Review | Echoes of the End – God of War de Menor Orçamento e com Limitações


Review Echoes of the End
7/10

Em um cenário repleto de epopeias de fantasia, Echoes of the End, desenvolvido pela estúdio islandês Myrkur Games e publicado pela Deep Silver, surge com uma premissa que soa familiar, mas que busca se distinguir pela profundidade de sua jornada pessoal. A narrativa coloca os jogadores no papel de Ryn, uma mulher comum forçada a se tornar heroína para resgatar seu irmão das garras de um império opressor.

Mais do que uma simples missão de salvamento, a essência do jogo é a transformação interior de Ryn. Ela não é uma guerreira nascida; é uma pessoa que precisa se erguer, encontrar força na vulnerabilidade e crescer para enfrentar o que a espera. A pergunta central que ecoa não é se ela salvará seu irmão, mas quem ela se tornará no processo. O jogo promete construir sua experiência não apenas em combates, mas na evolução emocional da protagonista, convidando o jogador a testemunhar e moldar seu lugar em um mundo à beira do colapso.

A promessa é de uma aventura envolvente, onde o crescimento pessoal anda de mãos dadas com a ação. Cabe agora aos jogadores descobrir se Echoes of the End cumpre essa proposta e se sustenta como uma experiência verdadeiramente única e enriquecedora.

Echoes of the End foi lançado no PlayStation 5 em 12 de Agosto de 2025.

Vídeo de Gameplay do Echoes of the End

História

Echoes of the End Ryn Protagonista

Em Echoes of the End, você assume o papel de Ryn, uma jovem patrulheira cuja habilidade com a espada é rivalizada apenas por um dom amaldiçoado: ela é uma vestígio, uma usuária de magia marcada por tatuagens mágicas que cintilam em seus braços. Este poder é uma maldição solitária; Ryn não pode tocar em outra pessoa sem queimá-la, condenada a uma existência de isolamento físico em um mundo que tanto a teme quanto a cobiça. Como os marginalizados de Final Fantasy XVI, ela personifica a dualidade de ser odiada e temida por muitos, mas exaltada e explorada por aqueles no poder que veem nela uma ferramenta.

A trama se desencadeia quando General Aurick, uma figura sinistra de um reino vizinho, invade Syrouvia acompanhado por seu próprio vestígio “domesticado” – um ser de olhos vazios e obediência absoluta. Eles quebram uma das Barreiras Mágicas que protegem o reino, desencadeando o caos. Durante uma patrulha de rotina, Ryn e seu irmão Cor, não-mágico, testemunham a invasão. Na tentativa desesperada de intervir, os irmãos são separados. Para salvar a própria vida, Cor faz um pacto arriscado: oferece-se para guiar as forças invasoras pelo interior do país, tornando-se um refém.

Echoes of the End Antagonistas

Deixada para trás e à beira da morte, Ryn é salva por Abram, um estudioso de meia-idade que vagueava pela região em busca de respostas sobre o falecido pai dela. Esta aliança improvável torna-se o coração da jornada. Juntos, eles partem no encalço de Cor, seguindo o rastro de destruição deixado por Aurick. O caminho é repleto de perigos, desde Durtar, um troll ancestral que ressurgiu com o enfraquecimento das Barreiras, até a desesperada corrida para alertar uma cidade vizinha despreparada para a guerra.

A narrativa, que se desenrola em dez capítulos densos, vai muito além de uma simples missão de resgate. Em sua jornada de aproximadamente 15 horas, Ryn é forçada a confrontar a verdade sobre seus poderes e a culpa que carrega por ser quem é. A relação com Abram amadurece em uma parceria baseada na confiança e no perdão, enquanto eles desvendam os reais motivos por trás da invasão de Aurick e o que ele realmente busca no coração de Syrouvia. A aventura é, no fundo, uma busca dupla: por seu irmão perdido e por sua própria humanidade em um mundo que insiste em negá-la.

Campanha

Embora a narrativa de Echoes of the End não se destaque por sua originalidade absoluta, sua força reside em como entrelaça com maestria a jornada íntima de Ryn com a ameaça épica que se avizinha. O jogo estabelece uma tensão eficaz entre a busca pessoal e desesperada para resgatar Cor e os acontecimentos políticos mais amplos da invasão de Reigendal, que se aproxima como uma tempestade no horizonte.

Echoes of the End Abram

O cerne emocional do jogo pulsa nas interações entre os personagens. Os primeiros capítulos constroem de forma comovente o relacionamento entre Ryn e seu irmão, Cor, revelando camadas de distanciamento, as diferentes formas como seu pai os tratava e a sombra de uma mãe contenciosa. A frieza inicial de Ryn, como se recusar a segurar a mão do irmão, não é um defeito de carácter, mas uma manifestação visceral de seu medo de magoá-lo, aprofundando instantaneamente nossa compreensão de sua maldição.

Abram, o estudioso, surge não como um mero coadjuvante, mas como uma peça fundamental nesse mosaico emocional. Suas memórias do falecido pai de Ryn oferecem uma perspectiva crucial, e a sua ligação com a protagonista é orgânica e comovente, forjada no calor do horror compartilhado da invasão. Esta escrita focada nos personagens é onde o jogo verdadeiramente brilha, concedendo profundidade mesmo às figuras secundárias.

No entanto, esta força expõe uma fraqueza palpável: os antagonistas. O general Aurick e seu vestígio são conceitos intrigantes, mas subutilizados. Em vez de confrontos ideológicos ou pessoais memoráveis, a maior parte da oposição vem de soldados anônimos e sem rosto, o que diminui o impacto emocional do conflito principal.

Echoes of the End Vestigial Vilã

O ritmo da narrativa também exige paciência. O jogo muitas vezes pressupõe conhecimento do jogador, lançando termos e contextos políticos com pouca explicação, o que cria uma barreira inicial de confusão e que estraga quase que completamente o interesse do jogador. Alguns desenvolvimentos de personagem parecem servir mais à conveniência da trama do que a uma evolução orgânica baseada em suas experiências.

A recompensa, porém, chega para aqueles que perseveram. A narrativa encontra seu ritmo na reta final, culminando em momentos humanizadores e um clímax que entrega uma conclusão boa para a árdua jornada de Ryn. A seriedade prometida, afinal, não é apenas encontrada, mas conquistada.

Gameplay

Echoes of the End apresenta uma jogabilidade que divide seu tempo entre combates quebra-cabeças, embora a balança pese decisivamente para esta última atividade. Apesar de cenas de luta aparentemente longas, a verdadeira espinha dorsal da experiência interativa são os puzzles, que demandam mais atenção e tempo do jogador.

A dificuldade não é elevada, mas a morte em circunstâncias imprevistas torna o fracasso uma constante, com mortes frequentes ocorrendo por erros mínimos.

Echoes of the End Gameplay

No entanto, são os quebra-cabeças que dominam o ritmo do jogo. Longe de serem intuitivos, eles exigem uma pausa deliberada para analisar o ambiente, revisitar pistas e considerar todas as opções possíveis. Essa necessidade de parar e pensar meticulosamente interrompe o fluxo da ação, criando um contraste acentuado – e por vezes desequilibrado – com os momentos de combate.

A sensação geral é que os puzzles, comandam demais a experiência. Este desequilíbrio na gameplay pode frustrar jogadores em busca de um ritmo mais acelerado, mas certamente agradará àqueles que apreciam uma abordagem metódica e cerebral para superar obstáculos.

Combate

Echoes of the End Usando mana

O combate em Echoes of the End é uma faca de dois gumes. Por um lado, oferece um sistema criativo que permite experimentar com as habilidades únicas de Ryn. A magia da protagonista não é apenas visualmente impressionante – é estrategicamente versátil. Drenar a vida dos adversários, arremessá-los uns contra os outros ou empurrá-los para longe com explosões de energia são momentos de pura satisfação tática. A sensação de raciocínio rápido recompensado é palpável, e a liberdade para improvisar, inclusive usando o companheiro Abram como parte de uma estratégia (como jogar um inimigo em sua direção), adiciona uma camada de imprevisibilidade divertida ao encontro.

No entanto, essa potencial excelência é sabotada por uma execução técnica falha. A falta de responsividade dos comandos é o maior obstáculo. Mecânica fundamentais como esquivar e aparar frequentemente não registram ou respondem com atraso, deixando o jogador vulnerável a ataques consecutivos sem possibilidade de defesa. Isso transforma o combate em uma experiência frustrante e artificialmente difícil, onde a antecipação se torna mais crucial do que os reflexos, quebrando a imersão da ação.

Echoes of the End COmbate Abram

Problemas de câmera errática e animações travadas e longas exacerbam a situação. A câmera frequentemente se prende em ângulos inadequados ou se move de forma descoordenada, cegando o jogador para ameaças iminentes. As animações de ataque de Ryn são lentas e pouco fluidas, tornando-a vulnerável a inimigos mais ágeis e punindo o jogador por tentar executar combos mais elaborados.

Esse conjunto de problemas é mais evidente em confrontos contra múltiplos inimigos, onde a aparagem se torna praticamente inviável e a esquiva, com seus poucos frames de invencibilidade, exige uma precisão quase sobrenatural. Paradoxalmente, as lutas contra chefes, embora legais, carecem de desafio real. São encenações previsíveis que podem ser vencidas repetindo poucos movimentos, tornando-as inferiores em perigo aos combates contra grupos comuns.

Em resumo, a base de um combate profundo e criativo está presente, mas a falta de polimento técnico e a baixa responsividade dos controles impedem que ele atinja todo o seu potencial, resultando em uma experiência de ação irregular e, por vezes, frustrantemente artificial.

Árvores de Habilidades

Echoes of the End Arvore de Habilidades

É perceptível que Echoes of the End prioriza a inteligência contextual sobre a pura proficiência marcial. A árvore de habilidades, embora presente, sente-se superficial. Nenhuma melhoria altera significativamente a dinâmica de combate ou introduz novas capacidades estratégicas vitais. É perfeitamente viável – e até comum – concluir o jogo confiando quase que exclusivamente nas habilidades básicas de Ryn, pois os upgrades não oferecem um impacto transformador na gameplay.

Quebra-Cabeças

Analisando o papel central dos quebra-cabeças em Echoes of the End, fica claro que eles são a espinha dorsal da experiência interativa, mas essa escolha de design traz consequências mistas para o ritmo e a identidade do jogo.

Os quebra-cabeças são, de fato, bem construídos e satisfatórios de resolver. Eles exigem um pensamento metódico, onde precisão e timing são essenciais. A dinâmica entre os poderes de Ryn, que impulsiona e empurra, e a habilidade de Abram de congelar estruturas no lugar cria uma mecânica inteligente que promove soluções criativas e cooperativas. A dificuldade é equilibrada, situando-se em um “ponto ideal” que desafia sem frustrar excessivamente, graças a pistas contextuais e à possibilidade de tentativa e erro. Cada solução traz uma sensação palpável de conquista, motivando a progressão.

Echoes of the End Quebra Cabeca Puxar Objetos

No entanto, a quantidade esmagadora de quebra-cabeças redefine drasticamente o gênero do jogo. A promessa de uma aventura de ação e fantasia é suplantada por uma experiência predominantemente cerebral e estática. O combate, já não tão polido, é relegado a um papel secundário, surgindo quase como uma interrupção entre um quebra-cabeça e outro. Esta desequilibrada distribuição faz com que o jogo se assemelhe mais a um puzzle-adventure do que ao título de ação e aventura que anuncia ser.

Um ponto de atrito significativo é a intervenção frequente de Abram. Ver o companheiro NPC contornar facilmente obstáculos que exigem minutos da sua concenteração pode sentir-se como uma traição ao esforço do jogador. Em vez de parecer uma ajuda orgânica, esses momentos expõem a artificialidade do design, como se os quebra-cabeças fossem obstáculos artificiais inseridos para estender a duração do jogo, e não quebra-cabeças diegéticos genuínos que Abram também precisaria resolver. Isso pode minar a sensação de realização e fazer com que os desafios pareçam ocupações fúteis.

Echoes of the End Puzzle Pedra

Em suma, enquanto os quebra-cabeças individuais são competentes e até prazerosos, sua onipresença e a solução artificial de alguns deles pelo NPC revelam uma identidade de jogo confusa. Ele não consegue integrar harmoniosamente sua ação e seus elementos de puzzle, sacrificando o ritmo de ação em favor de uma progressão lenta e deliberada que nem todos os jogadores apreciarão. O jogo é, inegavelmente, para quem aprecia uma ênfase forte em puzzles, mas pode decepcionar aqueles que buscavam um equilíbrio mais dinâmico entre ação e intelecto.

Gráficos e Direção de Arte

Sem dúvida, o maior triunfo de Echoes of the End reside em seu mundo visualmente deslumbrante. Os ambientes são meticulosamente detalhados, desde as paisagens expansivas que se estendem até o horizonte até a iluminação sutíl que dança nas paredes de cavernas úmidas e salões antigos. Cada cenário é uma obra de arte gravada na memória, um testemunho do poder da Unreal Engine 5 para criar espaços que são tanto impressionantes quanto organicamente integrados à jornada.

Echoes of the End Visual Barco

No entanto, esta beleza tem um preço elevado. A escolha da engine traz consigo uma instabilidade técnica notória que assombra a experiência. A performance é inconsistente, com quebras de taxa de quadros e travamentos frequentes, mesmo em hardware que excede as especificações recomendadas. Bugs de imersão, como texturas que se recusam a carregar ou problemas de colisão com o ambiente, são comuns e quebram a ilusão do mundo cuidadosamente construído.

Essa instabilidade se infiltra na jogabilidade. A precisão do controle sofre com a imprevisibilidade técnica. Aparar e esquivar, já mecânicas pouco fluidas por natureza, tornam-se ainda mais problemáticas quando a engine não responde de forma consistente. Movimentos de plataforma, como saltos para alcançar bordas, são frequentemente redirecionados no ar de forma não natural ou falham em se conectar devido a colisões irregulares. Embora raramente impeçam o progresso, esses momentos são frustrantemente comuns e destacam a falta de polimento final.

Echoes of the End Grafico Vila

Em essência, Echoes of the End é um jogo de contrastes técnicos. Ele oferece uma jornada visualmente cativante por um mundo que é, ao mesmo tempo, lindo e instável. A grandiosidade de sua ambição artística é, infelizmente, ofuscada por uma execução técnica irregular que lembra constantemente ao jogador que está interagindo com um sistema imperfectível, não com um mundo vivo. A beleza é inegável, mas a sensação geral é a de um triunfo artístico mitigado por uma fundação técnica fragilizada.

Trilha Sonora e Som

Este é um contraste notável e um ponto onde a imersão do jogo sofre um golpe significativo. A dublagem plana e desprovida de emoção entra em conflito direto com o peso narrativo que a história tenta carregar.

Em uma trama que gira em torno de temas profundos como confiança, redenção e sacrifício, a entrega vocal frequentemente soa como uma leitura fria de um roteiro, e não como a expressão genuína de personagens vivendo aquelas experiências. Momentos que deveriam ser emocionantes – como uma perda devastadora ou um clímax de desespero – perdem completamente seu impacto porque as vozes não conseguem transmitir a intensidade necessária. Essa falta de conexão emocional faz com que os personagens pareçam distantes e artificialmente compostos, mesmo diante de eventos traumáticos, quebrando a credibilidade da narrativa.

Echoes of the End Combate Chefe

Felizmente, o mesmo não pode ser dito da trilha sonora e do design de som ambiental. A música age como um antídoto sutil para a dublagem fraca, trabalhando em harmonía com os visuais deslumbrantes para criar a atmosfera que a narrativa por vezes não consegue. As composições são predominantemente discretas e atmosféricas, preenchendo os espaços com uma camada de melancolia, tranquilidade ou tensão que é perfeitamente adequada ao cenário. Seja acompanhando a solidão dos caminhos montanhosos ou a devastação silenciosa de uma vila destruída, a trilha sonora entende perfeitamente a missão de reforçar o tom sem roubar a cena.

Os efeitos sonoros do combate também são um ponto alto. O impacto cortante da espada de Ryn, o som visceral de um inimigo sendo lançado contra outro e a reverberação de seus poderes mágicos são satisfatórios e com peso, fornecendo o feedback auditivo crucial que a jogabilidade, por vezes instável, necessita.

Em resumo, o jogo apresenta uma dicotomia auditiva peculiar: por um lado, uma dublagem que diminui o impacto dramático da história; por outro, uma trilha sonora e design de som bons que constroem meticulosamente o mundo e suprem a emoção que as vozes falham em entregar. A experiência é salva pelos sons do ambiente, mas a narrativa certamente paga o preço por performances vocais que não estão à altura de sua ambição.

Vale a Pena?

Review Echoes of the End veredito vale a pena

Echoes of the End é um paradoxo fascinante: um jogo que brilha em certos aspectos enquanto tropeça de forma visível em outros. A experiência se destaca visualmente, com um mundo virtual incrível que, no entanto, é prejudicado por problemas de desempenho persistentes. A jogabilidade é dominada por quebra-cabeças bem dosados em sua dificuldade, um ponto positivamente alto. Contudo, essa ênfase constante em puzzles acaba por ofuscar a ação, criando um desequilíbrio notável para quem busca uma aventura mais dinâmica.

O combate, infelizmente, fica abaixo da média. As animações, tanto do protagonista Ryn quanto dos inimigos, são por vezes lentas e difíceis de ler, quebrando o fluxo da batalha. A sensação é que, com alguns ajustes de qualidade de vida e correções de bugs, o sistema poderia ser bastante aprimorado. Quando funciona, o jogo oferece uma variedade de maneiras de lidar com o combate, mas esses momentos de brilho são interrompidos por inconsistências.

A narrativa é outro ponto divisivo. A história demora para se firmar e, embora sugira grandiosidade nos bastidores, a narrativa central pouco faz para se destacar de outros contos de fantasia convencionais. Salva-se, porém, a profundidade de personagem acima da média, que mantém o clima relativamente pessoal para a protagonista Ryn e seu companheiro Abram.

A influência de God of War Ragnarok é palpável em todo o título, desde os quebra-cabeças de travessia até o combate brutal. Essa inspiração não é necessariamente ruim, mas cria uma sombra da qual o jogo tenta se libertar. No fim, Echoes of the End se define como uma aventura inspirada em God of War, ideal para quem está cansado de jogos soulslike. É uma opção concisa, com cerca de 14 horas de duração, que entrega resultados mais consistentes do que muitos AAA recentes.

Para o jogador que busca uma aventura single-player tradicional, longe da saturação de gêneros mais punitivos, este pode ser o passatempo ideal para um fim de semana. Mas é crucial ir com expectativas ajustadas: ele é o epítome de um jogo de assinatura útil, mas decepcionante. O potencial para se tornar um título incrível está lá, aguardando que os desenvolvedores apararem as arestas. Até lá, é uma experiência passável, que só vale a pena se você conseguir ignorar seus problemas mais evidentes.

Confira a Política de Reviews do PS Verso

Notas do Jogo
Echoes of the End Capa

Título: Echoes of the End

Descrição do jogo: Echoes of the End é um jogo de aventura e ação cinematográfico na terceira pessoa. Combina uma história extremamente pessoal, focada nas personagens com magia entusiasmante, combate com espadas, plataformas e quebra-cabeças estimulantes. Esta aventura épica é inspirada na Islândia e oferece uma experiência madura, rica e imersiva num mundo de fantasia fantástico e original.

Gênero: Ação e Aventura

Lançamento: 12/08/2025

Produtora: Myrkur Games

Distribuidora: Deep Silver

COMPRAR

Nota
7/10
7/10
  • História - 7/10
    7/10
  • Jogabilidade - 7/10
    7/10
  • Gráficos - 8/10
    8/10
  • Trilha Sonora e Som - 6/10
    6/10

Veredito

Echoes of the End é um jogo de contrastes. Oferece visuais deslumbrantes e quebra-cabeças muito bem equilibrados, mas sofre com problemas de desempenho e um combate instável com animações desajeitadas. A narrativa tem um ritmo lento, embora os personagens sejam profundos. É uma aventura tradicional sólida inspirada em God of War, ideal para um fim de semana, mas seu potencial só será realizado com futuros refinamentos.

Vantagens

  • Visuais ambientais deslumbrantes
  • Combate com habilidades divertidas
  • Personagens com profundidade

Desvantagens

  • Quebra-Cabeças dominam demais a jogabilidade
  • Combate e movimento de plataforma instáveis
  • Animações desajeitadas
  • Progressão de habilidades sem impacto
  • Narrativa de ritmo lento e confusa

Embarque em uma jornada perigosa para resgatar seu irmão e impedir uma guerra iminente. Use técnicas mágicas devastadoras para derrotar inimigos, atravessar locais traiçoeiros e descobrir a história oculta de Aema.

Nossa Nota: 7
Desenvolvedor: Myrkur Games
Publicadora: Deep Silver
Lançamento: 12/08/2025
Classificação: 16+
Gêneros:
Ação Aventura
Plataformas:
PlayStation 5 Xbox Series X|S PC

San Moreira
Sanzio Moreira tem 34 anos e é Jornalista, Fundador e Editor-Chefe do PS Verso. Amante da cultura gamer e sempre apaixonado pelo universo. Atuo como jornalista e Content Manager do mercado de games por 6 anos. Tive a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer brasileira.