Review | Theatrhythm Final Bar Line


Nascido em uma era de portáteis, sendo um jogo musical, a série Theatrhythm Final Fantasy foi lançada para 3DS e iOS no ano de 2012, há mais de 10 anos pela Square-Enix. O jogo foi tão bem recebido pela crítica que acabou recebendo mais outro jogo para a mesma plataforma, o Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call onde apresentava um número consideravelmente maior de faixas. Logo depois o jogo ganhou uma versão arcade no Japão.

Retornando após 6 anos, Theatrhythm Final Bar Line veio com desafios, já que será o primeiro jogo lançado para consoles domésticos onde o jogador não terão o uso de uma tela touch e uma caneta stylus pra ficar martelando a tela, todas as batidas serão feitas pelo botões e gatilhos do controle.

Para quem não está familiarizado com a série, Theatrhythm é uma franquia de ação rítmica onde os jogadores pressionam botões no tempo certo com gatilhos em movimento. As músicas tocadas são da série Final Fantasy que variam de títulos numerados, remakes, CDs de trilha sonora e spin-offs contendo centenas de faixas com desafios.

De cara, Theatrhythm Final Bar Line já estabelece uma nova régua quantitativa, contando com 502 músicas no total de 46 jogos diferentes, sendo 385 músicas presentes na edição base, 27 adicionais na versão Deluxe e 90 que virão como DLCs.

Gameplay

Review Theatrhythm Final Bar Line

A principal tarefa do jogo é acertar os Triggers (os círculos coloridos) no tempo certo. Quanto mais “Criticals” você conseguir, mais Chains (acertos perfeitos consecutivos) você conquista e mais pontos (Rhythmia) você ganha. Toda vez que você erra, você sofre dano na sua barra de HP o que piora a sua classificação final. O principal objetivo de cada faixa é conseguir passar, mas cada uma possui um desafio adicional para conseguir desbloquear itens.

Além de um museu, capacidade de personalizar cards que servem como seu avatar online. O jogo possui três modos:

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  • Series Quest S – O modo principal. Nele você terá 29 títulos onde você terá que concluir missões, desbloquear músicas e personagens.
  • Music Stages – Aqui você poderá tocar as músicas que desbloqueou e experimentar o Simples Style (toque com um botão) ou o Pair Style (dois players dividem uma tela).
  • Multi Battle – O modo multiplayer do jogo, nele você poderá ter partidas com até quatro jogadores.

Falando sobre o Series Quest S, conforme relatado, você terá cerca de 29 títulos que se dividem em numerados da série, novos spin-offs, remakes, CDs de trilha sonoras e a novidade, não só jogos da série estão presentes em Theatrhythm Final Bar Line, mas jogos como Chrono Trigger, Live a Live, Série Mana, série NieR, Octopath Traveler, série SaGa, série TWEWY, Xenogears, Chrono Cross e algumas a serem confirmadas. Infelizmente a maioria desses jogos fora da franquia Final Fantasy serão adicionados como DLC, o que pra mim se torna um problema, já que a inserção de algumas músicas dessas séries consolidadas poderiam contribuir e enriquecer a experiência do jogador e conquistando mais público.

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Com tantos acervos de trilhas sonoras, o jogador terá uma espécie de chave para desbloquear cada um dos “Music Stages”. Ao desbloquear, temos um mapa com uma cadeia de missões que servem como batalhas contra inimigos, deslocamentos de mapa e lutas contra chefes. Cada faixa pode ter um tipo de palco, sendo divididas em três experiências distintas: FMS, BMS e EMS.

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Começando com o BMS (Battle Music Stages), você precisa derrotar uma onda de inimigos em batalha acelerada. No FMS (Field Music Stages) são músicas mais lentas e relaxantes onde seu grupo se desloca por mapas. No EMS (Event Music Stages) a perspectiva e disposição do HUD muda e é dedicada a músicas com cenas mais marcantes da série.

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Sabendo os três tipos de experiência nessas missões, você poderá montar uma party com quatro personagens que possuem diferenças de Jobs, habilidades e status que vão te ajudar a passar, como se curar, derrotar inimigos a cada acerto ou tomar menos dano além da possibilidade de adicionar um Summon, uma airship e um moogle. Cada acervo liberado, você desbloqueia quatro personagens do jogo escolhido podendo desbloquear um novo ao concluir todas as missões. Cada personagem ganha experiência em cada música e com isso habilidades para serem equipadas, adicionando um recurso bem-vindo de progressão, estendendo a vida útil do jogo ao incrementar elementos de RPGs.

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Cada missão possui três níveis de dificuldade (Basic, Expert e Ultimate) com algumas com o nível mais alto, o Supreme.

Sendo o mais inclusivo possível, o nível Basic é voltado apenas para quem deseja relaxar, e isso o jogo faz muito bem. Acontece que esse nível mais baixo não é recomendado para quem deseja sentir as batidas e ritmos das músicas, por serem menos frenéticas, a maioria das músicas parecem meio sem graça e sem compasso com os Triggers. Já as dificuldades de Expert pra frente, revelam a proposta de diversão ideal e é onde o jogo cresce e se revela como um game rítmico onde demanda reflexo e algumas habilidades para quem for mais treinado ao tocar instrumentos musicais.

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As músicas possuem Triggers (círculos coloridos) diferentes que demandam ações diferentes do jogador quando chegar na “Trigger Mark” que é uma marca onde você deve apertar no tempo certo.

Sendo divididos por cores para facilitar a identificação, cada Trigger pode ser acionado com qualquer botão, menos os que precisam usar os analógicos. Entre apertar, segurar e mover setas, o que considerei o menos intuitivo para a mudança do touch para um controle foi o Trigger deslizante.

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No Trigger deslizante, o jogador precisa segurar um botão enquanto acompanhamos com o analógico o rastro. Por diversas vezes, na maioria das partes mais lentas, mesmo achando que estava fazendo certo, a minha Trigger Mark perdia a orientação, não sei se foi uma falta de entendimento meu, mas achei essa Trigger em específico a menos intuitiva e o ponto mais baixo do gameplay.

Não pude experimentar o modo multiplayer no período de análise, mas ele funciona atrapalhando os outros jogadores. Você poderá entrar nas salas de outros jogadores ou na suae esperar que outros jogadores de desafiem. Você deverá preencher o uma barra de Burst para liberar movimentos especiais que podem atrpalahar a partida dos outros jogadores e conseguir vantagens. Na segunda rodada, dois Bursts podem ser acionados ao mesmo tempo. Ao ganhar, você conquista uma CollectaCard (cartinhas colecionáveis) do adversário.

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O jogo também conta com um modo chamado “Endless World“. O modo é desbloqueado quando completamos um título entre os acervos musicais. Nele temos uma música que é escolhida de forma aleatória, com a dificuldade da missão aumentando gradualmente à medida que você avança, se falhar três vezes, você perde. O modo obviamente é voltado para pessoas que querem um desafio maior, adicionando uma dose competitiva ao jogo.

Gráficos

Conforme visto em imagens e nos trailers, o foco de Theatrhythm Final Bar Line não é esbanjar texturas e iluminações rebuscadas e sim passar visuais agradáveis e o jogo consegue com maestria.

Com um estilo gráfico mais infantil e chibi, seu estilo de arte é charmoso, até mesmo os monstros inimigos são quase adoráveis. É agradável navegar pelos os seus menus simples e coloridos ou ver personagens e elementos da série que você acompanhou.

O ponto abaixo do seu visual reside nos cenários 3D que ficam no background do mapa ou durante as missões, com uma qualidade questionável de modelagem e texturas.

Trilha Sonora e Som

O principal e mais importante tópico do jogo, as músicas de Theatrhythm Final Bar Line continuam sendo um show a parte. Com uma quantidade impressionante de músicas, adicionando ainda mais trilhas memoráveis da franquia, o fã e até quem não conhece certamente irão testemunhar a alta qualidade de uma das melhores coleções e criações de trilhas sonoras já criadas para um game.

Com adições de ainda mais músicas impressionantes como “Apocalypsis Noctis” e “Valse di Fantastica” de Final Fantasy XV e “Tifa’s Theme – Seventh Heaven” e “One Winged Angel Rebirth – Rebirth” do Final Fantasy VII Remake além de várias outras, o jogo conta com centenas de faixas tão gostosas de não só ouvir como participar com as batidas rítmicas.

Como a maioria dos jogos da Square-Enix, Theatrhythm Final Bar Line não conta com localização em português do Brasil, não que seja essencial para entendimento de um jogo rítmico, mas por conter apenas menus e descrições de sistemas, acredito que a localização não seja tão complexa ou absurda, tanto que o jogo conta com tradução para seis idiomas.

Vale a Pena?

Review Theatrhythm Final Bar Line

Com uma quantidade incrível de músicas, Theatrhythm Final Bar Line é um jogo divertido, agradável e ainda assim, desafiante. Tendo a tarefa de ser o primeiro jogo da série a não usar mais recursos como a tela touch e uma stylus, ele consegue se sair bem e ainda divertir todos os tipos de perfis de jogadores, do mais casual ao mais hardcore com as suas quatro opções de dificuldade.

Com tantas músicas de jogos tão queridos, Final Bar Line deve manter a maioria dos jogadores ocupados por horas, já que ele proporciona itens colecionáveis, um sistema de progressão com elementos de RPG, personalização de grupos, desbloqueio de conquistas para ganhar itens, destravar mais faixas, modos, personagens, inimigos e uma quantidade grande de recompensas além do seu acervo extenso.

Voltado para jogadores de nicho e fãs, Theatrhythm Final Bar Line é um dos melhores jogos rítmicos lançados no mercado nos últimos tempos de uma quantidade cada vez mais escassa do gênero. Se tornando um jogo obrigatório não só por fãs da série, mas também do gênero. É a edição definitiva da franquia e uma homenagem em forma de jogo de uma das séries mais queridas e importantes para a indústria dos games.

Jogo analisado no PS5 com código gentilmente fornecido pela Square Enix.

Notas do Jogo
Review Theatrhythm Final Bar Line

Título: Theatrhythm: Final Bar Line

Descrição do jogo: Um jogo de ação e ritmo recheado com 385 faixas musicais cuidadosamente selecionadas de toda a série FINAL FANTASY. ♪ As músicas de FINAL FANTASY reunidas em um só lugar Inclui faixas populares de um total de 46 jogos diferentes, contando com as músicas mais recentes desde FFI até FFXV da série principal, além de remakes, spin-offs e vários CDs diferentes de trilha sonora. Reviva batalhas eletrizantes e emoções à flor da pele acompanhadas por músicas e vídeos deslumbrantes.

Gênero: Música e Ritmo

Lançamento: 16/02/2023

Produtora: Square-Enix

Distribuidora: Square-Enix

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Nota
9/10
9/10
  • Nota Geral - 9/10
    9/10

Veredito

Com uma quantidade incrível de músicas, Theatrhythm Final Bar Line é um jogo divertido, agradável e ainda assim, desafiante. Tendo a tarefa de ser o primeiro jogo da série a não usar mais recursos como a tela touch e uma stylus, ele consegue se sair bem e ainda divertir todos os tipos de perfis de jogadores, do mais casual ao mais hardcore com as suas quatro opções de dificuldade.

Com tantas músicas de jogos tão queridos, Final Bar Line deve manter a maioria dos jogadores ocupados por horas, já que ele proporciona itens colecionáveis, um sistema de progressão com elementos de RPG, personalização de grupos, desbloqueio de conquistas para ganhar itens, destravar mais faixas, modos, personagens, inimigos e uma quantidade grande de recompensas além do seu acervo extenso.

Voltado para jogadores de nicho e fãs, Theatrhythm Final Bar Line é um dos melhores jogos rítmicos lançados no mercado nos últimos tempos de uma quantidade cada vez mais escassa do gênero. É um jogo obrigatório não só por amantes do gênero, mas também a edição definitiva da franquia e uma homenagem em forma de jogo de uma das séries mais queridas e importantes para a indústria dos games.

Vantagens

  • Muitas músicas;
  • Gameplay inclusiva e desafiante;
  • Progressão divertida;
  • Trilha sonora de grande qualidade;
  • Menus intuitivos;
  • Muitos colecionáveis.

Desvantagens

  • Triggers deslizantes pouco intuitivos;
  • Falta de localização para português do Brasil;
  • Trilhas sonoras de outras franquias presentes somente por DLC.

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San Moreira
San Moreira tem 33 anos e é natural de São Paulo. Eu sou formado em Banco de Dados e Gestão Empresarial. Amante da cultura gamer, sempre apaixonado pelo universo. Atuando como jornalista e Content Manager de games com foco na plataforma PlayStation e Battle Royales como Free Fire. Teve a ideia de criar este site exclusivamente pela vontade informar e ajudar a comunidade gamer.