Final Fantasy: As Melhores Personagens Femininas


As melhores personagens femininas de Final Fantasy estão entre as mais amadas dos videogames, e a franquia tem um histórico raro de escrever mulheres complexas décadas antes de isso virar pauta. A própria Square Enix já mediu quem os fãs preferem em várias enquetes oficiais, e há um detalhe curioso nesses números: no aniversário de 25 anos, Lightning ficou em primeiro, mas em toda enquete seguinte foram Yuna e Aerith que se firmaram no topo. Por isso ordenamos esta lista por impacto duradouro, não por um pico isolado de popularidade.

Abaixo estão as personagens que mais marcaram a franquia Final Fantasy, com o jogo de cada uma e o que as torna inesquecíveis. No fim, incluímos menções honrosas que quase sempre ficam de fora, incluindo nomes dos títulos mais recentes da série.

Visão geral

Este resumo mostra de que jogo vem cada personagem e o papel que ela ocupa na história, para você localizar rápido a sua favorita.

Personagem Jogo Papel
Aerith Gainsborough Final Fantasy VII Cetra, coadjuvante central
Yuna Final Fantasy X Protagonista / invocadora
Tifa Lockhart Final Fantasy VII Lutadora, pilar do grupo
Lightning Farron Final Fantasy XIII Protagonista
Terra Branford Final Fantasy VI Protagonista, meia esper
Ashe Final Fantasy XII Princesa da resistência
Garnet Final Fantasy IX Princesa de Alexandria
Rydia Final Fantasy IV Invocadora
Freya Crescent Final Fantasy IX Dragoon burmeciana
Lunafreya Final Fantasy XV Oráculo

Aerith Gainsborough (Final Fantasy VII)

Aerith Gainsborough, personagem feminina de Final Fantasy VII

Florista das favelas de Midgar e uma das últimas Cetra, Aerith é o coração de Final Fantasy 7. Sua bondade e o altruísmo quase autodestrutivo guiam quase tudo que ela faz, ajudando órfãos enquanto foge da Shinra, que quer explorar sua ligação com o planeta. Ela protagoniza a morte mais comentada da história dos games, um golpe que ninguém que jogou o original esquece. Eu larguei o controle por uns bons minutos quando aquilo aconteceu, e sei que não fui o único.

É a personagem que melhor resiste ao tempo: aparece no topo de praticamente toda enquete oficial dos fãs, dos anos 2010 até hoje, e a trilogia remake reacendeu o debate sobre seu destino para uma nova geração. Se há uma rainha do elenco feminino da série, é ela.

Yuna (Final Fantasy X)

Yuna, invocadora protagonista de Final Fantasy X

Invocadora em Final Fantasy 10, Yuna parte numa peregrinação para derrotar Sin sabendo que o preço pode ser a própria vida. O que a torna tão rica é a virada interna: ao se apaixonar por Tidus e questionar os ensinamentos de Yevon, ela sai de portadora obediente da fé para questionadora das próprias divindades, uma das arcos mais adultos que a série já escreveu.

Não por acaso, Yuna venceu enquetes oficiais de melhor personagem feminina e costuma disputar o primeiro lugar com Aerith em toda votação. A continuação Final Fantasy X-2 ainda mostrou um lado mais leve e independente da personagem, ampliando seu alcance.

Tifa Lockhart (Final Fantasy VII)

Tifa Lockhart, lutadora de Final Fantasy VII

Lutadora de artes marciais e dona do bar Sétimo Céu, que serve de fachada para o grupo AVALANCHE, Tifa é a âncora moral de Final Fantasy VII, a única que questiona os reflexos das ações do grupo nas favelas de Midgar. Por baixo da timidez existe uma mulher de força física e emocional imensa, e o vínculo de infância com Cloud rende algumas das cenas mais delicadas do jogo.

A trilogia remake ampliou muito seu espaço e aprofundou essa relação, a ponto de, numa enquete específica sobre as heroínas do remake, Tifa vencer Aerith por larga margem. É a prova de que a eterna rivalidade Aerith contra Tifa não tem resposta única: muda conforme o jogo e a geração.

Lightning Farron (Final Fantasy XIII)

Lightning Farron, protagonista de Final Fantasy XIII

Claire Farron, a Lightning, foi a primeira mulher a assumir sozinha o papel de protagonista principal na franquia numerada, em Final Fantasy 13. Seu design bebeu de protagonistas populares como Cloud e Squall, e até o nome climático foi escolhido na esperança de que “o raio caísse de novo” em termos de sucesso. Fria e centrada, ela amadurece até virar o pilar emocional do grupo, movida pelo objetivo de salvar a irmã, Serah.

A aposta funcionou no auge de FF13: Lightning venceu a enquete de 25 anos da série. Mas o sucesso rendeu duas continuações em que ela ficou cada vez mais poderosa, quase divina, o que muitos fãs sentiram como supersaturação num jogo menos amado que os clássicos. Nas enquetes seguintes, ela caiu no ranking, prova de que a vitória inicial tinha muito do frescor do lançamento.

Terra Branford (Final Fantasy VI)

Terra Branford, personagem central de Final Fantasy VI

Meia humana, meia esper, Terra abre Final Fantasy 6 como uma soldada escravizada pelo Império Gestahliano, sem memória e sem controle sobre os próprios poderes mágicos. Sua jornada é de autoaceitação: entender o que é, romper com o império e escolher por quem lutar.

Muita gente a considera a primeira protagonista feminina da série, embora a Square trate todo o elenco de Final Fantasy 6 como coprotagonista, o que mantém o debate aberto com Lightning. De qualquer forma, o arco de soldada a líder da resistência e o poder mágico bruto fazem dela uma das personagens mais formidáveis da era 16 bits.

Ashe (Final Fantasy XII)

Princesa Ashe, personagem feminina de Final Fantasy XII

Última herdeira de sangue do Rei Dynast Raithwall, a princesa Ashe entra em Final Fantasy 12 depois que o Império de Archadia toma Dalmasca e mata seu pai e seu marido. Oficialmente, foi anunciado que ela havia se suicidado, e é sob o nome falso de Amalia que Ashe monta a resistência para retomar o reino.

Ela é frequentemente apontada como a verdadeira protagonista de Final Fantasy 12, mesmo com Vaan ocupando o papel de porta-voz do jogador. O grande teste vem quando o poder que ela persegue ameaça corrompê-la como corrompeu seus inimigos, e recusar essa tentação é o que a define como uma das líderes mais íntegras da série.

Garnet Til Alexandros (Final Fantasy IX)

Garnet, princesa de Alexandria em Final Fantasy IX

Herdeira do trono de Alexandria em Final Fantasy 9, Garnet planeja fugir do castelo ao notar uma mudança sinistra na mãe, a rainha Brahne. O detalhe delicioso é que ela acaba sendo sequestrada justamente pela trupe de teatro Tantalus, uma fachada para ladrões contratada por seu tio Cid durante a peça “I Wanna Be Your Canary”.

Adotada e órfã de uma vila destruída, ela adota o apelido Dagger e vive um dos melhores arcos de amadurecimento da série: de princesa protegida que se culpa por tudo a uma mulher que aprende a andar com as próprias pernas e a entender as mazelas da guerra provocada pela mãe.

Rydia (Final Fantasy IV)

Rydia, invocadora de Final Fantasy IV

Rydia é a primeira personagem jogável com o papel dedicado de invocadora em toda a série, algo que virou pilar da franquia depois de Final Fantasy 4. E ela é atípica até entre as invocadoras, por usar Magia Negra em vez da Branca tradicional. Sua entrada na história é trágica: a vila de Mist, onde vive a tribo de invocadores, é destruída por uma bomba disfarçada entregue pelos próprios heróis.

O que torna seu arco memorável é a passagem do tempo. Levada ao Feymarch, terra dos Eidolons onde o tempo corre diferente, a menina medrosa reencontra o grupo já adulta e muito mais poderosa. Para um jogo daquela época, foi um desenvolvimento de personagem à frente do tempo.

Freya Crescent (Final Fantasy IX)

Freya Crescent, dragoon de Final Fantasy IX

Companheira que se junta ao grupo em Final Fantasy 9, Freya é uma dragoon burmeciana, de um povo guerreiro com aparência de ratos antropomórficos. Já de cara ela foge do estereótipo visual da classe, com um traje próprio e uma postura de guerreira honrada.

O que fica na memória é sua história paralela: a busca por Fratley, o amor perdido, só para descobrir que ele não se lembra mais dela. Somada à destruição de Burmecia, sua cidade natal, essa perda faz de Freya um dos interlúdios mais tristes de um jogo já cheio de melancolia.

Lunafreya Nox Fleuret (Final Fantasy XV)

Lunafreya, oráculo de Final Fantasy XV

Anunciada como a heroína de Final Fantasy 15, Lunafreya sofreu com o tempo de tela curto, uma das maiores frustrações dos fãs com o jogo. Mesmo assim, ela é uma das poucas personagens da série em que é a mulher quem impulsiona os eventos e “salva” o herói, e não o contrário. O potencial desperdiçado ficou pior quando o episódio de DLC dedicado a ela foi cancelado.

Curiosamente, a mulher mais popular de Final Fantasy 15 entre os fãs não é Luna nem a mecânica Cindy, e sim a mercenária Aranea Highwind, tão querida que os jogadores acharam um truque para mantê-la no grupo além do tempo previsto. Ainda assim, é Luna quem carrega o peso emocional da trama.

Menções honrosas

Dez nomes nunca dão conta do elenco feminino da série. Estas seis quase sempre aparecem nas discussões e mereciam vaga em qualquer lista maior:

  • Rinoa Heartilly (Final Fantasy VIII): a rebelde otimista que é o coração da história de Squall, com um dos romances mais centrais da franquia.
  • Lulu (Final Fantasy X): a maga negra de temperamento sério e visual inesquecível, figura de irmã mais velha para o grupo de Yuna.
  • Yuffie Kisaragi (Final Fantasy VII): a ninja ladra que ataca o grupo na floresta e sonha em restaurar Wutai. Ganhou DLC próprio e brilha em Final Fantasy VII Rebirth, com uma das habilidades mais quebradas do jogo.
  • Celes Chere (Final Fantasy VI): a general que troca de lado e protagoniza a icônica cena da ópera, uma das mais lembradas dos games. Muitos fãs a colocariam bem mais acima.
  • Fang (Final Fantasy XIII): a guerreira destemida cuja lealdade a Vanille sustenta boa parte do peso emocional de FF13.
  • Jill Warrick (Final Fantasy XVI): a Dominadora de Shiva e amiga de infância de Clive, representando o elenco feminino do jogo mais recente da série numerada.

Perguntas frequentes

Quem é a melhor personagem feminina de Final Fantasy?

Depende da enquete. Lightning venceu a votação de 25 anos da Square Enix, mas nas seguintes foram Yuna e Aerith que se firmaram no topo de forma consistente. Se o critério for popularidade duradoura, Aerith leva a melhor.

Qual foi a primeira protagonista feminina de Final Fantasy?

Depende da definição. Muitos apontam Terra, de Final Fantasy VI, mas a Square considera todo o elenco daquele jogo como coprotagonista. Por esse critério, Lightning, de Final Fantasy XIII, é tida como a primeira protagonista feminina única da franquia numerada.

Aerith ou Tifa: quem é a melhor?

É o debate mais antigo de Final Fantasy VII e a resposta muda conforme o recorte. Em enquetes gerais da franquia, Aerith costuma ficar à frente. Já numa votação específica sobre as heroínas do remake, Tifa venceu por larga margem. As duas são excelentes por motivos diferentes.

Quais as personagens femininas de Final Fantasy XV?

A principal é Lunafreya, o oráculo. Além dela se destacam a mercenária Aranea Highwind, a mais popular entre os fãs, e a mecânica Cindy Aurum.

Quantas personagens femininas jogáveis tem em Final Fantasy?

São dezenas ao longo da série principal, sem contar spin-offs. Só entre os títulos mais lembrados há mais de vinte mulheres jogáveis, de Rydia e Terra a Yuna, Lightning e o elenco de Final Fantasy VII.


San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.

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