Resident Evil
Aqui nasceu o gênero. O Resident Evil original inventou a gramática inteira do survival horror: câmera fixa que esconde o que vem pela frente, inventário que obriga escolha, salas de save escassas, portas que abrem devagar para mascarar carregamento e criar pânico no processo. Barry Burton, Jill Valentine e Chris Redfield estrearam aqui.
A posição baixa não é demérito histórico. É consequência direta de existir um remake que refez este jogo inteiro sem perder nada e melhorando tudo. Toda vez que alguém pergunta se vale jogar o original de PS1, a resposta honesta é que vale por curiosidade e por arqueologia, não por experiência.
As dublagens ruins viraram meme e hoje têm charme próprio. A tensão real, no entanto, envelheceu junto com as animações travadas e os tanques de controle sem contexto. O legado é intocável. O jogo, não.
12. Resident Evil 3 Remake
Tecnicamente impecável e emocionalmente vazio. O Resident Evil 3 Remake tem o melhor movimento de Jill em toda a série, uma esquiva perfeita que recompensa timing, e uma Raccoon City em chamas de tirar o fôlego nas primeiras horas. A campanha dura seis horas e some.
O corte de conteúdo é o crime. A Torre do Relógio virou cutscene. O parque e a fábrica sumiram. Carlos Oliveira ganhou personalidade e tempo de tela, o que é ótimo, mas o preço foi a cidade encolher até virar um corredor.
O Nemesis é o sintoma mais grave. No original ele te caçava. Aqui ele aparece quando o roteiro manda, luta num arena, e vai embora. Perseguição virou agendamento.
11. Resident Evil: Revelations 2
Revelations 2 resolveu o problema de coop que RE5 criou. Em vez de dois soldados iguais, o jogo dá Claire Redfield com armas e Moira Burton com uma lanterna e um pé de cabra. Moira se recusa a atirar. Isso muda tudo: a dupla precisa dividir funções de verdade, e o parceiro fraco vira o mais útil quando a munição acaba.
A dupla Barry Burton e Natalia funciona pelo mesmo motivo, com a menina detectando inimigos através de paredes enquanto Barry limpa a sala. É a melhor ideia de design que a série teve fora dos remakes.
O acabamento é que denuncia o orçamento. Cenários repetidos, texturas pobres, uma ilha genérica que poderia ser de qualquer jogo. O formato episódico também prejudicou a recepção na época. Se você tolera a produção modesta, encontra aqui personagens escritos com mais cuidado do que em qualquer jogo numerado da fase de ação.
10. Resident Evil Village
Resident Evil Village é um parque temático de terror clássico, e essa é a melhor e a pior coisa sobre ele. Cada território tem um monstro homenageando um arquétipo: o castelo é Drácula, o pântano é peixe-homem, a fábrica é Frankenstein. Mother Miranda costura tudo por trás, e o elenco de vilões dela, incluindo as Três Bruxas filhas de Dimitrescu, tem mais personalidade do que qualquer antagonista pós-Wesker.
O trecho da Casa Beneviento merece destaque separado. Ali o jogo tira todas as suas armas, te tranca numa casa de bonecas e sustenta uma tensão que rivaliza com Silent Hill em qualidade pura de horror psicológico. É o melhor segmento isolado da franquia moderna, e dura menos de quarenta minutos.
Karl Heisenberg merece nota separada por ser o único vilão que entende o próprio absurdo. A fábrica dele é horror corporal puro, com cadáveres soldados a hélices e motores, e o desfile de criaturas ali é a coisa mais criativa que a Capcom desenhou desde os Ganados.
O resto oscila. O mapa semiaberto da vila recompensa exploração e volta atrás com chaves novas, mas o inventário estilo maleta e o mercador puxam o jogo para o território de RE4 sem o combate de RE4. Village também ganhou câmera em terceira pessoa depois do lançamento, junto do DLC Shadows of Rose, o que na prática admite que a primeira pessoa nunca foi essencial para essa proposta. Um jogo excelente com identidade dividida.
9. Resident Evil Code: Veronica
Aqui está o segredo que quase todo ranking brasileiro ignora: Code: Veronica era para ser o Resident Evil 3. Ele foi concebido como a sequência numerada direta, com a Claire caçando o Chris e o confronto definitivo com a família Ashford. Questões de plataforma e cronograma mudaram os planos, o projeto de Raccoon City virou o RE3 que conhecemos, e Veronica ficou com um subtítulo em vez de um número. Isso explica por que ele carrega peso narrativo maior que qualquer spin-off, e por que boa parte dos fãs ainda o trata como o verdadeiro terceiro jogo em progressão de história, com o RE3 funcionando mais como um capítulo paralelo de Raccoon City.
O jogo é a última grande obra da era de câmeras fixas antes da revolução de RE4. A Ilha Rockfort e a base na Antártida são cenários memoráveis, a faca finalmente serve para alguma coisa, e a iluminação em tempo real dava um salto visual absurdo para a época. A família Ashford, com Alfred e Alexia, é o vilanismo mais bizarro e mais bem construído da série.
Steve Burnside é o que trava a nota. O personagem interrompe todo momento sério com uma birra adolescente, e Claire merecia companhia melhor. A boa notícia é que Resident Evil Veronica está confirmado com a história reimaginada, o que abre espaço para a Capcom consertar exatamente isso.
8. Resident Evil 3: Nemesis
A invenção mais importante deste jogo é psicológica. Em todo Resident Evil anterior, a porta era um santuário. Você atravessava, via a animação de carregamento, e sabia que estava seguro. O Nemesis destruiu essa certeza ao te seguir entre salas. Ele abria a porta atrás de você. A tela de carregamento deixou de ser pausa e virou ameaça, e o jogador perdeu o único lugar do mundo onde podia respirar.
Todo mundo que veio depois copiou isso. Mr. X, o Ditador do RE2 Remake, a família Baker, todos descendem desta ideia. Ninguém executou melhor no PS1.
Fora o Nemesis, o jogo é uma variação apertada do RE2 com esquiva, munição fabricável e escolhas em tempo real que mudam pequenos trechos. Carlos Oliveira estreia aqui. Raccoon City em colapso, com as ruas quebradas e o zumbi em cada esquina, é uma das melhores ambientações da era PlayStation. A campanha é curta e a estrutura repete cenários, o que impede uma nota mais alta.
7. Resident Evil 2
O Resident Evil 2 original é a melhor sequência que a série já produziu, e ainda assim fica em sétimo. Ele tirou o terror da mansão isolada e colocou numa cidade inteira em colapso, apresentou Leon Kennedy e Claire Redfield ao mundo, e criou o sistema Zapping, em que a campanha de um personagem altera o que o outro encontra. Isso era ambicioso demais para o PS1 e funcionava.
A Delegacia RPD continua sendo o melhor mapa da franquia. O prédio é um quebra-cabeça que se abre em camadas, e cada atalho aberto muda a geografia mental do jogador. É arquitetura de nível de primeira linha, feita quando ninguém tinha vocabulário para chamar isso de level design.
O motivo da posição é simples e incômodo: existe uma versão deste jogo que faz tudo isso melhor, e ela está três posições acima. O original guarda coisas que o remake perdeu, como o Zapping de verdade e algumas cenas cortadas. Guardar coisas não é o mesmo que ser a experiência recomendada.
6. Resident Evil 4
Este é o jogo mais influente da lista, e influência não é a mesma coisa que ser o melhor Resident Evil. A câmera por cima do ombro que Shinji Mikami desenhou aqui reorganizou o terceiro pessoa inteiro. Gears of War pegou o enquadramento e adicionou cobertura. Uncharted pegou o ritmo de combate e vestiu de aventura. Praticamente todo jogo de tiro em terceira pessoa da geração seguinte carrega DNA desta câmera.
Como experiência isolada, Resident Evil 4 é quase perfeito. A abertura na vila, com o sino tocando e os Ganados largando as foices no chão, é uma das melhores cenas da história do meio. O ritmo nunca cede, o arsenal é gostoso, e a maleta transformou inventário em minigame de encaixe.
Uma nota de preservação que confunde muita gente: a versão de GameCube não tinha o Separate Ways. A campanha da Ada Wong só apareceu na edição de PlayStation 2, que na época era tratada como a versão inferior por causa dos gráficos, e acabou virando a mais completa. No remake, Separate Ways voltou como DLC vendida à parte. Se você for jogar o original hoje, confira qual versão está comprando, porque as lojas digitais não deixam isso claro.
Os defeitos são reais. A escolta da Ashley trava o fluxo, os quick time events envelheceram mal, e o terço final na ilha vira um shooter comum. O remake corrigiu os três pontos sem perder o resto, e essa é a razão de o original ficar aqui e não no topo. A dívida da indústria com ele continua impagável.
5. Resident Evil Requiem
O nono capítulo principal chegou com números que a série nunca tinha visto: 5 milhões de cópias em 5 dias, 96% de avaliações positivas no Steam e entrada direta no top 5 dos jogos mais vendidos da história da franquia nos Estados Unidos. Confira o nosso review completo de Resident Evil Requiem para a análise detalhada.
A estrutura é o que torna o jogo especial. Grace Ashcroft, agente do FBI, é inexperiente em combate e joga como sobrevivente: ela corre, esconde, economiza cada bala. Leon Kennedy é veterano e joga como veterano, com a machadinha que apara golpes e precisa ser afiada entre encontros. São duas experiências dentro do mesmo jogo, com pesos, ritmos e níveis de medo diferentes, e a campanha as intercala em vez de separá-las em modos.
O Rhodes Hill Hospital é o coração do horror aqui, e a volta às ruínas de Raccoon City fecha um ciclo que a série vinha adiando desde a era PS1. A cidade não está mais em chamas nem cheia de gente correndo, e é justamente o silêncio dela que assusta. A IA nova ajuda: os inimigos deixam de seguir rotas fixas e passam a reagir ao barulho e à luz, o que quebra a memorização que sempre foi a muleta dos veteranos.
Tecnicamente, a Capcom reescreveu o RE Engine e estreou path tracing na franquia. Você escolhe entre primeira e terceira pessoa a qualquer momento. Está disponível para PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC. A nota não é maior porque o terço final abre demais a mão do terror em troca de espetáculo, um velho hábito da casa.
4. Resident Evil 2 Remake
O Resident Evil 2 Remake definiu o padrão de como se refaz um clássico. Ele mudou o suficiente para desarmar a memória muscular do veterano e manteve o suficiente para o veterano reconhecer cada corredor. A RPD reconstruída no RE Engine é sujeita, molhada e opressiva de um jeito que a versão de PS1 sugeria e não podia mostrar.
A grande sacada foi transformar o Mr. X em presença permanente. No original, ele aparecia em pontos marcados no cenário B. Aqui ele patrulha o prédio inteiro, e o som dos passos dele no andar de cima reescreve o seu planejamento de rota em tempo real. Você abandona salas que precisava visitar. Você guarda munição que não vai usar. O jogo inteiro se reorganiza em torno de um sujeito de chapéu.
Os zumbis também mereceram o rework mais importante, e o motivo é o sistema de dano visível. Cada tiro arranca carne no lugar exato do impacto: o joelho estoura e o zumbi passa a rastejar, o braço some e ele para de agarrar, o crânio abre em camadas até o miolo aparecer. Isso resolve o maior problema dos jogos de zumbi, que é não saber se o inimigo está quase morto. Aqui você lê o dano no corpo dele, e cada disparo vira uma decisão sobre onde investir a bala.
O que impede o primeiro lugar é a perda do sistema Zapping. Os dois cenários viraram variações cosméticas em vez de campanhas que conversam entre si, e isso custa a camada de engenhosidade que fazia o original de PS1 parecer mágica.
3. Resident Evil 7: Biohazard
Resident Evil 7 foi o resgate mais improvável da série. Depois do desastre de identidade que foi RE6, a Capcom jogou fora o elenco, a escala e a câmera, e recomeçou numa casa caindo aos pedaços na Louisiana rural com um protagonista sem currículo militar. Ethan Winters procura a esposa desaparecida. Ele não sabe atirar direito. Ele apanha o tempo todo.
A casa dos Baker é a melhor releitura da Mansão Spencer que existe. Ela tem a mesma estrutura de chaves, atalhos e salas trancadas, mas em primeira pessoa a claustrofobia é física. Jack Baker cumpre o papel do perseguidor com carisma suficiente para o jogador quase gostar dele, e a família inteira sustenta o terror sem depender de zumbi.
A primeira metade deste jogo é a coisa mais assustadora que a franquia já produziu. Ele perde força no navio e no final, e isso é consenso. Mesmo assim fica em terceiro porque nenhum outro Resident Evil moderno teve coragem de arriscar tanto.
2. Resident Evil 4 Remake
Refazer um jogo considerado perfeito era a tarefa mais ingrata possível, e o Resident Evil 4 Remake resolveu isso identificando com precisão cirúrgica o que envelheceu. Os quick time events sumiram. A faca ganhou parry e durabilidade, o que transforma cada defesa numa decisão econômica. O movimento em tempo real substituiu a mira travada sem afrouxar a tensão, porque os Ganados também ficaram mais espertos.
A correção mais importante foi a Ashley. No original ela era um objeto que gritava e morria. Aqui ela obedece comandos, se esconde sozinha, opera mecanismos e carrega parte da carga emocional da história. A escolta deixou de ser punição.
O remake também recuperou o terror que o original tinha deixado escapar depois da vila. O Castelo Salazar está mais escuro, o Regenerador é uma das melhores criaturas da série inteira, e a ilha finalmente tem ritmo. O que impede o primeiro lugar é a natureza do jogo: mesmo no melhor acabamento possível, RE4 continua sendo um jogo de ação com sustos, e o topo desta lista pertence ao survival horror puro.
Confira a nosso análise do Resident Evil 4 Remake.
1. Resident Evil Remake
O melhor Resident Evil é este, e a defesa cabe numa palavra: Crimson Heads.
Todo Resident Evil ensina o jogador a matar zumbi e seguir em frente. O REmake criou uma regra que envenena essa lição. Zumbi derrubado e não queimado se levanta depois como Crimson Head, mais rápido, mais forte, com garras que rasgam. Queimar exige combustível, e combustível é finito. De repente cada zumbi no chão vira uma conta: gasto um recurso agora ou aceito que este corredor, que preciso atravessar mais dez vezes, vai ficar mortal?
Isso transforma a Mansão Spencer inteira num mapa de risco calculado. O jogador para de pensar em salas e passa a pensar em rotas. Um corredor limpo é um investimento. Um corredor cheio de corpos é uma dívida. Nenhum outro jogo da franquia, incluindo os remakes modernos, conseguiu fazer o espaço pesar tanto assim. Mikami pegou o próprio jogo de estreia e mostrou o que ele deveria ter sido desde o começo.
O resto acompanha. As cenas pré-renderizadas com iluminação dinâmica ficaram bonitas o suficiente para o HD Remaster não precisar de esforço. A Lisa Trevor adiciona uma camada de horror trágico que o original nem sonhava. Os enigmas foram redesenhados, a Mansão ganhou áreas novas e a dublagem virou gente. É a versão definitiva do jogo que inventou o gênero, feita pelo homem que inventou o gênero, e continua funcionando quase intacta décadas depois. Nenhuma outra franquia de terror tem um marco assim.
Qual Resident Evil Jogar Primeiro?
Comece pelo Resident Evil 2 Remake. Ele é moderno, curto, ensina os fundamentos da série sem manual e tem os dois personagens mais importantes do universo. Se gostar, siga para o REmake, que é o teste de fogo do survival horror clássico.
Se você quer terror puro e nunca jogou nada da franquia, comece pelo RE7, que funciona como porta de entrada isolada e não exige conhecimento de lore nenhum. Se você quer ação, vá direto ao RE4 Remake.
- Relacionado: tempo de jogo de Resident Evil 7, com a duração exata de cada rota.
Para acompanhar a história de forma cronológica, a ordem é RE Zero, REmake, RE2 Remake, RE3 Remake, Code: Veronica, RE4 Remake, RE5, RE6, RE7, Village e Requiem. Com a franquia já passando da marca dos 30 anos, a linha do tempo virou um emaranhado que nem os jogos se preocupam mais em resolver com elegância.
Perguntas Frequentes
Qual é o melhor Resident Evil de todos?
O remake do primeiro jogo, conhecido como REmake. A mecânica dos Crimson Heads transforma cada corredor da Mansão Spencer numa decisão de risco, algo que nenhum outro jogo da série replicou com a mesma eficiência.
Qual Resident Evil é o mais assustador?
Resident Evil 7, especialmente a primeira metade dentro da casa dos Baker. Em segundo lugar vem o trecho da Casa Beneviento em Village, que é o segmento isolado mais tenso da franquia moderna.
Resident Evil Requiem vale a pena?
Sim. Ele vendeu 5 milhões de cópias em 5 dias e tem 96% de avaliações positivas no Steam. A alternância entre Grace Ashcroft, que sobrevive com dificuldade, e Leon Kennedy, que domina o combate, entrega duas experiências distintas na mesma campanha.
Preciso jogar os Resident Evil na ordem?
Não. Cada jogo funciona sozinho, e a série é feita para novos jogadores entrarem a qualquer momento. A ordem só importa se você quiser acompanhar o arco de personagens como Chris, Jill e Leon.
Qual é o pior Resident Evil?
Resident Evil 6. As quatro campanhas puxam o jogo para direções incompatíveis, o inventário em tempo real é um problema constante e o excesso de munição elimina o gerenciamento de recursos que define a franquia.
Vai ter remake de Code: Veronica?
Sim, Resident Evil Veronica está confirmado e chega com a história reimaginada. Vale lembrar que o projeto original era para ser o Resident Evil 3 numerado antes de mudanças de plataforma alterarem os planos da Capcom.


















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