Por Que a Sony Cancelou Physint, o Jogo de Kojima que Agora é do Xbox


Hideo Kojima Physint logos da PlayStation Xbox

A PlayStation cancelou Physint, o jogo de ação e espionagem de Hideo Kojima, em meados de junho, e o projeto só sobreviveu porque a Kojima Productions fechou com o Xbox como nova editora. A troca foi anunciada nesta semana pelas três empresas, com minutos de diferença entre os comunicados. Segundo reportagem da Bloomberg assinada por Jason Schreier, a Sony saiu por três motivos: prazos perdidos com orçamento em alta, vendas de Death Stranding abaixo da meta de receita e a falta de exclusividade permanente.

  • A PlayStation avisou a Kojima Productions em meados de junho que cancelaria Physint, e o estúdio passou três meses procurando outro parceiro.
  • O Xbox assumiu a publicação e ampliou a parceria com a Kojima Productions para cinema e televisão.
  • Nenhuma plataforma foi anunciada. A informação de bastidores é que o plano do Xbox é lançar o jogo no Xbox e no PC.
  • Death Stranding 2 vendeu cerca de 2,5 milhões de cópias, metade do primeiro jogo, com um orçamento maior.

Physint foi revelado num State of Play como a volta de Kojima ao gênero que ele ajudou a definir com Metal Gear Solid, série que pertence à Konami. Hermen Hulst, chefe dos estúdios da PlayStation, dividiu o anúncio com ele. Agora o jogo vira o segundo projeto da Kojima Productions com o Xbox, ao lado de OD, o terror feito em parceria com o cineasta Jordan Peele.

A troca deixa perguntas sem resposta oficial: se o jogo ainda sai no PS5, se continua no motor Decima, que pertence à Guerrilla Games, e o que sobra da relação de três décadas entre Kojima e a Sony. A decisão surpreendeu até Shuhei Yoshida, que comandava os estúdios da Sony quando Kojima deixou a Konami.

Por que a PlayStation cancelou Physint?

Physint Logo

A PlayStation não explicou a decisão no comunicado. Os motivos vieram cerca de dois dias depois do anúncio, na reportagem da Bloomberg, com base em pessoas ligadas ao projeto. A tabela reúne o que foi apurado e o peso de cada fator na estratégia atual da Sony.

Motivo O que foi apurado Por que pesa para a Sony
Prazos e orçamento Physint já tinha perdido marcos de produção e caminhava para ficar bem acima do orçamento, mesmo estando a anos do lançamento Depois do fracasso de Concord, a PlayStation endureceu os marcos de produção que os projetos precisam cumprir para continuar recebendo verba
Retorno de Death Stranding Os dois Death Stranding não bateram a meta de receita da PlayStation A Sony teria de colocar “centenas de milhões de dólares” num terceiro jogo do mesmo estúdio
Exclusividade e PC Os dois Death Stranding foram exclusivos temporários e a propriedade intelectual ficou com a Kojima Productions; Physint seguiria o mesmo modelo Como a Sony parou de lançar seus single-player no PC, a versão de computador de Physint sairia por outra editora, e essa receita não seria da Sony
Relações internas Vários executivos da Sony próximos de Kojima deixaram a empresa nos últimos anos O acordo original nasceu de relações pessoais que já não existem dentro da PlayStation

O fator que amarra os outros três é o modelo do contrato. Em Physint, a Sony financiaria o desenvolvimento, a Kojima Productions seguiria dona da marca e o jogo chegaria a outras plataformas depois da janela de exclusividade. Enquanto a PlayStation lançava seus jogos no PC, parte desse dinheiro voltava para ela. Com a regra atual de manter os single-player no console, a conta passou a ser de risco integral com retorno parcial: a Sony pagaria o jogo inteiro e veria a versão de PC gerar receita para uma concorrente.

O que disseram PlayStation, Kojima e Xbox sobre Physint?

Linha do tempo de Physint, do anúncio no State of Play à troca pelo Xbox

Os comunicados saíram quase ao mesmo tempo, e as versões não coincidem por completo. A PlayStation fala em se afastar da parceria; Kojima fala em cancelamento. Do lado da Microsoft, o anúncio oficial no Xbox Wire confirmou a nova parceria sem citar plataformas nem data.

Quem Onde O que disse O que ficou nas entrelinhas
PlayStation Studios Post no X, sem nada publicado no PlayStation Blog Tomou a decisão difícil de deixar a colaboração em Physint, segue admirando a visão de Kojima e diz que a relação continua forte após três décadas Não usa a palavra cancelamento e não dá motivo
Hideo Kojima Post no X Recebeu “inesperadamente” o aviso de cancelamento em meados de junho, passou três meses buscando parceiro e garante que o desenvolvimento continua Deixa claro que a saída partiu da Sony, e não dele
Kojima Productions Anúncio conjunto com o Xbox A parceria vai além de OD, e o estúdio segue comprometido em redefinir o gênero de ação e espionagem O acordo inclui cinema e televisão, sem projeto nomeado
Asha Sharma, CEO do Xbox Xbox Wire e X “Criadores têm escolhas sobre onde e como dão vida às suas ideias” O post dela saiu cerca de um minuto depois do da PlayStation
Porta-voz do Xbox Resposta à Bloomberg Apostar em Kojima é uma decisão fácil, e o Xbox acredita em OD, em Physint e na parceria O plano é lançar no Xbox e no PC
Shuhei Yoshida Post no X, em japonês Reagiu com um curto “fiquei surpreso” e depois confirmou que falava de Physint Nem quem passou 31 anos na Sony esperava a saída

O intervalo de um minuto entre os posts da Sony e do Xbox indica que o anúncio foi coordenado entre as três partes. A Sony manteve a decisão fora do público por quase três meses, até o jogo ter casa nova. Kojima, por sua vez, detalhou a cronologia no próprio perfil, o que tirou do comunicado da PlayStation o tom neutro de uma simples mudança de parceria.

Quanto venderam Death Stranding e Death Stranding 2?

A Sony não divulga números oficiais completos. Estimativas da consultoria Alinea Analytics mostram por que Death Stranding pesou contra Physint: a franquia se pagou, mas por pouco, e a sequência custou mais e vendeu metade.

Gráfico comparando cópias, receita e orçamento de Death Stranding e Death Stranding 2
Estimativas de mercado; orçamentos relatados nos bastidores. Arte: PS Verso.
Jogo Cópias estimadas Receita estimada Orçamento relatado nos bastidores Receita por cópia Receita contra orçamento
Death Stranding cerca de 5 milhões US$ 243 milhões cerca de US$ 100 milhões cerca de US$ 49 2,4 vezes
Death Stranding 2: On the Beach 2,5 milhões (1,8 milhão no PS5 e 700 mil no Steam) US$ 170 milhões US$ 150 a 200 milhões cerca de US$ 68 0,85 a 1,1 vez
Soma da franquia cerca de 7,5 milhões US$ 413 milhões US$ 250 a 300 milhões não se aplica 1,4 a 1,65 vez

A curva de vendas de Death Stranding 2 explica a frustração melhor do que o total:

  • No PlayStation, o jogo vendeu 722 mil cópias no mês de estreia e 381 mil no segundo, somando cerca de 1,1 milhão. Depois disso, não passou de 100 mil por mês.
  • Dos cerca de US$ 129 milhões gerados no PlayStation, 65% vieram nos dois primeiros meses. Meses depois, o jogo vendeu menos de 30 mil cópias num mês inteiro, mesmo com o preço cortado para US$ 40.
  • No Steam, 550 mil das 700 mil cópias saíram nos dois primeiros meses da versão de PC, e dois descontos quase não mexeram no número.
  • O primeiro Death Stranding fez 71% da receita no PlayStation, 25% no Steam e 4% no Xbox. É essa fatia de PC e Xbox que o novo contrato de Physint entrega ao Xbox.
  • No Steam, 44% dos jogadores de Death Stranding 2 estão na China, contra 27% no primeiro jogo. Ao sair do PC, a Sony perde a principal porta de entrada que tinha naquele mercado.

Pela mesma estimativa, a franquia teve retorno entre 18% e 38% sobre o investimento, o que dá algumas dezenas de milhões de dólares. Para uma plataforma do tamanho da PlayStation, que hoje decide projetos por margem, isso não sustenta um terceiro cheque maior que os dois primeiros. A crítica gostou do jogo, e a análise de Death Stranding 2 no PS5 mostra por que ele funcionou como obra, mas o ritmo de vendas depois da estreia mostra um público restrito ao núcleo de fãs de Kojima.

A conta de Physint fica mais clara com a receita média de Death Stranding 2, de cerca de US$ 68 brutos por cópia. Nesse ritmo, um orçamento de US$ 250 milhões só é coberto perto de 3,7 milhões de cópias, e um de US$ 300 milhões perto de 4,4 milhões, antes de marketing, da fatia das lojas e das taxas de plataforma. Death Stranding 2 está em 2,5 milhões.

Gráfico de quantas cópias Physint precisaria vender para cobrir o orçamento
Estimativas de mercado; orçamentos relatados nos bastidores. Arte: PS Verso.

Physint vai sair no PS5?

Physint Kojima Hermen Hulst Anuncio

Não há confirmação de versão para PlayStation. O anúncio do Xbox não cita plataformas, e a apuração da Bloomberg diz que o plano da Microsoft é lançar Physint no Xbox e no PC. Como a Kojima Productions costuma manter a propriedade das suas marcas, uma versão futura para console da Sony não é impossível, mas depende dos termos que o Xbox negociou.

Pela estimativa de produção que Kojima deu antes da troca, Physint só fica pronto perto do fim da década, e a pergunta prática deixa de ser o PS5. O guia do PlayStation 6 reúne o que já se sabe sobre a geração que estaria nas lojas quando o jogo sair.

Ponto Confirmado oficialmente Relatado nos bastidores Ainda em aberto
Editora Xbox Game Studios, depois de três meses de busca por parceiro O Xbox vê o jogo como bom investimento por poder lançá-lo também no PC Se outras editoras disputaram o projeto
Plataformas Nenhuma anunciada Xbox e PC PS5, PS6 e presença no Game Pass
Lançamento Sem data Kojima estimou de 5 a 6 anos de produção, antes da troca de editora Se a mudança atrasa o cronograma
Motor gráfico Nada anunciado Death Stranding usou o Decima, cedido pela Guerrilla Se Physint continua no Decima, que é da Sony
Propriedade intelectual Nada anunciado Segue com a Kojima Productions, como em Death Stranding Se o Xbox exigiu exclusividade
Cinema e TV Parceria Xbox e Kojima Productions inclui cinema e televisão Os direitos audiovisuais de Physint e OD entraram no acordo Quais projetos e em que formato
Elenco Charlee Fraser, Ma Dong-seok e Minami Hamabe Seleção de elenco buscava um vilão para uma cena em ônibus sequestrado Se todo o elenco permanece com a troca

A questão do motor é a mais técnica e a menos comentada. O Decima permitiu à Kojima Productions, recém-saída da Konami, fazer Death Stranding sem construir tecnologia do zero. Se Physint estava sendo erguido sobre ele, a troca para o Xbox exige um acordo de licença com a própria Sony ou uma migração de motor, e as duas saídas custam tempo num projeto que já estava atrasado.

Por que o Xbox aceitou publicar Physint?

OD Game Hideo Kojima

Os mesmos fatores que afastaram a Sony se encaixam na estratégia atual do Xbox. A diferença está em quem fica com a receita.

  • PC sem conflito: o Xbox lança seus jogos no computador, então a fatia de PC que a Sony perderia vira receita própria. Death Stranding já mostrou tração no Steam.
  • Cinema e televisão: Asha Sharma assumiu o Xbox no lugar de Phil Spencer com um plano declarado de levar as marcas para outras mídias, e os direitos audiovisuais de Physint e OD entram nessa conta.
  • Relação já construída: o Xbox já financiava OD, que começou como um experimento de tecnologia em nuvem e virou o jogo de terror com Hunter Schafer, Sofia Lillis e Udo Kier. OD deve sair antes de Physint.
  • Ganho de imagem: assumir o sucessor espiritual de Metal Gear numa semana negativa para a PlayStation reforça o discurso do Xbox de atrair criadores japoneses.

O Xbox, porém, também atravessa um ciclo de cortes. O aperto de verba que, segundo relatos, derrubou o RPG online da IO Interactive poupou OD, e a Microsoft já cancelou Perfect Dark e fechou a The Initiative numa rodada anterior. A troca de editora resolve o financiamento de Physint agora, mas não elimina o risco de o projeto voltar a ser revisto antes do lançamento.

A PlayStation está mais cautelosa com jogos caros?

Marathon capa do jogo

Sim, e Physint é o caso mais visível de uma mudança que já estava em curso. As estimativas de desempenho das apostas recentes da Sony mostram o padrão: resultados fortes em marcas próprias e perdas pesadas em serviço ao vivo, o que levou a empresa a cortar risco onde ela não é dona do jogo.

Jogo Tipo de aposta Resultado estimado O que ensinou à Sony
Concord Serviço ao vivo, estúdio próprio Cancelado com mais de US$ 300 milhões gastos Levou aos marcos de produção mais rígidos que Physint não cumpriu
Marathon Serviço ao vivo, Bungie Cerca de 1,8 milhão de cópias A própria Sony admitiu resultado abaixo do esperado
Saros Single-player, estúdio próprio Cerca de US$ 40 milhões Exclusivo elogiado pela crítica com receita baixa
Ghost of Yotei Single-player, estúdio próprio 5,3 milhões de cópias e US$ 400 milhões Marca própria forte continua sendo o melhor investimento
Astro Bot Single-player, estúdio próprio 4,5 milhões de cópias e US$ 275 milhões Orçamento contido com retorno alto
Stellar Blade Single-player, estúdio parceiro 5,3 milhões de cópias e US$ 309 milhões Mesmo com sucesso, a Sony não vai publicar a sequência
Helldivers 2 Serviço ao vivo, estúdio parceiro Quase 23 milhões de cópias no PS5 e US$ 800 milhões O tipo de receita recorrente que a Sony persegue
Death Stranding 2 Single-player, estúdio parceiro 2,5 milhões de cópias e US$ 170 milhões Custo de primeiro time com público de nicho

A linha de Stellar Blade é a mais reveladora. A Sony também abriu mão de publicar a sequência de um jogo de estúdio parceiro que vendeu bem. Physint e Stellar Blade 2 têm em comum o que Ghost of Yotei e Astro Bot não têm: a Sony não é dona da marca. O corte, portanto, atinge menos Kojima em particular e mais o modelo em que a PlayStation paga e outra empresa fica com a propriedade.

A decisão também coincide com a nova regra de exclusividade. A PlayStation confirmou em reunião interna que seus jogos narrativos single-player voltam a ser exclusivos do console, e o CEO Hideaki Nishino falou publicamente em reforçar esse valor exclusivo em meados de junho, o mesmo período em que a Kojima Productions recebeu o aviso. A regra já prende ao PS5 lançamentos como o roguelite da Housemarque, e a review de Saros mostra o tipo de exclusivo que a Sony quer manter longe do PC.

Pouco depois, a Sony anunciou o fim da fabricação de discos para lançamentos novos a partir de uma data já definida. Physint entrou nesse redesenho numa semana difícil para a imagem da marca, a mesma em que as análises de Marvel’s Wolverine chegaram com notas abaixo do padrão da Insomniac.

A Sony errou ao deixar Physint ir para o Xbox?

A reação dividiu a comunidade em dois campos, e os dois apoiam seus argumentos em fatos.

Argumentos a favor da decisão da Sony Argumentos contra a decisão da Sony
Death Stranding 2 custou mais que o primeiro e vendeu metade A mesma Sony gastou US$ 3,6 bilhões na Bungie e mais de US$ 300 milhões em Concord
A marca continuaria sendo da Kojima Productions Os termos de exclusividade temporária eram os mesmos que a Sony aceitou em Death Stranding
A versão de PC renderia para outra editora Physint é ação e espionagem no estilo Metal Gear, gênero de apelo maior que o de Death Stranding
Estouro de orçamento é histórico de Kojima desde a Konami O projeto dividiu equipe com a reta final de Death Stranding 2 e atravessou a greve de atores de videogame nos EUA, que paralisou captura de performance com atores sindicalizados
Cortar a anos do lançamento custa menos que cortar perto do fim Metal Gear é parte da identidade da PlayStation desde o primeiro console, e o custo de imagem veio junto

Nas comunidades de PlayStation, as discussões somaram milhares de interações em poucas horas, com forte volume de críticas à Sony. O argumento mais forte a favor da empresa é o contábil: o público pagante de Kojima encolheu entre um jogo e outro. O mais forte contra é o de posicionamento: a Sony segue financiando apostas de serviço ao vivo com histórico ruim, mas recuou num projeto de prestígio com público fiel entre os fãs mais antigos da marca.

Em entrevista anterior à troca, Kojima disse que, por ser um jogo de espionagem, conseguiria fazer Physint praticamente dormindo, por dominar o gênero. O relato de prazos perdidos e orçamento em alta mostra que a familiaridade com o gênero não se traduziu em um projeto mais barato.

Como fica a relação entre Kojima e a PlayStation?

Physint

É a segunda vez que uma grande editora deixa de publicar um jogo de Kojima no meio do caminho. A primeira foi a Konami, na ruptura que cancelou Silent Hills e o teaser P.T. A diferença é que, desta vez, a saída foi cordial e o jogo sobreviveu.

Etapa O que aconteceu
Saída da Konami Kojima deixa a Konami depois de Metal Gear Solid V, e Silent Hills é cancelado
Acordo com a Sony A Kojima Productions independente fecha parceria com a PlayStation, e a Guerrilla cede o motor Decima com suporte técnico
Death Stranding Sai como exclusivo temporário do PS4, chega ao PC por outra editora e, mais tarde, ao Xbox
Marca com o estúdio A Kojima Productions passa a controlar a propriedade intelectual de Death Stranding
Death Stranding 2 Estreia no PS5 e chega ao PC meses depois
Anúncio de Physint Revelado num State of Play com Hermen Hulst, com apresentação gravada nos estúdios da Columbia Pictures, braço de cinema da Sony
OD em paralelo A Kojima Productions desenvolve OD com o Xbox ao mesmo tempo
Aviso da PlayStation Em meados de junho, a PlayStation Studios comunica o cancelamento
Anúncio público Sony e Xbox publicam com um minuto de diferença, e Kojima explica a cronologia

A PlayStation diz que quer continuar colaborando com Kojima, e há um motivo concreto para a porta seguir aberta: Death Stranding. Kojima já declarou ter o conceito de um terceiro jogo da série, que ficaria nas mãos de outro diretor. A franquia é da Kojima Productions, foi feita com tecnologia da Sony e tem no PlayStation a maior parte da receita.

Enquanto isso, Death Stranding 2 segue como o jogo mais recente de Kojima no PS5, e o guia de troféus de Death Stranding 2 mostra o tamanho do compromisso: são 55 troféus, com uma platina que passa de 100 horas.

O que acontece agora com Physint?

O jogo segue em desenvolvimento na Kojima Productions, agora com o Xbox pagando a conta. Estes são os pontos que ainda precisam ser respondidos:

  • Plataformas: o Xbox ainda não anunciou onde Physint sai, nem se o jogo terá versão para console da Sony ou entrada no Game Pass.
  • Motor gráfico: falta saber se o projeto continua no Decima, sob licença da Sony, ou se migra para outra tecnologia.
  • Fila de produção: OD vem antes, e a estimativa de cinco a seis anos de desenvolvimento de Physint foi feita antes da troca.
  • Death Stranding 3: a franquia que manteve Kojima ligado à PlayStation ainda não tem editora definida para um próximo capítulo.
  • Posição da Sony: a PlayStation não detalhou publicamente os motivos da saída até agora.

Physint ainda está longe das lojas. Para o que chega antes, o calendário de próximos lançamentos de games reúne as datas já confirmadas.


San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.