A Sony está explorando um território inédito na interseção entre inteligência artificial e entretenimento. A empresa registrou uma patente para um sistema de podcasts generativos que teria um apresentador peculiar: personagens de videogame. A ideia, descrita em documentos oficiais, é usar modelos de linguagem (LLMs) para criar programas de áudio ou vídeo personalizados, onde o protagonista de um jogo recém-finalizado pelo usuário narra notícias, oferece dicas e recomenda outros títulos.
A proposta é ambiciosa. Um Large Language Model geraria o roteiro e um programa semelhante a um noticiário, enquanto vozes de deepfake reproduziriam a fala do personagem, eliminando potencialmente a necessidade de dubladores. A patente, no entanto, não deixa claro se o sistema se limitaria ao catálogo de personagens próprios da Sony, como Kratos ou Aloy, ou se poderia incorporar ícones de franquias terceirizadas.
A iniciativa surge em um momento de intensa discussão ética sobre o uso de IA na indústria criativa. A receptividade dos jogadores é uma grande incógnita, especialmente diante da reação negativa que certas aplicações de IA têm gerado. A própria tecnologia enfrenta o desafio de superar a frieza e imprecisão comum em conteúdos generativos atuais, tornando a personalização em escala um obstáculo significativo.
