A franquia Persona, da Atlus, é uma das mais amadas do mundo dos JRPGs, misturando combate por turnos, simulação de vida escolar e narrativas emocionalmente intensas. Se você quer a resposta rápida: o melhor jogo Persona para a maioria dos fãs e da crítica é o Persona 5 Royal, com nota 95 no Metacritic; o melhor remake é o Persona 3 Reload; e, para quem quer começar, Persona 5 Royal e Persona 4 Golden são os pontos de partida ideais.
O que começou como um simples spin-off de Shin Megami Tensei virou uma franquia gigante, hoje mais popular que a série que a originou. Abaixo você confere todos os jogos principais ranqueados do pior ao melhor, com nota, ano e as plataformas atuais de cada um, incluindo os lançamentos recentes que levaram a série para PlayStation, Xbox, Switch, PC e Game Pass. No fim, há ainda uma seção com os melhores spin-offs e um guia de por onde começar.
Esta é a análise mais completa da franquia Persona em português, feita para quem quer entender a evolução da série e decidir qual jogo comprar primeiro. Prepare o Velvet Room e a sua melhor Persona.
Tabela dos Jogos Persona Principais
A tabela reúne as entradas principais e suas versões definitivas, com a nota da crítica e onde jogar cada uma atualmente.
| Jogo | Ano | Plataformas atuais | Nota (Metacritic) |
|---|---|---|---|
| Persona 5 Royal | 2019 | PC, PS4, PS5, Xbox, Switch | 95 |
| Persona 4 Golden | 2012 | PC, PS4, Xbox, Switch | 93 |
| Persona 3 Portable | 2009 | PC, PS4, Xbox, Switch | 89 |
| Persona 3 FES | 2007 | PS2, PS3 (clássico) | 89 |
| Persona 3 Reload | 2024 | PC, PS4, PS5, Xbox, Game Pass | 88 |
| Persona 4 | 2008 | PS2, PS3 (clássico) | 90 |
| Persona 5 | 2016 | PS3, PS4 | 93 |
| Persona 2: Innocent Sin | 1999 | PSP, PS1 (clássico) | 75 |
| Persona 2: Eternal Punishment | 2000 | PS1, PSP (clássico) | 77 |
| Persona (Revelations) | 1996 | PSP, PS1 (clássico) | – |
Agora o ranking detalhado, começando pelo mais fraco e subindo até o melhor jogo da franquia.
Ranking dos Jogos Persona, do Pior ao Melhor
Shin Megami Tensei: Persona (Revelations: Persona)
| Gênero | JRPG por turnos, dungeon crawler |
| Desenvolvedora | Atlus |
| Lançamento | 1996 (remake para PSP em 2009) |
| Plataformas | PS1, PSP |
| Duração média | 35 a 45 horas |
| Melhor para | Fãs raiz e curiosos pela origem da série |
O primeiro jogo Persona, conhecido no Ocidente como Revelations: Persona, é o mais datado da lista, o que é natural para o pioneiro de uma franquia que evoluiu tanto. Nascido como um spin-off de outro spin-off (Shin Megami Tensei: If…), ele estabeleceu alguns elementos temáticos, mas ainda jogava como um JRPG tradicional, quase indistinguível de outras entradas de Shin Megami Tensei.
Aqui não existem os Laços Sociais (Social Links) nem o simulador de vida que definiriam a série. A história é mais obscura e perturbadora, e o design de masmorras é bastante arcaico. Faltam também as marcas registradas modernas, como o simbolismo de cores vivas e os temas musicais icônicos. O remake para PSP, lançado no fim dos anos 2000, adicionou algumas conveniências, mas o jogo continua sendo uma recomendação apenas para fãs raiz e curiosos pela origem da franquia. É a resposta para quem procura o clássico “Persona 1”.
Persona 2: Innocent Sin e Eternal Punishment
| Gênero | JRPG por turnos |
| Desenvolvedora | Atlus |
| Lançamento | 1999 (Innocent Sin) e 2000 (Eternal Punishment) |
| Plataformas | PS1, PSP |
| Duração média | 40 a 60 horas cada |
| Melhor para | Quem quer a fase mais sombria e autoral da série |
A duologia Persona 2, formada por Innocent Sin e Eternal Punishment, fica um degrau acima do primeiro jogo por trazer designs de personagens mais icônicos e uma ambição narrativa maior. Ainda assim, compartilha muitos dos problemas de jogabilidade datada da estreia.
O grande destaque é a coragem da história. Innocent Sin é uma experiência quase febril, em que os heróis enfrentam um Hitler ressuscitado e cultistas determinados a provocar o fim do mundo, mostrando o quanto a trama de um Persona estava disposta a mergulhar no sobrenatural. Já Eternal Punishment, ambientado em uma linha do tempo alternativa, aposta em um mistério de assassinato mais fundamentado e introduziu ideias que voltariam em toda a série, como a noção de um “metaverso” e a consciência coletiva da sociedade. É a franquia encontrando sua identidade sombria e autoral.
Persona 3, FES e Persona 3 Portable
| Gênero | JRPG por turnos, simulação social |
| Desenvolvedora | Atlus |
| Lançamento | FES em 2007, Portable em 2009 (remaster em 2023) |
| Plataformas | PS2, PS3, e Portable em PC, PS4, Xbox e Switch |
| Duração média | 60 a 80 horas |
| Melhor para | Quem quer a rota da protagonista feminina (Portable) |
Persona 3 foi o divisor de águas, o jogo que realmente inaugurou a franquia como a conhecemos hoje. Foi ele que introduziu os Laços Sociais e o sistema de simulação de vida, além de um combate por turnos mais dinâmico, próximo de um Final Fantasy, deixando para trás as masmorras em grade dos dois primeiros jogos. Foi o equilíbrio perfeito entre a herança de Shin Megami Tensei e a identidade própria de Persona.
Com sua atmosfera melancólica e o tema da mortalidade, Persona 3 conquistou uma legião de fãs, muitos dos quais o consideram o favorito da série. Persona 4 e Persona 5 simplesmente não existiriam sem as bases lançadas aqui. As versões definitivas são o FES, que adiciona um epílogo, e o Portable, que trouxe a opção de jogar como uma protagonista feminina e o controle direto dos companheiros em batalha, hoje disponível em PC, PlayStation, Xbox e Switch. Os únicos entraves são algumas escolhas mecânicas datadas do original, como a impossibilidade de controlar diretamente o grupo e a condição de “cansaço” durante a exploração.
Persona 3 Reload
| Gênero | JRPG por turnos, simulação social |
| Desenvolvedora | Atlus, P-Studio |
| Lançamento | 2024 |
| Plataformas | PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Game Pass |
| Duração média | 60 a 80 horas |
| Melhor para | Quem quer a história de Persona 3 com apresentação moderna |
Persona 3 Reload é o remake completo que a Atlus entregou para levar o clássico às novas gerações, e é o melhor exemplo de como modernizar um JRPG sem trair sua essência. Ele refaz a apresentação do zero, com visuais deslumbrantes, cutscenes totalmente dubladas e uma interface repaginada, além de aprimorar profundamente o combate.
As grandes novidades mecânicas são os finalizadores Theurgy e o sistema de troca de personagens estilo Shift, que deixam os turnos mais estratégicos, junto de uma Tartarus (a grande torre do jogo) com layouts mais inteligentes e menos repetitivos. O peso emocional e os temas existenciais que marcaram o original continuam intactos, e momentos como o sacrifício de Aragaki batem ainda mais forte. Disponível para PC, PlayStation, Xbox e no Game Pass desde o lançamento, é hoje a forma mais recomendada de viver a história de Persona 3, com a ressalva de não incluir a rota da protagonista feminina do Portable.
Confira o que achamos do jogo no nosso review completo de Persona 3 Reload.
Persona 4 Golden
| Gênero | JRPG por turnos, simulação social |
| Desenvolvedora | Atlus, P-Studio |
| Lançamento | 2012 (versão Golden) |
| Plataformas | PC, PS Vita, PS4, Xbox, Switch |
| Duração média | 60 a 80 horas |
| Melhor para | Quem quer mistério aconchegante e o elenco mais querido |
Persona 4 Golden é um JRPG excepcional e um jogo obrigatório para os fãs do gênero. Ele enfatiza tudo o que torna Persona especial: uma história intrigante e cativante, um elenco secundário diverso com um dos melhores desenvolvimentos de personagem da série, exploração de masmorras que não cansa e um sistema de batalha por turnos fantástico. É frequentemente descrito como o Persona quintessencial em forma e função.
Ambientado na pacata cidade de Inaba, o jogo coloca você para desvendar uma série de assassinatos misteriosos ligados a um mundo dentro da TV. Descobrir a verdade por trás desse mistério é uma das melhores tramas dos JRPGs, rivalizando com clássicos como Chrono Trigger e Final Fantasy VI. Preso por muito tempo ao PS Vita, o Golden hoje está em PC, PlayStation, Xbox e Switch, o que permitiu que uma multidão de novos jogadores conhecesse a química impecável da Equipe de Investigação. Para muita gente, é o Persona mais aconchegante e o melhor da série.
Persona 5 Royal
| Gênero | JRPG por turnos, simulação social |
| Desenvolvedora | Atlus, P-Studio |
| Lançamento | 2019 (versão Royal) |
| Plataformas | PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Switch |
| Duração média | 100 a 120 horas |
| Melhor para | Quem quer o melhor ponto de partida na franquia |
Persona 5 Royal é o padrão-ouro da série e, para a maioria da crítica e dos fãs, o melhor jogo Persona já feito, com uma nota 95 no Metacritic para comprovar. Foi o jogo que fez a popularidade da franquia explodir no mundo todo. Tudo nele é mecanicamente superior aos anteriores: o combate foi refinado com o fluido sistema de Baton Pass, a negociação com sombras voltou, e a estética estilosa dos Ladrões Fantasmas se tornou icônica.
Você leva uma vida dupla, equilibrando escola e amizades durante o dia e combatendo a corrupção no Metaverso à noite. A versão Royal é a definitiva: adiciona um semestre inteiro, um novo Palácio e as arcos de Kasumi e Maruki, que fortalecem o final do jogo em vez de só esticá-lo. O único ponto que pesa é o ritmo, já que uma jogatina completa passa das 100 horas. Ainda assim, é o ponto de partida perfeito para novatos e um dos maiores JRPGs de todos os tempos, disponível em PC, PlayStation, Xbox e Switch.
Por Onde Começar em Persona
Uma das maiores dúvidas de quem chega à franquia é qual jogar primeiro. A boa notícia é que os jogos principais são independentes: não é preciso jogar na ordem, já que cada um conta uma história própria. A escolha ideal depende do seu perfil:
- Para quem nunca jogou e quer estilo: comece por Persona 5 Royal. É o mais acessível, bonito e com sistemas fáceis de entender, o melhor cartão de visita da série.
- Para quem quer uma história mais sombria: vá de Persona 3 Reload. Tom pesado, temas existenciais e apresentação moderna.
- Para quem quer aconchego e mistério: escolha Persona 4 Golden, com sua trama de investigação em uma cidade pequena e o elenco mais querido da série.
- Para os puristas e curiosos pela origem: os Persona 1 e 2 mostram as raízes, mas prepare-se para mecânicas datadas.
Seja qual for a porta de entrada, o mais provável é que um Persona leve ao outro, já que a fórmula de misturar vida cotidiana e batalhas sobrenaturais vicia rápido.
Os Melhores Spin-offs de Persona
Além dos jogos principais, a Atlus expandiu a franquia para vários gêneros. Alguns spin-offs são excelentes e valem a atenção de qualquer fã:
Persona 5 Strikers
Persona 5 Strikers é praticamente uma sequência direta de Persona 5, funcionando como um verdadeiro epílogo para os Ladrões Fantasmas. Ele troca o combate por turnos pela ação em tempo real no estilo musou, mas mantém o coração da série: os vínculos entre os personagens, a exploração de masmorras e o sistema de fraquezas. É a escolha certa para quem terminou Persona 5 e quer mais da turma.
Persona 5 Tactica
Persona 5 Tactica leva os Ladrões Fantasmas para o gênero de estratégia tática em grade, com foco em posicionamento, cobertura e o sistema One More encadeando ataques em equipe. É mais leve na parte de simulação social e mais focado nos quebra-cabeças de combate, o que faz dele uma boa porta de entrada para o gênero tático, ainda que simples para os veteranos de estratégia.
Persona 4 Arena e Arena Ultimax
Desenvolvidos pela Arc System Works, mestres dos jogos de luta, Persona 4 Arena e sua sequência Ultimax transformam o elenco de Persona 3 e 4 em lutadores de um 2D fighter de alto nível. Além do combate refinado, trazem um modo história robusto que dá continuidade real às tramas, agradando tanto quem curte luta quanto quem quer mais dos personagens.
Persona Q e Persona Q2
A dupla Persona Q: Shadow of the Labyrinth e Persona Q2: New Cinema Labyrinth reúne os elencos de Persona 3, 4 e 5 em masmorras exploradas em primeira pessoa, no estilo Etrian Odyssey. Com visual chibi e muito bom humor, são recomendados para quem gosta de mapear labirintos e planejar cada turno, embora tenham ficado presos ao Nintendo 3DS.
Os jogos de dança (Dancing)
A trilogia de ritmo, formada por Persona 4: Dancing All Night, Persona 3: Dancing in Moonlight e Persona 5: Dancing in Starlight, é voltada para os fãs mais dedicados. São jogos divertidos pelas remixes e coreografias dos personagens, mas com pouco conteúdo além da dança, o que os coloca entre os spin-offs menos essenciais da franquia.
Perguntas Frequentes
Qual é o melhor jogo Persona?
Persona 5 Royal é considerado o melhor jogo Persona pela maioria da crítica e dos fãs, com nota 95 no Metacritic. Ele reúne o melhor combate, a apresentação mais estilosa e um final expandido que fortalece toda a experiência. Persona 4 Golden e Persona 3 Reload vêm logo atrás.
Por onde começar em Persona?
Persona 5 Royal é o melhor ponto de partida para novatos, pela acessibilidade e pelo estilo. Quem prefere uma história mais sombria pode começar por Persona 3 Reload, e quem gosta de mistério vai curtir Persona 4 Golden. Os jogos são independentes, então não é preciso seguir uma ordem.
Quantos jogos Persona existem?
Contando os jogos principais e os spin-offs de luta, dança e dungeon crawler, existem cerca de 28 jogos Persona no total. Mas as entradas principais são apenas seis, de Persona 1 a Persona 5, cada uma com suas versões definitivas.
Persona 3 Reload ou Persona 4 Golden?
Depende do que você procura. Persona 4 Golden tem o elenco mais carismático e uma trama de mistério aconchegante, enquanto Persona 3 Reload traz temas mais pesados e existenciais, com a apresentação mais moderna da série. Ambos são excelentes portas de entrada.
Os jogos Persona estão no Game Pass?
Sim. Persona 3 Reload chegou ao Game Pass no dia do lançamento, e Persona 5 Royal, Persona 4 Golden e Persona 5 Tactica também já passaram pelo serviço. A Atlus tem levado a franquia para todas as plataformas atuais, incluindo Xbox, PlayStation, Switch e PC.
Qual a diferença entre Persona 5 e Persona 5 Royal?
Persona 5 Royal é a versão expandida e definitiva de Persona 5. Ela adiciona um semestre completo à história, uma nova personagem (Kasumi), um Palácio inédito e diversas melhorias de jogabilidade. Se você vai jogar hoje, o Royal é a versão recomendada.












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