Review | Sonic Frontiers


Uma das franquias que enfrenta maior dificuldade para se manter viável e relevante com bons jogos com certeza é Sonic. Poucos jogos conseguem se ficarem conhecida de ter uma história tão variada em diversos gêneros de jogos com tantos altos e baixos. Desde jogos 2D, a transição para o 3D, jogos com decisões questionáveis e pequenos acertos, Sonic ainda carrega o amor de diversos jogadores pelo mundo. De volta mais uma vez, a SEGA decide novamente tentar provar que é possível aliar ao aspecto principal de alta velocidade com ambientes 3D, o maior desafio da franquia até hoje e com isso anunciaram Sonic Frontiers.

Tendo agora uma proposta de mundo aberto com elementos de RPG, o jogo ficou rodeado de desconfiança e até pedidos para que seja adiado quando alguns gameplays foram sendo divulgados mostrando um estado ainda inicial de uma ideia que não parecia ainda pronta para ser lançada. Decidida e confiante no seu produto, a SEGA desconsiderou o pedido dos fãs e finalmente lançou o novo jogo da franquia Sonic sem adiamentos e certa que está no caminho certo. Será? 

História

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Sage é uma personagem que cumpre um papel chave na história.

No meio da noite, vemos Doutor Robotnik em uma ilha isolada portando um dispositivo. O artefato misterioso contém uma IA avançada. Dr. Robotnik planeja descobrir os segredos dos Antigos, mas robôs digitais surgem ao se redor, a IA percebe o perigo e ativa um protocolo de proteção e acaba transportando o Doutor pra dentro do dispositivo.

Em outro momento vemos Sonic, Tails e Amy a bordo do avião Tornado indo para as Ilhas Starfall. Os três decidem investigar o desaparecimento das Esmeraldas Chaos, mas quando eles se aproximam do destino eles são sugados por um buraco dimensional. Sonic acorda sozinho em um mundo digital chamado Ciberespaço que acabou assumindo a forma da Green Hill Zone. Ao escapar da anomalia, Sonic se vê no meio da chuva na Ilha de Kronos, uma das Ilhas Starfall, sozinho.

Logo o nosso ouriço azul se vê em uma planície repleta de ruínas de uma civilização antiga onde inimigos estranhos estão vagando sem sentido. Neste momento vemos uma voz conta que Sonic fez um milagre escapando do Ciberespaço e o chama de “A Chave“. A voz conta para nós que Sonic terá que resgatar os seus amigos que foram capturados, para isso Sonic terá que reunir as Esmeraldas Chaos e derrotar os Titãs para conseguir derrubar as paredes entre as dimensões.

Confuso, Sonic parte em busca de salvar seus companheiros, resgatar as Esmeraldas Chaos, descobrir os mistérios das Ilhas Starfall e entender a relação de todos esses acontecimentos.

Campanha

A narrativa do jogo progride na medida que o jogador vai completando os desafios principais. Quando Sonic chega em uma ilha, ele precisa primeiro libertar um dos três amigos da prisão, quando libertadores, temos que reunir itens para estabilizar a frequência deles, ativar Portais de Ciberespaço enquanto pega as Esmeraldas Chaos. A cada interação dessas tarefas, uma cena ocorre e vemos os desdobramentos do núcleo de Eggman e sua IA chamada Sage, cenas de memórias de uma civilização alienígena ancestral que nos revela a origem e histórias das Ilhas Starfall e testemunhamos o desenvolvimento da relação de Sonic e seus amigos resgatados.

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Possuindo um tom mais sombrio, a narrativa principal que engloba uma civilização antiga é o maior ponto criativo da sua narrativa. Contendo tons mais dramáticos e alguns mais comoventes, vemos a origem dos Kokos e outros seres que nos revela uma trama de origem de alguns pontos da franquia.

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O problema reside nas relações de Sonic e seus amigos. Contendo algumas referências históricas da série, essa parte chega a explorar questões centrais e pessoais de Amy, Knuckles e Tails, mas a forma de que isso é feito é rodeada de altos e baixos, com diversas linhas de diálogos constrangedoras de tão ruins. Numa tentativa de se ter momentos descolados e engraçadões, Sonic joga piadas e frases “bem humoradas” que não se encaixam e se justificam para nenhuma faixa etária atualmente. Esse problema acaba jogando a qualidade geral da narrativa pra baixo e atrapalhando o clima mais dark, sério e misterioso da narrativa.

Gameplay

A primeira vista é possível notar que Sonic Frontiers faz jus ao seu codinome e assume como característica principal ser o jogo com maior liberdade da franquia até agora. Situado em um mundo semi aberto, o jogo atua por 5 ilhas diferentes com alguns biomas e inimigos próprios.

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Antes de começar a elencar os conteúdos básicos das ilhas, é importante ressaltar alguns movimentos básicos do Sonic. Nosso herói azul é capaz correr, rebater, dar turbos limitados, saltar, deslizar, desviar e atacar com combos simples, Sonic conta com a nova habilidade Cyberloop. Sendo uma ferramenta muito importante na proposta de gameplay, ao segurar o botão, Sonic é capaz de deixar uma rastro azul brilhante que ativa pontos importantes no mapa, gerar moedas e acertar inimigos.

Voltando para as ilhas, cada uma possui um extenso terreno de exploração e conta com uma infinidade de segmentos de desafios de plataforma muito divertidos onde Sonic é posto à prova ao deslizar em trilhos, conseguir dashes em esteiras de velocidade, ser catapultado por trampolins como uma bolinha de pinball, correr em paredes verticais e ser conduzido por anéis.

Para desbloquear áreas visíveis do mapa, Sonic terá algumas tarefas situadas em placas de interrogação digitais onde contêm diversos minigames como pular corda, acelerar em esteiras circulares, acertar bolas em anéis suspensos, caminhar em painéis luminosos em ordem, rebater esferas circulares, perseguir bolas luminosas e uma variedade importante de atividades divertidas.

O funcionamento de sua proposta para seguir a história funciona da seguinte maneira:

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As três primeiras ilhas contam com os itens mnemônicos, espécies de símbolos luminosos que representam seus amigos presos (Amy, Knuckles e Tails). O jogador terá que coletá-los nos diversos desafios espalhados pelo mapa para conseguir estabilizar a frequência dos seus amigos e assim conseguir revelar partes da história.

Em cada ilha, além da tarefa de conseguir coletar os itens mnemônicos, Sonic terá que reunir as Esmeraldas Chaos (que são 6). Para reuni-las, o jogador terá que conseguir chaves que são adquiridas ao derrotar inimigos ou completando as fases em Portais do Ciberespaço. O jogador terá que desbloquear cinco altares que possuem as Esmeraldas, com a última sendo adquirida no chefe final da ilha.

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Outro fator importante na sua proposta é que Sonic Frontiers não é só um jogo de mundo aberto e exploração, mas nos Portais do Ciberespaço, contêm as fases tradicionais da franquia. As fases clássicas da série retornam nestes portais, que são desbloqueados por engrenagens conquistadas também no mapa. Agradando os fãs mais antigos, são fases que já estiveram presentes em outros jogos da série e apresentam a mescla de segmentos 2D e 3D de plataforma, servindo como mais uma forma divertida e diversificada da proposta principal. Contendo sempre cinco tarefas (chegar ao objetivo, tempo proposto, coletar estrelas vermelhas e terminar com uma quantidade de rings), cada tarefa atingida é uma chave conquistada.

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Indo para os seus problemas de gameplay na parte de exploração, o jogo conta com uma renderização problemática de assets onde prejudica demais explorar e faz o jogador perder tempo para conseguir achar o desafio certo para acessar plataformas e locais onde estão pontos vitais para prosseguir na história. Por muitas vezes acabei perdido por não conseguir achar trilhos e caminhos que não estavam renderizando de longe.

Outro problema que acredito que seja uma falha de game design e ele está presente no minigame de pesca. Apesar de ser um tipo de minigame que pessoalmente detesto em jogos japoneses, pescar em Sonic Frontiers é muito fácil e por consequência, divertido. Para pescar o jogador terá que coletar moedas roxas no mapa e ao conseguir pescar, o jogador poderá ganhar moedas e tickets para serem trocados por outros itens na loja. O problema do game design se revela quando o jogador é capaz de comprar itens mnemônicos e chaves de forma muito barata, tornando um atalho muito fácil para conseguir seguir na história sem precisar realizar as atividades propostas da ilha. Pode ter sido implementado de forma intencional, mas não acredito que criar uma forma de passar por cima de 90% de todas as mecânicas uma decisão acertada de game design.

Árvore de Habilidades e Melhorias

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Outra novidade nessa nova roupagem de Sonic, é que além de ser um jogo de mundo aberto, Sonic Frontiers conta com elementos de RPG. A árvore de habilidades é totalmente centrada em ataques especiais para o combate. Adquiridos de inimigos derrotados e em caixas aleatórias, Sonic ganhará pontos de experiência que enchem uma barra no canto inferior esquerdo. Por ser um jogo curto, o jogador irá completar rapidamente a árvore de habilidades.

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Para melhorar os atributos do Sonic, que vão até o nível 99, o jogo depende da coleta de diversos itens. Para melhorar Força e Defesa, o jogador terá que coletar Sementes de Potência e Sementes de Defesa conquistados no drop de inimigos ou em pontos que desbloqueiam o mapa e trocá-los no Koko Eremita.

Para melhorar Moedas e Velocidade, o jogo espalhará diversos pequeninos Kokos pelas ilhas. Ao coletá-los, você poderá trocá-los com o Koko Ancestral e escolher um dos dois atributos para melhorar.

Combate

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Sendo sincero, quando o jogo foi apresentado, fiquei preocupado pela simplicidade das mecânicas de batalha, mas o resultado final, apesar de não ter mudado essa minha primeira impressão, se apresenta de forma mais aceitável e as vezes divertida ao jogá-lo. Com o quadrado, Sonic desfere um combo de ataques, ao atingir um número de combos, uma barra se enche e você conseguirá atacar de forma mais rápida e mais forte. Além disso, Sonic também é capaz de dar um pisão em inimigos e ao apertar o botão em tempos certos, você conseguir ficar quicando dando chutes no topo da cabeça de inimigos. O Cyberloop nas batalhas assume uma função especial em cada inimigo, ele pode tanto imobilizar quanto desativar posições de defesa, assumindo um papel importante nos combates.

Indo para as habilidades especiais, Sonic ganhará diversos poderes legais de se usar de forma ilimitada. Fácil de serem usados, a maioria deles possuem danos diferentes, mas comandos intuitivos e você conseguirá desferi-los de forma sequencial e encadeá-los, produzindo combos poderosos.

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Sobre os inimigos, eles se dividem nos normais, subchefes e chefes e uma coisa fácil de se dizer é que são todos muito fáceis com quase nenhum desafio. Possuindo uma variedade numerosa pelo tamanho do jogo, os inimigos possuem uma IA rudimentar e alguns só implementam mais desafios porque eles apresentam condições para serem derrotados. Como o jogador consegue usar as habilidades especiais sem limite, você conseguirá derrotá-los bem rápido sem nem deixá-los te tocar.

Tenho que reconhecer que algumas batalhas do jogo são divertidas, mas tantas outras são tão scriptadas que tiram a graça. Algumas batalhas divertidas são com os subchefes, onde alguns você terá que correr num rastro digital pelos céus e superar desafios para chegar até o adversário para acertá-lo. Outro você terá que deslizar por trilhos circulares enquanto desvia de ataques. Outro você lutará em um ringue que terá que jogar o robô contra lasers eletrificados para atordoá-lo. Estes são alguns presentes no jogo e são a parte mais legal do seu combate.

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Seu maior problema reside nos chefes gigantes das ilhas. A batalha começa com você tendo que subir nele para conseguir pegar a última Esmeralda Chaos no topo de suas cabeças. Com todas as esmeraldas, Sonic consegue se transformar no Super Saiyajin, quer dizer, Super Sonic, e uma batalha cheia de ângulos e cenas bonitas acontece no céu. Apesar de serem partes legais e cheias de estilo, seu funcionamento é praticamente roteirizado e sustentando por parries. Acontece que no jogo, o jogador não precisa ativar o parry na hora de receber o ataque, ele só terá que segurar os botões e esperar o golpe, tornando o design desse combate muito fácil e se diferenciando só na mecânica de como você terá que rebater os ataques. Resumindo essas batalhas num modelo chato e engessado: Ativa o Parry – Ataca o inimigo até esgotar a barra de saúde – Aperta botão no tempo certo – Esmaga botão – Fim.

Gráficos

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Aqui o ponto de maior crítica minha. Apesar de conter um aspecto visual de longe satisfatório, é nas cenas que a qualidade de Sonic Frontiers despenca. Com texturas genéricas e personagens com poucos detalhes e uma iluminação ruim, Sonic Frontiers apresenta um trabalho que não chega ao ponto de ser um grande incômodo, mas não é bom.

A maioria das 5 Ilhas Starfall (Kronos, Ares, Chaos, Rhea e Ouranos) apresentam características de biomas próprios. As três primeiras apresentam biomas que variam de campos e planícies verdes, desertos e clima árido e uma área montanhosa e irregular. O problema acontece nas duas últimas, replicando características da primeira ilha.

Com uma mescla estranha de realismo e cartoon, a representação visual das ilhas casam bem com os seres robôs, e os Kokos, mas deixam um ligeiro estranhamento com os personagens coloridos da franquia. Pode ter sido feito de forma proposital, mas mesmo contando sobre a intenção, a qualidade gráfica de plantas, rochas, areia, lava e flores não são boas e apresentam uma definição ruim.

Seus gráficos só melhoram nos segmentos das fases dos Portais de Ciberespaço, que é onde uma área mais fechada e aspectos como texturas e iluminação melhoram muito em comparação a parte de mundo aberto.

Trilha Sonora e Som

A parte técnica com maior qualidade de Sonic Frontiers é a sua trilha sonora. Com um quantidade invejável de boas faixas, o jogo brilha muito nas batalhas contra chefes e nas fases clássicas, contando com músicas que variam do pop, rock, metal e remixes eletrônicos que agregam muito misturadas à velocidade insana em algumas partes e contribuem com momentos épicos quando estamos de Super Sonic.

 

Apesar disso, o jogo contêm algumas faixas mais calmas na exploração de mundo aberto e na resolução de puzzles que acompanham as boas músicas das outras partes e possuem uma qualidade mais genérica.

O jogo não conta dublagens em português, mas possui legendas em português do Brasil.

Vale a Pena?

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Sonic Frontiers é o tipo de jogo que se você analisar ponto a ponto com grande critério, ele parecerá problemático e limitado, mas na realidade, apesar dos seus muitos defeitos, é um jogo muito divertido que roubará algumas horas dos jogadores por conta dos milhares de desafios espalhados pela ilha. Aliando a mescla de segmentos de exploração e fases clássicas que atendam os fãs mais tradicionalistas, o jogo parece desenhado com foco completo em formas de agradar os jogadores.

Com ilhas recheadas de botões trampolins, esteiras de velocidade, trilhos e minigames, o mundo de Sonic Frontiers é nada mais que um grande parque de diversões que acabou casando muito bem com a velocidade e agilidade do protagonista. Arrisco dizer que é o melhor jogo da franquia em anos e mostra um caminho interessante para o Sonic Team explorar nos próximos jogos.

Jogo analisado no PS5 com código gentilmente fornecido pela SEGA.

Notas do Jogo
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Título: Sonic Frontiers

Descrição do jogo: Mundos entram em rota de colisão na nova aventura em alta velocidade de Sonic the Hedgehog! Em meio à busca por Esmeraldas Chaos, Sonic fica à deriva em uma ilha antiga, repleta de criaturas exóticas. Enfrente hordas de poderosos inimigos ao explorar um empolgante mundo de ação, aventura e mistério. Acelere rumo a novos horizontes e vivencie a emoção da alta velocidade em plataformas de zonas abertas ao percorrer as cinco enormes Starfall Islands. Mergulhe na aventura, use o poder dos Anciões e lute para deter os novos e misteriosos inimigos. Venha conferir a evolução dos jogos Sonic!

Gênero: Ação

Lançamento: 08/11/2022

Produtora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA of America, Inc.

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Nota
7.5/10
7.5/10
  • História - 6/10
    6/10
  • Jogabilidade - 8.5/10
    8.5/10
  • Gráficos - 7/10
    7/10
  • Trilha Sonora e Som - 8.5/10
    8.5/10

Veredito

Sonic Frontiers é o tipo de jogo que se você analisar ponto a ponto com grande critério, ele parecerá problemático e limitado, mas na realidade, apesar dos seus muitos defeitos, é um jogo muito divertido que roubará algumas horas dos jogadores por conta dos milhares de desafios espalhados pela ilha. Aliando a mescla de segmentos de exploração e fases clássicas que atendam os fãs mais tradicionalistas, o jogo parece desenhado com foco completo em formas de agradar os jogadores.

Com ilhas recheadas de botões trampolins, esteiras de velocidade, trilhos e minigames, o mundo de Sonic Frontiers é nada mais que um grande parque de diversões que acabou casando muito bem com a velocidade e agilidade do protagonista. Arrisco dizer que é o melhor jogo da franquia em anos e mostra um caminho interessante para o Sonic Team explorar nos próximos jogos.

Vantagens

  • Mundo amplo e exploração divertida;
  • Desafios de plataforma muito bons;
  • Alguns combates contra subchefes são divertidos;
  • Presença de fases tradicionais da franquia;
  • Trilha Sonora imersiva.

Desvantagens

  • Condução narrativa e diálogos muito ruins;
  • Inimigos muito fáceis;
  • Batalhas contra chefes scriptadas e quase automáticas;
  • Falha de game design torna possível zerar o jogo sem precisar explorar as mecânicas;
  • Gráficos e direção de arte genéricas e sem polimento;
  • Pop ins constantes de objetos prejudicam a exploração.

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San Moreira
San Moreira tem 33 anos e é natural de São Paulo. Eu sou formado em Banco de Dados e Gestão Empresarial. Amante da cultura gamer, sempre apaixonado pelo universo. Atuando como jornalista e Content Manager de games com foco na plataforma PlayStation e Battle Royales como Free Fire. Teve a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer.